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Dicas Condutas vedadas aos agentes políticos Item 4 Edital PGE-SC (novembro 2018)

No documento COMPILAÇÃO DICAS NOVEMBRO 2018 SEMANA 4 (páginas 37-41)

1. De acordo com o TSE, basta a comprovação de um único voto para que a prática de ilícito de sufrágio esteja caracterizada. Assim, NÃO É necessária a potencialidade lesiva capaz de alterar os resultados das eleições.

1.1 (MP-AM) Como tutela à liberdade de voto, à vontade do eleitor, NÃO se exige, para sua configuração, que o fato imputado cause desequilíbrio nas eleições.

2. A nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança nos dois meses anteriores ao pleito é legal (Câmara de Itaquaquecetuba). Trata-se de exceção prevista em lei, que são bastante cobradas nos certames. Ver Art. 73, V.

2.1 (MP-PR) Nos três meses que antecedem o pleito, até a posse dos eleitos, é possível a nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança;

3. (PGE-SP 2018) No ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa.

4. (PGR) No caso de representação de condutas vedadas, devem integrar a relação processual o candidato e o agente público, facultando-se ao autor da ação propô-la também em face do partido ao qual o candidato estiver filiado, caso em que este último, em caso de condenação, sofrerá sanção de multa, sem repercussão sobre as quotas do fundo partidário, salvo no que se refere à partilha correspondente ao valor da multa por ele paga.

5. A indisponibilidade ou as deficiências do transporte de que trata esta Lei não eximem o eleitor do dever de votar (FCC).

6. É possível a nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até três meses antes do pleito. Vejamos: "c) a nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o início daquele prazo". Mais uma exceção cobrada no mesmo inciso do artigo mencionado no item 2.

7. (ALERJ - Procurador) As restrições à realização de publicidade institucional em ano eleitoral vinculam apenas os agentes públicos das esferas administrativas cujos cargos estão em disputa.

8. (MP-PR) No decorrer da campanha eleitoral, é possível o uso de transporte oficial pelo presidente da República que disputa a reeleição, sendo de responsabilidade do partido ou coligação a que esteja vinculado o ressarcimento das despesas com o uso desse transporte.

9. (MP-SC) Segundo a Lei n. 9.504/97 (Lei das Eleições), no ano em que se realizar eleição fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de

emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa.

10. (PGM-Registro) Apura-se a prática das condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais por meio de representação, ajuizada até a data da diplomação, cujo procedimento observará o rito previsto no artigo 22 da Lei Complementar no 64/90.

11. É proibido a qualquer candidato comparecer, nos 3 (três) meses que precedem o pleito, a inaugurações de obras públicas.

11.1 Atenção! A simples presença física do candidato, sem nenhuma manifestação de caráter eleitoral, é o bastante para caracterizar a conduta vedada.

12. De acordo com o TSE, o chefe do executivo é responsável pela publicidade em site oficial, ainda que não tenha conhecimento (Informativo nº 8, TSE).

13. Em relação às condutas vedadas, o bem jurídico tutelado é o princípio da IGUALDADE entre os candidatos (MPE-AM).

14. É vedada na campanha eleitoral a confecção, utilização, distribuição por comitê, candidato, ou com a sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor.

15. É vedado a utilização de trios elétricos em campanhas eleitorais, salvo para sonorizar comício.

16. É permitida a colocação de mesas para distribuição de material de campanha e a utilização de bandeiras ao longo das vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos.

17. É *vedado* fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público.

18. Imprimir: http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/tse-roteiro-de-direito- eleitoral-tabela-condutas-vedadas

19. É vedada a realização de showmício (TRE-AC).

20. (TJDFT) A promessa de dádiva para o eleitor que se comprometer a não votar em candidato adversário caracteriza captação ilícita de sufrágio.

21. Q: É lícito ao Governador, durante as eleições municipais, conceder revisão geral remuneratória aos servidores públicos estaduais, ainda que se estabeleça reajuste

com índice acima ao da inflação. R: Falso! Não pode ser superior ao índice de inflação. De acordo com o TSE: "Proibição apenas para revisões que excedam a recomposição da perda do poder aquisitivo".

22. De acordo com o TSE, a aprovação, por via legislativa, de proposta de reestruturação de servidores não encontra obstáculo em lei.

23. As promessas eleitorais não configuram captação ilícita de sufrágio (PGR). 24. *Atenção*: Na representação para apuração de condutas vedadas, há litisconsórcio passivo necessário entre o candidato beneficiado e o agente público tido como responsável pelas práticas ilícitas [...]” (Ac. de 20.3.2014 no AgR-RO nº 488846).

25. Nenhuma autoridade poderá, desde 5 (cinco) dias antes e até 48 (quarenta e oito) horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto.

26. É vedada a propaganda eleitoral em outdoors.

27. Atenção: É vedado ceder servidor público ou empregado da administração direta ou indireta federal, estadual ou municipal do Poder Executivo, ou usar de seus serviços, para comitês de campanha eleitoral de candidato, partido político ou coligação, durante o horário de expediente normal, *salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado*.

28. Nos três meses que antecedem o pleito é proibido realizar transferência voluntária de recursos da União aos Estados e Municípios, e dos Estados aos Municípios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública (MP-PR).

29. As emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação fiscal pela cedência do horário gratuito previsto na Lei.

30. A propaganda eleitoral é permitida no interior das casas legislativas, desde que tenha autorização da mesa diretora.

31. O nome do vice e suplentes deve ser no mínimo 30% do tamanho do titular. 32. É possível a manifestação individual e silenciosa no dia das eleições, sendo vedado a aglomeração de pessoas.

34. Para caracterização da captação ilícita de sufrágio é desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a evidência do dolo consistente no especial fim de agir (TJRJ).

35. A propaganda conhecida como "boca de urna" é crime (Câmara de SP - Procurador).

36. As regras de proteção aos empregados públicos existentes no período eleitoral também se aplicam aos empregados das empresas públicas e das sociedades de economia mista (PGM-Cuiabá).

37. É vedado Nomear, contratar ou admitir, demitir sem justa causa, suprimir vantagens, dificultar/impedir o exercício funcional, remover, transferir ou exonerar servidor público Desde os três meses que antecedem as eleições até a posse dos eleitos. Exceções: a) cargos em comissão e funções comissionadas; b) Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunais ou Conselho de Contas, Órgãos da Presidência da República; c) nomeação de aprovados em concurso público homologado até 3 meses antes da eleição; d) serviços públicos essenciais (com autorização do chefe do Poder Executivo - REspe nº 27.563/06); e) transferência ou remoção ex officio de militares, policiais civis e de agentes penitenciários.

38. Atenção! Se uma conduta vedada é realizada por todos os candidatos, ela deixa de ser considerada capaz de afetar a igualdade de oportunidades, fato que afasta a incidência dos artigos 73 a 78 da lei das eleições (Ac. TSE 16.122).

39. A divulgação de publicidade no período proibido também alcança o uso de redes sociais, como o Twitter (REspe 1421-84 PR).

40. O sorteio de casas populares não se enquadra na proibição de obra pública, desde que não ocorra abuso de poder econômico (Ac. 24.790).

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