As definições para a configuração do NACES/UNICAMP podem ser encontradas em diversas fontes presentes no arquivo do CEEJA Paulo Decourt,
composta por documentos expedidos pela escola, decretos publicados em diário oficial, folhetos e informativos de circulação no campus e em locais externos. A partir da análise desses documentos, é possível perceber que a documentação produzida está carregada de informações que indicam a presença de interesses tanto da Secretaria de Estado da Educação, quanto da universidade na implementação da educação supletiva.
Verifica-se que a Secretaria de Estado da Educação, teve interesse na implementação do NACES, devido a possibilidade de ampliação do número de escolas com o formato dos CEES – Centros Estaduais de Educação Supletiva para sua rede de ensino. Por outro lado, a Universidade Estadual de Campinas, investiu na implementação do projeto de educação supletiva a partir do oferecimento de apoio tecnológico e acomodação com o intuito de formar seus funcionários, nos cursos de 1º e 2º graus.
O primeiro e o segundo documentos são o decreto de criação da escola, o de nº 30.558, de 1989, e o ofício nº 01/89. O ofício nº 01/89 transcreveu a solicitação de apostilamento dos professores no qual a justificativa utilizada foi a de que o Centro Estadual de Educação Supletiva – CEES/UNICAMP - havia sido criado a partir da publicação do decreto nº 30.558, de 1989, e que o mesmo localizava-se na Unicamp. Esse decreto foi publicado pelo Governador do Estado de São Paulo, Orestes Quércia, e considerou legalmente válido o convênio celebrado entre a Secretaria da Educação e a Universidade Estadual de Campinas, em 1987.
O decreto de criação da escola indica o interesse da Secretaria de Estado da Educação em formalizar a educação supletiva na Unicamp. Sua publicação respeitou alguns dos princípios da Lei 5692/71 quando indicou a necessidade de viabilizar a ampliação, a produção e a atualização de conhecimentos, a continuidade de estudos, o suprimento da educação regular de adolescentes e adultos e a orientação dos discentes acerca de suas oportunidades profissionais.
O ofício nº 01/89 foi um documento da Secretaria de Estado da Educação que confirmou a transcrição de alguns de seus interesses em relação à implantação da educação supletiva na Unicamp. A responsável pela criação da escola, Eliane Aparecida Torres, solicita à Divisão Regional de Ensino de Campinas o apostilamento dos professores que ficariam afastados de sua sede de frequência
para atuarem no Centro Estadual de Educação Supletiva de Americana para, dessa forma, prestarem serviços no NACES/UNICAMP até dezembro de 1989. Nesse caso, todos os profissionais foram convidados para comporem o corpo docente do NACES/UNICAMP. Após o afastamento, os mesmos passariam por uma formação junto ao Centro Estadual de Educação Supletiva de Americana.
De acordo com o ofício nº 01/89, a partir de outubro de 1989 esses professores ficariam afastados junto ao CEES/UNICAMP, a partir da data de publicação em diário oficial do decreto que fixou a utilização da nomenclatura CEES/UNICAMP. O processo de transformação das nomenclaturas de NACES/UNICAMP para CEES/UNICAMP será tratado no próximo capítulo, a partir da análise do documento intitulado “Projeto de solicitação de transformação do NACES/UNICAMP em CEES/UNICAMP”.
Em continuidade à análise da configuração do quadro de docentes, o ofício nº 01/89 aponta algumas características em relação ao gênero, ao campo de atuação e às Delegacias de Ensino as quais esses professores estavam vinculados. Nessa perspectiva, o mapeamento dessas informações se mostra importante no sentido de entender como se processou a organização do corpo docente e como o mesmo foi pensado pela responsável pela criação da escola.
A primeira característica analisada diz respeito ao afastamento dos professores dos gêneros masculino e feminino para atuação no CEES/UNICAMP. Em relação à essa divisão, a maioria dos profissionais afastados é composta por mulheres, que representam 89% do total de professores, totalizando 33 mulheres. Os demais 11% são do sexo masculino, totalizando 04 homens.
