Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado.
Doutrina
• Conceito de pessoa jurídica: A pessoa jurídica é a unidade de pessoas naturais ou de patrimônios que visa à obtenção de certas finalidades, reconhecida pela ordem jurídica como sujeito de direitos e obrigações.
Comentários Nagib Slaibi Filho - Das Pessoas Jurídicas (Artigo 40 ao 69).
"Das Pessoas Jurídicas 1. Conceito
O ser humano é criatura essencialmente limitada, finita, enjaulada nas dimensões de lugar e tempo em que manifesta a sua individualidade pela projeção de seu espírito no mundo exterior.
Sozinho, no entanto, somente vive árdua e excepcionalmente, necessitando de se relacionar com outros seres na busca da satisfação de seus interesses.
Ultrapassando a sua natural limitação, o indivíduo une a sua atividade ou patrimônio a outros seres buscando à obtenção das finalidades que considera essenciais para tal união, relacionamento que constitui imperativo categórico na sua existência mas que lhe cobra, como tributo inexorável, a limitação de sua própria liberdade.
São diversos os grupos sociais que o indivíduo integra: a família, a igreja, a escola, a associação cultural e recreativa, a empresa etc.
E é por isso que o Direito admite a ficção jurídica a que denomina pessoa jurídica ou pessoa moral, conferindo a uniões de atividades ou de patrimônios a capacidade de atuação no Direito como se pessoas humanas fossem, mas com as vantagens de se estenderem não só em tempo e espaço maiores do que a comum do ser humano, e do atuar congregando o esforço de vários seres.
A pessoa jurídica somente adentra no mundo jurídico se atendidos os requisitos legais para a sua criação, pois somente a lei lhe pode conferir o reconhecimento pelo restante da comunidade.
Já a pessoa natural, pelo nascer com vida, é a mesma reconhecida com capacidade de direito independentemente de requisitos legais, estes somente necessários para o exercício da denominada capacidade de fato.
O registro de nascimento da pessoa física é meramente declaratório, simplesmente enuncia o fato do nascimento com vida do ser humano; mas a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado somente começa com a inscrição de seus atos constitutivos no respectivo registro (art. 45), o que indica o seu caráter constitutivo.
A pessoa jurídica não deixa de ser uma ficção jurídica 1, ao considerar o Direito que os negócios jurídicos e atos jurídicos praticados por seus órgãos produzam efeitos como se fossem os negócios e os atos jurídicos das pessoas humanas.
O ser humano é uma unidade política, social, moral e jurídica.
A pessoa jurídica é também considerada como uma unidade no Direito, embora manifeste a sua vontade através de órgãos que são os seus elementos integrantes e que atuam por ela.
Dizia o velho Código Civil de 1916, em seu art. 20, que a pessoa jurídica tem existência distinta dos seus membros, assim não se confundindo com as pessoas que integram o seu substrato ou estrutura interna.
A pessoa jurídica é, assim, constituída pelo registro público ou pela lei como centro de interesses congregados em uma unidade jurídica de atividades ou bens materiais e que se presenta 2 no mundo através dos seus órgãos de direção e de atuação.
2. Os entes despersonalizados
Os entes despersonalizados, ou órgãos despersonalizados, são, também, centros de interesse que, embora constituindo uma unidade jurídica de atividades e bens materiais, não são considerados pelo Direito com a ampla natureza de pessoas jurídicas.
Embora não sejam pessoas jurídicas, visando a proteção dos interesses pelos quais atuam, o Direito lhes concedeu parcialmente tal natureza para determinados aspectos, como, por exemplo, a capacidade de estar em juízo ativa e passivamente, a legitimidade para contratar e, do ponto de vista administrativo, o de se inscrever no CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e o de usufruir de prerrogativas de pessoas jurídicas como, por exemplo, a inscrição como correntista em banco.
É a lei, genérica e abstrata, que deve prever a capacidade de atuação jurídica do ente despersonalizado, como se vê no art. 12 do Código de Processo Civil (o condomínio edilício por seu síndico 3; o espólio, por seu inventariante; a herança jacente ou vacante, por seu curador; a massa falida, pelo síndico) ou no novo Código Civil, ao tratar da sociedade não personificada (art. 986).
