A cada nova edição do almanaque três jogadores que marcaram história na Copa Land serão entrevistados.
Reis
Nome completo: Renan Reis de Barros Data de Nascimento: 12/07/1990 Cidade/Estado: Mogi das Cruzes – SP Pokémon favorito: Charizard
Frase de efeito: “Não adianta viver infeliz fazendo aquilo que não gosta.”
TSC: Você é um membro ativo do clã CDW. Quando e como foi que você entrou no time?
Reis: Eu tinha entrado na PokéEVO fazia pouco tempo, ainda estava me acostumando com o jogo, eu tinha até entrado em um clã, chamado Blue Pegasus, mas as coisas não andavam muito boas por lá, e eu havia começado a conversar com o Juliano por causa dos Pokémon que ele fazia, e de um outro fórum que só tinha torneio de Nintendo DS. Com o fim da Blue Pegasus, eu pedi para o Juliano para entrar no CDW e lá estou desde então. Deve fazer uns três ou quatro anos mais ou menos.
TSC: Como você define a sua participação no clã? O que ele influenciou em você como jogador?
Reis: Acredito ser um membro muito querido por todos, um amigo da galera, que sempre ajuda quando pode, inventando motivos entre nós para competirmos, aprendermos e etc, além de ter uma certa liderança, dividida pelo Juliano a alguns membros dentro do clã. No momento estou um pouco afastado por fatores externos, mas pretendo retornar em breve. O CDW foi muito importante para minha evolução no competitivo, muitos me ajudaram a entender melhor esse mundo, a buildar times, e fui crescendo bastante como jogador e conquistando alguns títulos, além de ter feito várias amizades, o verdadeiro legado desse clã.
TSC: Falando em liderança, você comandou o clã na Copa EVO de 2017. Conte-nos como foi essa experiência.
Reis: Depois de uma certa notoriedade em ORAS, tive essa oportunidade de “gerir” o time do clã na Copa Evo. Vi que é muito difícil ser o intermediador/líder nesse tipo de torneio, ainda mais que eu estava em vésperas de me casar, o que impossibilitou que eu jogasse o campeonato, a data do torneio ainda não havia sido estipulada quando assumi o compromisso. Mas foi uma experiência muito boa, fiz teste com os membros, peguei os mais ativos no começo da nova geração, treinamos bastante, fizemos campeonatos internos e buildamos bastante, foi muito legal, apesar de cansativo,
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uma pena os resultados terem sido completamente diferentes dos treinos, mas faz parte, acredito que foi uma experiência gratificante.
TSC: Sobre a Copa Land, você é um dos poucos jogadores que conquistaram o feito de conseguir várias classificações seguidas no torneio. No seu caso, foram seis. Como você explica essa regularidade, ainda mais em uma eliminatória tão difícil como a da região Sudeste?
Reis: Foi um tempo de muita dedicação no competitivo. Apesar de que das primeiras vezes, estava no “início de carreira”, estava sempre lutando para melhorar, e me cobrava muito, treinando todos os dias. Sei que nenhuma das vezes que entrei foi fácil, mas foi fruto dessa dedicação e vontade de vencer. Além disso, o estilo do torneio, sendo muito parecido com o que temos de Copa do Mundo de futebol me agrada demais, e acho que era uma motivação a mais, a imaginação ia longe.
TSC: Você então considera esse o seu torneio favorito? Como conheceu a Copa Land?
Reis: Acredito que sim, apesar de gostar de outros torneios, o formato da Copa Land me agrada muito. Conheci no próprio site da EVO, que eu ficava dando F5 direto para ver se teriam novos torneios, e quando vi o anuncio da Copa Land, fui descobrir como era, e me encantei. Depois fui descobrir de toda sua história, através do almanaque, e me agrada ter meu nome lá como campeão, como representante de Mogi das Cruzes e também como colaborador.
TSC: Claro que de todas as suas participações, a edição onde você foi campeão, em 2016, é a que você mais aprecia.
Descreva-nos como foi esse torneio. Quais foram suas melhores partidas?
Reis: Com certeza, foi um momento muito mágico, ainda mais por ter sido meu primeiro torneio conquistado na plataforma do 3DS. Lembro que não vinha de um bom momento, caí em um grupo equilibrado, acabei perdendo somente para o Hec e passei de fase. Estava um pouco sem confiança, então enfrentei logo nas oitavas meu amigo Cogão. Sabia de tudo que ele já havia conquistado, mas joguei muito bem, e acredito que foi minha melhor batalha no torneio, a partir dessa vitória, acreditei que o título pudesse vir, não lembro como foi a partida das quartas de final, mas lembro da semifinal bem apertada e a final logicamente marcante. Apesar de estar bem nervoso, acabei entregando meu Kyurem de graça nos primeiros turnos, consegui virar o jogo e levar o título. Mas se tivesse que escolher uma luta, escolheria a minha contra o Koga.
