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Da Suspensão e da Interrupção

No documento CLT COMPARADA E DESTACADA (páginas 145-157)

Lei 7.783/1989 (Exercício do direito de greve).

Art. 471. Ao empregado afastado do emprego, são asseguradas, por ocasião de sua volta, todas as vantagens que, em sua ausência, tenham sido atribuí- das à categoria a que pertencia na empresa.

Súmulas 15 e 282 do TST.

Art. 472. O afastamento do empregado em virtude das exigências do serviço militar, ou de outro encargo público, não constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador.

Art. 38 da CF.

Lei 4.375/1964 (Lei do Serviço Militar). Art. 15, § 5º, da Lei 8.036/1990 (FGTS). Súmulas 10 e 463 do STF.

Súmula 269 do TST. PN 80 do TST.

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§ 1º Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público, é indispensável que notifique o empregador dessa intenção, por telegrama ou carta registrada, dentro do prazo máximo de trinta dias, contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo a que estava obrigado.

§ 2º Nos contratos por prazo determinado, o tempo de afastamento, se assim acordarem as partes interessadas, não será computado na contagem do prazo para a respectiva terminação.

§ 3º Ocorrendo motivo relevante de interesse para a segurança nacional, po- derá a autoridade competente solicitar o afastamento do empregado do servi- ço ou do local de trabalho, sem que se configure a suspensão do contrato de trabalho.

(§ 3º acrescido pelo Dec.-lei 3/1966).

§ 4º O afastamento a que se refere o parágrafo anterior será solicitado pela autoridade competente diretamente ao empregador, em representação funda- mentada com audiência da Procuradoria Regional do Trabalho, que providen- ciará desde logo a instauração do competente inquérito administrativo.

(§ 4º acrescido pelo Dec.-lei 3/1966).

§ 5º Durante os primeiros noventa dias desse afastamento, o empregado con- tinuará percebendo sua remuneração.

(§ 5º acrescido pelo Dec.-lei 3/1966). Art. 38 da CF.

Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:

(Caput com redação pelo Dec.-lei 229/1967).

Art. 2º da Lei 4.090/1962 (Gratificação de Natal). Súmulas 15, 89 e 282 do TST.

PN 68 do TST.

I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascen- dente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua Carteira de Tra- balho e Previdência Social, viva sob sua dependência econômica;

(Inciso I com redação pelo Dec.-lei 229/1967). Art. 320, § 3º, desta Consolidação.

II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;

(Inciso II com redação pelo Dec.- lei 229/1967). Art. 320, § 3º, desta Consolidação.

III – por 1 (um) dia, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana;

(Inciso III com redação pelo Dec.-lei 229/1967). Art. 7º, XIX, da CF.

Art. 10, § 1º, do ADCT, que estabelece licença-paternidade de 5 (cinco) dias. Arts. 392, § 4º, II, e 395 desta Consolidação.

Arts. 1º, II e § 2º, e 3º, II, da Lei 11.770/2008 (Programa Empresa Cidadã, destinado à prorrogação da licença- maternidade e paternidade, mediante concessão de incentivo fiscal).

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voluntária de sangue devidamente comprovada;

(Inciso IV com redação pelo Dec.-lei 229/1967).

V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei respectiva;

(Inciso V com redação pelo Dec.-lei 229/1967).

VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na letra c do artigo 65 da Lei 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar);

(Inciso VI acrescido pelo Dec.-lei 757/1969).

VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior;

(Inciso VII acrescido pela Lei 9.471/1997). PN 70 do TST.

VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo;

(Inciso VIII acrescido pela Lei 9.853/1999). Art. 822 desta Consolidação.

Art. 441 do CPP.

Súmula 155 do TST.

IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representan- te de entidade sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja membro.

(Inciso IX acrescido pela Lei 11.304/2006).

X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames comple- mentares durante o período de gravidez de sua esposa ou companheira;

(Inciso X acrescido pela Lei 13.257/2016).

XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.

(Inciso XI acrescido pela Lei 13.257/2016).

Art. 474. A suspensão do empregado por mais de 30 (trinta) dias consecuti- vos importa na rescisão injusta do contrato de trabalho.

