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PROCESSO DE CONHECIMENTO

DEFESA E REVELIA

(Cartório/RR – 2013 – CESPE) O condomínio do Edifício Marbelo ajuizou ação de cobrança de cota condominial em face de Joana, que, em contestação, comprovou, mediante apresentação de recibos, ter pago as cotas e requereu a condenação do autor ao pagamento em dobro da quantia indevidamente cobrada.

Nessa situação, conforme jurisprudência do STJ,

a condenação do autor deveria ter sido alegada em embargos à execução.

o pedido de pagamento em dobro deveria ter sido manejado em ação in rem verso.

a condenação somente poderia ter sido requerida em ação autônoma após o julgamento do pedido do autor.

a ré aduziu o pedido de condenação na peça adequada. o pedido deveria ter sido deduzido por meio de reconvenção.

(1)

(2)

(3)

A questão consta do informativo 506/STJ: “(…) a condenação ao pagamento em dobro do valor indevidamente cobrado prescindir de reconvenção ou propositura de ação própria (…)” REsp 1.005.939- SC, julgado em 9/10/2012). Sendo assim, seria possível formular na própria contestação o pedido de recebimento em dobro. Portanto, correta a alternativa “D”.

Gabarito “D”

(Procurador do Município/Boa Vista-RR – 2010 – CESPE) Na contestação, um instrumento de defesa por meio do qual pode suscitar questões de ordem processual e(ou) de mérito, o réu deve apresentar toda a matéria de defesa, bem como especificar as provas que pretende produzir, sob pena de preclusão. A respeito desse assunto, julgue os itens a seguir.

Configurada a revelia, o réu poderá intervir no processo em qualquer fase, caso em que o receberá no estado em que se encontre, podendo, inclusive, produzir provas se ingressar no decurso da instrução. Além disso, ainda que o réu se habilite no processo após a publicação da sentença, será admissível a interposição de recurso de apelação, desde que não tenha transcorrido o prazo recursal.

Se o réu deixar de contestar a ação, configurar-se-ão revelia e presunção de veracidade dos fatos articulados pelo autor na petição inicial. Nesse caso, o efeito processual será sempre o julgamento antecipado da lide.

Independentemente da natureza da lide e das partes envolvidas, se o réu deixar de contestar a ação, o juiz deverá julgar a lide antecipadamente, proferindo sentença de total procedência, em decorrência da presunção de veracidade dos fatos constitutivos do direito do autor.

1: correta. NCPC, art. 346, parágrafo único; 2: errada, porque é

possível que a revelia (ausência de contestação), não acarrete o efeito da presunção de veracidade, o que pode determinar a produção de provas. Bom exemplo é o de investigação de paternidade, que trata de direitos indisponíveis (NCPC, art. 345, II):

(1) (2) 9.3. (A) (B) (C) (D)

Nessa hipótese, mesmo diante da revelia, haverá prova pericial (DNA); 3: errada, nos termos acima expostos.

Gabarito 1C, 2E, 3E

(Analista – TJDFT – 2013 – CESPE) Acerca da resposta do réu, julgue os itens que se seguem.

Se o autor propuser, no foro de seu domicílio, ação fundada em direito real sobre bens móveis, e se esse domicílio não for o mesmo do réu, então, o réu poderá arguir a incompetência territorial do juízo por meio de exceção de incompetência, desde que o faça no prazo da contestação.

Compete ao réu alegar em contestação toda a matéria de defesa, devendo ater-se a questões preliminares antes de adentrar ao mérito e, caso deixe de alegar a falta de pressuposto processual provocado pelo autor, poderá arguir tal vício, que também poderá ser declarado de ofício pelo juízo, a qualquer tempo.

1: correto. Conforme artigo 64 do NCPC; 2: correto conforme artigos

336 e 337 e § 1º do NCPC.

Gabarito 1C *Errado, no NCPC, 2C

PROVAS

(Defensor Público – DPE/RN – 2016 – CESPE) Assinale a opção correta relativamente ao direito probatório e à audiência no processo civil.

O documento lavrado por servidor público incompetente, mas subscrito pelas partes, não perde a fé pública.

O menor de dezesseis anos pode depor como testemunha no processo civil.

A confissão espontânea pode ser feita por mandatário com poderes especiais.

