Art. 177 - O Poder Público Municipal promoverá a responsabilidade administrativa, civil ou criminal perante o Ministério Público Estadual dos responsáveis por parcelamentos efetuados em desobediência às normas municipais, estaduais e federais, sujeitando-os à legislação vigente.
Art. 178 - As infrações da presente Lei darão ensejo à cassação do alvará, embargo administrativo da obra e cumulativamente a aplicação de multas e não eximem a responsabilidade civil dos infratores.
Art. 179 - Em decorrência de transgressão da presente Lei, será lavrado o auto de infração pelo Poder Público Municipal.
Parágrafo único. O pagamento das multas não exclui a aplicação de outras sanções previstas em lei, ficando o infrator na obrigação de legalizar as obras, de acordo com o projeto aprovado.
Art. 180 - Pelas infrações às disposições deste Código e seus regulamentos, estarão sujeitas às seguintes penalidades:
I. multa;
II. embargo da obra;
III. interdição do prédio ou dependência; IV. demolição.
§1º A aplicação de uma das penas previstas neste artigo não prejudica a aplicação de outra, se cabível.
§2º As penalidades serão aplicadas ao proprietário e ao construtor ou profissional responsável pelo projeto e ou pela execução da obra, conforme o caso, de acordo com padrões e valores estabelecidos em legislação específica sobre a matéria.
Art. 181 - Pelas infrações às disposições desta lei e seus regulamentos, serão aplicadas multas de acordo com a gravidade da infração considerando sua área construída no caso de obras ou sua área total no caso de parcelamentos, quando cabíveis. Os valores em UPMs (unidade padrão municipal) deste artigo, quando aplicáveis, serão aumentados, em função da ATE (Área total do empreendimento) do empreendimento constatada no momento da autuação, através dos seguintes índices multiplicadores:
68 I. Até 100 m² de ATE – quantidade de UPMs determinada no parágrafo, sem alteração; II. De 101 m² a 250 m² de ATE – quantidade de UPMs determinada no parágrafo,
multiplicada por 1,5;
III. De 251 m² a 500 m² de ATE - quantidade de UPMs determinada no parágrafo, multiplicada por 2;
IV. De 501 m² a 1000 m² de ATE - quantidade de UPMs determinada no parágrafo, multiplicada por 5;
V. De 1001 m² a 1500 m² de ATE - quantidade de UPMs determinada no parágrafo, multiplicada por 8;
VI. De 1501 m² a 2500 m² de ATE - quantidade de UPMs determinada no parágrafo, multiplicada por 10;
VII. De 2501 m² a 5000 m² de ATE - quantidade de UPMs determinada no parágrafo, multiplicada por 15;
VIII. De 5001 m² a 10000 m² de ATE - quantidade de UPMs determinada no parágrafo, multiplicada por 20;
IX. De 10001 m² até 15000 m² de ATE - quantidade de UPMS determinada no parágrafo multiplicada por 30;
X. De 15001 m² até 20000 m² de ATE - quantidade de UPMS determinada no parágrafo multiplicada por 35;
XI. De 20001 m² até 25000 m² de ATE - quantidade de UPMS determinada no parágrafo multiplicada por 40;
XII. De 25001 m² até 30000 m² de ATE - quantidade de UPMS determinada no parágrafo multiplicada por 45;
XIII. Acima de 30001 m² de ATE - quantidade de UPMS determinada no parágrafo multiplicada por 50.
§1º Por apresentar projetos em evidente desacordo com o local ou falsear medidas, cotas e demais indicações do projeto: ao PROP e ao PRPA – 70 UPMs.
§2º Por omitir nos projetos a existência de cursos d'água ou de topografia acidentada que exija obras de contenção do terreno: ao PROP e ao PRPA – 80 UPMs.
§3º Não obedecer a determinação constante na intimação/notificação: ao RESP e ao PREO – 25 UPMs.
69 §4º Por executar obra, instalação ou assentamento de máquinas, motores ou equipamentos sem a devida licença: ao PROP e ao PREO ou à empresa instaladora ou conservadora – 50 UPMs ao dia.
§5º Por executar obra, instalação ou assentamento de máquinas, motores ou equipamentos em desacordo com o projeto aprovado ou licença: ao PREO ou a empresa instaladora ou conservadora – 60 UPMs, ao PROP – 40 UPMs ao dia.
§6º Por assunção fictícia da responsabilidade de execução de uma obra, instalação ou assentamento e conservação de equipamento: ao PREO ou à empresa instaladora - 40 UPMs e ao PROP - 30 UPMs.
