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6 CAPITULO 3 DISTRIBUIÇÃO VERTICAL E SAZONAL DA COMUNIDADE ZOOPLANCTÔNICA NUM AÇUDE PROFUNDO NO

CLORO DESMID EUGLENO DIATO

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algas cocóides de pequeno porte, pertencentes aos grupos funcionais X1 e J, típicas de ambientes eutrofizados e comuns em reservatórios de semiárido (SILVA & COSTA, 2015).

Sobre a comunidade zooplanctônica, em reflexo ao surgimento do biofilme nos tanques enriquecidos sofreu alterações na suas densidades e composição da comunidade como um todo. Foram registradas 28 taxa de zooplâncton (Tab.20), que reflete a baixa diversidade do açude. Um dos aspectos mais interessantes foi o surgimento de uma espécie da cladócero Diaphanosoma

spinulosum e do calanoide Notodiaptomus cearensis, ambos já registrados no açude, no fim do experimento no tratamento de nutrientes, o que reflete o processo de melhora na qualidade ambiental pelo efeito de biofilme do perifiton.

Sobre a densidade total (Fig. 85), observa-se que esta foi maior no início, mas não muito diferente entre os tratamentos, apresentando a mesma tendência de decrescimento em direção ao fim do experimento. No fim do experimento só foram registrados rotíferos, cladóceros e calanóides nos tanques enriquecidos, enquanto que nos tanques-controle apenas rotíferos.

Tabela 21. Lista de taxa zooplanctônicos registrados no experimentos, nos dois tratamentos COPEPODA Controle Nutrientes Ciclopoida Ciclopoida Thermociclops sp Thermociclops sp Calanoida Notodiaptomus cearensis CLADOCERA Controle Nutrientes Diaphanosoma spinulosum ROTIFERA Controle Nutrientes Asplanchna sp. Asplanchna sp.

Anuraeopsis fissa Anuraeopsis fissa Brachionus calyciflorus Brachionus calyciflorus Brachionus havanaensis Brachionus havanaensis

Cephalodella sp Hexarthra cf. mira Colurella sp. Filinea opoliensis Hexarthra cf. mira Keratella tropica

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Lecane cf. aegana Lecane imbricata

Lecane bulla Lecane luna

Lecane inopinata Lecane lunaris

Lecane luna Lecane nana

Lecane lunaris Lecane pyriformis

Lecane scutata Lepadella patella

Lecane stichaea Polyarthra dolichoptera

Lepadella ovalis Trichocerca sp.

Polyarthra dolichoptera Bdelloidea

Trichocerca sp.

Bdelloidea

As maiores densidades foram dos rotíferos (Fig. 86), cujas densidades não diferiram muito, apenas no tocante a diversidade e no desenvolvimento das populações ao longo do tempo nos dois tratamentos; enquanto que no controle, as populações apontaram uma tendência de queda, ao passar do tempo, no tanque enriquecido, elas tenderam a aumentar. Isso mostra a plasticidade dos rotiferos, que conseguem se adaptar mais facilmente as mudanças no ambiente; seu tamanho diminuto, a diversidade de itens alimentares que estes podem consumir, e a sua rápida reprodução partenogenética, são os motivos do sucesso populacional desse grupo, especialmente em grupos típicos de aguas quentes, como os Lecanidae e os Brachionidae (SEGERS, 2008).

Figura 85. Densidade total do zooplâncton nos diferentes tipos de tratamentos, ao longo do tempo. 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 Inicio Controle 10 dias Controle Final Nutrientes 10 dias Nutriente final D e n si d a d e ( In d /L ) Tratamentos

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Figura 86. Densidade dos rotíferos nos diferentes tipos de tratamentos ao longo do tempo.

Com relação aos cladóceros (Fig. 87), estes não foram registrados nos tanques a excessão do final nos taques enriquecidos. Apenas uma espécie foi registrada, Diaphanosoma spinulosum, em baixa densidade em comparação com os rotíferos. Essa espécie, cujo gênero é predominantemente tropical, é comumente registrada em trabalhos realizados em semiárido (CRISPIM & WATANABE, 2001; ESKINAZI-SANT’ANNA et al., 2007, 2013; VIEIRA et al., 2009). Essa espécie sempre é registrada quando as condições do corpo de água se encontram de meso a oligotrófica, e geralmente é associada com ocasiões de maior transparência. Em estudos realizados com espécies congenéricas observa-se que as populações se desenvolvem melhor em condições oligotróficas, com alta transparência e pouca oferta alimentar (NEVES et al., 2003; GULATI, 1990; MENGESTOU & FERNANDO, 1991). Boikova (2005), em seu estudo com D.

