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DA PROTEÇÃO À MATERNIDADE

No documento CLT COMPARADA E DESTACADA (páginas 110-116)

Art. 391. Não constitui justo motivo para a rescisão do contrato de trabalho da mulher o fato de haver contraído matrimônio ou de encontrar-se em estado de gravidez.

Parágrafo único. Não serão permitidos em regulamentos de qualquer nature- za contratos coletivos ou individuais de trabalho, restrições ao direito da mu- lher ao seu emprego, por motivo de casamento ou de gravidez.

Art. 7º, XXV e XXX, da CF. Art. 10, II, b, do ADCT.

Art. 373-A, II desta Consolidação.

Lei 9.029/1995 (Proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, e outras práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanên- cia da relação jurídica de trabalho).

OJ 30 da SDC do TST.

Art. 391-A. A confirmação do estado de gravidez advindo no curso do contrato de trabalho, ainda que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indeniza- do, garante à empregada gestante a estabilidade provisória prevista na alínea b do inciso II do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

(Artigo acrescido pela Lei 12.812/2013). Art. 487 desta Consolidação.

LC 146/2014 (Estende a estabilidade provisória prevista na alínea b do inciso II do art. 10 do ADCT à trabalhadora gestante, nos casos de morte desta, a quem detiver a guarda de seu filho).

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Art. 392. A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo do emprego e do salário.

(Caput com redação pela Lei 10.421/2002). Art. 7º, XVIII, da CF.

Arts. 395 e 473, X, desta Consolidação.

Art. 25 da LC 150/2015 (Lei dos Domésticos).

Art. 71 da Lei 8.213/1991 (Planos de Benefícios da Previdência Social).

Lei 11.770/2008 (Programa Empresa Cidadã, destinado à prorrogação da li- cença-maternidade, mediante concessão de incentivo fiscal).

Art. 18, § 3º, da Lei 13.301/2016 (Adoção de medidas de vigilância em saúde em situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito transmissor do vírus da dengue, chikungunya e zika).

Dec. 7.052/2009 (Regulamenta a Lei 11.770/2008). Súmula 244 do TST.

OJ 44 da SDI-I do TST. PN 6 do TST.

§ 1º A empregada deve, mediante atestado médico, notificar o seu emprega- dor da data do início do afastamento do emprego, que poderá ocorrer entre o 28º (vigésimo oitavo) dia antes do parto e ocorrência deste.

(§ 1º com redação pela Lei 10.421/2002).

§ 2º Os períodos de repouso, antes e depois do parto, poderão ser aumenta- dos de 2 (duas) semanas cada um, mediante atestado médico.

(§ 2º com redação pela Lei 10.421/2002).

Art. 93, § 3º, do Dec. 3.048/1999 (Regulamento da Previdência Social).

§ 3º Em caso de parto antecipado, a mulher terá direito aos 120 (cento e vinte) dias previstos neste artigo.

(§ 3º com redação pela Lei 10.421/2002).

§ 4º É garantido à empregada, durante a gravidez, sem prejuízo do salário e demais direitos:

(§ 4º com redação pela Lei 9.799/1999). Art. 473, X e XI, desta Consolidação.

I – transferência de função, quando as condições de saúde o exigirem, asse- gurada a retomada da função anteriormente exercida, logo após o retorno ao trabalho;

II – dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis consultas médicas e demais exames complementares.

§ 5º Vetado.

Art. 392-A. À empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança será concedida licença-maternidade nos termos do art. 392.

(Caput com redação pela Lei 12.873/2013).

Art. 71-A da Lei 8.213/1991 (Planos de Benefícios da Previdência Social).

Art. 1º, § 2º, da Lei 11.770/2008 (Programa Empresa Cidadã, destinado à prorrogação da licença maternidade, mediante concessão de incentivo fis- cal).