§7º Por imperícia, devidamente apurada, na execução de qualquer obra ou instalação: ao PREO ou à empresa instaladora ou conservadora – 90 UPMs.
§8º Por ocupar o loteamento sem o aceite concedido pelo Poder Público Municipal: ao PROP - 30 UPMs ao dia.
§9º Por executar obra, instalação, assentamento ou a exploração sem proteção que resguarde segurança de vizinhos e transeuntes: ao PREO ou à empresa responsável - 90 UPMs ao dia.
§10º Por obstruir, dificultar a vazão ou desviar cursos de água ou valas: ao PROP ou PREO - 80 UPMs ao dia.
§11º Por ocupação indevida, dano ou prejuízo de qualquer natureza à via pública, inclusive danos a jardins, calçamento, passeios, arborização e benfeitorias: ao RESP – 80 UPMs ao dia. §12º Por falta de conservação do calçamento, passeio, de fechamento dos terrenos, quando cabível, edificados ou não: ao PROP - 15 UPMs ao dia.
§13º Pela colocação nos logradouros públicos, de dispositivos ou instalações de qualquer natureza, bem como pelo exercício de qualquer atividade, inclusive por concessionárias de serviços públicos, sem licença ou em desacordo com ela: ao PREO e a empresa instaladora ou conservadora – 40 UPMs ao dia, além da imediata apreensão de todo material e pagamento das despesas de armazenamento no valor de 5 UPMs ao dia.
§14º Por não obedecer ao embargo ou interdição: ao PROP, PREO e à empresa instaladora ou conservadora, simultaneamente, por cada desrespeito – 60 UPMs ao dia.
§15º Por não cumprir intimação para desmonte, demolição ou qualquer providência na legislação: ao PROP e ao PREO – 250 UPMs ao dia.
§16º Não obedecer a ordem de recomposição do dano: ao PROP e ao PREO, simultaneamente – 250 UPMs ao dia.
70 §17º Por infração as leis e decretos federais, estaduais ou municipais relativas à defesa dos aspectos paisagísticos, ambientais e culturais, dos monumentos e das construções típicas: ao RESP – 60 UPMs ao dia.
§18º Por fazer uso de explosivos, em desmontes, sem licença: ao PREO e ao RESP – 100 UPMs, por uso.
§19º Por dificultar a ação ou circulação fiscal: ao PROP e ao PREO – 40 UPMs por infração. §20º Por depositar em logradouros públicos materiais provenientes ou destinados a obra, de modo a prejudicar a limpeza urbana: ao PROP e ao PREO – 10 UPMs ao dia.
§21º Houver prosseguimento da obra, vencido o prazo de licenciamento, sem que tenha sido concedida a necessária renovação de licença: ao PROP e ao PREO – 50 UPMs ao dia. §22º Por não afixar placas identificadora de loteamento: ao PROP e ao PREO – 25 UPMs ao dia.
§23º Por afixar placas identificadora de loteamento em desacordo com Anexo 08 – Placa de Obra: ao PROP e ao PREO – 25 UPMs ao dia.
§24º Ocupar indevidamente área de propriedade pública: ao PROP ou ao PREO - 2.000 UPMs.
§25º Ocupar indevidamente área particular: ao RESP ou ao PREO - 150 UPMs.
§26º Ocupar área com existência de estrutura edificada pública: ao RESP e ao PREO - 2.000 UPMs.
§27º Ocupar área particular de terceiros com existência de estrutura edificada: ao RESP e ao PREO - 250 UPMs.
§28º Instalar cerca de demarcação em área de propriedade pública: ao RESP - 125 UPMs. §29º Instalar cerca de demarcação em área particular de terceiros: ao RESP - 125 UPMs. §30º Instalar estrutura edificada em propriedade pública: ao RESP e ao PREO - 2.000 UPMs. §31º Instalar estrutura edificada em área particular de terceiros: ao RESP e ao PREO - 125 UPMs.
§32º Instalar estrutura edificada em área pública de interesse social: ao RESP e ao PREO - 2.000 UPMs.
§33º Instalar estrutura edificada em área pública de interesse específico: ao RESP e ao PREO - 2.000 UPMs.
71 §34º Instalar estrutura edificada de forma irregular em logradouro público: ao RESP e ao PREO - 250 UPMs.
§35º Comercializar irregularmente área pública praticado por pessoa física: ao RESP - 1.450 UPMs.
§36º Comercializar irregularmente área particular de terceiros praticado por pessoa física: ao RESP - 2.000 UPMs.
