• Nenhum resultado encontrado

Das Penalidades

No documento 1. Apostila Vpt 2018-1 (páginas 48-68)

Art. 311 - São penas disciplinares:

I - repreensão; II - suspensão; III - multa;

IV - destituição de mandato;

- Redação dada pela Lei nº 14.678, de 12- 01-2004

V - demissão;

VI - cassação de aposentadoria ou disponibilidade.

Art. 312 - Para imposição de pena disciplinar, no âmbito de suas respectivas atribuições, são competentes:

I -o Chefe do Poder Executivo, em quaisquer dos casos enumerados no artigo anterior;

II - os Secretários de Estado, autoridades equivalentes e os dirigentes de autarquias e fundações, as mesmas penas a que se refere o inciso I, exceto as de demissão, cassação de aposentadoria e

disponibilidade, as duas últimas de competência privativa do Governador do

Estado;

III - por delegação de competência:

do Chefe do Poder Executivo, os Secretários de Estado e autoridades equivalentes, quanto à pena de demissão;

 b) dos Secretários de Estado e autoridades equivalentes, os Chefes de unidades administrativas em geral, quanto às  penalidades de repreensão e suspensão de

até 30 (trinta) dias e multa correspondente. - Acrescida pela Lei nº 14.210, de 08-07- 2002

Parágrafo único. A pena de destituição de mandato caberá à autoridade que houver nomeado ou designado o servidor.

Art. 313 - Na aplicação das penas disciplinares

.CAPÍTULO I Do Processo

Art. 328 - São competentes para determinar a abertura de processo

disciplinar, no âmbito de suas respectivas atribuições, as autoridades a que se refere os itens I, II e III do art. 312 deste

Estatuto.

Art. 329. O processo administrativo disciplinar será instruído por uma comissão composta por 3 (três) funcionários efetivos, designada pela autoridade que o houver instaurado, dentre os quais escolherá seu presidente, vice-  presidente e secretário..

4 - LEI 13664/00

Dispõe sobre a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse  público, nos termos do art. 92, inciso X, da

Constituição do Estado de Goiás, e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE GOIÁS decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1° Para atender a necessidade temporária de excepcional interesse  público, os órgãos da administração

estadual direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo poderão contratar  pessoal por tempo determinado, pelo prazo

máximo de 3 (três) anos e nas condições  previstas nesta Lei.

Art. 2º - Considera-se necessidade temporária de excepcional interesse  público aquela que comprometa a

 prestação contínua e eficiente dos serviços  próprios da administração pública, nos

seguintes casos:

I –  assistência a situações de calamidade

 pública;

II –  combate a surtos endêmicos;;

III –  admissão de professor substituto e

 professor visitante;

IV –  admissão de professor e pesquisador

visitante estrangeiro;

V –  admissão de profissional de saúde

substituto, bem como de outros recursos humanos na área de saúde, também em regime de substituição, necessários ao desenvolvimento de atividades de

convênios e contratos firmados com a União, os Estados, Municípios, suas autarquias e fundações e com organismos internacionais. .

VI –  censo para implementação de

 políticas sociais;

VII –  campanhas preventivas de vacinação

contra doenças;

VIII –  atendimento urgente a exigências do

serviço, em decorrência da falta de pessoal concursado e para evitar o colapso nas atividades afetas aos setores de:

a) transporte, obras públicas, educação, segurança pública, assistência

 previdenciária, comunicação e outras negociais de captação de recursos destinados, preponderantemente, aos Programas da Rede de Proteção Social do Estado de Goiás;

 b) segurança educacional e de educação e orientação social, no âmbito da Secretaria de Cidadania, para suprir necessidades de unidade socioeducativa de atendimento a adolescentes em situação de conflito com a lei..

c) desenvolvimento de atividades

socioculturais inclusivas de educação, arte e cultura, especialmente destinadas a crianças e adolescentes, no âmbito das

unidades culturais e educativas da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico

Teixeira –  AGEPEL.

- Acrescido pela Lei nº 16.379, de 21-11- 2008, art. 1º.

IX –  vigilância e inspeção, relacionadas

com a defesa agropecuária, no âmbito da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de suas jurisdicionadas,  para atendimento de situações

emergenciais ligadas ao comércio estadual ou interestadual de produtos de origem animal ou vegetal ou de iminente risco à saúde animal, vegetal ou humana..