Súmula 77 do TST.

Art. 475. O empregado que for aposentado por invalidez terá suspenso o seu contrato de trabalho durante o prazo fixado pelas leis de previdência social para a efetivação do benefício.

Art. 47 da Lei 8.213/1991 (Planos de Benefícios da Previdência Social). Súmula 217 do STF.

Súmula 440 do TST.

OJ 375 da SDI-I do TST.

§ 1º Recuperando o empregado a capacidade de trabalho e sendo a aposenta- doria cancelada, ser-lhe-á assegurado o direito à função que ocupava ao tempo da aposentadoria, facultado, porém, ao empregador, o direito de indenizá-lo por rescisão do contrato de trabalho, nos termos dos artigos 477 e 478, salvo na hipótese de ser ele portador de estabilidade, quando a indenização deverá ser paga na forma do artigo 497.

(§ 1º com redação pela Lei 4.824/1965). Súmulas 219 e 220 do STF.

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Súmulas 72, 97 e 160 do TST.

§ 2º Se o empregador houver admitido substituto para o aposentado, poderá rescindir, com este, o respectivo contrato de trabalho sem indenização, desde que tenha havido ciência inequívoca da interinidade ao ser celebrado o con- trato.

Súmula 24 do STF.

Art. 476. Em caso de seguro-doença ou auxílio-enfermidade, o empregado é considerado em licença não remunerada, durante o prazo desse benefício.

Art. 7º, I, da CF.

Arts. 59 a 63 da Lei 8.213/1991 (Planos de Benefícios da Previdência Social). Súmulas 15, 371 e 440 do TST.

OJ 375 da SDI-I do TST.

Art. 476-A. O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois a cinco meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, com duração equiva- lente à suspensão contratual, mediante previsão em convenção ou acordo co- letivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, observado o disposto no artigo 471 desta Consolidação.

(Artigo acrescido pela MP 2.164- 41/2001).

Art. 15, II, da Lei 8.213/1991 (Planos de Benefícios da Previdência Social). Art. 11 da MP 2.164-41/2001 (Altera a CLT).

§ 1º Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o empregador deverá notificar o respectivo sindicato, com antece- dência mínima de quinze dias da suspensão contratual.

§ 2º O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em conformidade com o disposto no caput deste artigo mais de uma vez no período de dezesseis me- ses.

§ 3º O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória men- sal, sem natureza salarial, durante o período de suspensão contratual nos ter- mos do caput deste artigo, com valor a ser definido em convenção ou acordo coletivo.

§ 4º Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos pelo empregador.

§ 5º Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de sus- pensão contratual ou nos três meses subsequentes ao seu retorno ao traba- lho, o empregador pagará ao empregado, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, multa a ser estabelecida em convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, cem por cento sobre o valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato.

§ 6º Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou pro- grama de qualificação profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, ficará descaracterizada a suspensão, sujeitando o empre- gador ao pagamento imediato dos salários e dos encargos sociais referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas na legislação em vigor, bem como às sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.

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§ 7º O prazo limite fixado no caput poderá ser prorrogado mediante conven- ção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, des- de que o empregador arque com o ônus correspondente ao valor da bolsa de qualificação profissional, no respectivo período.

CAPÍTULO V - Da Rescisão

Nova redação Redação anterior

Art. 477. Na extinção do contrato de trabalho, o empregador deve- rá proceder à anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, comunicar a dispensa aos órgãos competentes e realizar o pagamen- to das verbas rescisórias no prazo

e na forma estabelecidos neste ar-

tigo.

(Caput com redação pela Lei 13.467/2017, em vigor após de- corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Art. 477. É assegurado a todo em- pregado, não existindo prazo esti- pulado para a terminação do res- pectivo contrato, e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho, o direito de haver do empregador uma indeni- zação, paga na base da maior re- muneração que tenha percebido na mesma empresa.

(Caput com redação pela Lei 5.587/1970).

Art. 7º, I, da CF.

Art. 10, II, do ADCT.

Arts. 485 e 499 desta Consolidação.

