EXTRA-SENSORIAL E ALUCINAÇÕES*
DENIZARD SOUZA ••
Prof. Adjunto de Psiquiatria da Universidade Federal de S. Maria, RS
L Sinopse
É feito um estudo comparativo entre as alucinações obser vadas num grupo de enfermos mentais e entre «sujets» com Percepção Extra-Sensorial (PES) e com alucinações desen cadeadas experimentalmente por psicofármacos.
2. Introdução
Desde que Bali e Esquirol, citados por Vinaver (30), definiram a alucinação como «uma percepção sem objetos», este conceito se mantém até a presente data nos meios mé dicos. Entretanto, os critérios de realidade expostos pela psiquiatria têm abalado certas convicções (Sarbin) (26), re sultando escapar de seu campo de ação a pesquisa que a ela somente deveria ficar restrita.
Lhermite (17) abstém-se de analisar as «verdadeiras visões teresianas», não tendo estes tipos de alucinação, para ele, nada de comum com as «percepções sem objeto». Ele aceita o místico autêntico e o místico enfermo mental, rele gando aqueles ao estudo dos teólogos: «Ás manifestações pelas quais se especifica a pseudopossessão diabólica pode mos aproximar o delírio dos espíritas, o qual, à maneira da possessão, se alimenta de alucinações de todos os sentidos».
** Prof. Adjunto de Psiquiatria ida U.F.S.M. (RS) com compromisso com o Conselho Nacional de Pesquisas.
Estes critérios traduzem bem a posição em que se move a pesquisa de autores eminentes. A filosofia, a psicologia e, evidentemente, a psiquiatria preferiram adotar uma situação negativa, relegando a autenticidade do fenômeno à Psico patologia. (Jasper, Ey, Freud) (16, 10, 11).
Abriram-se portas nas muralhas da percepção através de observações vindas do campo religioso. A repetição cons tante de fatos alucinatórios sem alienação aparente (Mott, Jansson, Lukianowicz) (20, 15, 18) e as alucinações pro- vindas do campo experimental, culminando com as pesqui sas de Crooks (8), levaram certo número de autores a reu nirem-se à sombra da parapsicologia (Rhine, Amadou, Pires, Uchoa, Andrade), (25, 3, 23, 28, 4), na expectativa da elucidação do fenômeno, estudando-o como percepção extra-sensorial.
A difusão da droga alucinatória através da experimen tação involuntária e voluntária da moderna psicoquímica
(Hofmann e Leary, in Cashmann (6), Huxley, Cohen) (14, 7) marca, atualmente, um momento importante para uma revisão de conceitos. (Sarbin, Hausner e Dolezal) (26, 13). 3. Material e método
Os casos do presente estudo se originam de três fontes distintas. O primeiro grupo é constituído de 20 enfermos mentais, selecionados e oriundos da clínica psiquiátrica uni versitária e da clínica privada, classificados de conformidade com os modelos kraepelianos de classificação nosológica.
O segundo grupo (20 casos) foi selecionado entre deze nas de «sujets» observados, apresentando percepção extra- sensorial e sem alterações psíquicas.
O terceiro grupo é constituído das observações e rela tos obtidos através das «viagens» realizadas por ocasião de intoxicações com alucinógenos (maconha, LSD, mescalina), relatadas pela bibliografia (5, 6, 7, 13, 14, 19, 21, 22) e em casos de clínica (maconha, LSD) (3 casos).
Os constituintes do primeiro grupo foram submetidos a tratamento clássico psiquiátrico. Eles também foram obser vados, por ocasião em que se submetiam a um tratamento
dito de orientação espírita, partindo do princípio, aceito pelos espíritas, da anulação da atuação de espíritos obses- sores sobre os enfermos e o desenvolvimento de suas facul dades perceptivas extra-sensoriais, isto é, sua «mediuni- dade», através de participação em psicogrupos ou «sessões espíritas».
