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Diogo Doke

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Nome completo: Diogo de Oliveira Trindade Data de Nascimento: 12/01/1988

Cidade/Estado: Porto Alegre – RS Pokémon favorito: Arcanine

Frase de efeito: “Se quiser conhecer o caráter de um homem, dê-lhe o poder.”

TSC: Quando começou a jogar Pokémon competitivamente?

Diogo Doke: 28 de maio de 2011.

TSC: Esse dia deve ter sido bem marcante para você lembrar a data exata. O que aconteceu nele?

Diogo Doke: Pokémon sempre foi muito mágico pra mim, jogava desde as primeiras fitas com amigos, quando descobri que existia o competitivo, no caso a LOP-RS, fiquei muito emocionado e mergulhei no lado teórico do game, fui instruído e treinado pelo Pato, ele que fez a LOP-RS existir tanto tempo e ter tanta tradição. Então depois de estudar e entender o game, esse foi meu primeiro torneio, em um evento de anime.

TSC: Como você se saiu neste torneio?

Diogo Doke: Não lembro exatamente, mas não fui muito bem, consegui passar da fase de grupos e logo depois fui eliminado. O que me motivou muito, porque não aceito perder, precisava ser o melhor.

TSC: Depois desse torneio, quais foram seus resultados na LOP-RS? Você chegou a obter alguma insígnia ou a se tornar líder de ginásio?

Diogo Doke: Sim, com o tempo me tornei o melhor, venci tudo que disputei, ganhei várias temporadas seguidas, venci o DE4 em Santa Catarina, além de vencer quase todos os torneios online que disputei, que foram poucos. Gosto de sentir a emoção de torcida, pressão psicológica e de estar frente a frente com o oponente. No DE4 de SC, fiquei em primeiro no sábado e em segundo no domingo. Este foi o torneio que mais me preparei pra vencer.

TSC: Quais foram suas melhores partidas neste DE4 que você foi campeão? Você chegou a vencer alguma luta contra a elite?

Diogo Doke: Sim, venci dois ou três membros. Porém foi uma formula injusta, eu era obrigado a usar o mesmo time que venci o torneio, que tinha a Recover Clause. Enquanto a Elite conhecia meu time, montava times counters e ainda poderiam usar Recover. No torneio, venci duas vezes o Yan, que era visto como o melhor jogador do Brasil. Venci na

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fase de grupos e na final do torneio. E todo mata-mata foi muito difícil, passei por Raichu, Cabeludo, jogadores de muito nome. Aliás, esses três nunca me venceram em torneios oficiais.

TSC: Sobre a Copa Land que você jogou e foi vice-campeão em 2013, como foi sua participação? Teve a mesma dificuldade que nos torneios off-line que disputou?

Diogo Doke: Sinceramente, foi um caminho fácil até a final, naquela época o Daisuke, ade50 e eu treinávamos juntos diariamente e estávamos em um nível acima dos demais. Sempre foram batalhas épicas. Aquela final, pra quem não sabe que jogávamos horas por dia juntos, pode achar meio estranha, além de ser a mais emocionante pelo final que teve. Estranha pelo fato de nos conhecermos tão bem, termos tanta leitura de jogo um do outro, que os movimentos precisavam ser três vezes mais pensados e tentando surpreender a cada turno. Em teoria eu tive controle de

probabilidade a durante toda final. Perdi por variações de dano absurdas e com porcentagem mínima dos combos. Mas fiquei feliz por ser o Daisuke na final, perder pra amigo ameniza a derrota.

TSC: De fato foi uma final épica. Era o seu último torneio grande de Black & White, podendo fechar a geração com chave de ouro. Acha que faltou alguma coisa nessa luta? Com exceção da sorte, houve algum momento que você achou que poderia vencer a partida e o desperdiçou?

Diogo Doke: Sim, eu pensei demais, tentei surpreender demais, se entrasse com um mindset mais básico teria vencido.

A geração BW era incrível, tenho muita saudade.

TSC: Você teve uma excelente campanha nesta Copa Land, e estranhamente essa foi a única vez que você participou dela. Qual foi o motivo para não continuar jogando nas edições seguintes?

Diogo Doke: Prefiro as batalhas off-line, gosto de trabalhar na pressão psicológica, muitos jogadores tremiam quando jogavam contra, o que me divertia bastante. Nas batalhas online precisa ficar marcando hora, as pessoas tentam enrolar pra ganhar por WO, demoravam muito pra fazer o movimento, antigamente não tinha o timer. Fora que sempre achei a comunidade meio tóxica, aqueles corajosos de internet e apartamento. Gosto de jogar pra me divertir, adrenalina, uma coisa competitiva, porém saudável, quando acaba a partida, todos amigos e rindo juntos, durante o game aquelas farpas e rivalidade, mas morria no jogo. E online sempre gostei das batalhas pelo PS, jogava mais torneios pelo simulador, que é mais dinâmico.