brachyurum observou que as populações se desenvolviam melhor sobre baixas condições tróficas

e que nas condições mais elevadas, além de ser registrado alterações na densidade populacional, também ocorreram alterações no desenvolvimento embrionário e pós-embrionário (MALHOTRA et al., 1993). 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 Inicio Controle 10 dias Controle Final Nutrientes 10 dias Nutriente final D e n si d a d e ( In d /L ) Tratamentos

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Figura 87. Densidade dos cladóceros nos diferentes tipos de tratamentos ao longo do tempo.

Sobre os copépodos (Fig. 88), os dois grupos tiveram um comportamento diferenciado, com relação aos tratamentos. Náuplios foram mais uma vez o grupo com maiores densidades; entretanto, no controle ocorreu o desaparecimento destes d coluna de água, nos últimos dias de experimento, e mesmo com a presença de euglenofíceas, principal alimento dos nauplios, eles desapareceram no fim do experimento no taque de controle. Este fato pode dever-se ao desaparecimento dos ciclopóides, que foram registrados em altas densidades no início e com 10 dias de coleta no controle, desapareceram no fim do experimento dos tratamentos. Apesar da presença maciça das suas principais presas, os rotíferos, alguma condição ambiental foi desfavorável a permanência desse grupo nos tanques. Um dos comportamentos mais interessantes observados no entanto, foi o registro dos calanóides nos tanques enriquecidos, juntamente com uma baixa densidade de nauplios. Sabe-se que calanóides e ciclopóides tem estratégias de vida diferentes, e juntamente com os nauplios, suas formas juvenis, conseguem colonizar os ambientes em várias condições (ADRIAN, 1997). No fim do experimento os nauplios só apareceram nos tanques enriquecidos, e mesmo assim em baixíssimas densidades. Pelo que se observa, a alteração no meio foi fundamental para o comportamento das populações de microcrustáceos como um todo. Cladóceros e copépodos com ciclos de vida mais longos e mais sensíveis às mudanças ambientais, tendem a desaparecer no ambiente conforme este se torna impróprio (WALZ & WELKER, 1998),

0 2,5 5 7,5 10 12,5 15 17,5 20 22,5 25 Inicio Controle 10 dias Controle Final Nutrientes 10 dias Nutriente final D e n si d a d e ( In d /L ) Tratamento

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e só recuperam suas populações quando as condições se tornam propícias novamente. Além disso, são mais exigentes na sua alimentação e requerem um tempo maior aclimatação para o estabelecimento das suas populações (MURA & BRECCIAROLI, 2003; WALZ, 1995).

Figura 88. Densidade dos grupos de copépodos nos diferentes tipos de tratamentos ao longo do tempo.

A seguir os resultados da Análise de variância multivariada MANOVA, que foram feitos com os 3 grupos cujo n foi suficiente para se realizar a análise, o que deixa de fora os calanóides e os cladóceros por só terem aparecido no fim no tanque enriquecido. Todos os testes foram feitos a nível de 5% de confiança.

Tabela 21. Resultados da MANOVA com os grupos zooplanctônicos, entre os tratamentos, ao longo do tempo

Estat. Wilks Estat. F P-valor

Rotiferos 0,98756839 0,04405835 0,957161304 Nauplios 0,148159477 20,12319348 0,001251852 Ciclopoides 0,333259576 7,002323865 0,021366788 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200

Inicio Controle 10 dias Controle Final Nutrientes 10

dias Nutriente final D e n si d a d e ( In d /L ) Tratamentos

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Como intuído a partir dos gráficos com densidade, e segundo a MANOVA apenas os microcrustáceos diferiram entre os tratamentos ao longo do tempo. Isso mostra a grande capacidade adaptativa dos rotíferos, de resistir as mudanças ocorridas no meio.

