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DETERMINAÇÃO DO REGIME DL FUNCIONAMENTO EM PARALELO DE DOIS TRANSFORMADORES COM

No documento alfonso martignoni TRANSFORMADORES (páginas 69-73)

capítulo 111

U) TRANSFORMADOR ESPECIAL COM ENTRADA TRIFASICA

38) DETERMINAÇÃO DO REGIME DL FUNCIONAMENTO EM PARALELO DE DOIS TRANSFORMADORES COM

CARACTERÍSTICAS DIFERENTES

A determinação do regime de iuncionamento de dois transformadores agrupados em paralelo, tendo caracieriilicas diferentes, po<le ser feita facilmente, considerando-se os respectivos circuitos equival^nies secun- dárioe. agrupados entre sí em paralelo como tndica a fíg. 131. Conside¬

re-se primeiro o caso de dois transformadores com a mesma resistártcia e a me&ma rcaiáncia equivalente R» e X» que possuem uroa diferente relação de espiras.

Seja por exemplo m’< m". -Resulta então

m' m*

Na malha fechada imIos dois circuitos secundários agrupados, estabele-

t;-E-.

ce-se então uma corrente de circulação L dada por * sendo - . 2 Z.

Z»s V R«* f X.* Esta corrente é fornecida pelo primeiro tranilor- mador e absorvida pelo segundo. O enrolamento primário do primeiro transformador absorve

h

por reação uma corrente = enquanto o enrolamento primário m‘

ÍC

do segundo fornece uma corrente V*--sendo m'<m" resulta , m"

Je^le'. Assim sendo, a corrente ]«*. que é fornecida pelo primário do scgumlo transformador, 4 tolalmente absorvida pelo primeiro, o qual além desta corrente absorve da linha de alímeniação a diferença (1,*^ L”).

Em virtude destas correntes de circulação enire os dois transformadores (ás quais te sobrepõem as corrente» a vazio que são individualmente abtorvtdas pelos prõprios iransfomadores). as tensões secundárias re*

sulüuQ iguais. Absorvendo-te dos bornes secundários ceria corrente iomIo Oi dois transformadores a mesma impedáncia, esta divíde-se em duas partes iguais, sobrepondo-se ás corrento de circulação ames men ciemadas.

Assim o pcimeiro iransformador (isto é. o que possui a vazio uma tensão secundária maior) fornece no total uma corrente I|' igual à sotr.a geoflsécrica + enquanto o segundo fornece uma corrente 1^“

igual á diferença geométrica r,'~=l,/2-T^ lendo-se presente que a X, corrente de circulação é defasada do ângulo definido por -•

10

1S4 AVFONSO MARTIGNONl

Praiicamente. uma corrcnie Je ctr&ulaçio entre üoís iransíomiadore»

pode tolcrar-se quando retuUa da mesma ordem da corrente a vaeto.

ie a diferen^ entre a tensão a vazio de dois transformadores (FV ~ C«*).

reduzida em percentagem, resultasse ígua^ ao valor percentual da lenaSo de curto<írcuÍto (referido i corrente ^e plena carga), a corrente de circulação I« alcançaria uma intensidade igual k metade da corrente de plena carga, o que seria absoluiamenie iniolerivel. Queiendo-se que a corrente de circulação resulte da mesma ordem da corrente a vazio (cetca de 10% da corrente de plena carga) poder*sei então admitir como máximo uma diferença entre as tensdes a vazio dos (raiuforruado res a serem agrupados de cerca de l/$ da respectiva tensão de curu>

circuito.

Se a diferença enue as tensdes for maior que a mencionada, querendo efetuar«e o agrupamento em paralelo dos dois transformadores, é pe*

ciso tornar iguais as relações tle transformação por meio da exclusão de algumas espiras do transformador que tem maior tensão. Esta operação deve ser feita pelo construtor.

TRANSFORMADORES

Considere-se agora o caso de dois transformadores de igual potência, que possuem a me«na tensão a vazio, mas diferente impedância interna:

imaginei que os triângulos fundamentais dos doU transformadores possuem a forma indicada na fig, lS2(a). Observa-se que m dois ângu¬

los e correspondem precisamente â defasagem de curto-circuito de usn e de outro iransfocmador. CarregandcKSe os tiois transformadores agrupados, as respectivas correntes fornecidas. I' e I*. devem ser tais que possam determinar a mesma queda interna, íslo é, deve resultar:

z.r=z,-i-

enquanto a corrente total que cons- Z«> 4 2s/1xã ^ carga do grvi>o fica definida A ^ Á pela resuIunicT = r+T*. A carga

/ \ dividMe então entre 0» dois iram-

llf (q) * íomadorei, conforme índica o día- , grama da fig. 1S2 (b^; as correntes fornecidas pelos dbis tranalorma- dores adquirem valores que estão entre <i na ruão inversa das res¬

pectivas impedãnciai. Esus duas correntes apresentam uma com res¬

peito â outra a defasagem (fM* —

•fn") tguel â diferença entre as deusagens de curto-circuito dos ilojs transformadores.

