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Decisões sobre o FUNRURAL

No documento O ressarcimento do FUNRURAL (páginas 30-40)

A decisão mais importante referente ao FUNRURAL aconteceu no Plenário do STF, a qual julgou o Recurso Extraordinário de nº 363.852/MG, declarando a inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei 8.540/1992. O INSS pediu para que não fosse aplicado o efeito da modulação na decisão proferida, ou seja, o efeito da decisão não retroagisse (ex nunc), para não haver devolução dos valores recolhidos indevidamente. O pedido foi negado pela maioria. (SANTOS; MANOEL; MORENO, 2010).

O pedido do INSS foi julgado juntamente com o Recurso Extraordinário de Inconstitucionalidade, pois, o governo federal, através da sua entidade previdenciária não estava de acordo com a hipótese de devolução dos valores cobrados de forma indevida nos últimos anos. Portanto, o STF assim decidiu:

O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário para desobrigar os recorrentes da retenção e do recolhimento da contribuição social ou do seu recolhimento por subrrogação sobre a "receita bruta proveniente da comercialização da produção rural" de empregadores, pessoas naturais, fornecedores de bovinos para abate, declarando a inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei nº 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com a redação atualizada até a Lei nº 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional nº 20/98, venha a instituir a contribuição, tudo na forma do pedido inicial, invertidos os ônus da sucumbência. Em seguida, o Relator apresentou petição da União no sentido de modular os efeitos da decisão, que foi rejeitada por maioria, vencida a senhora ministra Ellen Gracie. Votou o Presidente, Ministro Gilmar Mendes. (SANTOS; MANOEL; MORENO, 2010, p. 55-56).

A decisão do STF deu nova redação aos artigos 25 e 30 da Lei nº 8.540/92, juntamente com seus incisos. A redação dos artigos passou por outras alterações, em momentos anteriores, conforme se verifica na sua redação: “Art. 25. Contribui com 3% (três por centro) da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção o segurado especial referido no Inciso VII do Artigo 12.” (SANTOS; MANOEL; MORENO, 2010, p. 65).

Após, foi editada a Lei nº 8.540, de 22 de dezembro de 1992, alterando a redação do artigo 25, e tratando da mesma matéria: “Artigo 25. A contribuição da pessoa física e do segurado especial referidos respectivamente, na alínea a do inciso V e no Inciso VII do Artigo 12 desta lei destinada à Seguridade Social é de: [...]” (SANTOS; MANOEL; MORENO, 2010, p. 65).

A Lei nº 9.528, de 10 e dezembro de 1997, altera novamente a redação do artigo 25: “Art. 25. A contribuição do Empregador Rural Pessoa física e do segurado especial referidos respectivamente na alínea "a" do Inciso V e no Inciso VI do artigo 12 desta Lei, destinada a seguridade social é de: [...]” (SANTOS; MANOEL; MORENO, 2010, p. 66).

Em julho de 2001, foi publicada a Lei nº 10.256, de 9 de julho de 2001, que definiu a redação do art. 25 da seguinte forma:

Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado

especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de:

I - 2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho.

Deve-se observar que até o ano de 2001, quando foi editada a Lei nº 10.256, a base legal a instituir a referida cobrança estava com vício de constitucionalidade, porque o art. 195 explicitava que a contribuição do empregador seria sobre a folha de salários, naquilo que se referia ao empregado, do faturamento e do lucro.

Quanto à Responsabilidade Tributária, a própria Lei definiu, em seu artigo 30,

Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada ao "caput" pela Lei nº 8.620, de 05.01.1993)

[...];

III - a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher a contribuição de que trata o artigo 25, até o dia 2 do mês subseqüente ao da operação de venda ou consignação da produção, independentemente de estas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada ao inciso pela Lei nº 9.528, de 10.12.1997)

[...];

IV - a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa ficam sub-rogadas nas obrigações da pessoa física de que trata a alínea a do inciso V do artigo 12 e do segurado especial pelo cumprimento das obrigações do artigo 25 desta Lei, independentemente de as operações de venda ou consignação terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, exceto no caso do inciso X deste artigo, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada ao inciso pela Lei nº 9.528, de 10.12.1997). (SANTOS; MANOEL; MORENO, 2010, p. 73-74).

