3.2.5 RELAÇÃO COM O ENTORNO
Respeitando as leis de uso do solo do município, por possuir áreas de plantio, cooperativa, comércio e áreas de ensino e pesquisa, a área projetada está inserida às margens do perímetro urbano, onde se integra com o meio urbano e com a área industrial e rural devido as suas necessidades de localização.
Um dos objetivos do projeto é integrar o público à natureza e para isso foram propostos caminhos como eixos visuais para o Riobeirão Miguel e a APP.
LEGENDA Área urbana Área projetada Fenaca App Eixos visuais Ribeirão 3.2.6 HIERARQUIA ESPACIAL
Por ser também um centro de pesquisa e extensão o edifício tem a maior parte de seus ambientes com caráter privado, somente o Bloco 01(institucional) onde encontram-se as feiras, restaurante, biblioteca e entre outros, e a área de plantio que também é destinada a visitação são de caráter semiprivados.
Privado Semiprivado Público
LEGENDA
Figura 26: Relação com o entorno adaptada pela autora.
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 27: Hierarquia espacial adaptada pela autora.
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REFERENCIAIS PROJETUAIS
UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina TFGI - Maggie Colombo Pasini 34/81
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3.2.7 BLOCO 01 - INSTITUCIONAL At: 4.475 m² Restaurante; Auditório; Biblioteca; BWC;Feira de produtos agrícolas; Prestação de serviços; Salas de reunião; BWC; LEGENDA Circulação vertical Circulação horizontal LEGENDA Circulação vertical Circulação horizontal
O bloco institucional possui dois pavimentos, o térreo, onde esta localizado o acesso principal e a área destinada a feiras de produtos agrícolas e onde os assessorados ou pessoas que desejam fazer parte do centro de pesquisa ou da cooperativa são atendidos. A feira e as demais atividades são divididas por uma circulação onde possui dois jardins internos, os mesmos podem ser vistos pelo primeiro pavimento por meio de uma abertura na laje.
O primeiro pavimento é onde encontramos o restaurante, biblioteca e o auditório para 80 pessoas. O pavimento possui acesso por circulação vertical por meio de elevador e escadas. Vão jardim Restaurante – Segundo pavimento Primeiro pavimento Estacionamento - Subsolo Estrutura
Figura 28: Pav. térreo
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 29: Primeiro Pav.
Fonte: Djeferson Borck (2016) Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 30: Perspectiva estrutura
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3.2.8 BLOCO 02 - EDUCACIONAL / PESQUISA At: 2.732 m² LEGENDA Salas de estudo Salas de aula Recepção/almoxarifado Banheiros Análise do solo Sala de reunião Banheiros/ vestiários LEGENDA Circulação vertical Circulação horizontal Fitopatologia Botânica Cultivo in vitro Sala de reunião Banheiros/vestiários LEGENDA Circulação vertical Circulação horizontal Circulação vertical Circulação horizontal Térreo Primeiro pavimento Segundo pavimento Terceiro pavimento EstruturaNo bloco educacional e de pesquisa o térreo e primeiro pavimente que são onde acontecem as aulas se repetem. O segundo e terceiro pavimento são destinados à laboratórios de pesquisas, onde cada pavimento possui uma respectiva função, o segundo é referente a análise do solo e o terceiro ao desenvolvimento de cultivos.
Todos os pavimentos possuem circulação por meio de escadas e elevadores e varandas externas que também possuem função de circulação.
Figura 31: Térreo/primeiro pav.
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 32: Segundo pav.
Figura 33: Terceiro pav.
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Fonte: Djeferson Borck (2016)
REFERENCIAIS PROJETUAIS
UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina TFGI - Maggie Colombo Pasini 36/81 3.2.9 BLOCO 03 - COOPERATIVA RURAL
At: 1.416 m²
Copa / sala de espera administração Banheiros / vestiários Depósito de caixas Deposito de embalagens Câmara fria Carga/descarga Triagem / embalagem Depósito LEGENDA
BLOCO 04 - ESTUFA DE MUDAS At: 1.925 m²
Sementeira
Garagem de maquinas agrícolas Área de semeação / depósito de bandejas
LEGENDA
O bloco da cooperativa rural possui apenas um pavimento, onde ocorrem serviços como armazenagem de produtos, depósitos e onde os produtos são embalados. O bloco possui acesso para carga e descarga.
