Capítulo I: Metodologia de Trabalho de Projeto
Anexo 2 Desafio semanal número 7 do contexto de creche
Semana 15 a 17 de dezembro de 2014: O meu desafio para esta semana vai ser uma continuação do desafio da semana passada, uma vez que não me sinto realizada e satisfeita com o mesmo. Pretendo, com este desafio, incentivar a motricidade global, a coordenação e a interação das crianças.
Assim, o meu desafio irá centrar-se, novamente, nas danças com as crianças, ou seja, desafio-me, a mim própria, a “libertar-me” e a dançar (mais) com as crianças. Defino o desafio para a parte da tarde, na hora da brincadeira livre e após a recolha de dados, ou seja, por volta das 16h20.
Autoavaliação: Durante esta semana empenhei-me em alcançar o meu objetivo: “libertar-me” mais e dançar com as
crianças, concluindo o meu desafio.
O que aprendi este mês com … … Educadora Edite
- A partir das criações das crianças (digitinta) e, com recortes de árvores de natal, podem-se criar decorações alusivas: proporcionamos experiências enriquecedoras às crianças e, com o produto final, decoramos a sala – 1 de dezembro de 2014;
- Que existe diferença entre Intervenção Precoce e Comissão de Proteção de Crianças e Jovens. Uma, serve para apoiar as famílias compostas por crianças com um desenvolvimento diferente do normal. A C.P.C.J é uma comissão que tem como objetivo proteger a criança dos maus tratos e da falta de cuidados necessários – 2 de dezembro de 2014;
- Antes de chamar uma equipa de intervenção precoce, tem de haver um motivo que deixe a educadora “desconfiada”, quando isto acontece, este aspeto é levá-lo para uma reunião de educadores e psicóloga, onde todos trocam ideias. Após esta fase, é feita uma investigação, fazem-se pesquisas sobre o desenvolvimento infantil. Quando chegam a um consenso, a educadora fala com os pais e, se os pais autorizarem, só aí é que se fala com a equipa de intervenção precoce, para que a mesma se desloque à instituição. Esta equipa avalia a criança, quando os resultados saem, os pais são pedidos para assinar uma autorização e, só depois é que as crianças são encaminhadas (com os pais) para fazerem atividades especificas com as crianças - 2 de dezembro de 2014;
- Quando uma criança está em adaptação (neste caso), ao chegar à sala, não devemos ir todas, ao mesmo tempo, ter com ela e com a sua mãe, uma vez que as restantes crianças se começam a juntar, porque se sentem sozinhas e, depois começam a chorar e cria-se ruído desnecessário - 2 de dezembro de 2014;
- A criança em adaptação não deve ficar sozinha, para não sentir tanta falta da sua mãe/pai - 2 de dezembro de 2014; - Quando as crianças têm feridas na zona da fralda, isso pode ser causado pelo peixe que comem – 15 de dezembro de 2014;
- Quando as crianças entram em conflitos, quando estão cansadas ou saturadas, se o rádio estiver ligado, é mais uma forma de as mesmas não tranquilizarem – 16 de dezembro de 2014;
- Um brinquedo novo gera sempre conflitos entre as crianças - 16 de dezembro de 2014.
O que aprendi este mês com … Auxiliar de Ação Educativa Mª do Carmo
- A C.2 acorda de 50 em 50 minutos, para observar a sala e ver onde está - 2 de dezembro de 2014;
- Canção das papoilas: “Olha que as papoilas, são altas, altas, altas, tu és pequenino, já pulas e já saltas (…)” – 3 de dezembro de 2014;
- Quando o ouvido começa a deitar líquido (“pus”), isso significa que a criança está com uma otite e que a mesma já rebentou, mesmo que a criança não se tenha manifestado com dores - 16 de dezembro de 2014.
