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Definição dos requisitos projetuais e de performance.

No documento Ariani Andrade Araújo Santos (páginas 58-69)

5 METODOLOGIA DE DESIGN MEDIADA POR PROTÓTIPO

5.1.5 Definição dos requisitos projetuais e de performance.

Para conclusão da fase de preparação, temos a elaboração de uma planilha de hierarquia de requisitos para o acompanhamento do projeto, definindo assim parâmetros que guiarão todo restante do processo. Abaixo, (Tabela 1) a planilha de acompanhamento, de acordo com o anexo VII, da metodologia mediada por protótipos (ALCOFORADO, 2014).

Tabela 1 – Planilha de Acompanhamento

Planilha de Acompanhamento de processo de desenvolvimento de Banco e/ou mesinha

Fase de Preparação (Para cada item, Peso Máximo: 10)

Compreensão do Cenário e do mercado Peso Compreensão da empresa ou da indústria Peso Compreensão do Produto Peso Compreensão do Usuário Peso Definição de Requisitos projetuais e de performance Peso Total 90 Diminuir Impacto Ambiental 10 Diminuir Impacto Ambiental 10 Produto sustentável 10 Produto Sustentável 10 Usar de madeira- de-lei 10 Usar Madeira-de-lei 10

Usar Refugos 10 Usar Refugos 10

Apenas encaixes 10 Apenas encaixes 10 Ergonômico 8 Ergonômico 8 Suportar testes estruturais 10 Suportar testes estruturais 10 Para Pessoas de 25 ou mais 8 Para Pessoas de ou mais 8 Para Casses A, B e C 7 Para Classe A, B e C 7 Fonte: ALCOFORADO, 2014

Tendo 9 (nove) Requisitos, avaliados individualmente com valores de 0 a 10, considerando a importância obedecendo os objetivos do projeto, estes foram hierarquizados na lista abaixo: 1 – O produto deve ser de Baixo impacto ambiental;

2 – Deve ser sustentável;

3 – Fabricado em madeira-de-lei; 4 – Utilizar refugos de Produção;

5 – Projetado apenas com encaixes (sem pregos colas ou parafusos); 6 – Deve suportar os testes estruturais;

7 – Ser ergonômico;

8 – Voltado para pessoas de 25 ou mais; 9 – Para classe econômica A, B e C.

Definidos estes requisitos, concluímos a fase de preparação do projeto.

As micro fases de preparação que foram seguidas proporcionaram o seguinte levantamento de dados:

a) Conhecer o cenário econômico em que está inserida a produção;

b) Conhecer também a empresa produtora, os processos e a matéria prima disponíveis na realização deste projeto;

c) Compreender o usuário, e fatores que podem ser utilizados para sujeitar o produto ao público-alvo.

d) Identificar os requisitos que conduzirão o projeto nas próximas fases.

De posse destas informações, segue-se então para a fase de desenvolvimento.

5.2 DESENVOLVIMENTO

Nesta macro fase, serão utilizados dados colhidos nas micro fases anteriores, para direcionar de forma mais eficiente as informações, resultando em alternativas que serão filtradas e passarão para a fase de realização. Abaixo seguem descritos os processos próprios das micro fases de desenvolvimento.

5.2.1 Geração

Nesta fase, ocorre a geração de idéias que culminarão nas possíveis alternativas de produto. Este processo foi dificultado pelas peculiaridades deste projeto, que dependia das peças disponíveis provenientes dos refugos de produção, assim como a exeqüibilidade técnica dos processos com as máquinas disponíveis para utilização e na execução do projeto. Portanto, ao utilizar técnicas criativas como o brainstorming ou Braindraw, sempre foi considerada a restrição dimensional das peças que estariam disponíveis, o que restringe o processo criativo. Obedecendo a metodologia mediada por protótipos, as idéias foram organizadas executando uma sequência de construção de protótipos, cada uma com uma função prática para o processo de criação. Abaixo, descreve-se o protótipo executado e a atribuição de cada uma.

5.2.1.1 Sketches

No início do processo de geração, utilizamos o Sketch, que é um tipo de representação feito à mão livre, normalmente utilizando papel e lápis, mas também podendo ser auxiliado por

meios eletrônicos. Auxilia na compreensão de possíveis combinações de características, e armazenamento de dados a respeito do produto. Podem conter anotações rápidas e muitas vezes servem de bases de cálculo nas fases iniciais do projeto (ALCOFORADO, 2014). A seguir alguns sketches desenvolvidos.