Contudo, a necessidade de se garantir o caráter dialético do processo pelo contraditório entre os interesses que se digladiam em Juízo levou a Lei e o direito pretoriano a admitirem como parte ativa ou passiva nas ações judiciais os ofícios registrais e notariais desestatizados e que exercem a sua função por delegação do Poder Público 4 ou o representante de consórcio de automóveis sem personalidade jurídica que tem qualidade para estar em Juízo em nome do consórcio 5, entre outros exemplos.
3. Órgão da pessoa jurídica
Assim como a pessoa humana, a pessoa jurídica também tem a sua fisiologia, as funções e os processos através dos quais manifesta a sua existência.
Quanto à atuação, a pessoa jurídica tem a sua estrutura interna ou substrato em diversos órgãos, dispostos como exigir a conveniência de sua finalidade.
Como na Fisiologia, o órgão da pessoa jurídica é a unidade mínima das suas atividades, isto é, as pessoas ou conjunto de pessoas que exercitam as suas atividades, manifestando a vontade (realizando negócios e atos jurídicos) ou transformando a realidade com a sua conduta (realizando atos materiais).
São elementos constitutivos dos órgãos da pessoa jurídica, tanto as de direito público como as de direito privado:
- os seus agentes, as pessoas que integram os órgãos, e que realizam as condutas pela pessoa jurídica;
- a competência ou atribuição, que é o conjunto de atividades deferidas a determinado órgão tanto pela lei como pelos atos constitutivos da pessoa jurídica; e
- a repartição 6, que é o conjunto de meios materiais de realização das atividades do órgão, como, por exemplo, prédios, mesas, cadeiras, máquinas, computadores etc.
O novo Código Civil em diversos momentos usa a expressão para designar a manifestação de vontade dos agentes das pessoas jurídicas, como se vê nos arts. 54, V, 57, parágrafo único, 67, III, 68, 69, 1.066, 1.070, 1.134, §1º, III e 1.152. No Direito Público, a doutrina francesa chegou até mesmo a considerar o serviço público como uma “federação de órgãos públicos” na realização das atividades públicas.
Enfim, os órgãos públicos cada vez mais se “personalizam”, passam a atuar como se pessoas jurídicas fossem, o que é compreensível porque a ordem jurídica a cada um deles deferiu uma parcela intransferível da atividade estatal.
Tal fenômeno mais se acentua no regime democrático de poder em que a Constituição tem sido fonte normativa da independência de diversos segmentos estatais, como, por exemplo, ao proclamar no art. 99 a autonomia financeira e administrativa do Poder Judiciário e no art. 127, §2º, autonomia funcional e administrativa ao Ministério Público.
Como órgão público administrativo, enfeixando a parcela da atividade estatal que lhe foi deferida pela Constituição e pela ordem jurídica, dispõem os órgãos públicos, de acordo com as atribuições que lhe foram concedidas, capacidade administrativa e processual de velar por sua própria competência, não só com legitimidade e interesse nas instâncias judicial e administrativa como para se apresentar como unidade da competência, como se fossem órgãos despersonalizados. 7
No exemplo cediço, embora órgãos integrantes da mesma pessoa federativa, o Estado-membro, o Tribunal de Justiça, por seu Presidente, pede ao Supremo Tribunal Federal mandado de segurança em face do Governador do Estado que se recusa a lhe repassar as verbas previstas no orçamento.
Já os órgãos da pessoa jurídica de direito privado não dispõem de capacidade de litigar em juízo em face dos outros órgãos da mesma pessoa jurídica, embora possam os sócios ou associados individualmente prejudicados demandar a pessoa jurídica e as pessoas físicas que atuam em seu nome no sentido de buscar a reparação do ilícito.
4. A estrutura interna ou substrato da pessoa jurídica de direito privado.
Há pessoas jurídicas que se formam através do agrupamento de pessoas (como as associações e as sociedades) e outras se compõem somente de patrimônio (como as fundações privadas, ditas por Clóvis Bevilacqua como um determinado patrimônio em busca de sua personalidade).
Associação e sociedade são ambas pessoas de direito privado que somente se distinguem quanto à finalidade de sua atuação, pois a associação não tem fins econômicos, diversamente da sociedade.
