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10 GERENCIAMENTO PELA QUALIDADE

10.4 CONTROLE E GARANTIA DA QUALIDADE

10.4.4 Controle do processo final

Para que os produtos gerados no processo estarem nos padrões mínimos de qualidade as análises é indispensável para que possam alcançar um resultado final eficiente, para isso será feito coletas dos produtos a cada lote e analisados em uma bancada que realizará as análises físico-químicas e organolépticas antes de serem liberados para armazenamento e posterior distribuição.

O responsável pelo setor da qualidade fica responsável pela autorização do produto para armazenamento, conforme os testes laboratoriais físico-químicos e organolépticos seguindo alguns parâmetros dispostos no capítulo de Estratégia e Marketing. Entre as análises físico-químicas estão pH, solubilidade, viscosidade e densidade. Já as análises organolépticas analisam o aspecto e a cor do produto.

As planilhas conforme disposto no apêndice P - check list de liberação do produto final - serão arquivada na empresa, para caso seja necessário obter alguma informação referente as características destes produtos. Em determinados produtos que não apresentarem resultados satisfatórios, serão tomadas as medidas cabíveis e correção serão feitas para a solução do problema.

10.4.4.1 Análises organolépticas

10.4.4.1.1 Cor

As verificações da cor serão feitas a partir da percepção a olho nu pelo responsável de controle de qualidade da empresa. Este teste físico de análise de cor será realizado a cada lote.

10.4.4.1.2 Aspecto

A análise do aspecto da sucata ferrosa será observada visualmente pelo responsável da controle de qualidade da empresa, verificando as características, limpos e isento de impurezas.

10.4.4.2 Análises físico-químicas

O potencial hidrogeniônico, consiste num índice que indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade de um meio qualquer, deste modo o negro de fumo deve estar na faixa de 4 a 11, podendo ser medido por um pHmetro.

10.4.4.2.2 Solubilidade

Solubilidade é a quantidade máxima que uma substância pode dissolver-se em um líquido. Esse conceito também se estende para solventes sólidos.

10.4.4.2.3 Viscosidade

A viscosidade geralmente diminui com o aumento de temperatura, uma vez que, em altas temperaturas, as moléculas possuem maior energia de translação e rotação, permitindo vencer as barreiras energéticas de interações intermoleculares com maior facilidade. Sendo assim a viscosidade irá ser testado com uma temperatura entre 20°C.

10.4.4.2.4 Distribuição granulométrica

Após o processo de moagem uma amostra do negro de fumo deverá ser submetida a análise granulométrica por peneiramento. Esta análise é o processo usado para determinar da percentagem em peso que cada faixa especificada de tamanho de partículas representa na massa total ensaiada. Uma amostra do negro de fumo deverá ser enviada para análise granulométrica a cada lote.

10.4.4.2.5 Densidade

A densidade de um líquido pode ser medida na prática por meio de um aparelho chamado densímetro. Ele é formado por um tubo de vidro com uma haste graduada em densidades e, na parte inferior, possui uma parte mais larga e mais “pesada”. Ao ser colocado no líquido, o densímetro fica numa posição em que o nível do líquido fica exatamente em cima da graduação na haste.

10.5 FERRAMENTAS DA QUALIDADE

São técnicas que se podem utilizar com a finalidade de definir, mensurar, analisar e propor soluções para problemas que eventualmente são encontrados e interferem no bom desempenho dos processos de trabalho.

10.5.1 Matriz Gut

De acordo com Ferroli (2000), o uso da Matriz GUT promove condições de estudo para um problema específico, pois ela fornece subsídios para a elaboração de um plano de ação. Ao mesmo tempo, esta ferramenta tem objetivo ranquear as tarefas por ordem de prioridade para tratar um determinado problema, levando em consideração: gravidade (G), Urgência (U) e Tendência (T) dos itens a serem resolvidos. (GOMES, 2006; CESAR, 2013).