Arts. 14, §1º, e 18 da Lei 8.036/1990 (FGTS). Súmulas 200, 459, 462 e 593 do STF.

Súmulas 82 e 215 do STJ.

Súmulas 50, 54, 60, 63, 98,132, 139, 148, 157, 173, 305 e 314 do TST. OJs 42, 148, 195, 341, 344 e 370 da SDI-I do TST.

Nova redação Redação anterior

§ 1º Revogado pela Lei 13.467/2017, em vigor após decorridos 120 (cen- to e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017.

§ 1º O pedido de demissão ou reci- bo de quitação de rescisão do con- trato de trabalho, firmado por em- pregado com mais de um ano de serviço, só será válido quando fei- to com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho e Previ- dência Social.

(§ 1º com redação pela Lei 5.584/1970).

Art. 1º, I, do Dec.-lei 779/1969 (Aplicação de normas processuais trabalhis- tas à União Federal, aos Estados, Municípios, Distrito Federal e autarquias ou

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fundações de direito público que não explorem atividade econômica).

Inst. Normativa 15/2010 da SRT (Estabelece procedimentos para assistência e homologação na rescisão de contrato de trabalho).

Portaria 1.620/2010 do MTE (Institui o Sistema Homolognet).

Portaria 1.621/2010 do MTE (Aprova modelos de Termos de Rescisão de Contrato de Trabalho e Termos de Homologação).

Súmula 330 do TST.

§ 2º O instrumento de rescisão ou recibo de quitação, qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato, deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor, sendo válida a quitação, apenas, relativamente às mesmas parcelas.

(§ 2º com redação pela Lei 5.584/1970) Súmula 330 do TST.

OJ 270 da SDI-I do TST.

OJs 132 e 154 da SDI-II do TST.

Nova redação Redação anterior

§ 3º Revogado pela Lei 13.467/2017, em vigor após decorridos 120 (cento e vinte) dias de sua publica- ção oficial – DOU 14.07.2017.

§ 3º Quando não existir na loca- lidade nenhum dos órgãos previs- tos neste artigo, a assistência será prestada pelo representante do Mi- nistério Público, ou, onde houver, pelo Defensor Público e, na falta ou impedimento destes, pelo Juiz de Paz.

(§ 3º com redação pela Lei 5.584/1970).

§ 4º O pagamento a que fizer jus o

empregado será efetuado:

(§ 4º com redação pela Lei 13.467/2017, em vigor após de- corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

§ 4º O pagamento a que fizer jus o empregado será efetuado no ato da homologação da rescisão do con- trato de trabalho, em dinheiro ou em cheque visado, conforme acor- dem as partes, salvo se o empre- gado for analfabeto, quando o pa- gamento somente poderá ser feito em dinheiro.

(§ 4º com redação pela Lei 5.584/1970).

I – em dinheiro, depósito bancário

ou cheque visado, conforme acor-

dem as partes; ou

Sem correspondente. II – em dinheiro ou depósito bancá-

rio quando o empregado for analfa-

beto.

Sem correspondente.

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não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração do empregado.

(§ 5º com redação pela Lei 5.584/1970). Súmula 18 do TST.

OJ 356 da SDI-I do TST.

Nova redação Redação anterior

§ 6º A entrega ao empregado de do- cumentos que comprovem a comu- nicação da extinção contratual aos órgãos competentes bem como o pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou reci- bo de quitação deverão ser efetua- dos até dez dias contados a partir

do término do contrato.

(§ 6º com redação pela Lei 13.467/2017, em vigor após de- corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

§ 6º O pagamento das parcelas constantes do instrumento de res- cisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos:

(§ 6º acrescido pela Lei 7.855/1989).

Art. 23, § 1º, I, da Lei 8.036/1990 (FGTS).

Nova redação Redação anterior

a) Revogada pela Lei 13.467/2017, em vigor após decorridos 120 (cen- to e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017.

a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou

b) Revogada pela Lei 13.467/2017, em vigor após decorridos 120 (cen- to e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017.

b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quan- do da ausência do aviso prévio, in- denização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento.

OJ 14 da SDI-I do TST.