5. Pessoas jurídicas de direito público interno
A pessoa jurídica tem a sua finalidade prevista na lei (quanto às pessoas públicas) ou nos respectivos atos institucionais (quanto às pessoas privadas).
É a sua finalidade ou interesse a que está voltado que dá a primeira grande distinção entre as pessoas jurídicas, como está no art. 40 do novo Código Civil ao dizer que as pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado.
Foi Justiniano quem formalizou a distinção entre interesse público e privado, aquele a indicar o coletivo ou o geral e este o indivíduo ou particular.
Da distinção justiniânea é que veio a divisão do Direito nos ramos público e privado, aquele a conceder supremacia do interesse público em face do bem jurídico protegido e este a expressar a igualdade de tratamento entre as partes da relação jurídica; daí a grande distinção entre o Direito Público, pela supremacia do público em face do privado, e Direito Privado, em que as partes estão em relação de igualdade.
Como antes explicitado no capítulo referente ao interesse, hoje não mais se encontra com tanta tranqüilidade a linha divisória entre os interesses público e privado, como se vê, por exemplo, na classificação dos ramos do Direito em que o Direito Civil era considerado como fonte do Direito Privado e que, no entanto, contem o novo Código Civil normas de evidente interesse públicas, indisponíveis à pessoa privada.
Rememore-se, além do mais, que não são somente as pessoas de direito público que defendem o interesse público, o qual transcende e está muito além da atividade estatal, pois o cidadão é o titular da soberania popular em conjunto com os demais cidadãos, podendo agir na defesa do interesse público como está no art. 5º, incisos XXXIV e LXXIII, da Constituição, e a própria Constituição, no art. 173, §2º, admite, assim como o parágrafo único do art. 41 do Código Civil, que pessoas jurídicas de direito privado, criadas pelo Poder Público, atuem como pessoas privadas na defesa do interesse público.
Diz o novo Código Civil:
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I – a União;
II – os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; III – os Municípios;
I V – as autarquias;
V – as demais entidades de caráter público criadas por lei. Correspondente ao art. 14º, caput, do CC de 1916
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelas normas deste Código. Sem correspondente no CC de 1916
Doutrina
• Pessoas jurídicas de direito público interno: São pessoas jurídicas de direito público interno: a) a União, que designa a nação brasileira, nas suas relações com os Estados federados que a compõem e com os cidadãos que se encontram em seu território; logo, indica a organização política dos poderes nacionais considerada em seu conjunto. Assim, o Estado Federa! (União) seria ao mesmo tempo Estado e Federação (Bemdestaat); b) os Estados federados, que se regem pela Constituição e pelas leis que adotarem. Cada Estado federado possui autonomia administrativa, competência e autoridade na seara legislativa, executiva e judiciária, decidindo sobre negócios locais; c) o Distrito Federal, que é a capital da União. É um município equiparado ao Estado federado por ser a sede da União, tendo administração, autoridades próprias e leis atinentes aos serviços locais. Possui personalidade jurídica por ser um organismo político-administrativo, constituído para a consecução de fins comuns; e) os Territórios, autarquias territoriais (Hely Lopes Meirelles), ou melhor, pessoas jurídicas de
direito público interno, com capacidade administrativa e de nível constitucional, ligadas à União, tendo nesta a fonte de seu regime jurídico infraconstitucional (Michel Temer) e criadas mediante lei complementar; e) os Municípios legalmente constituídos, por terem interesses peculiares e economia própria. A Constituição Federal assegura sua autonomia política, ou seja, a capacidade para legislar relativamente a seus negócios e por meio de suas próprias autoridades.
• Ampliação legal do ml das pessoas jurídicas de direito público interno: Além das pessoas enumeradas pelo artigo sub examine, a lei estendeu a personalidade de direito público, como já tivemos oportunidade de dizer ao comentarmos o art. 40, às autarquias (Dec.-Lei n. 6.016/43, Art. 2~ Leis n. 8.443/92, arts 1o I e 5o ,I, e 4.717/65, Art. 20; Dec.-Lei n. 200/67, Art. 52, com a redação dada pelo Dec.-Lei n. 900/69; Súmulas 33, 73, 74, 79, 501, 583 e 620 do STF e 4 do TRF, 3~ Região) e às funda ções públicas (Dec.-Lei n. 900/69, Art. 2o ).