É preciso analisar as redações das leis anteriores até a inserção da Lei nº 8.870, de 15 de abril de 1994. Esta Lei alterou a Lei n° 8.212/91, a qual estendeu a exigência do FUNRURAL das pessoas físicas para as pessoas jurídicas empregadores rurais, eis que passariam a contribuir para a Seguridade Social com alíquota incidente sobre a receita bruta da comercialização. Na realidade, foi a maneira encontrada de aumentar a arrecadação. Ou seja, até a edição da Lei nº 8.870/94 somente era devido o FUNRURAL pelas pessoas físicas, enquanto o empregador rural pessoa jurídica estava fora do sistema.

Outras decisões foram tomadas em relação ao FUNRURAL pelo STF e STJ, que abrangem as diversas modalidades de pedidos.

O STF pacificou as decisões em relação às empresas urbanas da seguinte maneira:

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO AO INCRA E AO FUNRURAL. EMPRESA URBANA. 1. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a contribuição destinada ao INCRA e ao FUNRURAL é devida por empresa urbana, porque destina-se a cobrir os riscos aos quais está sujeita toda a coletividade de trabalhadores. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. AI-AgR 663176/MG Julgamento: 16/10/2007. (MASCHIETTO; FARINELI, 2010, p. 68).

O STF negou provimento do recurso no qual as empresas urbanas pretendiam isentar-se da contribuição do FUNRURAL, pois entendeu que tal contribuição tem o objetivo de amparar os trabalhadores que estão correndo riscos.

O STJ julgou recurso especial referente à contribuição incidente sobre comercialização rural provido por uma cooperativa arrozeira com a seguinte redação:

RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. PRORURAL. CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO RURAL. LEI 8.213/91. EXTINÇÃO. REEXAME DE QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF. MOMENTO DO FATO GERADOR. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL DEMONSTRADO. RECURSO PROVIDO EM PARTE. 1. No que tange à exigibilidade da contribuição incidente sobre a comercialização da produção rural, este Tribunal Superior consolidou entendimento segundo o qual a Lei 7.787/89 não suprimiu o inciso I do art. 15 da LC 11/71, e sim a contribuição prevista no II do mesmo artigo em referência, porque se trata de supressão da contribuição sobre a folha de salários .

2. Quanto à argumentação da recorrente no sentido da não-recepção, pela nova ordem constitucional, da contribuição incidente sobre a venda da produção rural (art.25 da Lei 8.212/91), bem como a relativa à ofensa aos arts.154, I. e 195, § 4° da Carta Magna, verifica-se a impossibilidade de análise, haja vista não ser o recurso especial a via adequada para o reexame de questões constitucionais. 3. No tocante à exclusão de insumos da base de cálculo da contribuição em comento, observa-se que a recorrente não demonstrou de maneira clara e precisa qual dispositivo de lei federal que teria sido violado pelo acórdão recorrido, ao entender pela impossibilidade dessa providência, aplicando-se in casu, o disposto na

Súmula 284/STF. Também não houve comprovação da divergência jurisprudencial nos termos exigidos pelo art.541, parágrafo único, do CPC, haja vista que a recorrente não realizou o cotejo analítico ente julgados relacionados, de modo a evidenciar a similitude entre os casos analisados e o diverso entendimento adotado. 4. Por outro lado, relativamente ao momento da ocorrência do fato gerador, o recurso merece ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional. Com efeito, esta Corte Superior firmou orientação no sentido de que “a comercialização do produto consignado ocorre quando pessoa estranha à cooperativa adquire a mercadoria do produtor rural por meio dessa associação, ocorrendo, nessa hipótese, o fato gerador do tributo. A hipótese de incidência da exação não se concretiza com a mera consignação da mercadoria à cooperativa com o fito de comercialização a terceiro” (REsp 585.175/TO, 2° Turma, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 18.10.2006). No mesmo sentido: REsp 735.883/MG, 1° Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 22.5.2006; REsp. 382.291/RS, 1° Turma, REsp. Min. Humberto Gomes de Barros, DJ de 17.11.2003; REsp 248.073/RS, 2° Turma, Rel. Min. Francisco Peçanha Martins, DJ de 18.11.2002. 5. Recurso especial parcialmente provido. (MASCHIETTO; FARINELI, 2010, p. 69-70).

