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DAS ANÁLISES LABORATORIAIS Setembro de 2008.

No documento REVISÃO DO RIISPOA PROPOSTA G-100 (páginas 118-122)

ART

NOVO ART MAPA TEXTO ORIGINAL – RIISPOA PROPOSTA MAPA SUGESTÃO G-100 PARA TEXTO JUSTIFICATIVA

- - TÍTULO VIII

DAS ANÁLISES LABORATORIAIS

- - - 679 Art. 679. As matérias-primas, os produtos de origem animal prontos para consumo, bem

como toda e qualquer substância que entre em sua elaboração, estão sujeitos a análises físico-químicas, toxicológicas, microbiológicas e tecnológicas.

Texto ok. -

- 680 Art. 680. As metodologias analíticas devem ser padronizadas e validadas pelo órgão

competente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Texto ok. -

- 681 Art. 681. A critério do DIPOA podem ser utilizadas metodologias analíticas além das adotadas oficialmente, desde que reconhecidas internacionalmente ou por outros órgãos competentes, mencionando-as obrigatoriamente nos respectivos laudos.

Art. 681. A critério do DIPOA podem ser utilizadas metodologias analíticas além das adotadas oficialmente, desde que reconhecidas internacionalmente ou por outros órgãos competentes, mencionando-as obrigatoriamente nos respectivos laudos. A interpretação dos resultados obtidos por meio de metodologias analíticas não oficiais, somente pode ser feita pelo DIPOA, levando em consideração o conjunto de informações e histórico do produto submetido à análise.

Justificativa: A inclusão do texto dá a exclusividade da interpretação de resultados ao DIPOA, evitando que os laboratórios ou outros órgãos que desconheçam a aplicabilidade da metodologia, as características particulares do produto, o histórico da empresa, e outros fatos relevantes, possam emitir conclusões equivocadas.

- 682 Art. 682. Nos casos de análises fiscais de produtos com padrões não previstos em Regulamentos técnicos específicos ou demais legislações pertinentes, considera-se a similaridade da natureza e do processamento do produto, como base para seu enquadramento nos padrões estabelecidos para um produto similar.

Art. 682. Nos casos de análises fiscais de produtos com padrões não previstos em Regulamentos técnicos específicos ou demais legislações pertinentes, considera-se a similaridade da natureza, composição e do processamento do produto, como base para seu enquadramento nos padrões estabelecidos para um produto similar, desde que observadas

as características peculiares dos produtos.

Justificativa: Não levar em consideração a composição e as características peculiares de cada produto pode levar a conclusões equivocadas.

- 683 Art. 683. Nos casos de violações em análises fiscais, o Serviço de Inspeção Federal deve, além de outras açõespertinentes:

I - notificar o interessado dos resultados analíticos obtidos; e II - lavrar o auto de infração.

Art. 683. Nos casos de análises fiscais com resultados em desacordo

com a legislação, o Serviço de Inspeção Federal deve, além de outras

ações administrativas pertinentes:

I - notificar o interessado dos resultados analíticos obtidos; e II - lavrar o auto de infração.

Justificativa: mudar a redação do artigo melhorar o entendimento.

- 684 Art. 684. É facultado ao interessado, discordando do resultado, requerer análise de contraprova, nos casos em que couber, dentro do prazo de 48 (quarenta e oito) horas da data da ciência do resultado.

§1º Ao requerer a análise de contraprova, o interessado indicará no requerimento o nome do perito que comporá a comissão pericial, podendo também indicar um substituto.

§1º Ao requerer a análise de contraprova, o interessado indicará no requerimento o laboratório oficial e o nome do perito que comporá a comissão pericial, podendo também indicar um substituto.

Justificativa: No parágrafo 1º, a empresa poderia também escolher o Laboratório oficial para exame da contraprova, tendo em vista as dimensões continentais do país. Considerando que os laboratórios têm os mesmos padrões de execução e metodologia analítica, e portanto, fornecem resultados reprodutíveis, as empresas assim poderiam ter menores gastos envolvendo estas análises. O texto recupera o direito previsto no parágrafo 8º do artigo 848, do RIISPOA em vigor, e prática atualmente utilizada.

§2º O interessado será notificado sobre a data, a hora e o local em que se realizará a

análise de contraprova. Texto ok. -

§3º Será utilizada na análise de contraprova a amostra de contraprova que se encontra em poder do detentor ou interessado.

Texto ok. -

§4º A análise de contraprova não será efetuada no caso da amostra apresentar indícios

de alteração, ou violação. §4º A análise de contraprova não será efetuada no caso dapresentar indícios de alteração, validade expirada ou violação.esta amostra Justificativa: A inclusão da expressão “expiração da validade” completa as condições para não realização da análise, já que as características físico-químicas e/ou microbiológicas e/ou sensoriais podem sofrer alterações.

§5º Comprovada a violação ou o mau estado de conservação da amostra de

contraprova, será considerado o resultado da análise de fiscalização. §5º Comprovada a violação ou o mau estado de conservação da amostra de contraprova, será considerado o resultado da análise de fiscalização.

Havendo a expiração da validade, o processo se extingue.

Justificativa: No caso de ausência de contraprova cerceia- se o direito de ampla defesa pela falta de resultados que comprovem ou não a desconformidade.

§6º Em caso de divergência quanto ao resultado da análise fiscal condenatória ou discordância entre os resultados desta última com a da análise de contraprova, deve-se realizar novo exame pericial sobre a amostra de contra-prova em poder do laboratório oficial de controle.

