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– Direitos e Deveres dos Alunos

CAPÍTULO V – DIREITOS E DEVERES DOS MEMBROS DA COMUNIDADE ESCOLAR

Secção 2 – Direitos e Deveres dos Alunos

Artigo 93.º

DIREITOS DOS ALUNOS

Sem prejuízo do estipulado no artigo 13.º da Lei n.º 30/2002, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 39/2010 os alunos gozam dos seguintes direitos:

a) Conhecer o Regulamento Interno e ser informado, em termos adequados à sua idade e ao ano frequentado, sobre todos os assuntos que justificadamente sejam do seu interesse;

b) Usufruir de um ensino e de uma educação de qualidade, de acordo com o previsto na lei;

c) Beneficiar de apoio no âmbito dos serviços de Acção Social Escolar, de acordo com o previsto na lei;

d) Beneficiar de outros apoios específicos, necessários às suas necessidades escolares ou às aprendizagens, através dos serviços de psicologia e orientação ou de outros serviços especializados de apoio educativo;

e) Conhecer o programa e competências essenciais de cada disciplina ou área de aprendizagem e processos e critérios de avaliação, em linguagem adequada à idade e nível de ensino que frequenta;

f) Ser informado sobre o processo da matrícula e regimes de candidatura a apoios sócio-educativos;

g) Participar no processo de avaliação, nomeadamente através de mecanismos de auto e hetero-avaliação;

h) Conhecer as normas de utilização e de segurança das instalações, dos materiais e equipamentos das escolas, incluindo o plano de emergência;

i) Conhecer as normas de funcionamento e de utilização de serviços específicos das escolas, bem como dos espaços educativos existentes;

j) Ser informado sobre iniciativas em desenvolvimento na escola que promovam a formação e ocupação de tempos livres e nas quais possa participar;

k) Ser pronta e adequadamente assistido em caso de acidente ou doença súbita ocorrido na Escola e ser acompanhado por um assistente operacional até à comparência de um familiar ou encarregado de educação;

l) Ver reconhecido o empenhamento em acções meritórias, em favor da comunidade em que está inserido ou da sociedade em geral, praticadas na Escola ou fora dela e ser estimulado nesse sentido;

m) Ver reconhecido e valorizado o mérito, a dedicação e o esforço no trabalho e no desempenho escolar e ser estimulado nesse sentido;

n) Poder usufruir de prémios que distingam o mérito;

o) Usufruir do ambiente e do projecto educativo que proporcionem as condições para o seu pleno desenvolvimento físico, intelectual, moral, cultural e cívico, para a formação da sua personalidade e da sua capacidade de auto - aprendizagem e de crítica consciente sobre os valores, o conhecimento e a estética;

p) Ser tratado com respeito e correcção por qualquer membro da comunidade educativa;

q) Ver salvaguardada a sua segurança na escola e respeitada a sua integridade física e moral;

r) Ver garantida a confidencialidade dos elementos e informações constantes do seu processo individual, de natureza pessoal ou familiar;

s) Eleger os seus representantes no âmbito da turma, por eleição nominal e maioria simples, durante o primeiro mês de aulas;

t) Apresentar criticas e sugestões relativas ao funcionamento da escola e ser ouvido pelos professores, directores de turma e órgãos de administração e gestão da escola em todos os assuntos que justificadamente forem do seu interesse.

Artigo 94.º

DEVERES DOS ALUNOS

Sem prejuízo do estipulado no artigo 15.º da Lei n.º 30/ 2002, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 39/ 20010, são deveres dos alunos:

a) Cumprir o Regulamento Interno;

b) Estudar, empenhando-se na sua educação e formação integral;

c) Ser assíduo, pontual e empenhado no cumprimento de todos os seus deveres no âmbito das actividades escolares;

d) Tratar com respeito e correcção qualquer elemento da comunidade educativa;

e) Ser diariamente portador do cartão de aluno e da caderneta escolar em bom estado de conservação, facultando-os a qualquer professor ou assistente operacional que o solicitar;

f) Carregar o cartão na papelaria da escola, para aquisição de bens e serviços (2.º e 3.º Ciclos);

g) Permanecer na escola durante o seu horário, salvo autorização escrita do encarregado de educação ou indicação da direcção da escola;

h) Comportar-se de modo a não perturbar o normal funcionamento das aulas e dos vários serviços da escola;

i) Participar adequadamente nas actividades educativas ou formativas desenvolvidas na escola, de acordo com as normas de funcionamento das mesmas;