Neste o caso, o STJ julgou o recurso parcialmente provido, pois, quanto à matéria em que se refere à inconstitucionalidade da lei, o referido Tribunal não analisou por julgar não ser a via adequada para o assunto em questão. Quanto à exclusão de insumos da base de cálculo, o Tribunal negou o provimento por não haver de forma explícita qual a lei federal violada no acórdão recorrido.

EMENTA: TRIBUTÁRIO. FUNRURAL. REEXAME NECESSÁRIO. NÃO CONHECIMENTO. MULTA. LEI SUPERVENIENTE MAIS BENÉFICA. ENCARGO LEGAL DO DECRETO-LEI N° 1.025.1. Configuradas as hipóteses dos §§ 2° e 3° do art. 475 do CPC, não se conhece do reexame necessário. 2. As fontes de custeio de PRORURAL foram recepcionados pela nova ordem constitucional de 1988 como formuladas na LC n° 11/71, (arts. 34 e 59 do ADCT) 3. A Lei 7.787/89, em seu art.3°§ 1°, ao estabelecer a contribuição das empresas sobre a folha de salários, destinada à Previdência social, suprimiu, entre outras, a contribuição para o FUNRURAL/PRORURAL, devida pelas empresas para custeio da Previdência Rural. 4. A contribuição ao FUNRURAL/PRORURAL incidente sobre a comercialização de produto agrícolas (art. 15,I, “a” e “b”, da LC n° 11/71), devida, até então, pelos produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas, permaneceu incólume até a vigência das Leis n° 8.212/91 e 8.213/91, quando se efetivou a unificação dos regimes de previdência do homem do campo e do trabalhador urbano, que passou a ser financiada por toda a sociedade, com recursos previstos no art. 195,I da CF. 5. Diante desse quadro, foram extintas a contribuição ao FUNRURAL/PRORURAL, incidente sobre a folha de salário e devida pelas empresas e a contribuição ao FUNRURAL/PRORURAL devida pelos produtores rurais pessoas jurídicas. Substitui, porem, a contribuição sobre a comercialização dos produtos rurais, devida pelo produtor rural pessoa física e pelo segurado especial, nos termos do art. 25 da Lei 8.212/91. 6. Lançamento que teve por base a omissão no recolhimento das contribuições incidentes sobre a receita proveniente da comercialização da produção do segurado especial ou produtor rural pessoa física, em relação à qual a embargante figurou com

cooperativa adquirente, nos termos dos incisos III r IV do art. 30 da Lei 8.212/91, sub-rogando-se na obrigação de recolhimento. 7. Situação de responsabilidade tributária configurada. A embargante não se desincumbiu da obrigação de proceder ao recolhimento do tributo devido pelo produtor rural pessoa física ou segurado especial, sendo legitima a execução que lhe é direcionada, para a cobrança dos valores correspondentes. 8. Não há bitributação ou bis in idem com o ICMS ou com a COFINS, tendo em conta que o produtor rural pessoa física não é sujeito passivo de tais obrigações tributárias, que alcançam apenas as pessoas jurídicas ou entidades equiparadas. 9. Para o produtor rural pessoa física empregador, a contribuição sobre a comercialização da produção rural é indevida de 25 de julho de 1991 (extinção do PRORURAL) até 22 de março de 1993 (prazo nonagesimal da Lei n° 8.540/92). Todavia, de 24 de outubro de 1991 até 22 março de 1993, a contribuição incidiu sobre a folha de salários, como para os demais empregadores. Desde 23/03/93, a contribuição sobre a comercialização da produção rural é valida e exigível. 10. No período de inexigibilidade frente ao produtor rural, não há falar em responsabilidade tributaria da embargante. 11. É inconstitucional o art. 25 da Lei 8870/94, que instituiu fonte nova de custeio, elegendo o produtor rural pessoa jurídica como contribuinte e fazendo incidir a contribuição à seguridade social sobre a receita da comercialização dos próprios produtos, em bis in idem vedado (art. 195§ 4°) com a COFINS e o PIS. (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 1999.71.00.021280-5). 12. Existindo norma legal posterior à ocorrência do fato gerador mais benéfica ao contribuinte, deve ser aplicada ao caso concreto, para reduzir o percentual da multa, nos termos do art. 106, II, c, do CTN. Percentual que resulta em montante adequado para entender ao caráter repressivo e preventivo da penalidade, descaracterizado o confisco. 13. Excluído da decisão de primeiro grau o encargo legal, por não se tratar de execução movida pela Fazenda Nacional, não contando do titulo executivo.