Os casos do segundo grupo foram selecionados entre de zenas de «médiuns» que, por um espaço de vinte anos alguns, foram submetidos a experimentos parapsicológicos, intensivos e exaustivamente.
Este método consistiu em observar, como participante em sessões espíritas, onde, individualmente, os «sujets» relatam fenômenos alucinatórios, cuja riqueza de informações (sobre alucinações) se equiparam ou mesmo transcendem às obti das com o uso de tóxicos.
A característica destes psicogrupos é a ausência de alu cinógenos e de alterações psíquicas nos seus participantes, tendo sido os mesmos submetidos a exames clínicos, psi quiátricos e eletroencefalográficos.
Além dos casos de tóxicos estudados em nossa clínica, os outros casos são constituintes da literatura psicodélica (Osmond) (22), com os quais é feito um estudo compa rativo.
4. Resultados
Os 40 casos de nossa casuística foram divididos em dois grupos:
• Grupo A: psicótico; • Grupo B: não-psicótico.
Cada grupo foi constituído de uma amostra de 20 casos e, em sua totalidade, apresentam em comum fenômenos de alucinações auditivas e visuais.
O grupo psicótko está constituído conforme esquema n* 1
:
Diagnóstico N* de casos SexoF — M Esquizofrenia simples 3 1 2 Esquizofrenia paranoide 4 1 3 Surto delirante agudo 2 1 1 Psicoses alcoólicas: Psicose de Wernicke 1 0 1 Delirium tremens 1 0 1 Alucinose alcoólica 1 0 1 Psicose depressiva 3 2 1 Psicose obsessivo-compulsiva 2 2 0 Toxicomania (Maconha, LSD) 3 1 2 Esquema n? I
0 grupo não-psicótico é constituído também por uma amostra de 20 casos selecionados. Ainda que a maior parte apresente várias formas de faculdades psi, tanto psigama como psikapa, nós nos ativemos ao primeiro tipo, em par- ticular à vidência e à audiência, parâmetros que nos permi tem uma avaliação comparativa com os casos do primeiro grupo. Profissão Número Comércio 3 Doméstica 2 Funcionário Público 1 Estudante universitário 4 Engenharia 2 Zootécnica 1 Medicina 1 Autônomos IO Médicos 5 Farmacêuticos 2 Odontólogos 2 Engenheiros 1 Esquema n? 2
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Quatorze desses casos pertencem ao sexo masculino. Do total, 3 exercem funções no comércio; 2 são domésticas, isto é, exercem suas atividades de dona-de-casa; 4 são estudantes universitários; 1 é funcionário público; 10 são profissionais autônomos, conforme esquema nç 2.
Do grupo A, II pacientes tiveram alta como curados; 6 continuam em tratamento, apesar de estarem assintomáticos, e outros 3 continuam em tratamento clássico por apresenta rem remissões. Veja o esquema n’ 3.
Diagnóstico Alta Assintomáticos Sintomáticos
Esquiz. simples 3 O O
Esquiz. paranóide O 3 1 Surto delirante agudo 2 O O
Alcoolismo 3 O O
Psicose depressiva O 2 1 Psicose obs. compulsiva 2 O O
Toxicomania 1 1 1
Esquema n? 3
Como estes pacientes, além do tratamento clássico, tenham sido também submetidos a tratamento em «psicogrupos», as suas alucinações foram conceituadas como faculdades parapsicológicas e, desta maneira, submetidos a exercícios para o desenvolvimento destas faculdades, sendo hoje estes pacientes considerados «médiuns». A evolução se deu como informa o esquema n* 4.
Diagnóstico Abandono Alta Em Desenvolvimento
Esquiz. simples O O 3 Esquiz. paranóide 1 1 2 Surto delirante agudo O O 2 Psicose alcoólica O 1 2 Psicose depressiva o 1 2 Psicose obs. compulsiva o 1 1
Toxicomania o O 3
O caso de abandono afastou-se das atividades do «psico- grupo», sendo internado num sanatório; os casos de alta curaram-se das alucinações e retiraram-se das atividades dos psicogrupos; o restante continua participando como «médiuns» sendo que, entre esses casos, 3 continuam com tratamento clássico.