j) Apresentar-se vestido duma forma adequada ao desempenho das funções de aluno/estudante, à época sazonal do ano e à manutenção das condições mínimas de higiene pessoal e colectiva;

k) Não transportar quaisquer materiais (corrector, boné, pastilha elástica), equipamentos tecnológicos (telemóveis, IPOD, MP3, playstation), instrumentos ou engenhos, passíveis de, objectivamente, perturbarem o normal funcionamento das actividades lectivas, ou poderem causar danos físicos ou morais aos alunos ou a terceiros;

l) Dirigir-se, imediatamente a seguir ao toque para junto da respectiva sala de aula e aguardar aí a chegada do professor (1.º, 2.º e 3.º Ciclos), não podendo permanecer no recreio, ou em qualquer outro local de convívio, durante o seu horário lectivo;

m) Aguardar junto à respectiva sala de aula que o assistente operacional de serviço lhe dê indicações, podendo retirar-se sem barulho, caso se confirme a ausência do professor e a inexistência de professor substituto (2.º e 3.º Ciclos); se esta situação se verificar no

Jardim-de-Infância os alunos são distribuídos pelas outras salas. No 1.º Ciclo, caso não exista docente de Apoio Educativo, serão distribuídos pelas outras salas do mesmo nível de ensino, se possível;

n) Apresentar-se nas aulas munido do material necessário a cada disciplina/área de aprendizagem;

o) Seguir as orientações dos professores relativas ao seu processo de ensino/aprendizagem;

p) Respeitar e cumprir as instruções dos professores e pessoal não docente;

q) Respeitar o exercício do direito à educação e ensino dos outros alunos;

r) Não permanecer na escola para além das actividades curriculares ou de enriquecimento curricular, salvo se, justificadamente precisarem de um serviço de apoio da escola;

s) Não possuir e não consumir substâncias aditivas, em especial drogas, tabaco e bebidas alcoólicas, nem promover qualquer forma de tráfico, facilitação e consumo das mesmas;

t) Zelar pela preservação, conservação e asseio das instalações, material didáctico, mobiliário e espaços verdes da Escola, fazendo uso correcto dos mesmos, sendo responsabilizados pela reparação e/ou reposição do material danificado;

u) Respeitar a propriedade dos bens de toda a comunidade educativa;

v) Contribuir para a harmonia da convivência escolar e para a plena integração na escola de todos os alunos;

w) Participar na eleição dos seus representantes e prestar-lhes toda a colaboração.

Artigo 95.º

REGIME DE FALTAS

1. Para além do dever de frequência da escolaridade obrigatória, nos termos da lei, os alunos são ainda responsáveis pelo cumprimento dos deveres de assiduidade, de pontualidade e de se fazer acompanhar do material necessário às actividades escolares.

2. Os pais e encarregados de educação dos alunos menores de idade são responsáveis, conjuntamente com estes, pelo cumprimento dos deveres referidos no número anterior.

3. A falta de assiduidade é a ausência do aluno a uma aula ou a outra actividade de frequência obrigatória, com registo desse facto no livro de ponto, pelo professor, ou noutros suportes administrativos adequados, pelo Director de Turma no 2.º e 3.º Ciclo ou Professor Titular de Turma no 1.º Ciclo.

4. No 2.º e 3.º Ciclos será marcada falta aos alunos em cada uma das disciplinas:

a) Quando não se façam acompanhar do material necessário às actividades escolares pela quarta vez e seguintes;

b) Sempre que cheguem atrasados às actividades lectivas, ultrapassando a tolerância de dez minutos aos primeiros tempos da manhã e da tarde e, de cinco minutos, aos restantes;

c) Quando o aluno receba ordem de saída da sala de aula ou de outros locais onde se desenvolva o trabalho escolar.

Artigo 96.º

JUSTIFICAÇÃO DAS FALTAS

1. A justificação de faltas, as faltas injustificadas, o limite de faltas injustificadas bem como os efeitos da ultrapassagem deste limite, estão regulamentados nos números seguintes.

2. As faltas de material, de atraso e de natureza disciplinar são igualmente consideradas para efeitos de contagem do limite de faltas.