ACORDÃO

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia 1° Turma do Tribunal Regional Federal da 4° Região, por unanimidade, dar parcial provimento à apelação do INSS e à remessa oficial, nos termos do relatório, voto e notas taquigráficas que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.

Porto Alegre, 25 de julho de 2007. Juíza Federal Taís Schilling Ferraz Relatora

Documento eletrônico assinado digitalmente pelo(a) Juíza Federal Taís Schilling Ferraz, Relatora, conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que instituiu a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, e Portaria do TRF4R n° 195 de 16 de dezembro de 2004( DJU de4 24/12/2004 pg. 25). A autenticidade do documento pode ser conferida no site https//www.trf4.gov.br/trf4/processos/verifica.php informando o código verificador 1791278v20 e, se solicitado, o código CRC 536DA7A3. (MASCHIETTO; FARINELI, 2010, p. 71-74).

O acórdão julgado pela 1ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF), da 4ª Região, julgou parcial provimento à apelação do embargante com o fundamento de que extinto norma legal posterior ao fato gerador deve ser aplicado a mais benéfica ao contribuinte em caso de multa. E negou provimento à apelação do INSS.

Ao finalizar o estudo monográfico referente ao FUNRURAL, buscou-se enfatizar todos os pontos que tratam do assunto, desde a sua criação até os dias de hoje. Foram abordadas várias hipóteses referentes ao tema para enfatizar o objetivo pretendido com a pesquisa em questão. Entretanto, sem que se tenha uma palavra final a respeito, haja vista a jurisprudência ainda estar consolidada.

CONCLUSÃO

O desenvolvimento deste trabalho possibilitou a análise de diversas questões referentes ao ressarcimento do FUNRURAL. Constatou-se que a decisão proferida pelo STF em favor de uma pessoa jurídica abriu precedentes aos produtores rurais pessoa física para buscar seus direitos.

O FUNRURAL é um tributo que tem como objetivo amparar o homem do campo com benefícios previdenciários. Com a incidência da Lei nº 8212/91, a qual passou a legislar e identificar os produtores pessoa física e jurídica, denominou-se a pessoa física como contribuinte especial. Desta forma, a restituição dos valores pagos ao FUNRURAL por pessoa física somente é devido para quem possuir empregados, ou seja, ter, no mínimo, um funcionário. Sendo assim, o produtor rural que se enquadrar nos requisitos, poderá pleitear junto à justiça o direito de devolução e também a extinção do dever de continuar pagando.

O problema levantado demonstra uma certa divergência jurisprudencial em relação ao período que os produtores devem buscar o ressarcimento. Segundo o entendimento majoritário, o prazo está estipulado em dez anos para ingressarem com ação judicial até setembro de 2010. Caso contrário, o prazo seria de cinco anos retroativos.

Durante o estudo do trabalho monográfico se percebe que o produtor rural contribui com um percentual sobre os produtos comercializados para fins previdenciários. Foi constatado que nos dias atuais em se tratando de legislação previdenciária o FUNRURAL é um imposto que está ultrapassado sendo necessário

uma nova legislação mais atualizada. Portanto, pode-se afirmar que desde o início da criação do tributo já tinha muitas falhas que vinham sendo corrigidas com a aplicação de novas leis a cada ano. A declaração de inconstitucionalidade pelo STF, mesmo que, em razão de pessoa jurídica, liquidou com uma contribuição defasada.

A Previdência Social tenta anular as decisões favoráveis à restituição do FUNRURAL, alegando que os cofres públicos não possuem condições de ressarcir os contribuintes. Mas, se considerada como está, sendo que o valor cobrado era indevido, é perfeitamente legal o contribuinte buscar o seu direito conforme o estudo apresentado.

Assim, o produtor rural pessoa física ou jurídica deve buscar o seu direito ao ressarcimento do FUNRURAL, desde que faça de maneira correta e possua a comprovação dos valores pagos. As ações judiciais para restituição dos valores pagos indevidamente só poderá ser realizada de forma individual, ou seja, o sistema tributário não aceita ações coletivas. As decisões pelo ressarcimento do FUNRURAL até o momento está apenas no âmbito empresarial, ou seja, pessoa jurídica, mas toda a jurisprudência possui elementos para aludir a pessoa física.

REFERÊNCIAS

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No documento O ressarcimento do FUNRURAL (páginas 30-40)

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