A princípio, foram considerados tipos de encaixes que poderiam ser utilizados com as peças disponíveis.

Figura 32 – Possíveis encaixes com rasgos em peças

Fonte: Autor (2015)

Figura 33 – Proposta para uso de rebaixos de grade

Figura 34 – Nova possibilidade de encaixe

Fonte: Autor (2015)

Figura 35 – Possível encaixe com espiga e cunha

Fonte: Autor (2015)

Figura 36 – Proposta com encaixe de espiga rasgada e cavilhas

Também com sketches, as idéias foram aperfeiçoadas, selecionando as possibilidades e aplicando-as em conceitos mais próximos do produto.

Figura 37– Adição de função secundária ao banco

Fonte: Autor (2015)

Figura 38 – Possibilidade de produto 1

Fonte: Autor, 2015

Figura 39 – Possibilidades de produtos

Os sketches são os primeiros passos das idéias que devem ser observadas mais de perto por meio de outros protótipos mais detalhados.

5.2.1.2 Mockups de baixa fidelidade

Para Holmquist (2005, apud ALCOFORADO, 2014), Mockups são objetos que possuem a aparência, mas não a função de um artefato, não importando o quanto atrativo está o mockup, mas sim o conhecimento que pode-se extrair dele.

Neste trabalho, os mockups foram produzidos para observar as peças que deveriam ser fabricadas para construção das idéias desenvolvidas nos sketches.

• Os encaixes propostos nos sketches funcionarão?

• Que processos devem ser utilizados para fabricação de cada encaixe? • Como produzir um gabarito para utilização nos cortes em ângulo?

• Que posição é mais segura para executar o corte em serra circular de bancada?

Estas eram preocupações reais pois a execução do projeto é de responsabilidade do autor deste trabalho, e estas foram dúvidas sanadas a partir da observação dos mockups.

Figura 40 – Mockup de baixa complexidade para teste de encaixes

Fonte: Autor 2015

Figura 41 – Mockup de baixa complexidade 2

Figura 42 – Mockup de baixa complexidade 3

Fonte: Autor, 2015

Com as idéias geradas a partir dos Sketches, os desenhos foram observados por meio de mockups, e a compreensão sobre os processos necessários foi ampliada.

5.2.1.3 Protótipos virtuais apreciativos

O passo seguinte foi o desenvolvimento de protótipos virtuais apreciativos em 3 dimensões por meio do programa AutoCAD. Para Alcoforado (2014), o protótipo virtual é uma modelagem ou simulação do produto com o objetivo de explorar as suas características antes mesmo da produção. Neste trabalho,os protótipos apreciativos também serviram como base para observação das peças, inclusive sob aspectos de dimensionamento. A vista explodida permitiu que até mesmo as medidas de cada peça ou encaixe fossem observadas, cotas lineares e angulares foram documentadas, e utilizadas na fase de construção de modelos. Outras vantagens do protótipo virtual apreciativo são a possibilidade de atualização constante dos modelos e o auxílio também nas fases de detalhamento, na produção do desenho técnico e renderização dos produtos (ALCOFORADO, 2014).

Figura 43 – Opção 01: Modelo Virtual 3D

Figura 44 – Opção 02: Modelo Virtual 3D

Figura 45 – Opção 3: Modelo Virtual 3D

Após a fase de geração, algumas idéias foram desenvolvidas e detalhadas. De posse de medidas, e conhecendo cada peça que deve ser produzida, passa-se para a próxima micro fase, onde o produto começa a tomar forma.

5.2.2 Construção

Nesta fase, deve-se construir os protótipos, em escala real, nos mesmos materiais destinados ao produto final. A finalidade deste modelo é a exploração tanto funcional quanto estética dos produtos em formação (ALCOFORADO, 2014). Os protótipos também possibilitarão testes que serão realizados na próxima fase da metodologia.

A construção foi realizada na empresa que cedeu os resíduos e o maquinário, e os protótipos foram executados com auxilio de um profissional da área.

Abaixo, figuras demonstram a produção dos modelos.

Figura 46 – Produção de protótipos: Fase inicial

Fonte: Autor, 2015

Figura 47 – Produção de protótipos: Fase final

Figura 48 – Protótipos finalizados

Fonte: Autor, 2015.

No documento Ariani Andrade Araújo Santos (páginas 58-69)

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