Começo, agora, a falar sobre aquilo que executei durante a semana. Na segunda-feira, da parte da tarde, comecei a dançar com as crianças. Numa primeira fase, enquanto dançava, tinha perto de mim a M. (22 meses), o I. (23 meses), o T (17 meses), a C. (16 meses) e a L. (15 meses). Estes começaram logo a dançar, abanando o seu corpo, de um lado para o outro. Enquanto dançávamos, ia-me rindo e provocando gargalhadas à M.. Estas gargalhadas chamaram à atenção do K. (20 meses) e o M.C. (15 meses), que se foram juntar a nós, posteriormente.
Para tentar envolver todas as crianças, dei as mãos às que estavam a dançar e fizemos uma rodinha. Nesta ação, as crianças olhavam umas para as outras e sorriam. Quando as larguei, elas ficaram a olhar para mim a dançar e, em vez de me darem a mão, foram buscar outras crianças, fazendo, elas próprias a “rodinha”, refiro-me à M. e ao I.. Numa outra fase, com o rádio ligado, começou a dar a música do “autocarro”, aproveitando a deixa, comecei a fazer a coreografia desta, as crianças, no geral, ficaram admiradas, a olhar para mim, enquanto a M. me imitava.
Ao longo da tarde, as crianças continuaram a insistir nas rodinhas, que iam fazendo com os amigos.
Passando agora para a terça-feira, é de notar que, quando conheço uma música e sei a sua coreografia, fico muito mais à vontade e quero-lhes mostrar que já sei, assim, antes do almoço, dancei, para as crianças, para a Tatiana e para a Educadora Edite, a coreografia da música “Sou uma taça”. Com esta ação, e ao observar que as crianças estavam admiradas comigo, senti-me a derreter, ou seja, estava a ser observada por “tanta” gente e comecei a ficar cheia de calor, mas não desisti, continuei e pensei Mara, tu és capaz! É isto (teres a capacidade para te “libertares”), que tu
queres atingir! Esquece os adultos e concentra-te nas crianças!
Na quarta-feira, aproveitei uma rotina (passagem da sala para o refeitório) para dançar e, ao mesmo tempo, para acalmar as crianças, assim, dancei e cantei a canção “A bater o pé/mão”, as crianças acalmaram-se e começaram a bater as mãos. Durante a tarde não tive oportunidade para dançar.
Agora que reflito sobre o meu desafio e a concretização do mesmo, penso que o conclui com sucesso, sinto-me realizada, comigo própria, pois “venci-me” um pouco. No entanto, não é por me sentir realizada, que não vou voltar a dançar com as crianças. Agora, após verificar que sou capaz, o meu objetivo é perder todos os “calores” com que fico e levar estas ações como algo “normal”, aproveitando o momento.
Além de me sentir realizada quanto a mim própria, vejo que, o facto de ter escolhido este desafio fez com que as crianças também interagissem, de forma não-verbal, entre si, através de olhares, de sorrisos, de “rodinhas”, que fizeram entre si, uma vez que até a M. e a C.2 deram as mãos e dançaram (é raro ver estas duas crianças a interagir de forma “positiva”, ou seja, sem ser a disputar algo).
Heteroavaliação: A Mara tem sendo cada vez mais espontânea, tanto, durante os desafios, como a contar histórias, e
durante esta semana, aquilo que aparentemente era uma dificuldade da Mara, tornou-se natural, ela esta semana, apresentou músicas diferentes às crianças, usou coreografias, e propôs às crianças, que a imitassem. Notasse que as próprias crianças, estão a dar novas respostas a esta atitude mais solta da Mara. Por exemplo, o R. tem procurado com mais frequência, a interação com a Mara.
Futuramente, a Mara deverá procurar não perder este “há vontade”, esta “extravagância” que conseguiu alcançar, pois tem sido agradável observar, e aprender novas coregrafias com a Mara, tanto para mim como para as crianças, pois sempre que a Mara apresenta novos desafios a estas, as mostram expressões alegres. 19 de dezembro de 2014