• Nenhum resultado encontrado

3-O DIÁLOGO DA CONSCIÊNCIA CORPORAL COM A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

4- DIALOGANDO COM A REALIDADE 4.1 Descobrindo o contexto

Para se deleitar com a prática pedagógica é essencial saber onde essa está inserida, desta forma conhecer o bairro é substancial para entender a comunidade escolar. O bairro por onde perpassa essa pesquisa é intitulado de Neópolis, assim fazendo referência em etimologia a nova cidade, a qual se situa na zona sul da cidade de Natal/RN.

De acordo com Natal (2007), a história de Neópolis começa no final da década de 1960, pois antes era apenas um terreno à margem da BR-101 e era nomeada de Granja da Vassoura, em alusão a eleição presidencial de Jânio Quadros. No final dessa década é quando começa a expectativa para construção do conjunto habitacional.

Sabe-se que sua construção findou na década de 1970 e seus residentes eram de distinta realidade socioeconômica, fato que superaram com destreza, provavelmente buscavam diferentes objetivos com a aquisição. Pois, mesmo com a urbanização, o acesso era escasso de opções, dependendo exclusivamente de um ônibus; além disso, se encontrava a 9 km de distância do centro da cidade naquela época.

Com o passar dos anos, o bairro começou a apresentar a construção de novas estruturas entre casas e apartamento. Isso refletiu nas novas agremiações, sendo –atualmente- composta por dez conjuntos, a qual a mais antiga é a do conjunto do Jiqui, designío pela igualdade ao nome da lagoa, criado em 1975.

Em relação aos seus habitantes, presentemente, são de classe média, todavia esses se modificam referente à localização da região do bairro, por exemplo, o conjunto do Jiqui é mais humilde. As transformações enfrentadas não alteraram a característica principal do bairro: residencial. Então, seu comércio é focado, a fim de atender a própria população local.

Após o ano de fundação do conjunto do Jiqui houve a gênese da Escola Estadual Professora Lourdes Guilherme, em novembro de 1978, a qual está

situada na Rua São José dos Caribes, sem número, no bairro de Neópolis no conjunto do Jiqui em Natal/RN.

Em sua origem seu público-alvo estava dentro de sua própria comunidade, com a instituição oferecendo um ensino da pré-escola¹ até a 8ª série. Entretanto, como é de responsabilidade prioritária do município:

Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino. [...]Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: [...] V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. (BRASIL, 1996, p. 9 e 11)

A oferta da pré-escola e do ensino fundamental I cedida pela instituição passa a não vigorar mais, pois –conforme- as próprias leis, é prioridade do município que finaliza por capturar esses períodos. Deste modo, temos como resultado uma instituição educativa que aborda, nos dias atuais, o ensino fundamental II, o ensino médio e a EJA, os quais o lecionar está compreendido nos três turnos.

Somando a isso, pode-se refletir sobre o espaço escolar que é bastante vasto, mas seu uso é reduzido em virtude das condições de infraestrutura ser precárias. Mesmo assim, oferece sala multifuncional, sala de informática, biblioteca e sala de vídeo.

Também, deve-se considerar que a comunidade escolar, atualmente, não é apenas advinda do próprio bairro até mesmo pelo sistema utilizado pelo Estado, logo apresenta uma mescla, principalmente, com alunos de bairros ou regiões limitantes de Neópolis.

Por fim, é de ciência, que há uma necessidade de melhoria seja na infraestrutura ou na organização administrativa da escola. No entanto, é tida a missão da escola: oferecer um ensino de qualidade, visando desenvolver no aluno uma visão crítica e participativa da sociedade na qual está inserido para que seja cidadão ético de seu tempo e de sua história. Deste modo, essa foi também a noção preocupação.

15 4.2- Investigando a prática

Iremos edificar nesse momento como acontece o contato com a realidade escolar, em especial, a turma do primeiro período do ensino médio da EJA no turno vespertino, considerando que a escola e bairro já foram esclarecidos. Nossa pesquisa é consistida de sete aulas, equivalente a um bimestre inteiro, sendo a primeira deles referente ao planejamento participativo. No entanto, a pesquisa deu seus primeiros passos antes, quando se começa a fazer observações das aulas de Educação Física, as quais os alunos já estão presenciando, deste modo acompanhando a professora Suzana Aires que depois ficará em minha supervisão. Nosso contato referente à pesquisa começa no mês de maio e se conclui em julho, logo após o recesso; nesse primeiro semestre nota-se a discrepância das turmas ofertadas na escola, sendo a EJA o principal da instituição.