O próximo gráfico trata da seleção de professores conforme o campo de atuação, sendo eles P I e P III. A categoria P I é composta por professores alfabetizadores, que tinham a função de desenvolver com os alunos os conteúdos referentes à alfabetização em língua portuguesa e em matemática. A categoria P III era formada por professores de formação específica das disciplinas do currículo de 1º e 2º graus. Em relação à divisão dessas categorias, verifica-se que 84% dos professores pertence à categoria P III, sendo no total, 31 profissionais com licenciatura para atuar nas disciplinas dos currículos de 1º e 2º graus. Os 16% dos professores restantes compõem a categoria P I, totalizando 6 professores.
Todos esses professores atuavam nas salas de aula onde realizavam o atendimento aos alunos durante as fases 01, 02 e 03. Conforme analisado anteriormente, essas fases eram consideradas como pré-requisito para os alunos que não tinham como apresentar comprovante de escolaridade. Esse trabalho pedagógico era desenvolvido no sentido de verificar o estágio de conhecimento dos alunos em relação aos conteúdos do Currículo do 1º grau, incluindo as disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e Ciências. Após esse estágio, seria realizado o direcionamento do aluno à série do 1º grau no qual ele seria matriculado.
A partir da análise do gráfico 2, pode-se considerar que o trabalho pedagógico desenvolvido nas três fases de alfabetização prepararia esses alunos para ingressar nas séries finais do 1º grau, o que resultaria do aumento no número de alunos matriculados. Dessa forma, percebe-se que essa ação tinha como objetivo a preparação dos alunos para o ingresso no CEES/UNICAMP e, consequentemente,
a necessidade de ampliação do espaço escolar, o que legitimaria o projeto educacional da instituição.
O próximo gráfico apresenta a origem das Delegacias de Ensino onde estavam vinculados os professores afastados para atuar no CEES/UNICAMP.
A partir da análise desse gráfico, percebe-se que o maior número de professores afastados para atuar junto à educação supletiva da Unicamp pertencia à 1ª e à 2ª Delegacia Regional de Ensino de Campinas, totalizando 35%, sendo 13 professores de cada Delegacia. A origem do restante dos professores que compunha o corpo docente estava organizada da seguinte forma: 11% de professores pertenciam à 3ª D.E, totalizando 4 professores; 13% de professores da 4ª D.E, totalizando 5 professores; 3% de Americana, totalizando 1 professor, e 3% de professores da D.E de Sumaré, totalizando 1 professor.
Esses dados evidenciam uma presença maior de professores das regiões que compunham Delegacias de Ensino do município de Campinas. Apenas 2 professores que compunham a equipe pertenciam às Delegacias de Ensino de Sumaré e de Americana. Nessa perspectiva, o ofício nº 01/89 apresenta dados importantes no sentido de compreender as principais características do corpo docente, o gênero predominante desse corpo, o segmento de atuação profissional e a região (Delegacia de Ensino) de atuação desses professores.
Uma outra pista para a compreensão do cenário de configuração do NACES/UNICAMP como educação supletiva e da necessidade de se ampliar o seu espaço físico, são os informativos que tratam do trabalho realizado na escola. Um desses informativos foi produzido pela Unicamp e, em outros casos, a produção foi realizada por empresas e sindicatos. Constata-se que esses informativos não são exclusivamente relacionados à educação supletiva da Unicamp, mas de assuntos de interesse das empresas e que os mesmos circulavam na comunidade em geral.
Portanto, há que se considerar que os impressos de divulgação da educação supletiva no campus são vistos como um corpus documental analisado e indica parte da intenção dos produtores dos informativos e dos sujeitos interessados na divulgação do projeto de educação supletiva da Unicamp. Em conformidade a essa ideia, esses informativos distribuídos dentro e fora do campus podem ser entendidos como produções cujos textos procuram impor uma determinada leitura do papel da educação supletiva da Unicamp direcionada à sociedade.
Por outro lado, apesar desses informativos utilizarem-se de uma série de estratégias para a legitimação do papel da educação supletiva na Unicamp, uma interpretação cuidadosa não pode deixar de perceber os jogos de forças e as lutas que foram travadas no processo de configuração da instituição, e que, de um jeito ou de outro, esses informativos silenciam, a partir do momento em que selecionam a forma como a educação supletiva deverá ser divulgada (Chaves, 2003, p. 74).