Jndependen temente da tensão nos bornes, pode-se dizer que a corrente de carga 1 divide-se entre os dois transformadores como en¬

tre os lados de um arco duplo rea- Uzado cem] ai duas intpedãnclas equivalentes dos tiansformadores, R« xi conforme indica a fig. I3S. £ possi- y y- AVWâ _y vel obier-se uma divisão por igual

^ ^ da corrente, agrupando-se em íírie

\ VuVtu~‘^niTT’‘—A jiQ transformador com a impedân-

^ ^ cia menor uma reatância aproprla- p,l 159 da (bobina enrolada sobre núdeo de ferro) que compensa a diferença entre as duas ímpedincias. £ predso tomar iguais, separadamente, a resistência õbmica e a reatância dos dois lados do arco duplo. No caso dos dois uiânguloa fundameniaU representados na tig. 132 (a), seiia necessá¬

rio ligar em série uma resistência õhmlea ao primeiro transformador, igual â diferença (R”,- R;) c uma reatância ao segundo, igual à dife¬

rença (K\ - X%).

Fi|. 1S9

ALFONSO MARTI CNONI IS6

Esus ünpedáncias de compensaçdo potlem $er inserítbs indiferente mente do Jado da afiu tensão ou cUi l^tdo da baixa tensão, conforme resultar mais cômodo, no que se refeie à consiruçáo. Naturalmenie o valor em ohnu ô diferente noi dois caso» t ile utii jura o outro caso com a conhecida regra tia iramítjrmavào das ímpedâncias secun- dirías transferidas para prímirío. isto é. divídindose peto quadrado <U reta^So das espiras.

A capacída<le em ampite cm todoc n$ casos deve ser proporcionai â correnie de pJena carg:i do transformador.

Quando se quer determinar o estado de regime em praleto de dois transformadores que além de diference tensão a vario possuem impedán*

cia diferente (isco d, uma di/erenie tensão de curicxircuíco) podem*se resolver separadamente as questõa inerentes ao fururionamento a va/io e a relativa k divisão da corrente de carga. Primeiro determina se a corrente de circulação a vatío l, e depoU a divisão da comnie 1 nos dois lados do arco duplo antes definido V e ir. para proceder-se enfim à composição das correntes I/. I' e T (a soma geométrica em um e a diferença geométrica no outro).

Quando se trata de iransformadoi es rrifásicos. potlese considerar o circuito equivalente de uma fase; não é netesairio para isto conhecer a ligação interna, pois se pode sempe comíderar imnferentemente um eújuema qualquer.

Sü) CURTO-CIRCUITO ACIDENTAI. E PODER DE ROTURA DA CHAVE DE PROTEÇÃO

A chave de proteção tem por finalltlade interromper o circuito ali¬

mentado pelo transformador, quando a corrente no mesmo adquire valores superiores aos admitidos.

O ponto crítico de uma dsave de proteção é a interrupção feita em caso de curio^irculio acidental, pois em tais condições a corrente a ser interrompida é a máxima possível, No caso de curio^ircuiio. 0 único obstáculo que se opõe á f.e.m. secundária é a impedãncta interna do transformador, que, sendo pequena, determina a circuUçio de uma correnie muito intensa.

£m geral oi construtores não indicam na placa do transforniadcv o valor da impedáncia equivalente do mesrno. Este valor, entreumo. pode ser facilmente calculado com *» auxilio do valor da tensão de curto- circuito do transformador, que «m geral esii indicado na placa do mesmo, sob íorma de percentagem da tensão nominal. Esta percentaEera

varia entre 5 e 8%.

A impedáncia equivalente, por exemplo, secundária é tcxnecida pela relação

1 RANSFOkM ADORES 197

Se o transformador sofrer um curio<ircuiio acidental, à f.em. secun¬

dária Lf se contrapõe unicamente a impedáncia equivalente secundária Z",. A corrente de curto<Ír<uíto será dada por

E: V,

l'^s-= --

Z% Z%

Evidentemente a chave de j^oieção deverá ser capaa de interromper a corrente sem que os seus contatos sejam de&irufdos em poucas interrupções.