Art. 93-A do Dec. 3.048/1999 (Regulamento da Previdência Social). Art. 2º do Dec. 7.052/2009 (Regulamenta a Lei 11.770/2008).

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§ 4º A licença-maternidade só será concedida mediante apresentação do ter- mo judicial de guarda à adotante ou guardiã.

(§ 4º acrescido pela Lei 10.421/2002).

§ 5º A adoção ou guarda judicial conjunta ensejará a concessão de licença-ma- ternidade a apenas um dos adotantes ou guardiães empregado ou empregada.

(§ 5º acrescido pela Lei 12.873/2013).

Art. 392-B. Em caso de morte da genitora, é assegurado ao cônjuge ou com- panheiro empregado o gozo de licença por todo o período da licença-mater- nidade ou pelo tempo restante a que teria direito a mãe, exceto no caso de falecimento do filho ou de seu abandono.

(Artigo acrescido pela Lei 12.873/2013).

Art. 71-B da Lei 8.213/1991 (Planos de Benefícios da Previdência Social).

LC 146/2014 (Estende a estabilidade provisória prevista na alínea b do inciso II do art. 10 do ADCT à trabalhadora gestante, nos casos de morte desta, a quem detiver a guarda de seu filho).

Art. 392-C. Aplica-se, no que couber, o disposto no art. 392-A e 392-B ao em- pregado que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção.

(Artigo acrescido pela Lei 12.873/2013).

Art. 393. Durante o período a que se refere o artigo 392, a mulher terá direito ao salário integral e, quando variável, calculado de acordo com a média dos seis últimos meses de trabalho, bem como aos direitos e vantagens adquiri- dos, sendo-lhe ainda facultado reverter à função, que anteriormente ocupava.

(Artigo com redação pelo Dec.-lei 229/1967).

Art. 72 da Lei 8.213/1991 (Planos de Benefícios da Previdência Social). Art. 93 do Dec. 3.048/1999 (Regulamento da Previdência Social).

Súmula 244 do TST.

OJs 44 e 399 da SDI-I do TST.

Art. 394. Mediante atestado médico, à mulher grávida é facultado romper o compromisso resultante de qualquer contrato de trabalho, desde que este seja prejudicial à gestação.

Nova redação Redação anterior

Art. 394-A. Sem prejuízo de sua re- muneração, nesta incluído o valor do adicional de insalubridade, a empregada deverá ser afastada de: (Caput com redação pela Lei 13.467/2017, em vigor após de- corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Art. 394-A. A empregada gestante ou lactante será afastada, enquan- to durar a gestação e a lactação, de quaisquer atividades, opera- ções ou locais insalubres, devendo exercer suas atividades em local salubre. (Artigo acrescido pela Lei 13.287/2016).

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I - atividades consideradas insalu- bres em grau máximo, enquanto durar a gestação;

(Inciso I acrescido pela Lei 13.467/2017, em vigor após de- corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Sem correspondente.

II - atividades consideradas insa- lubres em grau médio ou mínimo, quando apresentar atestado de saúde, emitido por médico de con- fiança da mulher, que recomende o afastamento durante a gestação;

(Inciso II acrescido pela Lei 13.467/2017, em vigor após de- corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Sem correspondente.

III - atividades consideradas insa- lubres em qualquer grau, quando apresentar atestado de saúde, emi- tido por médico de confiança da mulher, que recomende o afasta- mento durante a lactação.

(Inciso III acrescido pela Lei 13.467/2017, em vigor após de- corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Sem correspondente.

§ 1° Vetado.

(Primitivo parágrafo único renu- merado pela Lei 13.467/2017, em vigor após decorridos 120 (cen- to e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

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§ 2° Cabe à empresa pagar o adi- cional de insalubridade à gestante ou à lactante, efetivando-se a com- pensação, observado o disposto no art. 248 da Constituição Federal, por ocasião do recolhimento das con- tribuições incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados, a qualquer tí- tulo, à pessoa física que lhe preste serviço.