3. São faltas justificáveis as dadas pelos seguintes motivos:

a) Doença do aluno, devendo esta ser declarada por médico se determinar impedimento superior a cinco dias úteis;

b) Isolamento profiláctico, determinado por doença infecto-contagiosa de pessoa que coabite com o aluno, comprovada através de declaração da autoridade sanitária competente;

c) Falecimento de familiar, durante o período legal de justificação de faltas por falecimento de familiar, previsto no regime do contrato de trabalho dos trabalhadores que exercem funções públicas;

d) Nascimento de irmão, durante o dia do nascimento e o dia imediatamente posterior;

e) Realização de tratamento ambulatório, em virtude de doença ou deficiência, que não possa efectuar-se fora do período das actividades lectivas;

f) Assistência na doença a membro do agregado familiar, nos casos em que, comprovadamente, tal assistência não possa ser prestada por qualquer outra pessoa;

g) Comparência a consultas pré -natais, período de parto e amamentação, tal como definido na Lei n.º 90/2001, de 20 de Agosto;

h) Acto decorrente da religião professada pelo aluno, desde que o mesmo não possa efectuar -se fora do período das actividades lectivas e corresponda a uma prática comummente reconhecida como própria dessa religião;

i) Preparação ou participação em competições desportivas de alunos integrados no subsistema do alto rendimento, nos termos da legislação em vigor, bem como daqueles que sejam designados para integrar selecções ou outras representações nacionais, nos períodos de preparação e participação competitiva, ou, ainda, a participação dos demais alunos em actividades desportivas e culturais quando esta seja considerada relevante pelas respectivas autoridades escolares;

j) Participação em actividades associativas, nos termos da lei;

k) Cumprimento de obrigações legais;

l) Outro facto impeditivo da presença na escola, desde que, comprovadamente, não seja imputável ao aluno ou seja, justificadamente, considerado atendível pelo director de turma ou pelo professor titular de turma.

m) As faltas de atraso e material consideradas atendíveis pelo Director de Turma ou pelo Conselho de Turma.

4. Na justificação de faltas deve atender-se a que:

a) As faltas são justificadas pelos pais e encarregados de educação ou, quando maior de idade, pelo aluno ao Director de Turma ou ao Titular de Turma;

b) A justificação é apresentada por escrito, com indicação do dia e da actividade lectiva em que a falta se verificou, referenciando os motivos da mesma;

c) As entidades que determinarem a falta do aluno devem, quando solicitadas para o efeito, elaborar uma declaração justificativa da mesma;

d) O Director de Turma ou Titular de Turma pode solicitar os comprovativos adicionais que entenda necessários à justificação da falta;

e) A justificação da falta deve ser apresentada previamente, sendo o motivo previsível ou, nos restantes casos, até ao terceiro dia subsequente à mesma.

5. As faltas são injustificadas quando para elas não tenha sido apresentada justificação, quando a justificação apresentada o tenha sido fora de prazo ou não tenha sido aceite, ou quando a marcação tenha decorrido da ordem de saída da sala de aula ou de medida disciplinar sancionatória.

Artigo 97.º

EXCESSO GRAVE DE FALTAS E EFEITOS DA ULTRAPASSAGEM DO

LIMITE DE FALTAS INJUSTIFICADAS

1. No 1.º Ciclo do Ensino Básico o aluno não pode dar mais de 10 faltas injustificadas.

2. Nos restantes ciclos ou níveis de ensino, as faltas injustificadas não podem exceder o dobro do número de tempos lectivos semanais, por disciplina.

3. Quando for atingido metade do limite de faltas injustificadas, os pais ou encarregados de educação ou, quando maior de idade, o aluno, são convocados, pelo meio mais expedito, pelo director de turma ou pelo professor titular de turma.

4. A notificação referida no número anterior deve alertar para as consequências da violação do limite de faltas injustificadas e procurar encontrar uma solução que permita garantir o cumprimento efectivo do dever de assiduidade.

5. Caso se revele impraticável o referido no número anterior, por motivos não imputáveis à escola, e sempre que a gravidade especial da situação o justifique, a respectiva comissão de protecção de crianças e jovens deve ser informada do excesso de faltas do aluno, assim como dos procedimentos e diligências até então adoptados pela escola, procurando em conjunto soluções para ultrapassara sua falta de assiduidade.

6. Para os alunos que frequentam o 1.º Ciclo do Ensino Básico, a violação do limite de faltas injustificadas previsto no n.º 1 do artigo anterior obriga ao cumprimento de um plano individual de trabalho que incidirá sobre todo o programa curricular do nível que frequenta e que permita recuperar o atraso das aprendizagens.

