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5.2 Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado

Em 30 de setembro de 2011 Consolidado (em R$mil)

Valor Valor

contábil de mercado

Ativo

Caixa e equivalente de caixa 2.598.108 2.598.108

Aplicações financeiras 952.448 952.448

Empréstimos e Financiamentos – Debênture Privada 2.139.244 2.248.788

Outros Ativos - -

Total 5.689.800 5.799.344

Circulante 3.537.522 3.537.522

Não circulante 2.152.278 2.261.822

Passivos

A Companhia possui empréstimos e financiamentos em moeda nacional vinculados aos indexadores da Taxa de Juros em Longo Prazo (“TJLP”) e CDI. Os empréstimos sujeitos a esse risco representam cerca de 67,7% do total dos passivos de empréstimos e financiamentos.

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O risco inerente a esses passivos surge em razão da possibilidade de existirem aumentos nessas taxas. A Companhia não possui operações de derivativos para proteção do seu passivo contra o risco de taxa de juros. Há um monitoramento contínuo das taxas de mercado com o propósito de avaliar a eventual contratação de instrumentos para proteção contra a variação dessas taxas.

Análise de sensibilidade de variações nas taxas de juros

A Administração da Companhia considera que o risco de variações nas taxas de juros advém do seu passivo vinculado ao CDI e à TJLP. Sendo assim, o risco está associado à elevação dessas taxas.

Na data de encerramento do período de nove meses findo em 30 de setembro de 2011, a Administração da Companhia estimou cenários de variação nas taxas CDI e TJLP. Para o cenário provável, foram utilizadas as taxas vigentes na data de encerramento do exercício. Tais taxas foram estressadas em 25% e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente.

Cenários de Taxas de Juros

Cenário Provável Cenário Possível Cenário Remoto

CDI TJLP CDI TJLP CDI TJLP

11,88% 6,00% 14,85% 7,50% 17,82% 9,00%

Em 30 de setembro de 2011, a Administração estimou o fluxo futuro de pagamentos de juros de suas dívidas vinculadas ao CDI e à TJLP com base nas taxas de juros apresentadas acima, assumindo ainda, que todos os pagamentos de juros seriam realizados nas datas de liquidação previstas contratualmente. Não foram considerados fluxos de dívidas contratadas entre empresas do Grupo Oi. O impacto das elevações hipotéticas nas taxas de juros pode ser mensurado pela diferença dos fluxos futuros dos cenários possível e remoto em relação ao cenário provável, onde não há estimativa de elevação. Cabe ressaltar que tal análise de sensibilidade considera fluxos de pagamentos em datas futuras. Assim, o somatório global dos valores em cada cenário não equivale ao valor justo, ou ainda, ao valor presente desses passivos. O valor justo desses passivos, mantendo-se o risco de crédito da Companhia inalterado, não seria impactado em caso de variações nas taxas de juros, tendo em vista que as taxas utilizadas para levar os fluxos a valor futuro seriam as mesmas que trariam os fluxos a valor presente.

Adicionalmente, são mantidos equivalentes de caixa e aplicações financeiras em títulos pós- fixados que teriam um aumento de remuneração nos cenários possível e remoto, neutralizando parte do impacto das elevações das taxas de juros no fluxo de pagamentos das dívidas.

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Entretanto, por não ter uma previsibilidade de vencimentos equivalente a dos passivos financeiros, o impacto dos cenários sobre tais ativos não foi considerado.

O quadro a seguir mostra o fluxo futuro de pagamento de juros por período:

Consolidado – 30 de setembro de 2011

Em R$ mil

Operação

Risco

Individual Até 1 ano 1 a 3 anos 3 a 5 anos

Maiores que 5

anos Total Cenário Provável

Dívidas em CDI Alta do CDI 244.479 313.094 259.429 129.440 946.442

Derivativos (Posição Líquida - CDI) Dívidas em TJLP

Total vinculado a taxas dejuros

Alta da TJLP 180.272 424.751 195.044 508.138 79.957 339.386 28.093 157.533 483.366 1.429.808 Cenário Possível