Nova redação Redação anterior

§ 7º Revogado pela Lei 13.467/2017, em vigor após decorridos 120 (cen- to e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017.

§ 7º O ato da assistência na resci- são contratual (§§ 1º e 2º) será sem ônus para o trabalhador e empre- gador.

(§ 7º acrescido pela Lei 7.855/1989).

OJ 16 da SDC do TST.

§ 8º A inobservância do disposto no § 6º deste artigo sujeitará o infrator à mul- ta de 160 BTN, por trabalhador, bem assim ao pagamento da multa a favor do

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empregado, em valor equivalente ao seu salário, devidamente corrigido pelo índice de variação do BTN, salvo quando, comprovadamente, o trabalhador der causa à mora.

(§ 8º acrescido pela Lei 7.855/1989).

Vide nota sobre a atualização da CLT relativa à multa. Súmula 388 do TST.

OJs 162 e 238 da SDI-I do TST.

§ 9º Vetado.

Nova redação Redação anterior

§ 10. A anotação da extinção do contrato na Carteira de Trabalho e Previdência Social é documento hábil para requerer o benefício do seguro-desemprego e a movimen- tação da conta vinculada no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, nas hipóteses legais, desde que a comunicação prevista no caput

deste artigo tenha sido realizada.

(§ 10 acrescido pela Lei 13.467/2017, em vigor após de-

corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Sem correspondente.

Art. 477-A. As dispensas imotiva- das individuais, plúrimas ou cole- tivas equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização prévia de entidade sin- dical ou de celebração de conven- ção coletiva ou acordo coletivo de

trabalho para sua efetivação.

(Artigo acrescido pela Lei 13.467/2017, em vigor após de- corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

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Art. 477-B. Plano de Demissão Vo- luntária ou Incentivada, para dis- pensa individual, plúrima ou cole- tiva, previsto em convenção coleti- va ou acordo coletivo de trabalho, enseja quitação plena e irrevogável dos direitos decorrentes da relação

empregatícia, salvo disposição em

contrário estipulada entre as par- tes.

(Artigo acrescido pela Lei 13.467/2017, em vigor após de- corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Sem correspondente.

Art. 478. A indenização devida pela rescisão de contrato por prazo indetermi- nado será de 1 (um) mês de remuneração por ano de serviço efetivo, ou por ano e fração igual ou superior a seis meses.

Art. 7º, I, III e XIII, da CF.

Súmulas 24, 54, 60, 98, 132, 138, 139 e 148 do TST. OJs 42 e 148 da SDI-I do TST.

§ 1º O primeiro ano de duração do contrato por prazo indeterminado é con- siderado como período de experiência, e, antes que se complete, nenhuma indenização será devida.

§ 2º Se o salário for pago por dia, o cálculo da indenização terá por base 30 (trinta) dias.

§ 3º Se pago por hora, a indenização apurar-se-á na base de 220 (duzentas e vinte) horas por mês.

Art. 7º, XIII, da CF, indenização apurada com base em 220 horas por mês. Art. 6º, § 1º, da Lei 8.542/1990 (Política Nacional de Salários).

§ 4º Para os empregados que trabalhem à comissão ou que tenham direito a percentagens, a indenização será calculada pela média das comissões ou per- centagens percebidas nos últimos 12 (doze) meses de serviço.

(§ 4º com redação pelo Dec.-lei 229/1967).

§ 5º Para os empregados que trabalhem por tarefa ou serviço feito, a inde- nização será calculada na base média do tempo costumeiramente gasto pelo interessado para realização de seu serviço, calculando-se o valor do que seria feito durante trinta dias.

Art. 479. Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a remuneração a que teria direito até o termo do contrato.

Art. 1º, par. ún., do Dec.-lei 691/1969 (Não aplicação aos contratos de téc- nicos estrangeiros, com estipulação de pagamento de salários em moeda estrangeira, de diversas disposições da legislação trabalhista).

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Parágrafo único. Para a execução do que dispõe o presente artigo, o cálculo da parte variável ou incerta dos salários será feito de acordo com o prescrito para o cálculo da indenização referente à rescisão dos contratos por prazo in- determinado.