Art. 3º - O recrutamento de pessoal a ser contratado, nos termos desta lei, será feito mediante processo seletivo simplificado, dentro de critérios estipulados pelo órgão interessado no ajuste e sujeito a ampla e  prévia divulgação.

§ 1º - A contratação para atender as necessidades definidas nos itens I e II do artigo anterior prescindirá de processo seletivo.

§ 2º - A contração de pessoal, nas hipóteses dos incisos III e V do art. 2º somente poderá ser efetivada nos seguintes casos:

I –  para o suprimento de falta de docente

em virtude de vacância de cargo público, exceto promoção, bem como de vagas não  preenchidas por concurso público;

II –  para o suprimento de claros de lotação

motivados por abandono de cargo e pelo afastamento do servidor em gozo de licença, salvo para tratar de interesse  particular.

§ 3º - A contratação a que se refere este artigo somente será possível se restar comprovada a impossibilidade de suprir a necessidade temporária com o pessoal do  próprio quadro e desde que não reste

candidato aprovado em concurso público aguardando nomeação.

Art. 4º - O ajuste, no caso do inciso IV do art. 2º, poderá ser efetivado à vista de notória capacidade técnica ou científica do  profissional, mediante análise do

“curriculum vitae” comprovado.

Art. 5º É vedada a recontratação do  pessoal admitido nos termos desta Lei, na

mesma ou em outra função, exceto na ocorrência de qualquer uma das seguintes situações:

I –  o pacto não houver atingido o limite

temporal fixado no art. 1º, hipótese em que o somatório dos prazos não poderá exceder o referido limite;.

II - houver transcorrido até 2 (dois) anos entre a extinção do contrato temporário e a celebração de um novo ajuste, sempre mediante novo processo seletivo simplificado.

Art. 6º - Os contratos somente poderão ser firmados com observância da dotação orçamentária específica e mediante prévia autorização do Chefe do Poder Executivo. Art. 7º - Os contratos deverão ser

efetivados e firmados pelo titular do órgão ou entidade interessada na admissão, que deverá encaminhar cópia dos mesmos para a Agência Goiana de Administração e  Negócios Públicos, a que compete o

controle da aplicação do disposto nesta lei.

Parágrafo único –  A minuta-padrão do

contrato objeto desta lei será elaborada  pela Procuradoria-Geral do Estado,

conforme determina o art. 14, inciso III, da Lei Complementar n. 24, de 8 de junho de 1998.

Art. 8º - O recrutamento deverá recair,  preferencialmente, em pessoas que não  possuam vínculo funcional com a

administração direta e indireta da União, Estados, Municípios ou Distrito Federal. Parágrafo único - É vedada a contratação de servidores que já estejam em regime de acumulação legal de cargos, empregos ou funções, bem assim aquela que importe em acumulação não permitida

constitucionalmente.

Art. 9º - A remuneração do pessoal

contratado nos termos desta lei será fixada: I –  nos casos dos incisos III e V, do art. 2º,

em importância não superior ao valor do vencimento fixado para os servidores do quadro permanente, acrescido da

gratificação de representação devida em razão do exercício do respectivo cargo de  provimento efetivo;

II –  nos casos dos demais incisos do

mesmo artigo, em importância não superior à retribuição dos cargos dos servidores que desempenhem funções semelhantes, ou, não existindo a

similitude, o vencimento será fixado pela administração pública.

III –  no caso do inciso V, segunda parte,

do art. 2º, em valor definido nos ajustes ali referidos e efetivado com recursos deles oriundos, vedada a utilização de recursos de outras fontes para tal fim. .

Parágrafo único –  Para os efeitos deste

artigo, não se consideram as vantagens de natureza individual atribuíveis aos

servidores ocupantes de cargos de  provimento efetivo tomados como  paradigma.

Art. 10 –  Ao pessoal contratado, nos

termos desta lei:

I - será aplicado o regime geral de  previdência social;

II –  não poderão ser cometidas atribuições,

funções ou encargos não previstos no respectivo contrato;

III –  aplicam-se, no que couber, as

disposições estatutárias que forem

 pertinentes a cada caso, relativamente aos seguintes institutos:

a) diárias;

 b) ajuda de custo; c) 13º salário.

