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Controlo da taxa de implementação dos Shelf Ready Packaging

Capítulo 4 Identificação de Oportunidades de Melhoria

4.1 Identificação de Fatores Críticos

4.1.6 Controlo da taxa de implementação dos Shelf Ready Packaging

A taxa de implementação dos SRP nos produtos registada no sistema informático é equivalente a 20% do total dos produtos da área alimentar, distribuindo-se de forma diferente entre as várias Unidades de Negócio. A Mercearia Salgada contribui com 8%, a Mercearia Doce com 6%, as Bebidas com 2%, a Higiene e Beleza e a Limpeza do Lar cada uma com 2%. É de realçar a oportunidade de aplicação do SRP a 80% dos produtos que ainda não têm este tipo de embalagem. Porém nem todas as Unidades de Negócio estão no âmbito do projeto de SRP de MP como é o caso da Unidade de congelados e da categoria de bebidas espirituosas, que devem ser repostos individualmente. No caso dos congelados não são considerados para implementação de SRP devido à necessidade de exposição a temperatura negativa. Neste caso específico existe forma de melhorar a disposição dos produtos no interior da embalagem de transporte simples, de modo a facilitar a reposição, porém não se aplica uma embalagem do tipo SRP. No caso das bebidas espirituosas não se consideram como produtos potenciais para aplicação de SRP devido ao valor elevado que tem a si associado.

Face ao número de produtos de cada Unidade de Negócio, na Unidade de Mercearia Salgada a taxa de produtos com SRP é de 36% e na Mercearia Doce 32%. Quanto às Bebidas, a taxa de implementação do SRP é de 23%, Limpeza do Lar 13%, Laticínios 7%, e Higiene e Beleza 6%, Tabela 4.2. As mercearias apresentam-se assim como as Unidades com maior taxa de implementação deste tipo de embalagem.

Tabela 4.2 - Taxa de implementação inicial do SRP por Unidade de Negócio

Unidade de Negócio Mercearia Salgada Mercearia Doce Bebidas Limpeza do Lar Laticínios Higiene e Beleza Produtos com SRP (%) 36 32 23 13 7 6

Tendo em conta a base de trabalho no projeto de implementação do SRP, os 20% do número total de produtos da área alimentar com este tipo de embalagem, foi realizada uma auditoria no armazém e área de venda do PV piloto escolhido para testes no âmbito do presente estudo, o Continente de

Telheiras. Verificou-se que i) nem todos os SRP implementados estão conformes com os 5 requisitos funcionais que um SRP deve respeitar (referido em 2.4.2) e que ii) a taxa de produtos com SRP rececionados no armazém do PV é superior a 20% (valor registado no sistema informático de produtos com SRP é de 20%). Relativamente aos produtos que já têm um SRP associado, é necessário rever as suas caraterísticas (por exemplo a resistência do cartão e as condições de abertura), essencialmente nos locais onde as operações decorrem: armazéns e PV para que se consiga observar se o SRP corresponde às necessidades para que foram definidos. A percentagem dos SRP implementados é de 30% para os produtos de MP da área alimentar, e não 20% como foi inicialmente mencionado de acordo com o que se encontra registado no sistema informático. Se os SRP não estão registados (10% em falta), não são incorporados nos planogramas dos PV, e o respetivo símbolo não consta nas etiquetas de preço das prateleiras, o que resulta num desperdício de embalagens não utilizadas para o seu fim e que foram alvo de investimento por parte dos fornecedores.

É necessária a revisão dos dados relativos a SRP que constam no sistema informático da empresa. Assim como, para efeitos de revisão e atualização da lista de produtos prioritários elaborada pela DE, é necessário identificar previamente os atributos dos SRP, ou seja as dimensões e o número de unidades por embalagem. A identificação deve ser realizada de forma visual nos PV e respetivos armazéns, assim como por contacto com os fornecedores, para atualização das Fichas de Criação de Produto.

A atualização dos SRP inseridos no sistema informático, é realizada pelas Assistentes Comerciais (ACs), por indicação da DC que as informa do tipo de embalagem em que o produto é inserido e respetivos dados logísticos. A informação sobre o produto e respetiva embalagem de expedição é contemplada na Ficha de Criação do Produto. Este documento contém informação sobre Dados do Fornecedor, Dados do Produto, Dados do Fornecimento e Dados Internos. Os três primeiros campos são preenchidos pelo Fornecedor e só o último pela empresa. No campo Dados de Fornecimento, consta a informação das dimensões da Unidade de venda ao consumidor, da Unidade intermédia (embalagem de transporte ou SRP), da Unidade de venda à empresa Modelo Continente Hipermercados (MCH) e dos dados logísticos (número de unidades de venda por palete, número de camadas por palete e número de embalagens por camada.

O campo da Ficha de Criação de Produto “Unidade intermédia” não permite especificar se a embalagem é utilizada somente para transporte ou como SRP. O seu preenchimento não é considerado obrigatório ao contrário do que acontece com os outros campos. Este facto resulta em quatro problemas que provocam a desatualização da informação no sistema: i) a DC envia a Ficha de Criação de Produto às ACs, sem indicar se o produto a ser criado no sistema tem SRP associado, ii) a DC quando altera o tipo de embalagem associado a um produto, não informa as ACs do facto, iii) o fornecedor muitas vezes não preenche o campo “Unidade intermédia” por não ser obrigatório e iv) não é clara para o fornecedor nem para a DC a diferença entre Unidade intermédia e Unidade de venda, quando se utiliza um SRP. Portanto é crucial a comunicação com base em campos

padronizados que devem ser transmitidos às ACs, para que a percentagem registada no sistema, sirva de base de trabalho para o projeto de implementação de SRP.

Relativamente ao fator crítico taxa de aplicação de SRP, identificam-se três grandes linhas de ação: 1. Atualização dos dados no sistema;

2. Verificação do estado físico dos SRP já existentes; 3. Aumento da taxa atual de implementação de SRP.