No que diz respeito aos principais elementos abordados na divulgação da educação supletiva na Unicamp, pode-se dizer que cada informativo tratou de um aspecto. Foram encontrados 3 informativos de origens e com estratégias editoriais diferentes, assim como duas considerações. A primeira afirmava que as diferentes origens de publicação tinham como objetivo ampliar as comunidades atingidas,
estando elas dentro ou fora do campus, para a divulgação da educação supletiva. A segunda afirmava que a estratégia de propaganda de cada informativo procurou tratar de aspectos que envolviam textos de divulgação do trabalho realizado no campus desde as parcerias com empresas e sindicatos, até a apresentação de concluintes do curso como elementos de motivação àqueles que ainda não tinham concluído seus estudos.
O primeiro informativo analisado é o Jornal Semanal de circulação no Parque Industrial da cidade de Jaguariúna – SP. O Jornal Semanal foi um informativo produzido pela empresa Johnson & Johnson, com circulação no Parque Industrial. Esse documento indica que a circulação do informativo diz respeito ao período de 11 a 17 de agosto de 1989. Uma característica interessante do texto é a divulgação da abertura de matrículas, pela primeira vez, para a comunidade em geral.
Figura 4. Jornal Semanal (1989). Fonte: Arquivo do CEEJA Paulo Decourt
O texto apresentado pela notícia tem como objetivo informar aos trabalhadores que o setor de recrutamento e seleção da empresa Johnson & Johnson inscreveu 95 funcionários no supletivo da Unicamp mediante um acordo firmado entre a empresa e a universidade, e que na data marcada (14 de agosto de 1989) seria realizada pela escola uma prova de sondagem para determinar qual etapa do supletivo o aluno iria dar início a seu curso. Além disso, o informativo apresenta a data para a realização das matrículas (21 de agosto de 1989), determinando o horário por turno de trabalho. Sendo assim, esses protocolos deveriam ser cumpridos da seguinte forma: o 1º e 3º turnos e administrativo se matriculariam das 18h00 às 21h00 na Unicamp, o 2º turno se matricularia no mesmo dia às 9h00. Outra característica interessante desse informativo, é que ele apresenta os itinerários e horários de ônibus que a empresa ofereceria aos funcionários nos dias da realização da prova de sondagem e da matrícula.
Todas essas informações apontam para a legitimidade que a educação supletiva da Unicamp passou a ter fora do campus. A partir dos indicativos que os informativos trazem é possível perceber a organização, por parte da escola, de um movimento para a ampliação do oferecimento no número de vagas, representando também um esforço para a divulgação da instituição além dos limites internos do campus. Outro aspecto interessante é pensar no produtor desse informativo que, sendo a empresa Johnson & Johnson, reforçaria o papel social que a continuidade dos estudos de seus funcionários poderia representar.
Ainda nessa perspectiva da formalização da educação supletiva na Unicamp, outro documento foi encontrado no arquivo do CEEJA Paulo Decourt: uma segunda edição do informativo Jornal Semanal, divulgado entre os dias 23 a 29 de março de 1990. Este fato, possibilitou verificar a continuidade do esforço de divulgação dos trabalhos realizados pelo CEES/UNICAMP. A publicação serve-se da divulgação de depoimentos de alguns alunos concluintes do 1º grau no ano de 1989, assim como suas experiências com a trajetória escolar e o funcionamento do ensino supletivo que, nesse momento, funcionava a partir de um convênio de cooperação entre a universidade e o Parque Industrial de Jaguariúna para a ampliação da demanda de alunos e a necessidade dos trabalhadores das empresas darem continuidade à sua formação escolar.
Segundo o texto do informativo, para a participação no curso supletivo, era necessário o aluno ter idade mínima de 14 anos. Ele receberia gratuitamente o material didático da Unicamp, deveria estudar em casa e tirar suas dúvidas com os professores que se revezavam em regime de plantão. Além dessas informações, o texto observava que, por meio do estudo em casa do material cedido e do contato com os professores, os estudantes se preparariam para os exames. A partir da análise desse trecho é possível perceber que o fragmento do texto legitimava as ações da escola, os modos de regulação e, em certa medida, os ideais da Unicamp em relação à educação supletiva.