IV –  aplicam-se, no que couber, as

disposições do Título V –  Capítulos I a

VIII –  arts. 294 a 327, e do Título VI – 

Capítulos I e II –  arts. 328 a 345, da Lei nº

10.460, de 22 de fevereiro de 1988.

§ 1o Tratando-se de contrato com a duração máxima de 1 (um) ano, o

 pagamento do último mês será devido em dobro e com o acréscimo de um terço da remuneração, a título de férias e adicional de férias, respectivamente.

§ 2o O décimo terceiro salário do pessoal contratado por tempo determinado será  pago no mês de dezembro de cada

exercício (ano civil) ou no mês da rescisão do contrato.

§ 3º As infrações disciplinares atribuídas ao pessoal contratado nos termos

autorizados por esta Lei serão apuradas em  processo administrativo disciplinar, de rito sumário, instaurado e concluído dentro do  prazo improrrogável de 30 (trinta) dias.

§ 4º A extinção do contrato de pessoal por tempo determinado, antes de concluído ou mesmo instaurado o processo

administrativo disciplinar mencionado no § 3º, não impede a Administração Pública de iniciá-lo ou dar-lhe andamento e, constatada a culpabilidade do acusado, ainda que impossível a aplicação da  penalidade cabível, pelo rompimento do

vínculo contratual, o ex servidor

temporário ficará incompatibilizado para nova investidura em cargo público estadual, pelo prazo de 5 (cinco) anos.. Art. 11 –  O contrato firmado nos termos

desta lei extinguir-se-á, sem direito a indenizações:

I –  pelo término do prazo contratual;

II –  por iniciativa do contratante, nos

casos:

a) de prática de infração disciplinar, apurada em processo administrativo disciplinar, em que sejam assegurados ao acusado o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes..  b) de conveniência da Administração;

c) do contratado assumir o exercício de cargo ou emprego incompatível com as funções do contrato;

d) em que o recomendar o interesse  público;

III –  por iniciativa do contratado.

Art. 12 –  O tempo de serviço prestado em

virtude de contratação nos termos desta lei será contado para todos os efeitos legais.

Art. 14 - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, retroagindo, porém, seus efeitos a 1º de janeiro de 2000, revogadas as disposições em contrário. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS, em Goiânia, de 27 de julho de 2.000, 112º da República.

MARCONI FERREIRA PERILLO JÚNIOR

PROCEDIMENTOS CARTORÁRIOS E PLATAFORMAS DE DADOS PENAIS

Capítulo I

Das atribuições do Supervisor de Cartório Art. 1º. Ao Supervisor do Cartório cabe planejar, coordenar, organizar, orientar, controlar e supervisionar as atividades administrativas de competência do Cartório.

§ 1º - O Supervisor de cada Cartório, por estar alçado a tal condição, tem o dever de possuir pleno conhecimento do respectivo serviço, cabendo ao mesmo dirimir toda e qualquer dúvida de seus subordinados.

§ 2º - Os subordinados devem levar todas as dúvidas e outras pendências à

supervisão, bem como executar as tarefas que lhes são designadas, observadas as atribuições de seus cargos.

Art. 2º. É dever do Supervisor de Cartório atender ao público com agilidade e cortesia, sempre buscando a excelência e a contínua melhoria do serviço cartorário nas unidades prisionais.

Art. 3º. Ao Supervisor de Cartório compete:

I - o planejamento e a execução dos serviços necessários à realização dos atos cartorários, em estrito cumprimento às normas vigentes e às determinações dos (as) Juízes (as) de Direito;

II - a conferência e assinatura de certidões carcerárias, certidões de dias trabalhados e outros documentos de interesse dos presos, seus familiares ou advogados; III - a subscrição dos termos de abertura e de encerramento dos livros cartorários; IV - a responsabilidade pelo treinamento de novos funcionários e perfeita execução dos serviços;

VI - a guarda, o controle e a conservação dos documentos de uso exclusivo da Unidade Prisional, do material permanente e demais equipamentos alocados no Cartório, requerendo a substituição dos bens defeituosos;

VII - a conferência e a assinatura das guias de transferência que acompanham o prontuário do preso sempre que este tiver progressão de regime;

VIII - o registro, e o processamento de solicitações de informações ou

documentação feitas pelos juízes, promotores, e outros correlatos à atividade prisional, com o

acompanhamento de prazos, para resposta quando determinado na solicitação.