1

Gráfico 01: As modalidades de ensino na Escola Estadual Lourdes Guilherme.

Fonte: arquivo pessoal da autora.

Sobre as aulas de Educação Física, conforme a lei se sabe que aconteceram semanalmente com duração estimada de 50 minutos nas terças- feiras no terceiro horário, vertendo como componente obrigatório em virtude da turma ser do turno vespertino. A turma possui matriculados 43 alunos, desses

1

25 se fizeram presente em alguma das aulas, entretanto, salienta-se, que a média era de 12 a 14 alunos por dia de intervenção. Deste modo refletindo a ausência de muitos alunos e configurando um dos problemas mais comuns dessa modalidade de ensino: a evasão.

Além dos fatores que contribuem para a evasão escolar de alunos jovens e adultos, conforme mencionado acima, pode-se acrescentar, ainda, a própria linguagem utilizada pela escola, através da qual o professor, assim como toda a equipe escolar, determinam as regras a serem cumpridas. Além disso, aspecctos de ordem afetiva também podem contribuir com a exclusão desses alunos mais uma vez. (NOGUEIRA, 2012, p.17)

Reflito sobre isso e, cada vez mais, creio na proximidade do que os evadidos sentem, percebo a falta do diálogo aluno/professor de forma descontraída em toda estrutura escolar que presencie. Ou seja, não é uma realidade da somente da Educação Física, provavelmente, os alunos aqui referidos se assemelhem mais com os do ensino médio regular, no entanto já estão desacreditados –a maioria- de que podem transformar as próprias vidas, sendo autores delas.

Dessa maneira, acredito que a melhor solução seria aproximar-se do aluno e sentir com eles as amarguras de suas vidas, pode parecer utopia; todavia não o é, se apresentar disponível ao discente é: se mostrar solidário com a situação. Tornando, a partir da própria fisionomia, uma porta que permite a entrada para sonhar e interagir. Referente a isso, ressalvo tal questão porque muitos são acanhados e com aspecto triste, em contrapartida há alguns, os quais são participativos e se sentem a vontade para interagir com o docente sobre o conteúdo. Portanto, reduzindo as lacunas e a falta de comunicação para edificação pedagógica.

Além dessa realidade, fatores da própria escola dificultam a ação docente, é o caso de diversos espaços possibilitadores de serem ocupados durante as aulas de EF, principalmente, como a quadra exposta ao sol e muito danificada, o espaço de tamanho insuficiente no pátio da escola, também é o caso a limpeza das salas, as quais dificultaram muito a execução dessa pesquisa. Soma-se a isso, a grande vinculação do aprendizado está intimamente relacionado com um mero “decoreba” e a nota obtida, sendo fundamental alterar essa concepção que já era foco da supervisora.

15

Como crente na educação brasileira se vê expectativa de avanços, mesmo que em passos lentos, pois se assegurar de uma educação crítica é fator prepoderante para desenvolver a autonomia e incentivar nas reflexões. Apesar dos impedimentos listados, ressalta-se a diversidade da turma, prioritariamente, jovens entre 16 e 18 anos, relacionando-os com posicionamentos semelhantes ao do ensino médio, fator que refere-se a questões decisivas: para que estou estudando? O que vou fazer da vida? Soma-se a isso, a diversidade de personalidadaes na mesma sala, como: uma extrovertida, aberta para as situações e um grupo extremamente reservado.

Destarte, a compreensão de metodologias que possuem uma melhor adaptação ao público em questão é a abordagem sociocultural e crítica, devido ir além das diferenças encontradas e proporcionar o crescimento educacional. Contudo, há possibilidades, muitos se referem ao nosso componente curricular como cansativo e desistimulante para os estudantes, fato que não se aplica a turma de aplicação.