Os componentes do grupo não-psicótico é que foram submetidos a um exame eletroencefalográfico, a não ser num caso em que foram constatadas alterações lentas difu sas, e que foi posteriormente diagnosticado como diabete; os outros apresentaram seus EEG normais.
5. Discussão
Ajuriaguerra e Hécaen (2) desenvolveram um estudo clínico das alucinações nos casos neurológicos sem aborda rem os distúrbios psicossensoriais observados na clínica psiquiátrica. Eles não confirmam as teorias que admitem serem as alucinações psiquiátricas a conseqüência de irrita ções de áreas sensoriais, ainda que elas não tenham lesões evidentes. Eles não confirmam também aquelas que aceitam a identidade de todos os fenômenos alucinatórios, nem as que estabelecem uma distinção total entre as alucinações neurológicas (alucinoses) e as alucinações dos delirantes (alucinações).
Ainda que não seja de nosso interesse abordar a Psico patologia das alucinações, somos levados a admitir a iden tidade do fenômeno alucinação tanto nos casos psiquiátricos ou não, mesmo naqueles que são temporariamente «psiquia- trizados» com substâncias tóxicas.
As nossas observações que apresentam alucinações, apesar de não registrarem sintomatologia de natureza psiquiátrica, identificam-se com os casos estudados por Mott e colabora dores (20), cujo grupo, sem alienações mentais, por eles apresentado, revelam integridade de seu sistema nervoso central e em seu estado emocional. O mesmo podemos afir mar em relação a Jansson (5), que não encontra possibili dades de demonstração da existência de uma personalidade
pré-mórbida e sua correlação em qualquer forma de aluci nações no estudo feito em 293 jovens alucinados e que se caracterizavam por uma clareza de seu sensório.
Um de nossos casos do segundo grupo apresentou pro blemas de natureza neurológica. Vários anos anteriores ao surgimento de uma hemiparesia do hemicorpo direito, com atrofia moderada, por otite purulenta, já apresentava fenô menos PES e que continuaram sem alterações após a sua cura clínica.
Lukianowicz (18) fez profundo estudo num grupo de qua torze crianças que apresentam, de maneira espontânea, fenô menos de natureza alucinatória, apesar de não revelarem sinais psicóticos.
Um dos nossos casos evidencia sinais alucinatórios, asso ciados a um cerimonial obsessivo-compulsivo, desde a idade de 12 anos. Aos 18 anos, se interna num convento carmelita, tangida pelas alucinações cujo tema gira em torno da figu ra de um padre e uma freira a qual a admoestava. Retira-se em piores condições 5 anos após. Freud (11) diz que toda alucinação traz uma mensagem. Se essa paciente dominou sua masturbação, superando seu complexo de culpabilidade, a ponto de se casar, entretanto sua obsessão só foi curada após sua participação em psicogrupos onde, desenvolvendo suas faculdades extra-sensoriais, continua, hoje, como «mé dium».
Seria prolixo revisar a extensa bibliografia das alucina ções psicoquímicas, porém podemos citar Hofmann, in Cashmann (6), que «foi invadido por imagens fantásticas de extraordinária realidade e com um intenso jogo caleidos cópico de cores», após ter ingerido inadvertidamente uma dose de dietilamida de ácido isolisérgico. Huxley (14), hora e meia após tomar sua dose voluntária de mescalina, não contemplava a esquisita combinação das cores das flores em seu escritório, mas via ali o «milagre do inteiro desa brochar da existência através do colorido mais quente e brilhante em heráldica beleza, de um púrpuro pálido, rosa e arroxeado inexistentes anteriormente nessas flores».