§37º Comercializar irregularmente área pública praticado por pessoa jurídica: ao RESP - 4.000 UPMs.
§38º Comercializar irregularmente área particular de terceiros praticado por pessoa jurídica: ao RESP - 1.450 UPMs.
§39º Comercializar lote clandestino ou irregular: ao RESP - 4.000 UPMs.
§40º Comercializar lote que esteja sob notificação ou autuação: ao RESP - 250 UPMs. §41º Divulgar comercialização de loteamento não aprovado: ao RESP - 150 UPMs.
§42º Divulgar comercialização de loteamento que esteja sob notificação de embargo em áreas públicas ou privadas: ao RESP - 300 UPMs.
Art. 182 - As multas pela execução de obras de parcelamento e assentamento de equipamentos sem licença terão seu valor aumentado para 5 (cinco) vezes, quando na ocasião da lavratura do auto de infração os mesmos já estiverem concluídos.
Art. 183 - Quando o PREO autuado exercer sua atividade como registrado por empresa, incidirá sobre esta a mesma penalidade.
Art. 184 - A multa não exclui a aplicação da pena de suspensão do PRPA, do PREO e da empresa por 6 (seis) meses.
Art. 185 - A reincidência específica da infração acarretará para o profissional responsável pela execução da obra, pena de suspensão da sua atuação no Município pelo prazo de 2 (dois) anos.
Art. 186 - A aplicação da multa poderá ter lugar no momento da infração ou quando constatado o ato posteriormente.
Art. 187 - O pagamento da multa não sana a infração, ficando o infrator na obrigação de legalizar as obras e instalações executadas sem licença ou demoli-las, desmontá-las ou modificá-las.
Art. 188 - Depois de lavrado o auto de infração, o empreendimento deverá ser embargado ou interditado administrativamente, podendo ser solicitado o auxílio da força pública, necessário, para fazê-lo respeitar.
72 Art. 189 - O embargo terá lugar sempre que, sem alvará expedido e registrado, estiver
sendo feita qualquer obra ou instalação de equipamento que depender de Licença. §1º São passiveis de embargo, também, as obras licenciadas para implantação de loteamento cuja execução não estiver de acordo com o projeto aprovado, ou com qualquer das prescrições do alvará.
§2º São passiveis de embargo as obras ou assentamentos de equipamentos feitas de forma irregular, especialmente quando tais irregularidades possam comprometer a drenagem natural das terras, a estabilidade das obras e a segurança de pessoas.
Art. 190 - Os embargos ou interdições serão executados pelo órgão competente.
§1º Os órgãos interessados na efetivação de embargos e interdições solicitarão providências cabíveis diretamente ao Poder Público Municipal, através de ofício, do qual deverão constar especialmente todos os elementos justificativos da medida a ser efetivada e a referência à autuação já procedida.
§2º Recebida a solicitação referida no parágrafo anterior, o Poder Público Municipal, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, acusará o recebimento e informará sobre as providências que adotar.
Art. 191 - O levantamento do embargo só poderá ser autorizado depois da regularização da obra ou do assentamento do equipamento.
§1º O Poder Público Municipal estabelecerá um prazo, de 30 (trinta) dias, a contar do embargo, para o interessado legalizar a obra ou o assentamento, podendo este prazo ser prorrogado uma única vez a pedido do interessado desde que motivado.
§2º Se a obra ou assentamento de equipamento não forem legalizáveis, o levantamento do embargo só poderá ser concedido depois da demolição, desmonta, recomposição ou retirada de tudo que tiver sido executado irregularmente.
Art. 192 - São passíveis de demissão por justa causa, ou a bem do serviço público, os servidores do Poder Público Municipal que direta ou indiretamente descumprirem os termos da presente Lei, concedendo, ou contribuindo para que sejam concedidas, licenças, alvarás, certidões ou declarações irregulares ou falsas.
Art. 193 - Anúncios e placas de propaganda de loteamentos não aprovados pelo Poder Público ficam sujeitos a apreensão pelo Município, respondendo os responsáveis administrativamente, civilmente e penalmente.
Art. 194 - Aquele que cometer ou concorrer de qualquer modo para a prática de infração às disposições desta lei, fica sujeito às penalidades administrativas previstas na legislação municipal competente em vigor, independente da obrigação de reparar os danos causados, ou de outras sanções civis ou penais legalmente previstas.
73 Parágrafo único. Ao processo de apuração das infrações e de aplicação das respectivas penalidades aplicam-se, igualmente, as disposições da legislação municipal competente em vigor.