O bloco destinado a estufa de mudas possui uma parte em concreto onde se localiza a garagem e área de semeação e depósitos de bandejas, e a sementeira que é composta por estrutura metálicas e vidro para a entrada de luz natural.
Térreo Estrutura
Térreo Estrutura Sementeira
Figura 35: Pav. térreo
Fonte: Djeferson Borck (2016) Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 36: Pav. térreo
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 37: Perspectiva estrutura
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 38: Perspectiva estrutura
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3.2.10 BLOCO - 05 ESTUFA DE CULTIVOS At: 275 m² Hidroponia Aquoponia Aeroponia LEGENDA 3.2.11 SUSTENTABILIDADE E BIOCLIMATISMO
A proposta não possui muitas alternativas sustentáveis, o arquiteto optou apenas por algumas alternativas simples para a redução de energia elétrica e consumo de água, como corredores de ventilação como mostra a figura 41, por meio de aberturas e o aproveitamento de luz natural por peles de vidro nas fachadas leste e oeste e uso de brises de madeira como bloqueio de calor, fez-se também uso de reaproveitamento de água pluvial por meio de calhas coletoras(fig.40)
Calha coletora Reservatório superior
Cisterna A estufa de cultivos é composta por apenas
um pavimento, onde nele possui diferentes departamentos de pesquisa de cultivos, são eles: hidroponia que é o cultivo de plantas sem o uso de solo, com as raízes submersas na água, a aquoponia que é a criação de peixes associada ao cultivo de hortaliças e a aeroponia que é uma técnica de cultivo que consiste essencialmente em manterem as plantas suspensas no ar.
Circulação horizontal
Figura 39: Pav. térreo
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 40: Reaproveitamento de água pluvial
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 41: Esquema ventilação e insolação
REFERENCIAIS PROJETUAIS
UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina TFGI - Maggie Colombo Pasini 38/81 3.2.12 MATERIALIDADE
O projeto do edifício possui materiais simples que variam de acordo com o uso e necessidades do projeto como: vigas de concreto armado, placas de alumínio com pintura padrão de madeira, pilar de madeira redondo, guarda corpo metálico com pintura eletrostática cor branca, esquadrias tipo heike, policarbonato translucido, paredes de concreto aparente e brises fixos e moveis de madeira. As fIguras 43 e 44 mostram os detalhes da cobertura e brise.
3.2.13 ESTRUTURA E TÉCNICAS CONSTRUTIVAS
Segundo Djeferson Borck(2016) a estrutura do projeto varia de acordo com a necessidade de cada bloco, sempre optando por soluções mais simples.
Dessa forma, para os blocos 01 e 02 foram propostos modulações de 2,5m e seus múltiplos, utilizando para a mesma, estrutura reticulada de concreto armado com vãos máximos de 7,5m e laje do tipo protendida.
O bloco 03(cooperativa rural) possui necessidades diferentes, como espaços amplos e vãos maiores por ser um local de intensa movimentação e armazenamento dos produtos agrícolas. Por isso, foram propostos elementos estruturais metálicos e laje protendida para áreas técnicas. Os blocos 04 e 05 possuem características semelhantes com os citados anteriormente onde se tem estrutura metálica com o fechamento em policarbonato translúcido para o aproveitamento de luz natural já que se trata de estufas que necessitam da entrada de sol.
Figura 43: Detalhe cobertura
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 42:Corte DD’
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 44: Detalhe brises móvel.
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3.2.14 VOLUMETRIA
A volumetria é composta por 4 blocos retangulares, onde os dois blocos frontais estão no mesmo nível e possuem o mesmo pé direito, e os demais possuem pé direito variados e estão à níveis mais baixos resultando em um escalonamento das formas com três níveis diferentes. A volumetria é simples e racional, respeitado as necessidades do projeto e a arquitetura da cidade,
3.2.15 MOTIVO DA ESCOLHA DO REFERENCIAL
Tendo como objetivo ajudar na comercialização dos pequenos produtores e incentivar as futuras gerações para que não abandonem o campo, o referencial uniu ensino, pesquisa, atividades práticas, cooperativismo e comércio em apenas um projeto de maneira prática e funcional, mostrando como diferentes atividades podem estar integradas entre si.