Art. 4º. Para fins desta resolução, são consideradas atividades administrativas, entre outras:

I - cumprir e fazer cumprir as normas legais e regulamentares;

II - despachar com os seus superiores, mantendo-os informados sobre os fatos ocorridos no Cartório;

III - organizar e atualizar o arquivo de prontuário, promovendo o intercambio sistemático com os demais servidores de departamentos ou seções que necessitam fazer uso dos prontuários para a boa execução de seu serviço;

IV - relacionar-se bem com os servidores de outros departamentos em assuntos de natureza administrativa;

V - interagir com as entidades

representativas das pessoas portadoras de deficiência, objetivando o

cumprimento da legislação específica; VI - requisitar servidores, verificado o acúmulo ocasional de serviço, e a sua dispensa, constatada a incompatibilidade do mesmo com o serviço;

VII - enviar mensalmente, ao

departamento competente, a folha de ponto dos servidores sob sua chefia, verificando sempre as horas trabalhadas de cada um, que não deve ser inferior a determinada na legislação vigente; VIII - receber as determinações judiciais e dar seguimento aos trâmites, conforme os procedimentos descritos na

regulamentação específica e o Manual de Procedimentos Cartorários;

XIX - auxiliar o Diretor da Unidade Prisional, atuando como designado ou indicando um servidor do Cartório para essa finalidade;

XII - prestar as informações necessárias às solicitações encaminhadas por outros departamentos;

XIII - solicitar à Gerência de Patrimônio a retirada dos materiais não-permanentes, quando desatualizados ou não mais utilizados pelo Cartório;

XIV - proceder ao levantamento das necessidades do Cartório, fornecendo elementos para a elaboração da proposta orçamentária anual, quando solicitado; XV - assegurar que os servidores do Cartório atendam ao público com agilidade e cortesia, buscando a excelência e a contínua melhoria do serviço público como um todo;

XVI - supervisionar o cumprimento, pelos servidores do Cartório, dos

procedimentos discriminados neste manual;

XVII - zelar pela assiduidade,

pontualidade, disciplina, iniciativa, produtividade e responsabilidade dos servidores do Cartório, representando ao seu superior quando necessário;

XVIII - manifestar opinião sobre a

viabilidade de licenças e afastamentos dos servidores do Cartório;

XIX - elaborar e comunicar a escala de férias dos servidores ocupantes de cargo efetivo ou não, para a Gerência de Gestão de Pessoas, após aprovação do superior imediato;

XX - representar a Unidade Prisional, nos assuntos que se relacionem aos interesses comuns de atividades administrativas e cartorárias;

XXI - zelar pela guarda, segurança, limpeza e conservação do patrimônio comum do Cartório do qual é responsável.

Art. 5º. Os casos omissos serão resolvidos pelo Superintendente Executivo de Administração Penitenciária ou quem for por ele determinado.

Capítulo II

Do Objeto e das Finalidades dos Cartórios das Unidades Prisionais

Art. 6º. Os cartórios das Unidades Prisionais da Superintendência Executiva de Administração Penitenciária têm por finalidade promover a execução

administrativa das penas privativas de liberdade e das medidas de segurança detentiva, na conformidade da legislação em vigor.

§ 1º - os cartórios cooperam e interagem externamente, com as Varas Criminais do Poder Judiciário, e internamente com os demais departamentos, quando da verificação, envio e recebimento de documentação referente ao preso. Art. 7º. Cabe aos cartórios:

I – emitir certidão carcerária;

II – emitir certidão de dias trabalhados; III – oficiar aos juízes sobre qualquer fato relevante acontecido com o preso;

IV – cientificar o preso de alvará de soltura que porventura o mesmo receber;

V – cumprir mandados de prisão; VI – informar ao preso o andamento de sua documentação, caso seja solicitado; VII – fornecer aos outros departamentos da Unidade Prisional informação ou documentação solicitada;

VIII – manter atualizado o prontuário do preso;

IX – prestar atendimento aos familiares, advogados e qualquer pessoa que necessite dos serviços cartorários; X – encaminhar ao juízo competente, documento elaborado por outros departamentos da Unidade Prisional, referente aos presos;

XI – receber determinações para realização de exame criminológico e repassá-lo para o departamento competente;

XII – manter atualizado o programa de controle de população carcerária (GOIASPEN);