A titulo de exemplo, cakula-se a capacidade de interrupção da chave t protetora do transformador monofisico com as segulntea caracierlscicaa:

Wt = 5000 VA; V, r: 6000 volis; V, = 220 voIUi V«, s i%

5000

Corrente secundária s-ss 22,72 A 220

t

Tensão secursdária de curio<ircuiU>

220.4

S-S 9.8 volu 100

Impedáncia equivalente secundária

♦ Z% s s as 0,587 ohmi ' I, 22.72

V| 220

Corrente de curto^ircuito ® “—“ * A

• Z% 0.587

A chave de proteção mi de interromper a corrente de 568 Ampères que seus contatos fiquem estragados.

Os fabricantes das chaves automáticas, além das demais características, indicam a "Capacidade de Interrupção" de cada chave, que se refere à corrente qw a mesma pode inienomper em caso de curtocircuito. sem

^ ficar danificada.

Em se tratando de transformador trifáslco, o processo de avaliação da correste de curtocutuito é análogo ao monofásico» pois deve ser aplicado a uraa das fases do nsesmo.

A título de esLcmplo, calcula-se a corrente de curtotircuito do tran íormadm' triiisico com as seguintes características:

Ws = 60 kVA; V, == 6000 volu; V, s: 220 volu

ALt^ONSO MARÜCNOM

Primário i;onecta(l(i tm irüngulo: secundário cuneciado em estrela;

V«»8%.

W. 60 0CM)

Poièncía por fase: W, =---- 20 000 VA- 3 3

220

Teiiiio de íase secundária; V,, =-— = 127 volu.

/»- W, 20 DOO

Correme secundária I- s .—st 157 A.

Vfi »27

127.8

TenaSo secundária de curtocircuiio: $,01 voUs.

100 3.01

Impedáncia equivalente secundária: Z”, as-s-s 0.024 ohms 1} 157

Vj 127

Corrente de curto<írcuÍto secundária: » = = 5300 A.

Z% 0,024

A chave dè protego do transíormador deve powuír contatos capares de interromper a corrente de 5300 Amperes sem fkarem daniíicados.

CAPITULO IV

4(h TRANSFOILMADORIS ESPEaAIS COM TRANSFORMAÇÃO DO NÜMERO DAS FASES

Trarisfor^taçio (rtAexafáncis com aisUmã ftchado

A iransformaçãn irihexaÜsica é muito importante para a alimenta*

^ de conversoro t comutacríres.

Se a carp for oMUtitufda por seis lases análogas, fechadas em hexágono, cono rsos casos das co*

muutrues. pode^ usar um trana- ÍMinador irifasico ordinário, con*

forme a liga^io da íig. 134.

En lubsiiiuí^o ao transforma*

dor uífisico podem ser usadoa trés transíormadoces monofásicos.

As (ases primária» podem ser li*

gadaa em estrela ou triângulo.

As fases securtdárias sÍo ligadas ás fases uiiliudoras. de lorraa que cs bornes de cada (ase secundária sej^m ligados a vértices diametral*

mente opostos.

A tensão v que atua sobre cada fase utilizadora é igual á metade da tensio de cada faie secundária do transformador.

Quarulo é necessiiio lealiiar o agrupamento aberto como no caso de transformadores que alimentam retificadores de vapor de nsercúrio»

a ligação usada é a de dupla estrela, confcvme fig. 135.

Cada coluna deve possuir duas Cases secundicias iguais e distintas, com as quais se realizam duas es¬

trelas distintas. A unilo dos ceii*

tios das duas atrelas forma o neu¬

tro do sistema. Fig. 194

NO AU0N50 MAAllCNONl

H, H} M) Este tipo üe ligaçio secundiría r—i A requer que as íase$ primárias se*

E e è / \ ligadas em uiâng^o. a íím de I 1—5 l_j / \ melhor se repartir a carea entre as

^ ^ _Z_íases da linha de alimentação.

^ A fini de melhorar a divisão da Ç 7 f carga na linha primária, especial*

^_ mente quando se trata da aliraen- í 2 Z ^ /* retíficadores beaalásicos, P VZ empregam-$e agrupamento aigue*

*7 •*4 rague, conforme Índica a fig. 1S6.

L_ ^ ^ / \ As tensões estreladas do sistema j J 1C4 s^repre^jad« x^i x« x« x« X, )(« x«x«: a«xi: x«xV. Cada uma

riB. iss destas tensões i obtida com a pr*

tlcipa^o de duas colunas, de for¬

ma que a urga de cada fase secun¬

dária interessa duas fases primárias, pr esta raalo as fases pimiriai po>

tlem ser, indiferentemente, ligadas cm estrela ou triângulo.

Praticamente os tr6 enrolamentos secundários de cada coluna sáo ron*

líntricos e as respectivas ligações Uo feitas confwme indica a fig. IS6 (c).

41) TRANSFORMADOR COM CORRENTE CONSTANTE

No documento alfonso martignoni TRANSFORMADORES (páginas 69-73)