A figura 45 mostra a modulação dessas estruturas e como estão distribuídas em casa bloco.
Fonte: Djeferson Borck (2016)
Figura 45: Perspectiva estrutura
Figura 46: Perspectivas externas
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UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina TFGI - Maggie Colombo Pasini 40/81 3.3.1 FICHA TÉCNICA:
Localização: Pedra Branca, Palhoça, SC Área do terreno: 12.924,02 m²
Área construída: 2.096,53 m² Ano do projeto: 2012
Conclusão da obra: 2013
Arquitetos: Bragaglia Arquitetura 3.3.2 LOCALIZAÇÃO
O Emporio Hippo fica localizado no município catarinense de Palhoça, em frente a praça principal na rua compartilhada no Bairro Pedra Branca. O supermercado foi projetado para se tornar ícone arquitetônico da região.
“A proposta enfatiza uma arquitetura contemporânea e conceitual, com identidade forte, responsabilidade e consciência urbana. Ela parte dos preceitos e ideais difundidos na Cidade Pedra Branca – que defende o conceito de urbanismo sustentável –, assim como os anseios do empreendedor Hippo Supermercados”, Ricardo Bragaglia e Umberto Bragaglia
REFERENCIAL PROJETUAL
Hippo 3.3 Supermercado Hippo– Palhoça, SC
Figura 47:Mapa Santa Catarina
Figura 48: Localização Palhoça
Fonte: Wikipedia Fonte:Google maps
Fonte:Google Earth
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LEGENDA ÁREA COMÉRCIO SERVIÇO ESTACIONAMENTO FUNCIONÁRIOS ESTACIONAMENTO PÚBLICOCIRCULAÇÃO HORIZONTAL EXTERNA
ACESSO EDIFICAÇÃO ACESSO PRAÇA PRINCIPAL ACESSO PEDESTRE ACESSO AUTOMOVEIS LEGENDA
3.3.3 RELAÇÃO COM O ENTORNO
A integração de forma física e visual entre o entorno e o empreendimento era uma demanda da implantação deste projeto. A marquise externa segue junto ao passeio, a fim de proteger os visitantes e conectar a edificação aos elementos lúdicos naturais. A cobertura principal foi projetada em forma de asa-delta, sendo que sua inclinação frontal se abre para a praça e se conecta com os demais edifícios do passeio de forma natural, pela continuidade visual e conceitual que compartilha com os vizinhos. Em relação à sua altura máxima, foi utilizado somente um térreo com pé-direito duplo com altura variável entre 6 metros e 7,40 respeitando o entorno. As figuras abaixo mostram a edificação em relação a praça e ao seu entorno.
Figura 50: Implantação adaptada pela autora.
Fonte:ArcoWeb
Figura 51: Perspectiva da praça
Fonte: Site: Skyscrapercity
Figura 52: Relação com a praça
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UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina TFGI - Maggie Colombo Pasini 42/81 3.3.4 PLANTA BAIXA
Com 2.096 metros quadrados de área construída, o supermercado é composto por um pavimento com cerca de 1000 metros quadrados de área de venda, mais área de depósito, produção e câmaras frias, sanitários para clientes, estacionamento particular e público.
O mezanino, que possui 156,78 metros quadrados, foi projetado para abrigar a área administrativa e de apoio à funcionários. O Hippo também possui restaurante e terraço com mesas.
A cozinha é totalmente transparente e permite aos visitantes total visualização da produção dos produtos de consumo. O supermercado conta com uma grande área de vendas, configurada para expor produtos especialmente selecionados.
REFERENCIAL PROJETUAL
Área comércio
Serviço (depósitos, câmeras frias, produção...) Sanitário funcionários
Restaurante
Estacionamento particular - carga e descarga Área administrativa
Circulação vertical Circulação externa
ACESSO PRINCIPAL
Figura 53: Planta térreo adaptada pela autora
Figura 54: Planta mezanino adaptada pela autora
Fonte:ArcoWeb
Fonte:ArcoWeb