TSC: Você jogou as gerações seguintes? Você vem acompanhando o metagame USUM?

Diogo Doke: Parei em BW, porém quando surgiram as mega evoluções, joguei no PS pra entender o que estava acontecendo, fiquei revoltado e parei. Então em dezembro de 2017 voltei novamente pra olhar o metagame e gostei, joguei longas horas no PS, consegui montar do zero um time equilibrado, e fiquei bem no ranking. Sempre fiz dessa forma, não gosto de copiar times, sempre monto absolutamente do zero e jogo exaustivamente até encontrar o equilíbrio, onde eu consiga lidar com qualquer situação que apareça. Meu time dominante da BW era tão bom que mesmo todos conhecendo não conseguiam vencê-lo. Isso é gratificante pra mim, criar e surpreender. Com as festas de final de ano me afastei novamente, mas estou com ânimo pra me arriscar em alguns torneios, quando sentir que domino o metagame novamente.

TSC: Terminamos. Para finalizar, deixe um recado para os amigos que você fez jogando Pokémon.

Diogo Doke: Pokémon me trouxe amigos pra vida toda, de todo Brasil. Sou muito grato. Foi muito intenso viver o Pokémon nesses anos. Agradeço sempre meu mestre Pato, que teve muita paciência em ensinar tudo e ficava orgulhoso com minhas conquistas. Ainda vou em festas com os amigos da LOP-RS, tenho contato com alguns e sempre ficamos conversando em voltar e reviver a LOP-RS, quem sabe em 2018? Agradeço a todos que joguei contra e me fizeram

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crescer, me deram desafios mentais, que é o que me alimenta. Espero que a comunidade se una e não deixe o Pokémon morrer.

Alphastorm

Nome completo: Derek Ferreira dos Santos Data de Nascimento: 04/11/1990

Cidade/Estado: Manaus – AM Pokémon favorito: Alolan Raichu

Frase de efeito: “Às vezes, precisamos perder algumas batalhas para poder vencer a guerra.”

TSC: Você é um jogador que ficou conhecido inicialmente pelo destaque que obteve nos torneios realizados no Norte do Brasil. Quais foram esses torneios? Como você se saiu neles?

Alphastorm: Comecei por baixo. Comecei sem pretensões. Eu não tinha a intenção de ganhar torneios, ou destaque. Eu só queria jogar e me divertir. Meu primeiro contato com o lado competitivo de Pokémon foi por meio da Liga Pokémon Manaus, formado por jogadores que queriam criar uma cena competitiva na cidade, e já existia desde o tempo de GBA.

Meus primeiros torneios não foram lá grande coisa. Eu não era o garoto prodígio que chegava e surrava todo mundo no primeiro dia. Caía nas primeiras fases, não manjava muito de IV e EV, e mal tinha Pokémon treinados pra encher uma box. Os torneios mais comuns aqui, na época, eram os por insígnias, que mudavam de acordo com a temporada. Enfim, meu começo de aventura pelo competitivo não foi lá glorioso, mas é errando que se aprende, e os resultados foram aparecendo aos poucos. Eu não chegava a ganhar os torneios, mas as semifinais eram cada vez mais frequentes, e com essa relativa consistência, veio o reconhecimento, eu acho.

TSC: A LOP chegou a organizar um torneio com os estados do bloco Norte, onde você foi campeão. Conte-nos como foi esse torneio.

Alphastorm: O torneio da LOP-Norte era algo que já acontecia há algum tempo. Minha primeira participação foi na época de B2W2, onde consegui chegar ao terceiro lugar. Mas no torneio em que fui campeão, posso dizer que não foi fácil. Eu estava em boa fase, e devo dizer que nem eu mesmo acreditei que tinha chegado à final na época. Joguei contra o Luciano_Begot, e venci.

TSC: Foi a partir daí que você começou a ser visado por outros jogadores. Como foram seus primeiros embates pelos torneios pelo Wi-Fi e por simuladores?

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Alphastorm: Foi uma experiência diferente. Por muito tempo, eu tinha me focado só no cenário local, e os torneios da LOP-Norte me deram o gosto de saber como era jogar com pessoas de outros lugares. Tem sido até o momento uma experiência cheia de altos e baixos. Em alguns momentos, consigo me manter com uma certa consistência, avançando com frequência e chegando longe em torneios, mesmo que eu não os ganhe. Em outros, quase tudo parece dar errado, as coisas não funcionam e sou eliminado cedo. Mas não dá pra dizer que não tem sido divertido, mesmo que frustrante de vez em quando.