Comentários Nagib Slaibi Filho - Das Pessoas Jurídicas (Artigo 40 ao 69).
Comentários Maria Helena Diniz, em NCC, Saraiva, 1ª ed., 2003
Segundo Maria Helena Diniz, em NCC, Saraiva, 1ª ed., 2003: "Pessoas jurídicas de direito público interno: São pessoas jurídicas de direito público interno: a) a União, que designa a nação brasileira, nas suas relações com os Estados federados que a compõem e com os cidadãos que se encontram em seu território; logo, indica a organização política dos poderes nacionais considerada em conjunto. Assim, o Estado Federal (União) seria ao mesmo tempo Estado e
Federação (Bemdestaat); b) os Estados federados, que se regem pela Constituição e pelas leis que adotarem. Cada Estado federado possui autonomia administrativa, competência e autoridade na seara legislativa, executiva e judiciária, decidindo sobre negócios locais; c) o Distrito Federal, que é a capital da União. É um município equiparado ao Estado federado Poe ser a sede da União, tendo administração, autoridades próprias e leis atinentes aos serviços locais. Possui personalidade jurídica por ser um organismo político-administrativo, constituído para a consecução de fins comuns; d) os Territórios, autarquias territoriais (Hely Lopes Meirelles), ou melhor, pessoas jurídicas de direito público interno, com capacidade administrativa e de nível constitucional, ligadas à União, tendo nesta a fonte de seu regime jurídico infraconstitucional (Michel Temer) e criadas mediante lei complementar; e) os Municípios legalmente constituídos, por terem interesses peculiares e economia própria. A Constituição Federal assegura sua autonomia política, ou seja, a capacidade para legislar relativamente a seus negócios e por meio de suas próprias autoridades.
Ampliação legal do rol das pessoas jurídicas de direito público interno: Além das pessoas enumeradas pelo artigo sub examine, a lei estendeu à personalidade de direito público, como já tivemos oportunidade de dizer ao comentarmos o art. 40, às autarquias (Dec. -Lei n. 6.016/43, art. 2º; Leis n. 8.443/92, arts. 1º, I, e 4.717/65, art. 20; Dec.- Lei n. 200/67, art. 5º, com a redação dada pelo Dec. -Lei n. 900/69; Súmulas 33, 73, 74, 79, 501, 583 e 620 do STF e 4 do TRF, 3ª Região)e às fundações públicas (Dec.-Lei n. 900/69, art. 2º)".
Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. Sem correspondente no CC de 1916
Doutrina
• Pessoas jurídicas de direito público externo: São as regulamentadas pelo direito internacional público, abrangendo: nações estrangeiras, Santa Sé e organismos internacionais (ONU, OEA, Unesco, FAO etc.).
Comentários Nagib Slaibi Filho - Das Pessoas Jurídicas (Artigo 40 ao 69).
Comentários Maria Helena Diniz, em NCC, Saraiva, 1ª ed., 2003
Segundo Maria Helena Diniz, em NCC, Saraiva, 1ª ed., 2003: "Pessoas jurídicas de direito público externo: São as regulamentadas pelo direito internacional público, abrangendo: nações estrangeiras, Santa Sé e organismos internacionais
(ONU, OEA. Unesco, FAO etc.)".
Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo. Correspondente ao art. 15 do CC de 1916
Doutrina
• Teoria do risco e responsabilidade objetiva: Por essa teoria cabe indenização estatal de todos os danos causados, por comportamentos dos funcionários, a direitos de particulares. Trata-se da responsabilidade objetiva do Estado, bastando a comprovação da existência do prejuízo a administrados. Mas o Estado tem ação regressiva contra o agente, quando tiver havido culpa ou dolo deste, de forma a não ser o patrimônio público desfalcado pela sua conduta ilícita. Logo, na relação entre poder público e agente, a responsabilidade civil é subjetiva, por depender da apuração de sua culpabilidade pela lesão causada ao administrado.
Comentários Nagib Slaibi Filho - Das Pessoas Jurídicas (Artigo 40 ao 69).