Com o primeiro período, logo na primeira aula partiu-se do diálogo e da avaliação diagnóstica, com isso pudemos saber mais sobre os estudantes e os conhecimentos que eles tinham sobre o conteúdo, assim a exploração do campo ia se findando. Tal avaliação era composta por duas partes: a primeira composta de nove perguntas referente as aulas de Educação Física, enquanto a segunda tinha seis questões relacionadas ao conteúdo da unidade: práticas corporais de conscientização.

As duas primeiras perguntas estavam relacionadas com o acesso dos alunos as aulas do componente, fato que reafirma a realidade. Todos responderam a primeira questão que sempre tem classes de EF e que essas acontecem dentro da estrutura horária do curriculo, sendo realizadas no turno da tarde, também.

Ressalva-se que essa avaliação foi respondida por treze alunos, tanto no processo diagnóstico quanto no de reavaliação, devido aos outros cinco estudantes que participaram do processo diagnóstico terem se evadidos. Ou seja, eles só estavam presentes na primeira aula, assim não cabendo ser discutido pela pesquisa em questão.

Gráfico 02: Referente à avaliação diagnóstica, pergunta três (apêndice 01).

Fonte: arquivo pessoal da autora.

A relação muito discutida sobre o cansaço, é fantasioso para turma, por está no turno vespertino são poucos os alunos que desenvolvem atividades empregatícias. No entanto, isso não reflete numa disposição imensa, em virtude de mais da metade se considerarem normal, isso se deve a falta de estímulo que eles sentem sobre a EF e sobre a estrutura escolar, ou seja, não enxergam no colégio um espaço de aliança para crescimento.

A quarta e quinta pergunta discutia o gosto pessoal dos alunos, aquilo que os incentiva a permanecerem na aula de EF ou não. Apesar de terem sido bem diversas as respostas, nelas se analisam que o gosto pelas aulas se detem nas práticas aliadas ao conteúdo, ao esporte, aos diálogos e pelos conteúdos, resumindo o diferencial peculiar da própria EF estimula o gosto pela disciplina. Em contrapartida, não ficam satisfeito em terem de escrever, quando as pessoas da turma não se envolvem, quanto à estrutura e quando a preferência por determinados conteúdos não é atendida. Sendo um ponto crucial, reafirmando que eles procuram se envolver nas aulas tornarem elas mais produtivas.

Já a pergunta seis e sete, são realizadas como uma enquete sobre as preferências dos próprios alunos pelos conteúdos existentes na EF. Há uma predominância relativa do esporte, o qual é consequência da história da EF, da

15

mídia e de sua maior sociabilização, em virtude de –em muitas vezes- isso ser fruto das experiências do sujeito.

Por fim, nessa parte exploratória, nota-se que há relevância da EF para a vida dos alunos conforme suas próprias expectativas, apenas quatro declaram a EF como pouco relevante para a vida deles, enquanto a maioria considera-a muito importante. Dessa maneira, compreende-se que eles possuem consciência sobre as necessidades de seus corpos e que o mesmo influe na vida deles. No tempo em que deixam a desejar a última pergunta sobre a participação deles, devido entender como semelhança de se estar presente.

A partir disso, refletimos sobre esse corpo que possuimos e não habitamos, que conhecemos e não respeitamos, que fala e não escutamos. È aqui, o ponto de partida, para começarmos a EF se beneficiando da cultura de movimento (NÓBREGA; MENDES, 2009), a qual emite as relações que possuimos ao nos movimentar e a compreensão desse corpo, influenciado pela sociedade, comunidade: cultura. Logo, retomado por González (2012, p.43):

[...]para fazer jus á condição de componente curricular obrigatório na educação básica, é preciso demarcar a finalidade da Educação Física escolar: tratar das possibilidadaes de movimento dos sujeitos, representações e práticas sociais. Cabendo a essa pesquisa valorizar o sujeito em qual ela se insere, compreendendo as individualidades e particularidades de cada um. Dessa forma, resguardando a prática pedagógica na abordagem crítica sociocultural.

