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CUSTAS E EMOLUMENTOS

No documento Prof. Gabriel Furlan (páginas 35-47)

A doutrina deixa certo sobre o significado de custas:

São as taxas remuneratórias autorizadas em lei e cobradas pelo poder público em decorrência dos serviços prestados pelos serventuários da justiça para a realização dos atos processuais e emolumentos devidos ao juiz. Tais custas são, em regra, pagas pela parte vencida, ante o princípio da sucumbência (DINIZ apud in SILVA JUNIOR, 2017, p. 478)

Custas no processo do trabalho serão sempre pagas ao final e incidirão no percentual de 2% sobre o valor da condenação (no caso de procedência ou procedência em parte) ou sobre o valor do acordo (quando na conciliação) ou serão de 2% sobre o valor da causa quando da improcedência, arquivamento ou desistência:

Art. 789, CLT: Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, e serão calculadas: (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) I – quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo valor;

II – quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou julgado totalmente improcedente o pedido, sobre o valor da causa;

III – no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, sobre o valor da causa;

IV – quando o valor for indeterminado, sobre o que o juiz fixar.

§ 1o As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal.

Custas taxa cobrado pelo serviço prestado e movimentação

da máquina judiciária

Serão pagas pelo vencido após o trânsito em julgado, no recurso será pago dentro do prazo recursal

No acordo o valor será entre partes iguais, salvo previsão diversa no acordo Nos dissídios coletivos = partes

§ 2o Não sendo líquida a condenação, o juízo arbitrar-lhe-á o valor e fixará o montante das custas processuais.

§ 3o Sempre que houver acordo, se de outra forma não for convencionado, o pagamento das custas caberá em partes iguais aos litigantes.

§ 4o Nos dissídios coletivos, as partes vencidas responderão solidariamente pelo pagamento das custas, calculadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.

Além disso, responderão pelas custas:

a) Acordo: as partes no importe de 1% cada uma (se for beneficiário da justiça gratuita ficara, em regra, isento)

b) Procedência/procedência em parte: pelo reclamado

c) Desistência ou abandono: a parte que desistiu ou abandonou

Sobre custas nos dissídios coletivos, as partes respondem solidariamente pelo pagamento das custas, calculados pelo valor arbitrado na decisão ou pelo presidente do tribunal (Art 789, §4º, CLT)

CUSTAS

Acordo/Condenação = sobre o respectivo valor

Extinção sem mérito ou improcedente = sobre o valor

da causa

Procedência = sobre o valor da causa

Valor for indeterminado = sobre o que o juiz fixar Min de R$ 10,64

Máx de 4xRGPS

No tocante a execução, observamos o que disciplina o art 789-A, CLT, conforme o destaque abaixo:

Art. 789-A, CLT: No processo de execução são devidas custas, sempre de responsabilidade do executado e pagas ao final, de conformidade com a seguinte tabela:

III – agravo de instrumento: R$ 44,26 (quarenta e quatro reais e vinte e seis centavos);

IV – agravo de petição: R$ 44,26 (quarenta e quatro reais e vinte e seis centavos);

V – embargos à execução, embargos de terceiro e embargos à arrematação: R$ 44,26 (quarenta e quatro reais e vinte e seis centavos);

VI – recurso de revista: R$ 55,35 (cinqüenta e cinco reais e trinta e cinco centavos);

Eu sei que isso é um desaforo, mas acredite, existem perguntas que versam apenas sobre o valor mínimo de custas ou o valor de custas de um determinado recurso. Infelizmente isso cai.

Valores de custas

agravo de instrumento

agravo de petição embargos à

execução

R$ 44,26

recurso de

revista R$ 55,35

Devidos pelo executado e pagas ao final, no recurso será pago dentro do prazo recursal

Sobre emolumentos são disciplinados pela doutrina:

Contribuição paga pelo que se favorece de um serviço prestado por repartição pública.

Retribuição paga a serventuários públicos pelo exercício de seu cargo, além do vencimento normal que recebe, ante o fato de ter executados atos judiciais ou extrajudiciais, cartorários etc. Gratificação. Lucro eventual de dinheiro. (DINIZ apud in SILVA JUNIOR, 2017, p. 478)

Os emolumentos estão serão suportados pelo Requerente, nos valores fixados pela lei (art 789-B da CLT) conforme já estudado.

Ademais, é necessário o que disciplina o art 790-A da CLT.

Art. 790-A, CLT: São isentos do pagamento de custas, além dos beneficiários de justiça gratuita:

I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e respectivas autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica;

II – o Ministério Público do Trabalho.

Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo não alcança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional, nem exime as pessoas jurídicas referidas no inciso I da obrigação de reembolsar as despesas judiciais realizadas pela parte vencedora.

