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4. Realização da prática profissional – O Estágio Profissional, uma outra

4.1. Processo ensino-aprendizagem

4.1.2. Áreas 2 e 3: “Participação na escola e relações com a

4.1.2.3. Relações com a comunidade

4.1.2.3.1. Dia da Escola

Após diversas reuniões, para a Área 3 de desempenho do Regulamento de EP da FADEUP, “Relação com a Comunidade”, eu e os meus colegas de estágio decidimos organizar um Workshop de Primeiros-Socorros e Suporte Básico de Vida que viria a realizar-se no Dia da Escola, nomeadamente no dia 23 de maio de 2012. Neste âmbito, resolvemos organizar uma ação de sensibilização e informação, pois achamos o assunto muito interessante e de extrema utilidade, estando convictos que toda a gente devia possuir os conhecimentos básicos sobre esta matéria.

No que respeita ao Suporte Básico de Vida, é um tema muito útil, uma vez que os procedimentos efetuados até que o socorro profissional chegue, podem aumentar consideravelmente a probabilidade de sobrevivência. Sendo assim, ao ter conhecimento dos procedimentos básicos, o socorrista torna-se imediatamente responsável pelo 1º elo de uma importante cadeia, cujo objetivo é salvar vidas. Para além do Suporte Básico de Vida, também decidimos dar a conhecer aos participantes como se podem improvisar macas e imobilizações, como proceder para colocar a vítima em Posição Lateral de Segurança, os cuidados a ter durante o transporte das vítimas e como ajudar uma pessoa que se encontra engasgada, ou seja, como efetuar o processo de desobstrução das vias aéreas.

Inicialmente também nos ocorreu realizar alguns tipos de rastreios (exemplo: colesterol), com a colaboração dos pais e irmão da Patrícia Meireles (colega de estágio). Contudo descartou-se essa hipótese a partir do momento que o Gabinete de Saúde da ESAH nos alertou que os alunos da ESAH consumem muitos açúcares, pelo que os valores detetados nos exames iriam

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ser elevados. Deste modo, não seria justo para aqueles que vinham colaborar gastarem o material, tendo-se previamente noção que os valores detetados iam estar todos alterados.

Iniciamos a preparação deste workshop com uma semana de antecedência e com grande afinco, verificando-se uma forte união entre todos os participantes durante este período, tendo tudo corrido da melhor forma.

Nas reuniões que realizamos para a concretização do workshop, decidimos alguns assuntos como por exemplo: o horário, a divulgação da atividade, assim como a elaboração das fichas de controlo. No que respeita ao horário, estipulamos que o workshop iria ser realizado no ginásio grande, em dois horários: o primeiro da parte da manhã (10h00 – 11h30) para o ensino regular e o segundo da parte da tarde (14h00-15h30) para os cursos profissionais. Relativamente à divulgação do evento, esta foi efetuada essencialmente através de comunicação, tanto às nossas turmas como aos professores de EF (para que avisassem as suas), e restantes docentes e não docentes da escola. Já os cartazes, apesar de apenas terem sido colocados no dia anterior, também foram alvo de atenção de bastantes pessoas. Relativamente às fichas de controlo, decidimos criá-las, pois sendo o dia da escola, os alunos não tinha faltas, e desta forma, conseguíamos ter conhecimento dos alunos que participassem no workshop. Estas fichas permitiram-nos no final ter noção da quantidade de participantes, perto dos 160.

A preparação desta atividade teve uma importância singular para nós (estudantes-estagiários), pois com a valiosa ajuda do professor Ângelo Correia, pudemos mostrar a toda a comunidade escolar as nossas capacidades e competências.

O trabalho entre professor cooperante/estudantes-estagiários foi de uma cooperação exímia. Cada um cumpriu as suas tarefas a tempo e horas e a cada dia que passava, novas ideias surgiam, aumentando a possibilidade de se criar e apresentar um bom trabalho.

No dia anterior à realização do workshop fizemos uns ajustes finais, tendo surgido a ideia de entregar a cada participante um documento, que numa face teria um esquema simples com todos os passos a seguir no Suporte

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Básico de Vida e, na outra, informações importantes a fornecer quando se contacta o número de emergência (112). No dia anterior conseguimos o empréstimo de 3 bonecos de treino, para a apresentação do Suporte Básico de Vida cedidos amavelmente pela Escola Nacional de Bombeiros, tendo este sido um dos pontos altos da atividade, e o mais solicitado pelos participantes.

No dia 23 de maio eu e os meus colegas de estágio concentramo-nos na escola pelas 09h30 da manhã, de forma a preparar tudo e iniciar o workshop no horário definido. Começamos por organizar as atividades em vários grupos pelo ginásio, tendo ficado cada um responsável por um grupo. Quanto aos participantes, estes dirigiam-se ao grupo que lhe cativasse mais a atenção e, nesse momento, cada um de nós explicava e prestava todas as informações necessárias (relacionadas com o tema de apresentação ou outras questões de interesse), permitindo também que os participantes experimentassem e praticassem, de modo a que todos aprendessem os métodos de execução, sempre sob a nossa supervisão. Decidimos ainda apresentar imagens com a explicação dos passos a dar na execução de cada atividade, tendo este sido considerado um importante guião para os participantes. É de realçar que todos os intervenientes apresentaram um enorme grau de responsabilidade, tendo todos eles zelado pelos materiais expostos.

No que respeita a horários, conseguimos respeitar as horas inicialmente definidas, à exceção do turno da tarde, pelo facto de ter surgido uma turma interessada em participar e acompanhada pela respectiva DT, pelo que tivemos que permanecer no ginásio por mais uma hora além do previsto.

Um aspecto que não considerei tão positivo foi o facto de nenhum dos professores de EF da ESAH, ou estudantes-estagiários do ISMAI, terem comparecido na nossa atividade. No entanto, a falta de alguns ficou a dever-se ao facto de estarem a organizar um peddy-paper, à mesma hora do nosso evento.

Em suma, considero que o workshop teve o sucesso pretendido, tendo tido igualmente um impacto positivo na comunidade escolar, tendo sido muito gratificante ouvir os comentários elogiosos dos participantes. A realização desta atividade marcou-nos profundamente, pois quisemos apresentar um tema que fosse memorável pela nossa ideia e organização, e também que se

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revestisse de um elevado grau de importância e utilidade para toda a comunidade escolar e não só.

Foi com alegria e satisfação que fiz parte da organização desta atividade, sentindo que gradualmente posso ter um papel mais ativo como professora perante toda a comunidade escolar, nas mais variadas vertentes educacionais e não exclusivamente na sala de aula.

Figura 5 – Workshop de Primeiros-Socorros e Suporte Básico de Vida

No documento Relatório Final de Estágio Profissional (páginas 99-102)