4.3- Sistematizando as intervenções

No planejamento didático, foi priorizada a construção democrática, ou seja, os discentes opinaram de modo decisivo o que iam estudar dentro do conteúdo já eleito, sendo uma estratégia de conquistá-los e de se sentirem importantes no processo educacional. Deste modo, o programa se pautou dentro do conteúdo ginástica, conforme analisado no capítulo 2, especificamente iremosa tratar das práticas corporais de conscientização, portanto como já havia escolhido o conteúdo quis deixar ao critério dos próprios alunos as modalidades que pretendiam conhecer melhor. Para isso, foi necessária uma eleição com todos os presentes e, também, explicar como se dava cada modalidade apresentada nos slides. Mas antes de começar toda essa votação, esclarecemos como aconteceria a unidade de ensino, referi-me que seria a professora responsável por todas as aulas do bimestre devido à pesquisa aqui em

questão.

Acrescentei explicações sobre o instrumento diagnóstico, explicando o motivo da folha que receberam, salientando que era individual e objetivava me auxiliar no trabalho da Universidade. A partir dele levantei dados necessários da turma, os quais vieram me auxiliar nesse processo. Quando recolhi todos, falei sobre o conteúdo que trabalharíamos, não tiveram medo, todavia senti que mesmo esclarecendo o que era, brevemente, e listando o nome com fotos, considerei a votação injusta porque não tiveram tempo de compreenderem melhor o que era cada método. Dessa votação referente ao planejamento democrático foi mais votado a massagem, os demais nem receberam votos com exceção da ioga, assim conversei com eles e optei por fazer uso, também, da antiginástica, acreditando na contribuição do mesmo para o desenvolver dessa pesquisa.

O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos [...] O planejamento é um meio para se programar as ações docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à avaliação. (LIBÂNEO, 2013, p. 245)

A partir disso, pode refletir sobre a constante revisão desse planejamento, o qual é flexível para que se possa adaptar nas distintas ocasiões, tendo sempre que está coerentemente envolvido com o objetivo. Visando isso, montamos nosso cronograma de aula para o planejamento, anteriormente consistindo em oito aulas e sendo reduzida para sete no decorrer na intervenção metodológica. As quais ficaram estruturadas: planejamento, práticas corporais de conscientização, vivência fora de sala das práticas corporais de conscientização, duas aulas de antiginástica, automassagem e finalizando com a massagem. Essa situação descrita reflete nossa primeira aula.

15 Fonte: arquivo pessoal da autora.

Já na segunda aula (24/05), relembrei-os do porque está conduzindo a aula, falei novamente sobre o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), a fim dos ausentes compreenderem, favorecidamente. Retomando o combinado no nosso planejamento, em seguida iriamos ver brevemente a ioga, gerando gradativamente uma aproximação minha com os alunos. Como alguns já tinham praticado a ioga e era de conhecimento da maioria, acertamos de vermos junto com as práticas corporais de conscientização. Dessa maneira a aula que aconteceu em sala propôs o primeiro contato, como descrito no plano de aula a seguir:

Quadro 01: plano de aula 02.

Fonte: arquivo pessoal da autora. PLANO DE AULA 02

Objetivo: aprender sobre as práticas corporais de conscientização (PCCs). Metodologia: dialógica com uso de slides e movimentos.

Dimensões:

Conceitual: compreender o que é prática corporal de conscientização; Atitudinal: conhecer seus limites corporais;

Procedimental: realizar movimentos que envolva capacidades da ioga; Desenvolvimento da aula:

1-O que é as PCCs, de onde vêm, suas características e práticas;

2-A ioga conhecida por eles, como se insere, quais suas características, vivenciar movimentos de equilíbrio, flexibilidade e torção;

3-Registrar numericamente o grau de dificuldade sobre os movimentos realizados e discutir com os colegas.

Logo na origem da aula, justifiquei como a mesma decorreria e os alunos comentaram entre si de que a ioga é muito fácil e é mais para idosos. Guardei os comentários para analisá-los a posteriori, deste modo conversamos sobre o que eram os PCCs: suas características e modalidades, procurando estabelecer o comum entre elas. Pelos discursos, notava-se que ainda era algo difícil de compreender, principalmente, porque não é uma realidade local, não é tradicional no Brasil e não é veiculado midiaticamente.