Um dos nossos exemplos, intoxícado pela maconha em suas «viagens», transforma o seu mundo, «curte» o som em outras dimensões e surgem coisas fantásticas, ora lindas, ora horríveis; as reações dos amigos durante a «viagem» se transformam em deboche estampado em seus rostos, que se transformam em autênticos cafajestes e, subitamente, sente-se num paraíso e mil maravilhas surgem naquele mo mento, quando tudo se normaliza.
Outro ficou dois dias alucinado com LSD e, num desses momentos, «vi o céu se rachar em pedacinhos e depois jun tar-se um por um». Outro, em plena crise com a mesma droga, viu uma nuvem pequena a seus pés a qual trovejou e começou a chover; «sim, chovia em meus pés e do lugar onde estava parado começou a brotar uma árvore de 5cm de altura. Realmente, fantástico!»...
Sob a ação da maconha, um deles «curtia» a natureza: «eu olhava para o sol e ele parecia um enorme disco dourado, as nuvens, as árvores, principalmente o seu formato, se modificavam constantemente. . . uma vez, fiquei horas ob servando uma flor com a sensação de um lindo colorido como jamais vi sobre a terra».
Huxley (14) lembra Lewin, que, estudando o peiote, já chamava a atenção para as relações entre o uso do cacto e os cerimoniais religiosos dos índios mexicanos. Na época atual, o uso de tóxicos permanece em certas seitas religio sas como parte integrante de seus cerimoniais, como é o caso da Igreja Americana Nativa (Marsh) (19).
Narad (21) chama a atenção para o grande poder que as drogas têm de aumentar a sensibilidade de impalpáveis forças espirituais e psíquicas, e que estas aceleram o fluxo de impressões que vêm das mais profundas camadas da consciência. O zen, o budismo, o ioga (Blofeld) (5) foram pesquisados em associação ao uso de psicodélicos, ressal tando-se sempre o fenômeno PES.
Cohen (7) propõe uma classificação das perturbações mentais desencadeadas pelo uso das anfetaminas, LSD, mescalina e outros tóxicos. Para ele essas perturbações de
natureza psicótica seriam complicações que adviriam nos indivíduos que teriam uma percentagem superior a 60% de antecedentes psiquiátricos. As reações esquizofrênicas seriam as desordens mais prolongadas e muitas vezes difíceis de diferenciar de uma esquizofrenia autêntica. As «viagens» relatadas por Huxley (14), Leary e Hofmann, in Cashmann (6), aproximam-se intimamente de certas reações agudas psicóticas, em particular à esquizofrenia, e que se identificam com nossas observações e psicoses experimentais em geral.
Anotamos a grande semelhança destes fenômenos exis tentes e observados em enfermos autênticos, em enfermos «funcionais» por intoxicações e em pessoas mentalmente sadias durante uma «sessão espírita».
Na luta ideológica contra os misticismos, juntamo-nos a Vasiliev, a Rhine, a Amadou, Richet, Croóks (29, 25, 3, 24, 8) entre os pesquisadores estrangeiros; Andrade, Pires, Uchoa (4, 23, 28) e um número já difícil de ser citado entre os nacionais, dedicados a «despojar de sua auréola de mistério aqueles fenômenos que geram superstições», procurando as leis naturais que fundamentam uma fé pas sada pelo crivo da razão.
O estado alucinatório desorganizado dos psicóticos evo lui para um estado alucinatório organizado, ao se subme terem a um desenvolvimento de suas faculdades PES. Na proporção de 75%, estes enfermos que foram submetidos a tal orientação retornaram às suas condições de normali dade. De 3 casos de toxicomania, 2 (dois) desenvolveram suas faculdades perceptivas extra-sensoriais, despertas pelos tóxicos que foram abandonados. As alucinações desenca deadas pela ação tóxica continuam hoje sob forma de «me- diunidade».
