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Descrição das atividades realizadas com utilização desses fundos ,573 ,

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31. Descrição das atividades realizadas com utilização desses fundos ,573 ,

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Da análise realizada propomos, assim, que o índice de boas práticas de divulgação da informação para as Fundações possa ser constituído pelos indicadores que se encontram nas quatro dimensões encontradas no global com 23 itens de divulgação. Os 10 itens de divulgação sobre os Valores Monetários e Financeiros, 7 itens de divulgação sobre a Atividade da Fundação, 4 itens de divulgação sobre a Informação do Governance, e por fim 2 itens sobre os Subsídios e Doações, resultado dos testes à dimensionalidade dos indicadores propostos para análise do seu grau de importância e contributo para o processo de divulgação.

Quadro 32 - Índice de Boas Práticas de Divulgação para as Fundações

a) Identificação dos membros dos órgãos sociais (Conselho de Administração; Conselho

de Curadores; Conselho de Mecenas, etc).

b) Detalhes profissionais sobre os gestores e a administração (qualificações,

experiências profissionais e área de especialização).

c) Identificação do Diretor Executivo e Gestores Executivos que gerem a Fundação. d) Estrutura organizacional com enfoque nos responsáveis de departamentos/serviço e

nas instituições ligadas (subsidiárias ou relacionadas).

e) Missão e Visão (declaração de objetivos estatutários).

f) Objetivos das atividades anuais e estratégia a seguir pela Fundação. g) Detalhes de como as atividades contribuíram para o alcance dos objetivos.

h) Explicação das mudanças ou das diferenças na sociedade (benefícios públicos)

alcançadas através das atividades realizadas.

i) Indicação das atividades que forem financiadas por doações ou subsídios. j) Identificação/nome dos subsídios, doações e legados.

k) Contribuição dos voluntários para as atividades (se possível com valores monetários

e horas).

l) Os resultados alcançados com as atividades principais (informação qualitativa e

quantitativa).

m) Comparação desses resultados com os objetivos propostos e com o orçamento anual. n) Explicação da aplicação do investimento e desempenho alcançado em relação aos

objetivos iniciais.

o) Relatórios individuais de cada doação ou subsídio (descrição e condicionantes para

a sua realização).

p) Fatores, internos ou externos, relevantes para o alcance dos objetivos (e.g

relacionamento com os empregados, financiadores e posição da instituição na comunidade).

q) Política de reservas (informação sobre o nível de reservas realizadas e a razão da sua

constituição).

r) Indicação de soluções para as atividades que apresentam um deficit de financiamento. s) Principais fontes de financiamento e descrição das despesas realizadas para alcance

das atividades filantrópicas.

t) Indicar as políticas de investimento seguidas e os seus desempenhos (e.g. rendimentos

de investimentos).

u) Explicar os principais objetivos futuros e as metas a levar a cabo para os alcançar. v) Descrição dos fundos detidos em nome de terceiros.

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Em síntese, os resultados obtidos suportam a perspetiva multidimensional definida na operacionalização deste índice de divulgação como complemento da informação das Fundações na sua prestação de contas.

Na divulgação que as Fundações fazem aos seus stakeholders com a periodicidade mínima de um ano no cumprimento dos preceitos legais da prestação de contas poder-se- á elencar informação complementar. Estes indicadores propostos no índice de boas práticas poderão esclarecer melhor os destinatários da informação e torná-los em potenciais doadores ou reforçar a credibilidade institucional sobre a aplicação dos valores doados e a sua aplicação na concretização da missão da organização. Como podemos indagar de estudos realizados (e.g., Parsons, 2007), os doadores podem ser motivados a fazerem contribuições para uma organização sem fins lucrativos com base no conteúdo do relatório de gestão. Esta informação poderá ser um sinal para aumentar o nível de transparência, e muitas vezes visto como meio de publicação das atividades realizadas com as doações recebidas dos beneméritos e, por isso, encarado como meio de agradecimento público. Existem estudos sobre a divulgação que mostram que ao adicionar informação voluntária aumenta a angariação de donativos recebidos no ano seguinte (Weisbrod & Dominguez, 1986). Numa lógica de dependência de recursos e criação de alternativa a esse recurso, o primeiro passo de mudança da estratégia poderá passar pela melhoria dos conteúdos dos R&C ou pela apresentação simultânea de um documento com estes indicadores. Este procedimento iria proporcionar, para além da melhoria de transparência e credibilidade dos processos financeiros, uma maior comparabilidade e igualdade nas organizações que adotassem estes indicadores de boas práticas de divulgação da informação.

CONCLUSÕES __________________________________________________________

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6. CONCLUSÕES

Introdução

Este estudo teve como objetivo criar um modelo para investigar de que modo as características gerais das Fundações influenciam a divulgação da informação realizada na prestação de contas. Numa fase inicial o estudo centrou-se apenas na Divulgação Voluntária realizada mas na fase de maior desenvolvimento enquadrou também a Divulgação Obrigatória, ditada pelo normativo das entidades do setor não lucrativo. A influência positiva das características gerais das Fundações (características da Organização, estrutura do conselho de Administração, e processo de Monitorização e Controlo) foram exploradas na teoria como possível relação de influência com a Divulgação Voluntária mas também a existência de relações entre os constructos que de uma forma direta ou indireta influenciam a Divulgação Voluntária. O modelo também pretendeu compreender as relações existentes entre a Divulgação Obrigatória e as referidas características gerais das Fundações. A validação do modelo levou-nos a qualificar o tipo de efeito que a introdução do normativo gerou no modelo e na própria divulgação Voluntária, classificando os efeitos diretos e indiretos que as características gerais das Fundações geraram na Divulgação Voluntária e na Divulgação Obrigatória.

Por fim, da análise realizada, quisemos aferir a possibilidade de construção de um índice de referências de boas práticas como complemento da informação que as Fundações poderão ter para a sua prestação de contas, por forma a poder garantir que os

stakeholders têm a informação que necessitam para poderem atuar perante as Fundações

de forma clara e inequívoca. Deste modo, foram analisados empiricamente os efeitos positivos e diretos: (H1) das características da Organização na Monitorização e Controlo; (H2) da Monitorização e Controlo na Divulgação Voluntária; (H3) das características da Organização com a estrutura do Conselho de Administração; (H4) da estrutura do Conselho de Administração com a Divulgação Voluntária; (H5) da Monitorização e Controlo na Divulgação Obrigatória e (H6) da Divulgação Obrigatória na Divulgação Voluntária. Também foram empiricamente validados os efeitos indiretos identificados entre os diversos constructos em relação às duas tipologias de Divulgação Voluntária e Obrigatória.

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Deste modo nas conclusões, serão apresentadas sínteses das questões teóricas e dos resultados empíricos obtidos que nos permitirão aferir os contributos desta tese, apresentando, todavia, algumas limitações encontradas no estudo e a nossa sugestão de investigação futura.