Na Matriz GUT os problemas foram classificados pelas notas de 1 a 3, que será mostrada abaixo para obtenção do grau crítico, obtido pela soma G+U+T e, posteriormente, foi classificado aquelas que são mais graves, urgentes e com maior tendência de piorar.

Os fatores recorrentes a possíveis problemas nos equipamentos ao longo do processo serão mostrados no quadro que segue:

Quadro 27 - Matriz GUT para a Priorização de Problemas do Processo. Problema Gravidade Urgência Tendência Grau

critico (G+U+T) Sequência de Atividades Equipamentos com Defeito 3 3 2 8 1º Atraso no Pagamento do Fornecedor 2 2 1 5 4º Capacitação Funcionários 2 2 2 6 3º Atraso da matéria prima 3 3 1 7 2º

Com base na avaliação do quadro, define-se como prioridade o problema dos equipamentos com defeito, onde devem ser adotadas medidas de correção imediata deste, para que não comprometa a qualidade e compromisso com os clientes.

10.5.2 Diagrama de Ishikawa

Em 1943, criou-se este diagrama que consiste em uma técnica visual que interliga o resultado (efeito) com os fatores (causas). O diagrama causa e efeito é um importante instrumento a ser utilizado para descobrir as causas que produzem os efeitos indesejados e aplicas as correções necessárias. É uma ferramenta simples, que possui um efeito visual de fácil assimilação, e que, sem dúvida, ajuda a sistematizar e separar corretamente as causas do efeito. (RIBEIRO, 2005).

Figura 54 - Aplicação método de Diagrama de Causa e Efeito (Ishikawa).

Pouco rendimento produto final Mão-de-Obra Meio Ambiente Limpeza Capacitação Iluminação Tempo de procedimento Falta de Produtos Controle das Variáveis Sem Manutenção Máquinas Medida Matéria-Prima Método

Fonte: Elaboração dos autores, 2018.

Esta divisibilidade de um processo é importante por permitir que cada processo menor seja controlado separadamente, facilitando a localização de possíveis problemas e a atuação nas causas destes problemas, o que resulta na condução de um controle mais eficiente de todo o processo.

10.5.3 Ferramenta 5S

Segundo Lapa, (1998), 5S ou Programa 5S como também é conhecido, é um conjunto de cinco conceitos simples que, ao serem praticados, são capazes de modificar o seu humor, o seu ambiente de trabalho, a maneira de conduzir suas atividades rotineiras e as suas atitudes.

Quadro 28 - Significado e Aplicação do 5S.

5S Produção Administração

SEIRI – ARRUMAÇÃO

Reconhecimento dos equipamentos, ferramentas e

materiais necessários e desnecessários para área de

produção. Reconhecimento de dados e informações necessárias e desnecessárias para decisões. SEITON – ORDENAÇÃO Determinação do local específico para os materiais

para fácil e rápido localização nas áreas de

escritórios.

Determinação para pastas e documento, numeração e

cores podem facilitar a organização

SEISOH – LIMPEZA

Eliminação de pó, sujeira desnecessárias e manter o ambiente limpo em toda as

áreas.

Atualização e renovação de dados para ter decisões

corretas.

SEICETSU – ASSEIO

Eliminar todos os fatores que possam promover mal

estar no ambiente de trabalho e ainda manutenção de boas condições sanitárias.

Avisos que ajudam a evitar erros, manutenção preventiva e cartazes que motivem a manutenção da

ordem e limpeza.

SHITSUKE- AUTO- DISCIPLINA

Respeitar e cumprir normas, prazos e acordos estabelecidos, dando ênfase nos horários, regulamentos,

compromissos e principalmente em relação

aos clientes

Execução de toda e qualquer tarefa, evita perdas do não

seguimento da rotina

Após a realização dos procedimentos da ferramenta 5S, observa-se um verdadeiro processo de mudança de comportamento, gerando economia de recursos bastante expressiva, os novos cuidados com a conservação e manutenção favorecem a organização e o desempenho da equipe de trabalho.

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