Apesar disso, insiste na explicação, procurando-os conseguir compreender que movimentos suaves, também, são exercícios físicos e trazem benefícios tanto para o emocional, mente e físico. Prioritariamente, por envolverem o recolhimento do que é externo para se abrir interiormente, fatos que cotidianamente deixamos despercebidos.

Quando notamos que está havendo uma comunicação e compreensão, passamos para a ioga, explicado rapidamente, pois não era o foco da aula, mas que através dele iria ajudar os alunos a esclarecerem o que estavam entedendo.

Nesse momento, falei sobre três capacidades comuns da ioga: equilíbrio, flexibilidade e torção. Convidei-os para vivenciarem posições da ioga conhecida por eles, alguns esperavam outros fazerem para –assim- poderem imitar, não comprometendo nosso caminhar. Em seguida, pedi que se concentrassem e esquecessem seus vizinhos de carteira e, realizassem, de modo consciente anotando o grau de dificuldade enfrentado, como exposto abaixo.

Tabela 01: Ioga e o grau de dificuldade.

Capacidades Muito fácil Fácil Normal Difícil Muito difícil

Equilibrio¹ 5 1 2 0 6

Equilibrio² 0 0 4 4 6

Flexibilidade 2 4 2 1 5

Torção 5 2 1 4 2

¹ posição da árvore com olhos abertos ²posição da árvore com olhos fechados Fonte: arquivo pessoal da autora.

15

Sem apresentar os dados como faço acima, discutimos o que acharam da experiência, a maioria achou interessante e disseram imaginar que seria mais fácil, dessa forma quebrando tabus e colocando eles em posição de desafio. Pois, veremos que as aulas proporcionavam essa descoberta: até onde posso ir?

Dessa forma, chegamos à terceira aula (31/05) nela o importante era se conhecer, saber que corpo sou eu e qual o conhecimento que tenho dele. Foi um descobrir para si e para o mundo. Nessa aula percebo que algumas pessoas não se sentem muito a vontade, respeito pelo sentimento do outro é fundamental e sempre era discutido em nossas classes, assim não gerou problema algum.

A partir disso, o objetivo era responder quem sou eu, o que acho de mim e o que reflito para os outros, acompanhei junto deles participando, acreditando que ao me entregar, estaria mais próximo de uma relação saudável entre professora e discentes.

Quadro 02: plano de aula 03. PLANO DE AULA 03

Objetivo: reconhecendo o nosso corpo e a influência da respiração; Metodologia: vivência dialógica e introspectiva de quem somos. Dimensões:

Conceitual: o que é consciência corporal e personalidade; Atitudinal: respeitar o seu tempo e a individualidade do próximo; Procedimental: realizar as atividades de forma compromissada; Desenvolvimento da aula:

1- No início da aula conversamos sobre o que é e o quê seria vivenciado, também a necessidade do compromisso consigo;

2- Alongamento com cada aluno conduzindo um movimento, em seguida deitar e vivenciar as diversas bolas com distintas partes do corpo, depois repassar para o colega do lado, após vivenciar o tocar com as mãos;

3- Colocar nas bolas seus sentimentos; sentar em roda e discutirmos sobre as emoções e quem somos, fazermos caras de acordo com emoções, finalizando com a dinâmica do espelho.

O se deitar já rompe a expectativa de aula, quem sou e como estou ali, mas temos de ir além, traçar trajetórias que eu sinta o que o externo me provoca e o que eu ao me tocar me provoco, que sensações são essas? Assim, relembrando no adormercido o corpo sensível que somos.

O caminho do mundo sensível ao mundo da expressão caracteriza-se como uma trajetória perceptiva, na qual a motricidade e as funções simbólicas não estão separadas pelo entendimento, mas entrelaçadas na reversibilidade dos sentidos. (NOBREGA, 2010, p.94)

Dessa forma, o se perceber a partir da atividade permiti-os expressar quem são, para alguns fazendo reverberar situações agradáveis para outros nem tanto. Sendo o sensível que sou, por vezes, um lugar inexplorável

Documentos relacionados