TSC: Baseado nessa sua experiência, você acredita que exista uma diferença entre torneios on-line e off-line?

Alphastorm: Na época em que eu conseguia frequentar torneios off-line, ao mesmo tempo que jogava torneios on-line, eu posso dizer que conseguia sim sentir uma diferença. Não no nível dos jogadores, mas na energia que transmitiam.

Afinal, rir com os amigos é sempre mais agradável, mas ao mesmo tempo, a pressão de torneios on-line é relativamente menor, visto que tem mais tempo para se preparar pra próxima batalha, tem aquele tempo extra pra respirar e

organizar as ideias. E claro, poder expandir os horizontes jogando com pessoas de outros lugares também é um ponto positivo.

TSC: Você passou a ser um jogador assíduo da região Norte na Copa Land, conseguindo ao menos passar para as oitavas de finais na maioria dos torneios que participou. Como você avalia sua evolução no decorrer das copas que foi jogando?

Alphastorm: É bem difícil avaliar minha própria evolução. Eu sinto que melhorei, mas o quanto melhorei? É algo que nunca parei pra pensar, sendo bem honesto. Será que melhorei o suficiente? O quanto ainda posso aprender sobre esse jogo? Sou bom? Sou ruim? Não sei se um dia eu vou ser capaz de responder a essa pergunta de uma forma definitiva.

TSC: Na segunda edição de 2016, você obteve seu melhor resultado, sendo um terceiro lugar. Faltou algo a mais para o título? Há algo que ocorreu nas semifinais e que você se arrependa?

Alphastorm: Copa Land de 2016, verdade. Para ser sincero, não tenho arrependimento algum sobre aquela partida contra o Gatts. Não dá pra reclamar de hax ou coisa do tipo. O time do meu oponente estava melhor do que o meu, e ele jogou melhor do que eu. Não me senti frustrado nem nada do tipo quando perdi, tanto que a primeira coisa que disse para mim mesmo depois que a batalha terminou foi: “É, acontece”.

TSC: O seu início em 2017 foi meteórico, conquistando vários torneios no metagame SM. Com isso, você foi apontado como favorito da primeira Copa Land no ano. Como uma maldição, você teve uma participação ruim, não passando da primeira fase. O favoritismo pesou em suas costas? Você não soube lidar com a pressão? Ou foi simplesmente o acaso que sempre interfere no Pokémon?

Alphastorm: Eu nunca tinha sido cogitado a ser um dos favoritos a vencer a Copa Land antes de 2017. Não posso dizer que me senti pressionado, mas reconhecido. Fiquei animado, e com mais vontade de jogar. Porém, quando as batalhas ocorreram, o pior inimigo de um treinador atacou: o hax. Misses em momentos cruciais que me custaram partidas, foi algo que me deixou bastante frustrado, e desde então as coisas só pareciam piorar. Então, me afastei por um tempo e decidi voltar no fim de 2017, quando parecia estar um pouco melhor. Mas aí, veio o começo de 2018 e tudo pareceu piorar de novo. Essa montanha russa de boas e más fases tem sido bem presente em minha vida como competidor na EVO.

TSC: O que está achando do metagame USUM? Pretende continuar participando da Copa Land e tentar finalmente arrematar o título?

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Alphastorm: É de certeza mais interessante que o metagame no final de ORAS, mas ainda assim, sinto que não me adaptei completamente. Por um lado é bom, evita a sensação de estagnação, mas por outro lado é um pouco frustrante porque nunca sei se meu time vai ser bom o bastante pra responder a variedade de ameaças que o meta possui

atualmente. Já sobre a Copa Land, eu pretendo continuar tentando e tentando, quem sabe um dia eu não chego lá?

TSC: Te desejo bastante sorte. Chegamos ao fim. Deixe uma mensagem de incentivo aos jogadores da região Norte.

Alphastorm: Obrigado! Já sobre a mensagem de incentivo, nunca fui muito bom com isso. Tudo o que posso dizer é: não desistam. Por mais desanimador que a situação possa parecer, por mais que nenhum dos times que você monte parece dar certo, o importante é continuar tentando. Uma hora, você vai encontrar aquela combinação que te satisfaça, seja porque se encaixa no seu estilo ou porque tenha o Pokémon que você gosta, no final das contas, Pokémon é um jogo, onde se ganha umas e perde outras, mas se continuar perseverando, uma hora pode conseguir o que quer, não é mesmo?

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