Com fundamento no princípio da verdade material, o juiz não poderá dispensar a produção de prova requerida pela parte cujo advogado não compareceu à audiência.

(E)

(A)

(B)

(C)

O juiz poderá, de ofício, determinar o comparecimento pessoal das partes com o propósito de interrogá-las sobre os pontos controversos da demanda; todavia, se a parte intimada não comparecer, não lhe poderá aplicar a pena de confissão.

A: incorreto. Nesse caso o documento perde a fé pública, pois

passa a ter a mesma eficácia probatória de documento particular (NCPC, art. 407). B: incorreto, pois os incapazes não podem depor como testemunhas (NCPC, art. 447, “caput” e § 1º, III) – no máximo será informante. C: correto (NCPC, art. 390, § 1º). D: incorreto. Em caso de não comparecimento do advogado à audiência, a dispensa da prova requerida é possível (NCPC, art. 362, § 2º). E: incorreto. O juiz pode determinar o comparecimento das partes a qualquer momento, mas somente quando do depoimento pessoal (em audiência) é que poderá ocorrer a pena de confissão (NCPC, art. 139, VIII).

Gabarito “C”

(Analista Judiciário – TRT/8ª – 2016 – CESPE) Com base nas normas processuais relativas às provas no processo civil, assinale a opção correta.

Situação hipotética: José propôs ação anulatória de infração

de trânsito, alegando que ele e seu veículo não estavam no local da autuação na hora indicada na multa. Assertiva: Nessa situação, o réu terá o ônus de comprovar o fato contrário ao alegado por José, haja vista que não se pode exigir do autor a prova de fato negativo.

A testemunha submetida ao regime da legislação trabalhista não pode sofrer, por ter comparecido à audiência, perda de salário ou desconto no tempo de serviço, podendo, ainda, qualquer testemunha requerer o pagamento da despesa realizada para ir à audiência.

Situação hipotética: Em 2009, Rafael ajuizou ação

indenizatória contra Marcos. Durante a instrução processual, a testemunha inquirida faleceu, três meses depois da inquisição. Em 2011, Luana acionou Marcos em ação que versava sobre o mesmo fato. Assertiva: Nessa situação, a utilização, no

(D)

(E)

(A)

(B)

(C)

processo proposto por Luana, da prova testemunhal do processo ajuizado por Rafael é manifestamente ilegítima.

Viola norma expressa do CPC — que determina que a instrução probatória será feita de acordo com o princípio dispositivo — o magistrado que determina de ofício a exibição de documento que estava com o réu.

Caso, durante a produção de prova pericial em processo judicial, as partes solicitem prorrogação do prazo legal de cinco dias para indicar assistente técnico e formular quesitos, o juiz deve rejeitar o pedido, dada a natureza peremptória de qualquer prazo legal.

A: incorreta, pois o ônus da prova, neste caso, incumbe ao autor,

conforme art. 373, I, NCPC; ademais, em se tratando de ato administrativo (imposição de multa por infração de trânsito), subsiste presunção legal de veracidade em favor da Administração Pública, de modo que cabe ao particular o ônus de afastar referida presunção; B: correto (arts. 462 e 463, NCPC); C: incorreta, pois o Código prevê a prova emprestada (art. 372, NCPC); D: incorreta, pois há expressa previsão legal nesse sentido (art. 421, NCPC); E: incorreta, pois isso é permitido, nos termos do art. 191, NCPC, segundo o qual podem o juiz e as partes, de comum acordo, fixarem calendário para a prática de determinados atos processuais.

Gabarito “B”

(Cartório/DF – 2014 – CESPE) Acerca da prova no sistema processual civil, assinale a opção correta.

A confissão, que, em regra, e indivisível, pode ser judicial ou extrajudicial, sendo invalida como confissão a admissão, em juízo, de fatos relativos a direitos indisponíveis.

Na instancia ordinária, as partes tem liberdade para apresentar documentos novos somente até o saneamento do processo, e, sempre que documentos novos forem aduzidos, o juiz concedera prazo de cinco dias para a parte contraria manifestar-se sobre eles.

O MP somente poderá produzir provas em juízo quando atuar como parte ou como substituto processual, cabendo ao

(D) (E) (A) (B) (C) (D)

magistrado indeferir eventual requerimento de produção de provas quando o MP atuar na condição de fiscal da lei.