CAPITULO XII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 195 - Nos anúncios e publicações de propaganda de projetos de loteamentos aprovados, sempre se mencionará o número e a data de seu registro no Registro de Imóveis.
Art. 196 - Os responsáveis por parcelamento ficam obrigados a fornecer a Secretaria Municipal de Fazenda, no mês de novembro de cada ano, a relação dos lotes que, nesse ano, tenham sido alienados definitivamente ou mediante promessa de compra e venda, mencionando nome e endereço do comprador ou compradores, a numeração e localização dos lotes e o valor do contrato de venda, a fim de ser feita anotação no Cadastro Imobiliário Municipal.
Art. 197 - Aplica-se aos processos de aprovação de projetos, licenciamentos de obras, de aprovação de parcelamento do solo, sem despacho decisório, a legislação em vigor à época do protocolo, desde que protocolados até a data da publicação da presente lei. Parágrafo Único. O interessado poderá optar a qualquer tempo pela análise integral de acordo com a presente lei.
Art. 198 - A modificação de projeto aprovado e/ou licenciado não implantado, será analisado sob a nova legislação, quando:
a) Não atender ao prazo de aprovação conforme artigo 131, parágrafo 3º; b) Não atender ao prazo para registro, conforme artigo 132;
c) Não atender ao prazo de implantação, previsto no artigo 135, parágrafos 1º e 2º; d) A alteração do projeto não for compatível com a política urbana contida no Plano
Diretor Municipal de Desenvolvimento Sustentável;
Parágrafo único. A incorporação de novos lotes será admitida, aplicando-se aos mesmos as disposições, índices e parâmetros estabelecidos nesta lei.
Art. 199 - Os processos aprovados e/ou licenciados sob a égide da legislação anterior deverão atender ao prazo estipulado em seu cronograma de obras aprovado, sob pena de caducidade.
Art. 200 - É de responsabilidade do interessado da obra informar à Administração Pública Municipal todo ato ou fato impeditivo para o cumprimento do prazo estipulado no cronograma.
74 Art. 201 - Os casos omissos e dúvida técnica urbanística serão encaminhados para o
Conselho Municipal das Cidades - CONCID.
Art. 202 - Os casos omissos que requeiram interpretação jurídica para aplicação desta lei serão analisados pela Procuradoria Municipal.
Art. 203 - A Administração Municipal poderá requerer que os documentos exigidos como requisito para a aprovação de processos sejam enviados pelo interessado observando novas tecnologias em uso.
Art. 204 - Os responsáveis por parcelamentos não aprovados pelo Poder Público, ainda que implantados ou em fase de implantação à revelia do Município, terão o prazo de 60 (sessenta) dias, a partir da publicação da presente lei, para cumprirem o determinado em processo administrativo próprio, legalizarem os parcelamentos, observando integralmente a legislação anterior, sob pena de ações administrativas, cíveis e criminais.
Art. 205 - Fica extinto o CMDU (Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano).
Art. 206 - As alterações nesta lei municipal devem estar em consonância com o Plano Diretor Municipal de Desenvolvimento Sustentável.
Art. 207 - É parte integrante desta lei os anexos I, II, III, IV, V, VI e VII.
Art. 208 - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, notadamente:
I. Lei nº 108 de 16 de novembro de 1979; II. Lei nº 521 de 11 de maio de 1982; III. Lei nº 600 de 17 de setembro de 1982; IV. Lei nº 601 de 17 de setembro de 1982; V. Lei nº 143 de 08 de setembro de 1983; VI. Lei nº 315 de 11 de outubro de 1984; VII. Lei nº 992 de 27 de junho de 1989; VIII. Lei nº 1252 de 14 de dezembro de 1993;
75 X. Lei nº 1.968 de novembro de 2006;
XI. Lei Complementar nº 008 de 21 de junho de 2011; XII. Lei nº 2.401 de 19 de dezembro de 2011;
XIII. Lei nº 3.060 de 10 de junho de 2019;
XIV. Decreto nº 748 de 20 de setembro de 1983; XV. Decreto nº 4.660 de 7 de maio de 2012; XVI. Decreto nº 5.145 de 30 de maio de 2014; XVII. Decreto nº 6.049 de 01 de agosto de 2019;
Art. 209 - Ficam revogados os artigos 14, 16, 17 e 18 da Lei Municipal 2.282 de 18 de junho de 2010.
Cabo Frio, XX de XXXXXXX de 2021
JOSÉ BONIFÁCIO FERREIRA NOVELINO Prefeito
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