§6º Em caso de divergência quanto ao resultado da análise fiscal condenatória ou discordância entre os resultados desta última com a da análise de contraprova, deve-se realizar novo exame pericial em

laboratório indicado pelo interessado, sobre a amostra de contra-

prova em poder do laboratório oficial de controle.

Justificativa: O texto se harmoniza com o parágrafo 1º do artigo 684 da presente proposta.

§7º O não-comparecimento do perito indicado pelo interessado na data e hora determinadas ou a não-existência da amostra de contraprova sob a guarda do interessado implicará a aceitação do resultado da análise de fiscalização.

Texto ok. -

Art. 685. Para realização das análises fiscais físico-químicas será colhida amostra em triplicata da matéria-prima, insumo ou produto a ser analisado, assegurando sua inviolabilidade e conservação, sendo uma delas entregue ao detentor ou responsável pelo produto, para servir de contraprova e as demais encaminhadas ao laboratório oficial de controle.

Texto ok. -

- 685

§1º Se a quantidade, ou a natureza do produto não permitir a colheita das amostras em triplicata, uma única amostra será encaminhada para o laboratório oficial, podendo o interessado ou responsável acompanhar a realização da análise fiscal.

§1º Se a quantidade, e/ou o prazo de validade que não possibilite

tempo hábil para a realização de contra-prova e/ou a natureza do

produto não permitirem a colheita das amostras em triplicata, uma única

Justificativa: A complementação do texto garante o amplo direito resguardado pela lei de acompanhamento por parte do interessado.

amostra será encaminhada para o laboratório oficial, sendo que nestes casos os estabelecimentos produtores devem ser notificados,

podendo o interessado ou responsável ou seu representante

acompanhar a realização da análise fiscal.

§2º As análises fiscais realizadas em produtos que apresentem prazo de validade curto, que não possibilite tempo hábil para a realização de contra-prova, não serão colhidas em triplicata, sendo que nestes casos os estabelecimentos produtores devem ser notificados, podendo fazer-se representar por um técnico capacitado quando da realização da análise.

Retirar o parágrafo. Justificativa: Retirar o parágrafo 2º. A nova redação do

parágrafo anterior já contempla esta situação.

§3º Pode ser dispensada a colheita em triplicata quando se tratar de análises fiscais que, a critério do Serviço de Inspeção Federal, possam ser realizadas durante os procedimentos de verificação oficial.

Retirar o parágrafo. Justificativa: Retirar o parágrafo 3º. As novas redações dos

parágrafos 1º e do 4º já contemplam esta situação.

§4º A colheita de amostras para realização de análises fiscais microbiológicas não será

em triplicata por não ser aplicável a realização de análise de contra-prova, §4º seu prazo de validade, conservados à temperatura ambiente, Os produtos que se mantém estáveis e não se alteram durante o resfriados ou congelados, deverão ter amostras coletadas em triplicata para análise de contra-prova.

No caso de produtos que necessitam refrigeração, onde a análise não seja realizada imediatamente após a coleta, e a manutenção da refrigeração ou o congelamento das amostras impeça a obtenção

de resultados analíticos confiáveis, a colheita de amostras para

realização de análises fiscais microbiológicas não será em triplicata,

sendo que nestes casos os estabelecimentos produtores devem ser notificados da sua realização, podendo o interessado ou responsável ou seu representante acompanhar a realização da análise fiscal.

Justificativa: As contraprovas têm por objetivo elucidar possíveis falhas na execução da primeira análise e permitir a confirmação do primeiro resultado.

A ausência da contraprova representa ofensa ao devido processo legal, e as garantias constitucionais ao contraditório e ampla defesa.

Para a maioria dos produtos, a alteração durante o período de validade somente ocorrerá nos casos em que o produto não atenda ao seu padrão de identidade e qualidade e/ou que a embalagem não ofereça a proteção adequada e/ou as condições de estocagem não sejam respeitadas.

Art. 686. A colheita de amostra de produto de origem animal para análise fiscal será efetuada por servidores do Serviço de Inspeção Federal, com a finalidade de verificar o cumprimento dos requisitos estabelecidos neste Regulamento ou em normas complementares.

§1º A amostra deve ser colhida na presença do detentor do produto ou de seu representante, conforme o caso.

§2º Não será colhida amostra de produto cuja identidade, composição, integridade ou conservação estejam comprometidas; nestes casos, as intervenções legais e penalidades cabíveis não dependerão das análises e de laudos laboratoriais.

Texto ok. -

abrangendo aspectos tecnológicos, físico-químicos, toxicológicos ou microbiológicos seguindo métodos com reconhecimento técnico e científico comprovados e dispor de evidências auditáveis que comprovem a efetiva realização da mesma.

Art. 688. As amostras para análises devem ser colhidas, manuseadas, acondicionadas, identificadas e transportadas, de modo a garantir a sua validade analítica.

Parágrafo único. A autenticidade das amostras deve ser garantida pela autoridade competente que estiver procedendo a colheita.

Texto ok. -

Art. 689. Os procedimentos de colheita de amostras para análises fiscais, bem como sua freqüência, devem ser regulamentadas em normas complementares ou legislação específica.

TÍTULO IX – DA REINSPEÇÃO INDUSTRIAL E SANITÁRIA

No documento REVISÃO DO RIISPOA PROPOSTA G-100 (páginas 118-122)