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Antes das empresas pensarem sequer no exterior, primariamente é necessário efetuar uma revisão interna para poder identificar possíveis lacunas e processos a melhorar para poderem vingar no mundo da construção.

Com o claro objetivo do sucesso, as empresas, sejam elas de que ramo forem, devem estar providenciadas de uma conjugação de dois fatores vitais para levar os seus processos a bom porto, nomeadamente a eficácia e eficiência. No funcionamento de uma organização, estes dois fatores estão diretamente influenciados pelas estruturas organizacionais. Pode-se, assim, afirmar que a eficácia está implicada nas estratégias adotadas e a eficiência no funcionamento das empresas (Maia e Neto, 2016).

Brophey e Brown (2009) afirmaram que os empresários das PME’s da área da construção não tinham as métricas necessárias para avaliar uma performance irreverente e apenas se focam nos lucros e aumento de vendas como resultado das suas ações (Freitas et al, 2014).

Para que as empresas possam estar em alta, é extremamente vital estas possuírem informação sobre todo o tipo de atualizações dos diferentes ramos em que operam, sobretudo no ramo das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). É, então, necessário que as construtoras sejam ativas e que providenciem esforços para adquirir e aglomerar capacidades tecnológicas (Freitas et al., 2014).

O ramo da construção civil, como referido no capítulo 2, é de grande importância para a economia nacional, mas com o passar dos anos, era expectável que evoluísse e se modernizasse de um modo mais rápido e intenso tendo em conta os restantes segmentos industriais (Maia e Neto, 2016).

Apesar de as tecnologias para a fileira da construção já estarem a um nível avançado, um grande número de empresas não são muito recetivas à sua adoção, apenas o básico. A perceção que se tem deste setor ao nível de tecnologia é média- baixa, onde a inovação é difícil de implementar porque os funcionários, normalmente, tendem a utilizar métodos antigos que os acompanharam em toda a sua carreira sendo difícil implementar quaisquer mudanças. Para que a competitividade se mantenha, é favorável e encorajada a construção inovadora (Vladimir et al., 2011). As TIC são consideradas meios técnicos para tratar de informação e providenciar auxílio na comunicação. As TIC oferecem, também, uma vasta gama de software,

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hardware, telecomunicações e técnicas de gestão de informação, aplicações e dispositivos. Quando se utilizam todas estas técnicas em conjunto é possível produzir, analisar, processar, distribuir, receber, recuperar, armazenar e transformar informação. Estas tecnologias estão a ser integradas na maioria das atividades, facilitando a computação ubíqua (Taylor, 2015). Contudo, e apesar de estarem na vanguarda, a maioria das PME’s ou pequenas empresas insistem em não aderir a estas ideias, alegando dificuldades na adaptação aos novos métodos.

Já em 1993, Henderson e Venkatraman assinalaram que as TIC desempenham um papel importante a nível estratégico suportando as estratégias de negócio e criando novas.

As TIC podem desenvolver outro tipo de funções importantes que suportam o desenvolvimento das PME como é o caso da simplificação da integração dos processos de negócio, transações e comunicações mais baratas entre empresas e ainda a tomada de decisões mais eficientes (Taylor, 2015).

Uma ideia interessante era a de Sachs, que tendo em consideração as tecnologias que envolvem as empresas, acreditava que o desenvolvimento sustentável iria ser o grande desafio do século atual e para corroborar essa ideia, Volenbroek confirmou que o desenvolvimento sustentável trata do equilíbrio entre as tecnologias disponíveis, as estratégias de inovação e políticas de governação e todas juntas podem catapultar uma empresa em direção ao sucesso (Ortiz et al., 2009).

Outro ponto, não tanto necessário, mas importante de ser referido em termos de desafios internos de uma pequena-média empresa envolve um outro tipo de ligação à tecnologia, mais concretamente a rede social. As redes sociais online permitem que a informação seja “semeada” de várias maneiras e também possibilita que uma empresa possa seguir novas direções. Uma das vantagens deste meio para as empresas é o custo relativamente baixo permitindo a conexão aos atuais e possíveis futuros consumidores (Nobre, e Silva, 2014).

Assim, pode-se afirmar que, como desafios tecnológicos internos, está a necessidade de ter ferramentas capazes de controlar o modo de acesso às informações da obra, a organização na gestão de documentos, a segurança das informações, a produtividade, a deteção de falhas, otimização da comunicação e cumprimento de prazos (Ribeiro, 2018).

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O uso de softwares é uma tendência em todo o mundo e em todos os setores, permitindo que as empresas alcancem melhores resultados e reduzam custos operacionais.

Com o uso da tecnologia e de um sistema de gestão, os responsáveis podem manter todos os detalhes de uma obra apenas num local, facilitando o acesso a todas as informações da construção, otimizando os processos e o fluxo de dados.

A organização na gestão de documentos e eliminação de hipóteses de perda de informações, permitindo aos empreendedores manterem os seus documentos, orçamentos, relatórios, entre outros, é um processo bastante importante que pode e deve ser realizado com recurso a tecnologias.

Outros desafios internos, como a segurança das informações, a produtividade dos funcionários, a deteção de falhas no planeamento de obras, a comunicação entre elementos das empresas e ainda o cumprimento de prazos, podem ser contrariados com a diversidade de tecnologia existente no mercado.

Existem, claro, outros desafios que ocorrem no dia-a-dia que são solucionados com ou sem recurso a tecnologia, dependendo da necessidade e importância destes, mas está saliente que as ferramentas de TIC melhoram a eficiência e os processos internos de uma empresa.

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