Adler e Walther-Büel (1, 31) confirmam que a predo minância de alucinações com clareza do sensório justifica, nos alcoólatras, o termo de alucinose, apesar de não falta rem as alterações do pensamento. Citamos um de nossos casos de psicose de Wernicke que, em plena alucinose, numa espantosa clareza de consciência, relata programas
completos de TV, sentado em frente ao seu aparelho, às 7 horas da manhã, ao mesmo tempo em que criticava a impos sibilidade do mesmo a essa hora, e apóia mesmo a afirma tiva de seus familiares da inexistência desse programa. Hoje, inteiramente recuperado, após 5 internamentos e abando nado o álcool, as suas alucinações evoluíram para uma «mediunidade» organizada. Não podemos identificá-lo ao «dreaming while awake» de Dement e col. (9), nem às alucinações obtidas por sugestão hipnótica como Halper e alunos (12), que obtiveram em suas pesquisas eletroence- falográficas.
Encontramos, entre os casos de «viagens» parapsicoló- gicas, isto é, durante uma «sessão espírita», os mesmos tipos de alucinações autoscópicas encontradas nas «viagens» por alucinógenos (Silva) (27). Lhermite (17) acha singu lar e embaraçante este tipo de alucinações, que ele encontrou com grande freqüência não só nos enfermos como nas pes soas em estado de saúde aparente. A projeção da própria imagem e o reconhecimento das imagens ou «duplos» dos companheiros dessas «viagens» podem não só trocar idéias entre si, mas também dialogar profundamente com imagens de visões inteiramente desconhecidas e trazer conhecimentos inéditos advindos destes contatos até então desconhecidos para o consciente.
Os cientistas relatam casos psicodélicos e as alterações da percepção nos cerimoniais religiosos provocados pela ingestão de cogumelos ou cactos, em que «as cores são ful gurantes e freqüentemente têm sons. Os sons pulsam com intensidade e beleza inacreditável e freqüentemente têm cor. O tempo parece imobilizar-se ou mover-se a passos de tar taruga. Os pensamentos jorram e desabam uns sobre os outros. As percepções do insondável se multiplicam, o «ego» se dissolve. Visões aparecem, desaparecem e tornam a apa recer. As paredes parecem respirar. Objetos recuam e se aproximam. As lembranças correm pelos olhos da mente com a claridade de um filme. O interesse pelo mundo exte rior diminui» (Cashmann) (6). Essas observações de tão
rico colorido e tão estranhas são similares às obtidas nos «psicogrupos», onde os «sujets», em transe, sem uso de tóxicos de qualquer natureza e em pleno exercício de suas funções mentais, conscientes, semiconscientes ou inconscien temente, relatam vivências individuais e coletivamente, de senroladas nessas ocasiões.
6. Conclusões
As alucinações experimentais, isto é, provocadas pela ação tóxico-medicamentosa (álcool, tóxicos), não apresentam características determinadas que as diferenciem das aluci nações apresentadas pelos psicóticos. O mesmo ocorre com as alucinações observadas entre estes dois grupos e os portadores de PES, aqui, no caso particular de psigama ou «mediunidade».
Nós concluímos nossas observações afirmando:
1. que a alucinação tanto psicótica como química é a mesma «mediunidade», porém desorganizada;
2. que a «mediunidade» é uma alucinose organizada, cujas alucinações podem ser desenvolvidas racional mente e assim trazer, como faculdade parapsicoló- gica, uma utilidade para o indivíduo;
3. que PES ou «mediunidade» pode ser desencadeada quimicamente.
7. Resumo
O autor fez um estudo entre 3 grupos de pessoas que apresentam em comum fenômenos de alucinações tanto visuais como auditivas.
Um dos grupos é constituído de enfermos mentais e um outro de pessoas com faculdades parapsicológicas. Ambos foram analisados entre si e comparados com um terceiro grupo, o dos intoxicados pelos alucinógenos.
Conclui o autor que o fenômeno alucinatório é idêntico nos três grupos e que as faculdades parapsicológicas ou «mediunidade» podem ser desencadeadas por substâncias alucinógenas.
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