Em ambientes que sofrem alterações constantes como ambientes de semiárido, os organismos que mostram maior capacidade de adaptação e de crescer rapidamente, aproveitando os recursos disponíveis para aumentar suas populações, são aqueles que tem maior sucesso de colonização. Rotíferos e cianobactérias, tendem então a ter maior sucesso em estabelecer suas populações, pois conseguem se adaptar as mudanças drásticas que ocorrem em ambientes de semiárido, sejam no caso de secas severas - com diminuição do volume de agua e acumulo de matérias e nutrientes - seja no caso de renovação da água, em épocas de chuvas mais intensas. Esses resultados tem sido registrados em estudos tanto no primeiro caso (BARBOSA et al., 2000; VIEIRA et al., 2015) quanto no segundo caso (ANGELER et al., 2000; ORTEGA-MAYAGOITIA & ROJO, 2000; VIEIRA et al., 2009).

Em regiões temperadas e tropicais, onde a chuva não é um fator limitante, a eutrofização se dá pela adição de nutrientes no meio, de forma artificial, esse processo é, na grande maioria das vezes, unidirecional e irreversível (KAHN & ANSARI, 2005). Isto provoca mudanças permanentes nas comunidades aquáticas, que passam a ter uma baixa diversidade e predomínio de poucas espécies, mesmo com as estratégias de sobrevivência desenvolvidas para resistir às intempéries do meio (SMITH et al., 1999). Entretanto, quando a eutrofização dá-se pela concentração de nutrientes provocada pelo regime hidrológico, este processo é cíclico, e é revertido com a estação chuvosa. Portanto, observa-se uma sucessão ecológica nas comunidades aquáticas concomitantes com a mudança na qualidade do meio (CRISPIM et al., 2000; ANGELER et al., 2000). Esse fato é importante, pois algumas espécies só são encontradas no ambiente sobre determinadas condições ambientais, em diferentes épocas do ciclo hidrológico, o que as tornam boas bioindicadoras (MARGALEF, 1983; PEJLER, 1983; ESTEVES & SENDACZ, 1988; CRISPIM & FREITAS, 2005).

Apesar dos poucos estudos, quando se comparado a ambientes temperados e tropicais, este parece ser um mecanismo bem identificado para regiões do semiárido, especialmente em lagos rasos. Em lagos mais profundos essa realidade pode ser um pouco diferente, pois devido ao maior volume de água esta demora mais tempo a ser renovado, o que pode acumular certas substâncias,

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enquanto esgota outras, afetando a diversidade; nesse caso espécies mais adaptadas a essas mudanças começam a dominar o ambiente. Dessa forma, a intensidade do regime pluviométrico é quem determina como esse processo irá se dá.

As mudanças climáticas que estamos vivendo nos dias atuais apontam grandes impactos sobre a dinâmica da eutrofização em águas doces. Esse fato ocorre por conta das alterações sobre os padrões de pluviosidade no mundo todo. Dore (2005) em seu trabalho sobre as mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, mostra um padrão geral de seca para regiões mais áridas e aumento das chuvas nas regiões com alta pluviosidade; para o Brasil, observa-se um quadro de secas mais intensas para o nordeste, e chuvas mais intensas no sul-sudeste, além do aumento da variação entre as estações de estiagem e de chuvas. Na prática, já observamos esse processo, com secas mais prolongadas, seguidas de anos com menor pluviosidade, como foi o caso de 2012-2013, que foi a pior em 40 anos.

Em ambientes temperados, a preocupação com os efeitos do aumento de temperatura x eutrofização, e esperado domínio das cianobactérias, tem gerado estudos experimentais (FEUCHTMAYR et al., 2009; MOSS et al., 2003), onde se observa que tanto N quanto P aumenta a biomassa das plantas, pois sua captação é feita mais rapidamente devido ao metabolismo mais acelerado; entretanto nos dois estudos, observou-se que nos tanques com presença de macrófitas aquáticas, o domínio de fitoplancton foi bem menor do que o esperado, o que foi considerado um bom resultado; no Lago Ohrid, antigo e profundo, observa-se a progressão do lago originalmente oligotrófico para mesotrófico, pelo aumento das taxas de P e com o aumento da temperatura a previsão é que exista regiões de anoxia até o fim desse século, onde antes não havia. (MATZINGER et al., 2007).