Emolumentos valor pago por um serviço prestado pela repartição

pública

Não se aplica a entidades

fiscalizadoras do exercício, nem a U/E/DF/M/autarquias /fundações de reembolsar as despesas judiciais do vencedor

Por fim, trago o estudo de algumas sumulas do TST importantes sobre o assunto e recorrentes em provas:

SUM-25 CUSTAS PROCESSUAIS. INVERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA.

I - A parte vencedora na primeira instância, se vencida na segunda, está obrigada, independentemente de intimação, a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais ficara isenta a parte então vencida;

II - No caso de inversão do ônus da sucumbência em segundo grau, sem acréscimo ou atualização do valor das custas e se estas já foram devidamente recolhidas, descabe um novo pagamento pela parte vencida, ao recorrer. Deverá ao final, se sucumbente, reembolsar a quantia;

III - Não caracteriza deserção a hipótese em que, acrescido o valor da condenação, não houve fixação ou cálculo do valor devido a título de custas e tampouco intimação da parte para o preparo do recurso, devendo ser as custas pagas ao final;

IV - O reembolso das custas à parte vencedora faz-se necessário mesmo na hipótese em que a parte vencida for pessoa isenta do seu pagamento, nos termos do art. 790-A, parágrafo único, da CLT.

Isentos de Custas

U/E/DF/M + suas autarquias e fundações = sem

fins lucrativos

MPT

Custas Processuais

Vencerdor na 1º instância, mas vencido na 2º instância = obrigado a pagar as

custas

Inversão do ônus da sucumbência em 2º grau, caso ja recolhidas as cutas, descabe novo pagamento = entretanto,

deverá reembolsar ao findal

SUM-36 CUSTAS: Nas ações plúrimas, as custas incidem sobre o respectivo valor global.

SUM-86 DESERÇÃO. MASSA FALIDA. EMPRESA EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL:

Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de depósito do valor da condenação. Esse privilégio, todavia, não se aplica à empresa em liquidação extrajudicial.

Por fim, o decreto n. 779 disciplina sobre depósito e custas sobre a Fazenda Pública:

Art. 1º Nos processos perante a Justiça do Trabalho, constituem privilégio da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das autarquias ou fundações de direito público federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica:

Ações Plúrimas custas sobre valor GLOBAL

Deserção

Custas/depósito recursal = dispensados para massa falida

Tal regra não se aplica a recuperação extrajudicial - reembolso das custas será feito mesmo se a parte vencida for isenta

do seu pagamento

- não há deserção se o valor da condenação for acrescido, mas não fixado seu valor = será pago ao final

IV - a dispensa de depósito para interposição de recurso;

VI - o pagamento de custas a final salva quanto à União Federal, que não as pagará.

Por fim, a título de conhecimento, custas se diferencia de deposito recursal. Custas, como dito acima, é o valor taxa pelo movimento da máquina judiciaria, devendo ser paga, como regra, aquele que deu causa a esse movimento (exemplo: na improcedência será o Reclamante, na procedência, mesmo que parcial, será do Reclamado).

Isso não é sinônimo de depósito recursal. Depósito recursal é o valor que o Reclamado derrotado no processo faz como forma de garantia de execução futura. Jamais realizada pelo empregado, os valores serão depositados em conta vinculada ao FGTS do empregado e visa a uma execução futura, tendo limite máximo para cada deposito e limite global no valor da condenação.

Ademais, quando o Reclamado fará um recurso diante da derrota, mesmo que parcial, pelo processo em 1º instância, por exemplo, deverá pagar as custas e o depósito recursal. Isso tudo é o preparo recursal, caso não realizado o recurso será dado como deserto.

Aqui é interessante destacar duas alterações ocorridas na CLT pela reforma trabalhista:

Art. 899, CLT:

§ 9o O valor do depósito recursal será reduzido pela metade para entidades sem fins lucrativos, empregadores domésticos, microempreendedores individuais,

U/E/DF/M +

autarquias/fundações não explorem atividade econômica

custas

decreto 779 diz que pagamento de custas será ao final, exceto para

União que não paga

ATUALMENTE aplicação do art 790-A da CLT que

veio com a redação dada pela lei 10537 e

que isenta de custas

dispensa de depósito recursal

previsão expressa no decreto 779

microempresas e empresas de pequeno porte. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

§ 10. São isentos do depósito recursal os beneficiários da justiça gratuita, as entidades filantrópicas e as empresas em recuperação judicial. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

Nós voltaremos a estudar o depósito recursal quando estivermos estudando recursos trabalhistas.

Nesse momento estou trazendo conceitos introdutórios para vocês perceberam a diferença entre os conceitos de custas, depósito recursal e preparo recursal.