XIII – repassar mensalmente para a Coordenação do Infopen, as informações solicitadas para elaboração de estatísticas; XIX – verificar a documentação do preso, quando da chegada deste na Unidade Prisional, antes do recebimento deste pela Supervisão de Segurança;

XX – preparar documentação para

liberação do preso quando este fizer jus a qualquer benefício concedido pelo juízo competente;

XXI - assinar junto com o Diretor da Unidade Prisional as autorizações para audiências no fórum ou liberação do preso da Unidade Prisional;

XXII – receber os ofícios de comparecimento a audiência, encaminhando a unidade referente quando o intimado fizer parte da população carcerária de outra Unidade Prisional;

XXIII – informar ao juízo que o intimou, caso o preso não possa participar da audiência, sendo que tal informação deverá ser efetuada pelo menos um dia antes da audiência;

XXIV – receber documentação referente a nova condenação do preso, fazendo as anotações devidas conforme art. 18, incisos III, IV e V do Capítulo IV deste Manual;

XXV – manter livros de registros de inclusões, fugas, progressões de regime e liberações por motivos diversos, alvarás, etc. para elaborar relatórios mensais. XXVI – encaminhar ao Arquivo Geral os prontuários dos presos que foram excluídos do sistema prisional, para que sejam arquivados.

XXVII – monitorar o email do cartório quanto ao recebimento de decisões e determinações dos juízos.

Art. 8º. É de responsabilidade do cartório, o zelo e manutenção dos prontuários dos presos, enquanto fizerem parte da

população carcerária, assim como demais documentos referentes aos mesmos; Art. 9º. O cartório da Unidade Prisional funciona como auxiliar das Varas Criminais e Execução Penal, devendo para tanto, manter o Juiz responsável, informado sobre os acontecimentos na vida prisional do preso, tais como:

I – inclusões; II – reinclusões; III – liberações; IV – transferências; V – fugas; VI – punições disciplinares; VII – fato novo; VIII – óbitos;

XIX – outras situações relevantes. Art. 10º. O cartório deverá também, manter o Diretor da Unidade e responsável pela Supervisão de Segurança, informados de nova

condenação que chegar para o preso, bem como qualquer outro fato que seja

relevante às respectivas áreas. Capítulo III

Da Identificação do preso

Art. 11º. Quando da chegada do preso ao estabelecimento prisional ao qual foi destinado, cabe a supervisão de

segurança, a revista pessoal do mesmo e demais procedimentos pertinentes. I – No Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, o preso deverá dar entrada no sistema pela Central de Triagem, onde será identificado e encaminhado para a Unidade Prisional de destino, juntamente com seu prontuário, caso já tenha

passagem pelo sistema prisional; II – Antes de cadastrar os presos, o funcionário responsável deve fazer busca no GOIASPEN para evitar cadastramento duplo, caso o mesmo já tenha passagem pelo Sistema Prisional;

III – O cadastro realizado pelo

departamento de identificação, consistirá apenas no nome do preso, nome da mãe e outras informações pessoais, conforme art. 14º, incisos I a VI; as informações sobre sua prisão serão lançadas pelo Cartório.

Art. 12º. Após realizada a revista, a Central de Triagem deverá conferir a documentação que o acompanha, devolvendo-o à origem caso esta não esteja de acordo com o exigido pela legislação.

Art. 13º. São documentos necessários para se proceder ao recebimento do preso na Unidade Prisional e na falta deles, devolve-lo à origem para que os providencie:

I – Mandado de prisão, caso a prisão se tenha dado por este motivo, ou;

II – Nota de Culpa, caso a prisão se tenha dado por prisão em flagrante, ou;

III – ofício do Juiz de Direito determinando a inclusão do preso por qualquer outro motivo.

Parágrafo único – em todos os casos, deverá também estar acompanhando o preso, uma via da guia de recolhimento emitida pela delegacia que o prendeu ou autuou, onde deverá constar a

qualificação inicial do mesmo, ou cópia da ocorrência caso a prisão se tenha dado por policiais militares em diligência.

Art. 14º. Em seguida, a Central de Triagem deverá proceder à identificação do

mesmo onde serão colhidas as seguintes informações do próprio preso e conferida com seus documentos pessoais, caso os tenha apresentado, ou com o informado na guia de recolhimento emitida pela delegacia:

I – nome completo; II – filiação;

III – data e local de nascimento;

No documento 1. Apostila Vpt 2018-1 (páginas 48-68)