TSC: Muitos dizem que sua final contra o M-Dida foi a mais surpreendente de todas, ninguém considerava que vocês dois chegariam tão longe. Isso te incomoda um pouco?
Reis: Na época me incomodou um pouco, lembro que havia ficado meio bravo com os comentários, mas depois deixei isso para lá, afinal, juntos, eliminamos grandes jogadores como Koga, Rickpb1, Luciano_Begot, entre outros. No fim, essa final acabou dando mais notoriedade para nós, acredito que depois daí, começaram a me ver no mundo competitivo da EVO.
TSC: Nas edições seguintes, percebemos uma irritação sua a respeito das eliminações precoces na primeira fase, e logo a seguir, uma tremenda felicidade ao chegar novamente nas oitavas de finais. No que se deu isso? Você tinha o sentimento que deveria provar algo a alguém ou para você mesmo? Ou foi o bom e velho hax que atormenta a todos nós?
Reis: Eu sou uma pessoa que tenho um defeito muito irritante. Eu me cobro demais, e isso me atrapalha, ao invés de ajudar. Logicamente o hax deixa qualquer um maluco, mas a cobrança de que eu tinha que ser melhor que antes, que tinha que vencer e vencer, só me atrapalhou, eu perdi o essencial: me divertir, talvez eu tenha sido até arrogante, Pokémon ou qualquer outra coisa competitiva tem que ser levado bem a sério. Uma frase que o Rick me disse e acho
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que valeu bem pra mim: “Ser campeão é fácil, ruim é se manter sendo campeão. As pessoas começam a te estudar, e tudo fica mais difícil”. Talvez não tenha conseguido me reinventar e minha cobrança interna não ajudou em nada.
TSC: Não podemos deixar de falar do seu excelente trabalho nas artes das capas do almanaque e também nas tirinhas que acompanhamos em sua página no Facebook. Diga-nos como você descobriu esse seu talento. O que desenhar significa para você?
Reis: Eu tinha mais ou menos uns seis anos, quando tive uma ideia de por a folha por cima de um livro de animais que eu tinha da escola, e comecei a copiar os desenhos. Mostrava para os meus pais e me achava o máximo mesmo tendo
“passado por cima”. A partir dali não sei dizer como foi, mas quando vi, já estava fazendo desenho de meus
personagens favoritos, e criando coisas para o futuro. Lembro que dizia que ia ser desenhista quando eu era pequeno, e que ia fazer animação. Infelizmente muitas pessoas não dão valor a esse tipo de talento, e sufocado pelas dificuldades do dia-a-dia, acabei seguindo outro rumo. Mas desenhar é muito mais do que um hobby, é algo que me deixa feliz e satisfeito, é uma forma de expressar criatividade, e quando você termina uma arte, e vê o resultado, o que as pessoas te dizem e te incentivam com a melhora, é muito gostoso e gratificante.
TSC: Espero contar com o seu trabalho para os próximos almanaques. Chegamos ao fim. Registre aqui um recado aos membros do clã CDW e também deixe uma mensagem de estímulo aos jogadores da Copa Land.
Reis: Com certeza. Me deixa muito feliz poder fazer as capas da Copa Land. Fiquei feliz com essa entrevista também, lembro que enchi muito o seu saco quando soube que campeões tinham entrevistas hahaha. Mas é isso, queria mandar um abraço a todos meus amigos do clã CDW, não vou falar o nome de todos, porque é muita gente hahaha, vai que esqueço alguém né? Agradecer pela irmandade e pela família que criamos através desse jogo, e eles sabem da importância que tiveram para mim também no competitivo. Sobre a Copa Land, um outro amigo da CDW, o CM Scofield, disse que se expirou em mim para jogá-la e me prometeu chegar até a final da última edição. Em resposta, eu disse que chegaria e jogaria com ele, mas acabou que eu tive problemas e tive que sair do torneio, mas ele manteve a promessa e chegou até a final, perdendo para outro amigo. Mesmo assim a mensagem que digo para os players que gostam de Pokémon e da Copa é: seja determinado, e confiante. Confiança é uma das maiores armas para vencer nesse jogo. Obrigado pela oportunidade. Valeu PokéEVO, valeu Copa Land!