Comentários Maria Helena Diniz, em NCC, Saraiva, 1ª ed., 2003
Segundo Maria Helena Diniz, em NCC, Saraiva, 1ª ed., 2003: " Teoria do risco e responsabilidade objetiva: Por essa teoria cabe a indenização estatal de todos os danos causados, por comportamentos dos funcionários, a direitos de particulares. Trata-se da responsabilidade objetiva do Estado, bastando a comprovação da existência do prejuízo a administrados. Mas o Estado tem ação regressiva contra o agente, quando tiver havido culpa ou dolo deste, de forma a não ser o patrimônio público desfalcado pela sua conduta ilícita. Logo, na relação entre poder público e agente, a responsabilidade civil é subjetiva, por depender da apuração de sua culpabilidade pela lesão causada ao administrado".
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações; II – as sociedades; III – as fundações.
Correspondente ao art. 16 do CC de 1916
Parágrafo único. As disposições concernentes às associações aplicam-se,
subsidiariamente, às sociedades que são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código.
Doutrina
Classificação das pessoas jurídicas de direito privado: As pessoas jurídicas de direito privado, instituídas por iniciativa de particulares, dividem-se, segundo o artigo focado, em: a) Fundações particulares, que são universalidades de bens, personalizadas pela.ordem pública, em consideração a um fim estipulado pelo fundador, sendo este objetivo imutável e seus órgãos servientes, pois todas as resoluções estão delimitadas pelo instituidor (CC, arts. 66 e 69; Lei n. 6.435/77, Art. 82; CPC, arts. 1.200 a 1.204). Deve ser constituída por escrito e lançada no registro geral; b) associações civis, religiosas, pias, morais, cientificas ou literárias e as associações de utilidade pública, que abrangem um conjunto de pessoas, que almejam fins ou interesses dos socios, que podem ser alterados, pois os sócios deliberam livremente, já que seus órgãos são dirigentes. Na associação (CF/88, art. 52, XVII a XXI) não há fim lucrativo, embora tenha patrimônio formado com a contribuição de seus membros para a obtenção de fins culturais, educacionais, esportivos, religiosos, recreativos, morais etc.; c) sociedade simples, na qual se visa o fim econômico ou lucrativo, pois o lucro obtido deve ser repartido entre os sócios , sendo alcançado pelo exercício de cenas profissões ou pela prestação de serviços técnicos (CC, arts. 997 a 1.038) (p. ex., uma sociedade imobiliária ou uma sociedade cooperativa — CC, ais. 982, parágrafo único, e 1.093 a 1.096). As sociedades devem constituir-se por escrito, lançar-se no registro civil das pessoas jurídicas (CC, arts. 998, §~ 12e 2~, e 1.000 e parágrafo único); d) sociedades empresárias, que visam o lucro, mediante exercicio de atividade empresarial ou comercial (RT, 468/207), assumindo as formas de: sociedade cm nome coletivo; sociedade em comandita simples; sociedade em comandita por ações; sociedade limitada; sociedade anônima ou por ações (CC, arts. 1.039 a 1.092). Assim, para saber se dada sociedade é simples ou empresária basta considerar a natureza de suas operações habituais; se estas tiverem por objeto o exercício de atividades econômicas organizadas para a produção ou circulação de bens ou de serviços próprias de empresário, sujeito a registro (CC, arts. 982 e 967), a sociedade será empresária; caso contrario, simples, mesmo que adote quaisquer das formas empresariais, como permite o Art. 983 do Código Civil, exceto se for anônima, que, por força de lei, será sempre empresária. As sociedades empresárias deverão ter assento no Registro Público de Empresas Mercantis (CC, arts. 1.150 a 1.154). E as simples, no Registro Civil das Pessoas Jurídicas (CC, art. 1.150, 2~ pane); e) partidos políticos, que são associações civis assecuratérias, no interesse do regime democrático, da autenticidade do sistema representativo e defensoras dos direitos fundamentais definidos na Constituição Federal (CF/ 88,art. 17,I a I V, ~ lo a 4o , 22, XXVII, 37,XVILXIX,XX, 71,IIaIV, 150, § 2o , 169, parágrafo único, II, 163, II, e Lei n. 9.096/95, com alteração das Leis n. 9.504/97 e 9.693/98).