(§ 2º acrescido pela Lei 13.467/2017, em vigor após de-

corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Sem correspondente.

§ 3° Quando não for possível que a gestante ou a lactante afastada nos termos do caput deste artigo exerça suas atividades em local sa- lubre na empresa, a hipótese será considerada como gravidez de ris- co e ensejará a percepção de salá- rio-maternidade, nos termos da Lei 8.213, de 24 de julho de 1991, du- rante todo o período de afastamen- to.

(§ 3º acrescido pela Lei 13.467/2017, em vigor após de-

corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Sem correspondente.

Art. 395. Em caso de aborto não criminoso, comprovado por atestado médico oficial, a mulher terá um repouso remunerado de duas semanas, ficando-lhe assegurado o direito de retornar à função que ocupava antes de seu afasta- mento.

Art. 93, § 5º, do Dec. 3.048/1999 (Regulamento da Previdência Social).

Art. 396. Para amamentar o próprio filho, até que este complete seis meses de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a dois descan- sos especiais, de meia hora cada um.

PN 6 do TST.

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§ 1º Quando o exigir a saúde do fi- lho, o período de seis meses pode- rá ser dilatado, a critério da autori- dade competente.

(Primitivo parágrafo único renu- merado pela Lei 13.467/2017, em vigor após decorridos 120 (cen- to e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Parágrafo único. Quando o exigir a saúde do filho, o período de seis meses poderá ser dilatado, a crité- rio da autoridade competente.

§ 2º Os horários dos descansos pre- vistos no caput deste artigo deverão ser definidos em acordo individual entre a mulher e o empregador.

(§ 2º acrescido pela Lei 13.467/2017, em vigor após de-

corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Sem correspondente.

Art. 397. O SESI, o SESC, a LBA e outras entidades públicas destinadas à as- sistência à infância manterão ou subvencionarão, de acordo com suas possi- bilidades financeiras, escolas maternais e jardins de infância, distribuídos nas zonas de maior densidade de trabalhadores, destinados especialmente aos filhos das mulheres empregadas.

(Artigo com redação pelo Dec.-lei 229/1967). Art. 7º, XXV, da CF.

Art. 398. Revogado pelo Dec.-lei 229/1967.

Art. 399. O Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio conferirá diploma de benemerência aos empregadores que se distinguirem pela organização e ma- nutenção de creches e de instituições de proteção aos menores em idade pré- -escolar, desde que tais serviços se recomendem por sua generosidade e pela eficiência das respectivas instalações.

Vide nota sobre a atualização da CLT relativa aos Ministérios. Art. 7º, XXV, da CF.

Art. 400. Os locais destinados à guarda dos filhos das operárias durante o pe- ríodo da amamentação deverão possuir, no mínimo, um berçário, uma saleta de amamentação, uma cozinha dietética e uma instalação sanitária.

Art. 7º, XXV, da CF.

SEÇÃO VI - DAS PENALIDADES

Art. 401. Pela infração de qualquer dispositivo deste Capítulo, será imposta ao empregador a multa de dois a vinte valores de referência regionais, aplicada pelas Delegacias Regionais do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, ou por autoridades que exerçam funções delegadas.

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Vide nota sobre a atualização da CLT relativa aos Ministérios. Port. 290/1997 do MTE (Multas administrativas).

§ 1º A penalidade será sempre aplicada no grau máximo:

se ficar apurado o emprego de artifício ou simulação para fraudar a aplicação dos dispositivos deste Capítulo;

nos casos de reincidência.

§ 2º O processo, na verificação das infrações, bem como na aplicação e co- brança das multas, será o previsto no título “Do Processo de Multas Adminis- trativas”, observadas as disposições deste artigo.

Arts. 626 a 642 desta Consolidação. Arts. 401-A e 401-B. Vetados.

No documento CLT COMPARADA E DESTACADA (páginas 110-116)