Dívidas em CDI Alta do CDI 280.792 382.923 319.288 159.302 1.142.305

Derivativos (Posição Líquida - CDI)

Dívidas em TJLP Alta da TJLP 185.531 227.097 101.049 54.804 568.481

Total vinculado a taxas de

juros 466.323 610.020 420.337 214.106 1.710.786

Cenário Remoto

Dívidas em CDI Alta do CDI 319.680 452.615 379.144 189.161 1.340.600

Derivativos (Posição Líquida - CDI) Dívidas em TJLP Alta da TJLP 190.766 259.624 123.081 83.515 656.986 Total vinculado a taxas de juros 510.446 712.239 502.225 272.676 1.997.586

Cenário Possível – Cenário Provável

41.572 101.882 80.951 56.573 280.978

CDI 36.313 69.829 59.859 29.862 195.863

TJLP 5.259 32.053 21.092 26.711 85.115

Cenário Remoto – Cenário Provável 85.695 204.101 162.839 115.143 567.778

CDI 75.201 139.521 119.715 59.721 394.158

TJLP 10.494 64.580 43.124 55.422 173.620

Risco de Taxa de Câmbio

Ativos

Os equivalentes de caixa e as aplicações financeiras em moeda estrangeira são mantidos, basicamente, em aplicações mantidas no exterior (time deposits).

Cerca de 26,5% (31/12/2010 – 1,9%) do total das disponibilidades da Companhia, que compreendem caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras, estão sujeitos a eventuais flutuações nas taxas de câmbio e a consequente diminuição do seu saldo.

5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado

A tabela abaixo apresenta os ativos da Companhia em 30 de setembro de 2011:

Em 30 de setembro de 2011 Consolidado (em R$mil)

Valor Valor

contábil justo

Ativo

Equivalentes de caixa 1.240.486 1.240.486

Passivos

A Companhia possui empréstimos e financiamentos contratados em moeda estrangeira. O risco vinculado a esses passivos surge em razão da possibilidade de existirem flutuações nas taxas de câmbio que possam aumentar os saldos dos mesmos. Em 30 de setembro de 2011, os empréstimos sujeitos a esse risco representam cerca de 0,02% do total dos passivos de empréstimos e financiamentos. Em 30 de setembro de 2011, da parcela da dívida em moeda estrangeira, 100% (31 de dezembro de 2010 – 100%) estava coberta por aplicações em moeda estrangeira. Os efeitos positivos ou negativos não realizados nas operações de proteção, na modalidade swap cambial são registrados no resultado como ganho ou perda, de acordo com a situação de cada instrumento.

Os valores dos instrumentos financeiros derivativos são resumidos a seguir:

Controladora e Consolidado (em milhares de reais)

Valor de referência (nocional) Valor justo

Valores a pagar ou a receber no período (accrual)

Indexador Vencimento Em Valores a (pagar) / a receber em Valor a

receber/ (recebido) Valor a pagar/ (pago) 30/09/2011 31/12/2010 30/09/2011 31/12/2010 Contratos de “swap” Posição ativa Moeda estrangeira – Iene (i) VC + 1,9% Mar/2010 a Mar/2011 - 54.111 - 44.396 - - Posição passiva

Taxa de juros – CDI (i)

93,2% a 97,0% CDI

Mar/2010 a

Mar/2011 - (54.111) - (115.115) - -

Valor líquido - (70.719)

Contratos de NDF Non Deliverable Forward (“NDF”) - US$/R$

Como uma medida de proteção contra riscos cambiais, em setembro de 2011 a Companhia contratou instrumentos de NDF com o objetivo de se proteger de riscos decorrentes da valorização do real frente ao dólar norteamericano. A principal estratégia dos instrumentos de NDF consiste na fixação da variação cambial para determinado período contratado, de forma a mitigar variações desfavoráveis contra o caixa da Companhia mantido no mercado externo em

5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado

dólar, antes que os recursos das “Senior Notes” emitidas em 15 de setembro de 2011 sejam internalizados.

A tabela abaixo apresenta os valores dos instrumentos financeiros derivativos NDF:

Em 30 de setembro de 2011 (Consolidado)