7. Para os alunos que frequentam o 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico, a violação do limite de faltas injustificadas previsto no n.º 2 do artigo anterior obriga ao cumprimento de um plano individual de trabalho, que incidirá sobre a disciplina ou disciplinas em que ultrapassou o referido limite de faltas e que permita recuperar o atraso das aprendizagens.

8. As faltas dadas às actividades de substituição não são consideradas para os efeitos referidos no ponto anterior.

9. O recurso ao plano individual de trabalho previsto nos números anteriores apenas pode ocorrer uma única vez no decurso de cada ano lectivo.

10. Quando o aluno retomar a frequência das aulas na disciplina ou disciplinas onde excedeu o limite de faltas injustificadas, ser-lhe-á apresentada uma matriz com os conteúdos/ competências a avaliar, sendo-lhe igualmente comunicada a data da sua realização.

11. A natureza da prova que permitirá avaliar a sua recuperação do atraso das aprendizagens é definida por cada grupo disciplinar de acordo com a sua especificidade, podendo ser realizada em período suplementar ao horário lectivo.

12. A prova referida deverá ser sempre objecto de uma avaliação quantitativa.

13. O cumprimento do Plano Individual de Trabalho não isenta o aluno da obrigação de cumprir o horário lectivo da turma em que se encontra inserido.

14. Após o estabelecimento do plano individual de trabalho, a manutenção da situação do incumprimento do dever de assiduidade, por parte do aluno, determina que o director da escola, na iminência de abandono escolar, possa propor a frequência de um percurso curricular alternativo no interior da escola ou agrupamento de escolas, sempre que tal se revele possível.

15. O Conselho de Turma pronunciar-se-á em definitivo sobre o efeito da ultrapassagem do limite de faltas injustificadas, nos casos de incumprimento reiterado do dever de assiduidade do aluno, podendo decidir pela sua retenção no ano de escolaridade que o aluno frequenta.

Artigo 98.º

PARTICIPAÇÃO DE OCORRÊNCIAS DE NATUREZA DISCIPLINAR E

PROCEDIMENTOS DISCIPLINARES

Quando forem alvo de, ou presenciarem, qualquer acto de indisciplina, os elementos da comunidade escolar deverão preencher uma ficha de ocorrência que deverá ser remetida ao Director de Turma ou Professor Titular, e em situações de extrema gravidade comunicadas ao Director.

1. A violação pelo aluno de algum dos deveres previstos no artigo 15.º da Lei n.º 39/2010 ou no Regulamento Interno da Escola, em termos que se revelem perturbadores do funcionamento normal das actividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa, constitui infracção, passível da aplicação de medida correctiva ou medida disciplinar sancionatória, nos termos dos artigos seguintes.

2. Medidas correctivas e medidas disciplinares sancionatórias

a) Todas as medidas correctivas e medidas disciplinares sancionatórias prosseguem finalidades pedagógicas, preventivas, dissuasoras e de integração, visando, de forma sustentada, o cumprimento dos deveres do aluno, a preservação do reconhecimento da autoridade e segurança dos professores no exercício sua actividade profissional e, de acordo com as suas funções, dos demais funcionários, visando ainda o normal prosseguimento das actividades da escola, a correcção do comportamento perturbador e o reforço da formação cívica do aluno, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade educativa, do seu sentido de responsabilidade e das suas aprendizagens;

b) As medidas disciplinares sancionatórias, tendo em conta a especial relevância do dever violado e gravidade da infracção praticada, prosseguem igualmente, para além das identificadas no número anterior, finalidades punitivas;

c) As medidas correctivas e medidas disciplinares sancionatórias, devem ser aplicadas em coerência com as necessidades educativas do aluno e com os objectivos da sua educação e formação, no âmbito, tanto quanto possível, do desenvolvimento do plano de trabalho da turma e do Projecto Educativo da Escola, e nos termos do respectivo Regulamento Interno.

3. Determinação da medida disciplinar

a) Na determinação da medida correctiva ou medida disciplinar sancionatória aplicável deve ser tido em consideração, a gravidade do incumprimento do dever violado, a idade do aluno, o grau de culpa, o seu aproveitamento escolar anterior, o meio familiar e social em que o mesmo se insere, os seus antecedentes disciplinares e todas as demais circunstâncias em que a infracção foi praticada que militem contra ou a seu favor;

b) São circunstâncias atenuantes da responsabilidade disciplinar do aluno o seu bom comportamento anterior e o seu reconhecimento, com arrependimento, da natureza ilícita da sua conduta;

c) São circunstâncias agravantes da responsabilidade do aluno a premeditação, o conluio, bem como a acumulação de infracções disciplinares e a reincidência nelas, em especial se no decurso do mesmo ano lectivo.