Art. 480. Havendo termo estipulado, o empregado não se poderá desligar do contrato, sem justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem.

§ 1º A indenização, porém, não poderá exceder àquela a que teria direito o em- pregado em idênticas condições.

Art. 1º, par. ún., do Dec.-lei 691/1969 (Não aplicação aos contratos de téc- nicos estrangeiros, com estipulação de pagamento de salários em moeda estrangeira, de diversas disposições da legislação trabalhista).

§ 2º Revogado pela Lei 6.533/1978.

Art. 481. Aos contratos por prazo determinado, que contiverem cláusula as- securatória do direito recíproco de rescisão, antes de expirado o termo ajus- tado, aplicam-se, caso seja exercido tal direito por qualquer das partes, os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado.

Art. 1º, par. ún., do Dec.-lei 691/1969 (Não aplicação aos contratos de téc- nicos estrangeiros, com estipulação de pagamento de salários em moeda estrangeira, de diversas disposições da legislação trabalhista).

Súmula 163 do TST.

Art. 482. Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador:

Art. 13 da Lei 6.019/1974 (Trabalho Temporário). Art. 27 da LC 150/2015 (Lei dos Domésticos).

Súmula 316 do STF.

Súmulas 73 e 77 do TST.

a) ato de improbidade;

b) incontinência de conduta ou mau procedimento;

c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empre- gador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço;

d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena;

e) desídia no desempenho das respectivas funções; f) embriaguez habitual ou em serviço;

g) violação de segredo da empresa;

h) ato de indisciplina ou de insubordinação; i) abandono de emprego;

j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;

k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, pró- pria ou de outrem;

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l) prática constante de jogos de azar.

Nova redação Redação anterior

m) perda da habilitação ou dos re-

quisitos estabelecidos em lei para o exercício da profissão, em decor- rência de conduta dolosa do em-

pregado.

(Alínea m acrescida pela Lei 13.467/2017, em vigor após de- corridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial – DOU 14.07.2017).

Sem correspondente.

Parágrafo único. Constitui igualmente justa causa para dispensa de empre- gado a prática, devidamente comprovada em inquérito administrativo, de atos atentatórios contra a segurança nacional.

(Parágrafo único acrescido pelo Dec.-lei 3/1966).

Art. 483. O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando:

Arts. 407, par. ún., e 487, § 4º, desta Consolidação. Art. 216-A do CP.

a) forem exigidos serviços superiores às suas forças, defesos por lei, contrá- rios aos bons costumes, ou alheios ao contrato;

Arts. 198, 390 e 405, § 5º, desta Consolidação.

b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo;

c) correr perigo manifesto de mal considerável;

d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato;

Art. 2º, § 1º, do Dec.-lei 368/1968 (Efeitos de débitos salariais). Súmula 13 do TST.

e) praticar o empregador ou seus prepostos, contra ele ou pessoas de sua fa- mília, ato lesivo da honra e boa fama;

f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;

g) o empregador reduzir o seu trabalho, sendo este por peça ou tarefa, de for- ma a afetar sensivelmente a importância dos salários.

§ 1º O empregado poderá suspender a prestação dos serviços ou rescindir o contrato, quando tiver de desempenhar obrigações legais, incompatíveis com a continuação do serviço.

§ 2º No caso de morte do empregador constituído em empresa individual, é facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho.

§ 3º Nas hipóteses das letras d e g, poderá o empregado pleitear a rescisão de seu contrato de trabalho e o pagamento das respectivas indenizações, perma- necendo ou não no serviço até final decisão do processo.

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Art. 484. Havendo culpa recíproca no ato que determinou a rescisão do con- trato de trabalho, o tribunal de trabalho reduzirá a indenização à que seria de- vida em caso de culpa exclusiva do empregador, por metade.

Arts. 18, § 2º, e 20, I, da Lei 8.036/1990 (FGTS). Súmula 14 do TST.

Nova redação Redação anterior

Art. 484-A. O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo en- tre empregado e empregador, caso em que serão devidas as seguintes

verbas trabalhistas:

(Artigo acrescido pela Lei 13.467/2017, em vigor após de-

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