De acordo com a moderna teoria da distribuição dinâmica da prova, cada parte deverá produzir a prova apta a demonstrar suas alegações, independentemente de quem tenha melhores condições de o fazer.

É defeso aos sujeitos da relação jurídica deduzida em juízo estabelecer qualquer convenção que distribua de maneira diversa o ônus da prova. Trata-se de regra legal indisponível para as partes.

A: correta (arts. 389, 392 e 395, do NCPC); B: incorreta, pois os

documentos novos podem ser apresentados conforme regra do art. 435 – que não aponta um momento final; C: incorreta, pois cabe ao MP produzir provas mesmo como fiscal da lei (CPC, art. 179, II); D: incorreta no CPC/73, mas correta no NCPC. A teoria da “carga dinâmica do ônus da prova” (ou teoria do ônus dinâmico da prova) – prevista no NCPC, art. 373, § 1º, mas não no CPC anterior, que preceitua – preceitua que produzirá a prova aquele que estiver em melhores condições de produzi-la – o que será decidido pelo juiz no caso concreto; E: incorreta, pois há previsão legal no sentido inverso (NCPC, art. 373, § 3º).

Gabarito “A”

(Cartório/ES – 2013 – CESPE) Acerca de provas, depoimento pessoal e confissão, assinale a opção correta.

Conforme súmula do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pretensão de reexame da legalidade da prova produzida não enseja recurso especial.

O juiz pode determinar o comparecimento da parte à audiência, para depoimento pessoal, sob pena de desobediência.

Em audiência, por intermédio de seu advogado, a parte pode formular perguntas a seu litisconsorte unitário.

O advogado não pode prestar depoimento pessoal pelo cliente, mas pode confessar, desde que tenha procuração com poder especial para tanto.

(E) (A) (B) (C) (D) (E)

Transfere-se aos herdeiros do confitente o direito de propor ação anulatória para revogar confissão emanada de coação durante a pendência do processo em que foi feita.

A: incorreta. O que a Súmula 7/STJ veda é a reanálise de prova (A

pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.); B: incorreta, pois a ausência da parte à audiência acarreta a pena de confesso (NCPC, art. 385, § 1º); C: incorreta, pois se requer o depoimento pessoal da outra parte, e não de si próprio (NCPC, art. 385) – assim, só se faz pergunta à parte contrária; D: correta, pois o depoimento pessoal é exclusivo da parte (NCPC, art. 385), mas há previsão de poderes especiais para confessar (NCPC, art. 105), o que pode ser feito por petição; E: incorreta, pois o direito de propor é exclusivo do próprio confitente; uma vez ajuizada a demanda, pode prosseguir com os herdeiros (NCPC, art. 393, parágrafo único).

Gabarito “D”

(Magistratura/PB – 2011 – CESPE) Em determinada ação judicial, o réu, ao apresentar contestação, juntou aos autos laudo emitido pelo departamento de engenharia civil de conceituada instituição privada de ensino superior.

Nessa situação, o referido laudo é considerado

prova pericial, garantindo a lei processual ao julgador a possibilidade de dispensar o procedimento para produção da perícia, conforme seu juízo.

documento particular que simplesmente prova que as declarações nele contidas são verdadeiras em relação aos signatários.

prova ilícita, por ferir a regra processual de produção de provas, devendo, por isso, ser desentranhado.

prova pericial, devido ao fato de ter sido elaborado por instituição de ensino superior, e não por perito particular.

tão somente prova testemunhal dos fatos nele relatados, visto que foi apresentado em momento inapropriado à produção de prova técnica.

(A) (B) (C) (D) (E)

Não se pode dizer que o laudo seja prova pericial. Não foi produzido de acordo com as regras previstas pelos artigos 464 e seguintes, e não houve, em particular, observância ao princípio do contraditório. É irrelevante o fato de se tratar de instituição de ensino superior. Trata-se, por isso, de documento particular (art. 408, NCPC). A única alternativa correta é a “B”.

Gabarito “B”

(Magistratura Federal/1ª Região – 2011 – CESPE) Assinale a opção correta a respeito das provas.