A eutrofização e o predomínio das cianobactérias nos reservatórios do semiárido brasileiro é um processo que vem sido estudado especialmente nas duas últimas décadas (BARBOSA et al., 2000; CÂMARA et al., 2009; COSTA et al., 2006 e 2015). Compreender esse mecanismo e suas nuances em ambientes de semiárido é de vital importância para o manejo adequado desses ecossistemas, pois estes constituem os principais mananciais de abastecimento para a população dessa região. Isso é ainda mais imprescindível se estes recebem impactos antrópicos. Como exemplo, citamos o Armando Riberio Gonçalves, que recebe efluentes domésticos e carreamento de solo de áreas agrícolas, e é classificado de eu a hipertrófico, com registros de florações tóxicas de Cylindrospermopsis, Anabaena e Microcystis (PANOSSO et al., 2007).

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Diante do quadro apresentado, encontrar formas de amenizar ou reverter o processo de eutrofização e dominância por cianobactérias é fundamentalmente importante: do ponto de vista ecológico, para a manutenção da diversidade das comunidades aquáticas, e do ponto de vista sócio- econômico, na oferta de agua potável para a população. O resultado obtido no estudo através dos experimentos de enriquecimento foi inesperado, mas aponta para uma solução interessante na absorção do excesso de nutrientes no ambiente, principal causa da eutrofização, e na melhoria das condições ambientais como um todo. Resultado semelhante foi obtido por Crispim et al (2009), com a utilização de biofilme de perifiton na absorção do excesso de N e P provenientes de aquacultura. A biomanipulação se mostra uma ferramenta adequada na restauração dos padrões de qualidade das águas, sejam através do perifiton, da manipulação de grandes microcrustáceos filtradores (cladóceros e calanóides) (PERETYATKO et al 2009), peixes filtradores (FULTON III et al 2015) e macrófitas submersas (BROTHERS et al., 2013; SCHULZ, 2006; SØNDERGAARD et al 2010).

De um modo geral, com o experimento, observou-se que as baixas pluviosidades registradas no local nos anos anteriores foram os fatores decisivos para baixa taxa de renovação da água, e consequente predomínio das cianobactérias; a adição de nutrientes parece ter simulado o influxo de nutrientes trazidos pelas chuvas, o que pode ter sido o gatilho inicial para o desenvolvimento das outras comunidades algals, o que consequentemente permitiu o aparecimento de espécies que não tinham sido registradas, como cladóceros e calanóides; este estudo pode apontar as direções para a melhoria da qualidade da agua nesses locais, bem como para possíveis estudos de biomanipulação do local no sentido de recuperação ambiental.

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8. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo no açude Engenheiro Ávidos foi conduzido num período de estiagem severa, o que foi verificado no volume do açude e consequentemente na qualidade da água e nas comunidades planctônicas. O domínio das cianobactérias foi constante, em detrimento dos demais grupos fitoplanctônicos. Isso afetou diretamente a estrutura e a densidade da comunidade zooplanctônica, favorecendo os grupos típicos de ambientes eutrofizados, rotíferos e ciclopóides, apesar de no primeiro ano de estudo o açude ter sido classificado como oligotrófico.

Apesar do nível d’água do açude se encontrar muito baixo, o grande volume de água permitiu uma estabilidade maior do ambiente, estabilidade esta que foi suficiente para resistir as mudanças trazidas pelas chuvas, o que não se observa em açudes mais rasos, cujo estado trófico acompanha o ciclo hidrológico e influencia diretamente na distribuição das espécies. Este maior tempo de residência da água acabou influenciando na diversidade e na distribuição das espécies planctônicas ao longo do tempo, espaço e profundidade. Pesquisa futuras sobre os demais componentes dos ecossistemas aquáticos, como a ictiofauna, macrozoobentos, bacterioplâncton e macrófitas aquáticas, bem como o estudo das formas de resistência dos organismos podem ajudar na compreensão do funcionamento desse ecossistema.

A eutrofização é um dos impacto ambientais que mais vem chamado a atenção dos ecólogos e estudos acerca de seu mecanismo vem sido feitos nos últimos 50 anos. Em ambientes de semiárido esse fenômeno é comum, devido as elevadas temperaturas e ao ciclo hidrológico irregular, sofrendo com blooms ocasionais de cianobactérias que comprometem a biota aquática e a qualidade da água para abastecimento humano. Com o aumento do aquecimento global, entender como este processo influencia na dinâmica dos ecossistemas aquáticos do semiárido é de fundamental importância na predição das consequências desse fenômeno sobre a dinâmica aquática, em especial ambientes já naturalmente quentes. Dessa forma, o presente trabalho serve de base para futuros estudos que possam ajudar a entender as diferenças da dinâmica dos ecossistemas aquáticos de semiárido.

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