Depósito Recursal

Isentos

beneficiários da justiça gratuita

entidades filantrópicas

recuperação judicial

Reduzidos a metade

entidades sem fins lucrativos

empregadores domésticos

microempreendedores microempresas empresas de pequeno

porte

CUSTAS DEPÓSITO RECURSAL PREPARO RECURSAL - valor taxa paga pela

movimentação da máquina judiciária

- valor depositado a titulo de garantir a futura execução

- condição objetiva para o recurso, sendo cumprido quando se paga os valores a título de custas e depósito recursal

Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: TRT - 15ª Região (SP) Prova: FCC - 2018 - TRT - 15ª Região (SP) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Oficial de Justiça Avaliador Federal

Nos dissídios individuais, nos dissídios coletivos, nas ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho e nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas A - serão calculadas sobre o valor arbitrado pelo juiz , no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória.

B - serão calculadas sobre o valor arbitrado pelo juiz, no caso de procedência do pedido formulado em ação constitutiva.

C - serão pagas, de forma solidária, pelas partes vencidas nos dissídios coletivos, e serão calculadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.

D - serão pagas pelo vencido, e comprovado o seu recolhimento, quando da interposição do recurso.

ISENTOS - macete: BFR

- beneficiários da justiça gratuita - entidades filantrópicas

- recuperação judicial

REDUZIDOS PELA METADE - macete: ½ MEMES

- microempresas

- empregador doméstico

- microempreendedor/microempresa - empresa de pequeno porte

E - serão calculadas sobre o valor da causa quando a condenação não for líquida.

Comentários:

A) e B) Art. 789, III, CLT: no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, sobre o valor da causa;

C) Art. 789, § 4º, CLT: Nos dissídios coletivos, as partes vencidas responderão solidariamente pelo pagamento das custas, calculadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.

D) Art. 789, § 1º, CLT: As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal.

E) Art. 789, § 2º, CLT: Não sendo líquida a condenação, o juízo arbitrar-lhe-á o valor e fixará o montante das custas processuais.

C

Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: TRT - 2ª REGIÃO (SP) Provas: FCC - 2018 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Técnico Judiciário - Tecnologia da Informação

Na reclamação trabalhista “V” o valor da causa é R$ 100.000,00. Durante a tramitação processual, as partes celebraram um acordo no valor total de R$ 70.000,00, convencionando que as custas processuais serão pagas pela empresa reclamada. Nesse caso, as custas processuais devidas pela empresa são de

A - 2% sobre o valor da causa.

B - 2% sobre o valor do acordo.

C - 1% sobre o valor do acordo.

D - 1% sobre o valor da causa.

E - 3% sobre o valor da causa.

Comentários:

Art. 789, CLT: Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, e serão calculadas:

I – quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo valor;

II – quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou julgado totalmente improcedente o pedido, sobre o valor da causa;

III – no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, sobre o valor da causa;

IV – quando o valor for indeterminado, sobre o que o juiz fixar.

§ 1o As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal.

B

Ano: 2018 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: TRT - 1ª REGIÃO (RJ) Prova: INSTITUTO AOCP - 2018 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Administrativa

No que se refere às custas no âmbito da Justiça do Trabalho, é INCORRETO afirmar que:

A - as custas serão calculadas sobre o valor da causa quando houver condenação.

B - são isentos do pagamento de custas: a União; os Estados; o Distrito Federal; os Municípios e respectivas autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica; o Ministério Público do Trabalho; os beneficiários de justiça gratuita.

C - as custas serão calculadas sobre o valor da causa quando houver extinção do processo sem julgamento do mérito.

D - as custas se destinam a remunerar os gastos do erário e não à garantia do juízo.

E - nas ações de qualquer natureza, de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2%, observado o valor mínimo de R$ 10,64 e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.

Comentários:

Art. 789, CLT: Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2%

(dois por cento), observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, e serão calculadas:

I – quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo valor;

II – quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou julgado totalmente improcedente o pedido, sobre o valor da causa;

III – no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, sobre o valor da causa;

IV – quando o valor for indeterminado, sobre o que o juiz fixar.

§ 1 As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal.

§ 2 Não sendo líquida a condenação, o juízo arbitrar-lhe-á o valor e fixará o montante das custas processuais.

§ 3 Sempre que houver acordo, se de outra forma não for convencionado, o pagamento das custas caberá em partes iguais aos litigantes.

§ 4 Nos dissídios coletivos, as partes vencidas responderão solidariamente pelo pagamento das custas, calculadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.

Gabaritos: A

No documento Prof. Gabriel Furlan (páginas 35-47)

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