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Critérios Padrão e Modelo de Implementação

Capítulo 4 – Implementação

4.3 Critérios Padrão e Modelo de Implementação

Após a disponibilização das tabelas com toda a informação foram criados critérios padrão para posterior tratamento dos mesmos.

No tratamento dos dados obtidos, utilizou-se o programa RStudio, um software livre, o qual trabalha com linguagem R.

R é uma linguagem e um ambiente de desenvolvimento integrado para cálculos estatísticos e gráficos.

Segundo enfermeiros da Unidade Hospitalar de São Pedro, todos os utentes internados no Centro Hospitalar, independentemente da patologia, em que o tempo de internamento seja igual ou superior a 24 horas, têm de fazer a avaliação do risco de desenvolvimento de úlceras de pressão (através da Escala de Braden), no ato de admissão. Assim sendo, foi estabelecido como primeiro critério que todos os indivíduos do estudo teriam de ter pelo menos um registo de avaliação do risco de úlcera de pressão.

No momento da admissão, as úlceras de pressão devem ser registadas em primeiro lugar, caso existam, e em segundo lugar o registo do risco, sob pena de que, se este registo for feito de forma inversa, todas as úlceras de pressão registadas após o risco serão consideradas automaticamente incidência para o Serviço. Através desta informação, foi criado o segundo critério. Para melhor esclarecimento seguem-se as figuras 16, 17 e 18, com exemplos.

Feridas

Número Sequencial

Episódio de Internamento

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Como mostra na figura 16, o paciente sublinhado a vermelho, no ato da sua admissão no hospital já possuía uma úlcera de pressão, sendo esta registada primeiro, e de seguida feita a avaliação do risco de úlcera de pressão.

Como apresentado na figura 17, o paciente sublinhado a vermelho, no ato de admissão no hospital foi realizada a avaliação do risco de úlcera de pressão em primeiro lugar (sublinhado a verde) pois não possuía nenhuma úlcera no ato de admissão ao hospital. O registo de úlcera sublinhado a preto demonstra que este paciente adquiriu uma úlcera de pressão mas no hospital, pois o registo vem depois da avaliação do risco.

Figura 16 - Paciente que adquiriu a úlcera de pressão antes da admissão ao hospital

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Como apresentado na figura 18, o paciente sublinhado a vermelho adquiriu uma úlcera de pressão antes do ato de admissão ao hospital, visto que é o primeiro registo (sublinhado a laranja), de seguida foi feita a avaliação de risco de úlcera de pressão (sublinhado a azul). Sublinhado a preto temos outro registo de úlcera, que, como se apresenta depois do risco, representa uma úlcera adquirida no hospital.

É de salientar o facto de que, em alguns casos, existiam mais que um registo de avaliação do risco pois os profissionais de saúde reavaliam o risco periodicamente de modo a perceber a evolução do tratamento.

Assim sendo, tomou-se como base o primeiro risco efetuado, sendo que, todas as úlceras registadas após o primeiro risco foram adquiridas no hospital.

Como terceiro critério todos os pacientes tinham de possuir avaliação do risco e pelo menos um fenómeno de úlcera de pressão desenvolvida no hospital.

Depois de definidos os critérios, as tabelas foram importadas para o ambiente de trabalho de desenvolvimento (IDE) RStudio para começar o tratamento dos dados. Este software foi escolhido por estar direcionado para o desenvolvimento de análise estatística.

Figura 18 - Paciente que adquiriu úlcera de pressão antes da admissão ao hospital e no hospital

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Para eleger quais os parâmetros a estudar e se os resultados eram fidedignos, foi decidido começar por tratar um conjunto pequeno de dados, escolhendo o mês de janeiro de 2017.

Ao analisar os campos fornecidos verificou-se que nem todos os pacientes internados possuíam avaliação de risco de úlcera de pressão, os quais foram excluídos, visto que não estavam dentro do padrão.

A primeira tabela a ser examinada foi a dos “Fenómenos” que para além de possuir informação básica sobre o paciente (número sequencial, número de episódio, data de nascimento), continha a informação do fenómeno pelo qual o paciente tinha sido internado. Neste caso, escolheu-se apenas o fenómeno de úlcera de pressão (engloba o fenómeno de risco de desenvolvimento de úlcera e pressão e o fenómeno úlcera de pressão). O código desse fenómeno era o “1A.1.1.1.10.3.5.3” (código de enfermagem para o fenómeno “úlcera de pressão”) como se pode verificar na figura 19 na coluna “FENOMENO”.

Após selecionados os pacientes com esse fenómeno acedeu-se à tabela “Feridas” de modo a perceber se os pacientes que se encontravam na tabela “Fenómenos” tinham efetivamente registo de úlceras. Essa pesquisa foi feita através do número de episódio, pois representa o número do internamento no paciente. Ao correlacionar estas tabelas, todos os pacientes que não tivessem nas duas eram excluídos, pois saiam do padrão. A figura 20 mostra os pacientes que realmente possuem pelo menos um registo de úlcera de pressão e o respetivo número de episódio (alguns exemplos assinalados a cores).

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Com dois dos critérios satisfeitos, foram analisadas as úlceras de pressão que se desenvolveram em casa e no hospital, quantificando cada uma das opções. Os pacientes que no ato de admissão hospitalar possuíssem úlceras de pressão mas não tenham desenvolvido úlceras no hospital ao longo do tempo de internamento foram excluídos, visto que os pacientes de interesse para o estudo eram os que desenvolveram úlceras no hospital, cumprindo assim o terceiro critério.

A figura 21 demonstra um exemplo de casos padrão, pois, os diferentes números de episódio possuem primeiro o risco e de seguida o registo da úlcera de pressão.

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Com os critérios satisfeitos, através do número de episódio, acedeu-se à tabela “Intervenções” onde se foi buscar a avaliação do risco de úlcera de pressão (Escala de Braden) através do parâmetro Intervenção Realizada. Comparando as Intervenções Realizadas da tabela “Intervenções” com as da tabela “Escalas” foi então possível obter os dados dos pacientes relativamente à Escala de Braden.

A figura 22 mostra os seis parâmetros da Escala de Braden (na coluna “LABEL”) de dois dos pacientes internados (a vermelho e a azul).

Figura 21 - Pacientes que cumprem o padrão

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Quando obtida toda a informação de interesse, fez-se o mesmo procedimento para o mês de fevereiro e março de 2017, unindo posteriormente os três meses de modo a compreender se todos os dados estavam em conformidade.

Partiu-se então para a análise dos dados do ano 2017, para isso, e como a folha de cálculo possui uma limitação de linhas, em que provavelmente os dados para o ano inteiro iriam ultrapassar esse limite, foi criada uma máquina virtual. Essa máquina serviu para aceder à versão teste do SClínico, podendo os dados serem importados diretamente para o RStudio, solucionando as limitações de espaço da folha de cálculo.

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