À parte que não comparecer ao interrogatório determinado de ofício pelo juiz será cominada pena de confissão ficta.

A confissão não importa na renúncia de a parte produzir prova sobre o fato confessado.

O juiz pode determinar de ofício o empréstimo de prova. Não pode ser considerado notório um fato não conhecido.

O juiz não poderá usar a máxima da experiência para valorar a prova.

A: incorreta, pois haverá confissão somente se a parte for intimada

pessoalmente – e isso não constou da alternativa (NCPC, art. 385, § 1º); B: incorreta, pois com a confissão não mais se debate aquele fato (NCPC, art. 371, II); C: correta, considerando os poderes instrutórios e o livre convencimento do juiz (NCPC, arts. 370 e 371);

D: incorreta, pois o fato notório assim o é para as partes litigantes

(NCPC, art. 371, I); E: incorreta (NCPC, art. 375).

Gabarito “C”

(Magistratura Federal/3ª Região – 2011 – CESPE) Em processo no qual se discutia a obrigação de pagar taxas condominiais, o réu resistiu ao pedido com argumento de que do contrato de locação seria possível identificar a atribuição do pagamento das taxas ao autor. Durante a audiência de instrução e julgamento, apresentaram-se o autor e suas testemunhas, bem como o réu, seu advogado e sua testemunha, não arrolada. O advogado do autor ausentou-se, sem justificativa. Iniciado o ato, o réu esclareceu que sua testemunha fora uma das testemunhas signatárias do contrato e, apesar de não

(A) (B) (C) (D) (E) (A)

conhecer detalhes do instrumento, faria prova de sua existência. Em face dessa situação, assinale a opção correta.

Ainda que se discuta apenas a interpretação do contrato, a testemunha do réu será ouvida por estar presente ao ato.

Em razão da ausência injustificada do advogado do autor, o juiz deverá ouvir as testemunhas como informantes.

O arrolamento da testemunha é feito para possibilitar sua intimação, de modo que sua presença espontânea torna dispensável a formalidade.

A inquisição das testemunhas do autor será objeto de avaliação judicial, dada a ausência do advogado.

A ausência injustificada do advogado do autor torna impossível até o depoimento de seu cliente e determina o julgamento antecipado da lide.

A: incorreta, pois a testemunha não foi arrolada (NCPC, arts. 450 e

451); B: incorreta. Ausente o advogado, o juiz pode dispensar a oitiva das testemunhas do autor (NCPC, art. 362, § 2º); C: incorreta, pois não é essa a finalidade, tanto que é possível arrolar e não requerer a intimação (NCPC, art. 455, § 2º). O principal objetivo é garantir o contraditório (para que a parte contrária saiba quem é, formule perguntas, prepare eventual contradita etc.); D: correta. Apesar do exposto na alternativa “B”, considerando os poderes instrutórios do juiz (NCPC, art. 370), poderá o magistrado, ainda assim, determinar a oitiva das pessoas arroladas pelo autor – como testemunhas; E: incorreta, pois a ocorrência de audiência já demonstra como não se trata de hipótese de julgamento antecipado (NCPC, art. 335).

Gabarito “D”

(Ministério Público/MG – 2011) De acordo com o Código de Processo Civil, na parte que trata dos meios de prova, marque a alternativa

INCORRETA.

A confissão espontânea pode ser feita por mandatário com poderes especiais.

(B) (C) (D) 9.4. (A) (B) (C) (D) (E)

Na confissão, quando judicial, espontânea e efetiva, ocorre o reconhecimento do pedido.

Nas ações que versarem sobre bens imóveis ou direitos sobre imóveis alheios, a confissão de um cônjuge não valerá sem a do outro.

A confissão, quando emanada de erro, pode ser revogada por ação anulatória, se pendente o processo em que foi feita.

A: correta (art. 390, §1º, NCPC); B: incorreta (devendo esta ser

assinalada), a confissão não se confunde com o reconhecimento do pedido, uma vez que ela diz respeito aos fatos tão somente, não importando, por si só, no reconhecimento, pelo confitente, de que o seu adversário tem razão naquilo que pede; C: correta (art. 391, parágrafo único, NCPC); D: correta (art. 394 do NCPC).

Gabarito “B”

PROVIDÊNCIAS PRELIMINARES E JULGAMENTO

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