4. Medidas correctivas

4.1. As medidas correctivas prosseguem os objectivos referidos na a) do n.º 2 do art.º 90.º do Regulamento Interno, assumindo uma natureza eminentemente cautelar.

4.2. São medidas correctivas, sem prejuízo de outras que, obedecendo ao disposto no número anterior, venham a ser contempladas no regulamento interno da escola:

a) A ordem de saída da sala de aula, e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar;

b) A realização de tarefas e actividades de integração escolar, podendo, para esse efeito, ser aumentado o período de permanência obrigatória, diária ou semanal, do aluno na escola;

c) O condicionamento no acesso a certos espaços escolares, ou na utilização de certos materiais e equipamentos, sem prejuízo dos que se encontrem afectos a actividades lectivas;

d) A mudança de turma.

4.3. Fora da sala de aula, qualquer professor ou funcionário não docente, tem competência para advertir o aluno, confrontando-o verbalmente com o comportamento perturbador do normal funcionamento das actividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa, alertando-o de que deve evitar tal tipo de conduta.

4.4. A aplicação da medida correctiva da ordem de saída da sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar, é da exclusiva competência do professor respectivo e implica a permanência do aluno na escola, competindo àquele, determinar, o período de tempo durante o qual o aluno deve permanecer fora da sala de aula e quais as actividades, se for caso disso, que o aluno deve desenvolver no decurso desse período de tempo.

4.5. A aplicação e, posterior execução, da medida correctiva prevista na alínea c) do nº 4.2, não pode ultrapassar o período de tempo correspondente a um ano lectivo.

4.6. As actividades de integração na comunidade escolar consistem no desenvolvimento de tarefas de carácter pedagógico que contribuam para o reforço da formação cívica do aluno e promovam um bom ambiente educativo.

4.7. As medidas indicadas no número anterior devem, sempre que possível, compreender a reparação do dano provocado, ser executadas em horário não coincidente com as actividades lectivas do aluno e nunca por prazo superior a quatro semanas.

4.8. São consideradas actividades de integração na comunidade escolar:

a) Colaboração no trabalho de reposição do material propositadamente danificado e/ou limpeza do que sujou;

b) Participação na manutenção do espaço escolar, nomeadamente, reparação de materiais danificados;

c) Limpar/pintar zonas da escola;

d) Colaborar nos trabalhos de jardinagem;

e) Colaborar no arranjo de espaços escolares;

f) Colaborar em trabalhos de apoio na Biblioteca (arrumação de livros, preenchimento de recibos de requisição e devolução de materiais), sob orientação do professor responsável;

g) Apoiar nas tarefas do refeitório e/ou bufete dos alunos (manutenção e arrumação dos espaços e equipamentos);

h) Ajudar colegas em dificuldade se ao aluno infractor for reconhecida competência para o desempenho desta medida.

4.9. A aplicação das medidas correctivas previstas no n.º 4.2, é comunicada aos pais e encarregados de educação, tratando-se de aluno menor de idade.

5. Medidas disciplinares sancionatórias

5.1. As medidas disciplinares sancionatórias traduzem uma censura disciplinar do comportamento assumido pelo aluno, devendo a ocorrência dos factos em que tal comportamento se traduz, ser participada, pelo professor ou funcionário que a presenciou ou dela teve conhecimento, de imediato, ao respectivo director de turma, para efeitos da posterior comunicação ao Director da escola.

5.2. São medidas disciplinares sancionatórias:

a) A repreensão registada;

b) A suspensão por um dia;

c) A suspensão da escola até 10 dias úteis;

d) A transferência de escola.

5.3. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de repreensão registada é da competência do professor respectivo, quando a infracção for praticada na sala de aula, ou do director, nas restantes situações, averbando-se no respectivo processo individual do aluno, a identificação do autor do acto decisório, data em que o mesmo foi proferido e a fundamentação de facto e de direito que norteou tal decisão.

5.4. Em casos excepcionais e enquanto medida dissuasora, a suspensão por um dia pode ser aplicada pelo director do agrupamento de escolas, garantidos que estejam os direitos de audiência e defesa do visado e sempre fundamentada nos factos que a suportam.

5.5. A decisão de aplicar a medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola até 10 dias úteis, é precedida da audição em procedimento disciplinar do aluno visado, do qual constam, em termos concretos e precisos, os factos que lhe são imputados, os deveres por ele violados