Figura 5. Jornal Semanal (1990). Fonte: Arquivo do CEEJA Paulo Decourt.
Os ideais da Unicamp em relação a educação supletiva, estão presentes na forma como o curso de 1º grau é divulgado pelo informativo. Nesse sentido, a valorização da certificação dos funcionários que já tinham concluído o curso é apresentada como o melhor caminho para quem não teve a oportunidade de estudar. Essa estratégia de divulgação teve o papel de reforçar à comunidade a função social que a educação supletiva exercia em relação a continuidade de formação, que os funcionários da Unicamp, poderiam usufruir a partir do trabalho educativo desenvolvido no campus.
Outra característica a ser observada nesse informativo é a indicação de determinados padrões culturais e sociais, sobretudo quando apresenta fotos, imagem de certificado e relatos de estudantes que concluíram seus estudos. O informativo apresenta o título em letra maiúscula e em negrito “Dois diplomados no supletivo da Unicamp” e reforça a ideia de sucesso daqueles que tinham cursado a educação supletiva de 1º grau, apontando a necessidade da continuidade dos estudos do 2º grau.
Todas essas estratégias nos permite notar que esses detalhamentos tinham duas preocupações explícitas: a primeira era estimular o desenvolvimento de novos padrões de funcionários, uma vez que a educação supletiva é representada por alunos-funcionários da empresa e a segunda era divulgar a intenção didática da educação supletiva na Unicamp, uma vez que recomendam, aconselham e indicam caminhos.
Essas ressalvas permitem verificar as características da incorporação de práticas que tiveram como finalidade reforçar o papel da educação supletiva na Unicamp. Isso tudo, a partir da forma como a instituição era divulgada, apresentando aos leitores uma escola como possibilidade de continuidade dos estudos e o acolhimento aos diferentes profissionais, tomando como ponto de partida os relatos de cursistas e concluintes.
Ainda por meio da análise do impresso, é possível perceber que a educação supletiva na Unicamp se utilizava de espaços como os informativos de outras instituições para divulgar seus trabalhos e reforçar seu papel social enquanto instituição. Nesse sentido, a educação supletiva da Unicamp utilizou-se do impresso para divulgar e legitimar seu projeto educacional.
No Jornal do Sindicato de Saúde de Campinas e Região há mais um exemplo. Em matéria publicada na edição de abril de 1990, o sindicato afirma ter um convênio com o CEES. O conteúdo do título “Um supletivo diferente e de alto nível” sugere ter o propósito de atrair novos alunos da comunidade leitora, neste caso fora dos muros da Unicamp.
O título desse informativo tem o objetivo de ressaltar o espaço que a escola ocupa. O termo “alto nível”, apresenta uma peculiaridade no sentido de valorizar a educação supletiva por se tratar de uma instituição que está num espaço diferente dos outros CEES, já que a escola encontrava-se instalada dentro do campus da Unicamp. Pode-se dizer que essa associação à chancela da universidade tinha o objetivo de reforçar a qualidade da educação oferecida pelo CEES/UNICAMP mesmo que essa característica não fosse realidade na prática da escola.
Figura 6. Jornal Esparadrapo (1990). Fonte: Arquivo do CEEJA Paulo Decourt
Outra característica desta publicação é a forma que a instituição foi apresentada ao leitor. Primeiramente, a educação supletiva da Unicamp é divulgada como uma oportunidade àqueles que não têm tempo de estudar e frequentar as aulas de forma regular. Dessa forma, o texto trata a educação supletiva como uma oportunidade de estudo para que o aluno possa frequentar as aulas em horário diverso de seu turno de trabalho, atendendo, assim, os diversos trabalhadores em diferentes turnos.
Sobre a utilização desses informativos como meio de divulgação e afirmação da educação supletiva, o jornal Esparadrapo reforça a atuação do Sinsaúde – Sindicato da Saúde de Campinas e Região - quando divulga a realização de uma parceria com a educação supletiva da Unicamp. O sindicato justifica a parceria a partir da necessidade de formação profissional e das constantes ameaças aos funcionários de serem tirados do mercado de trabalho.
Em conformidade a isso, a educação supletiva da Unicamp é apresentada pelo jornal Esparadrapo a partir do horário de funcionamento e de sua estrutura organizacional. A educação supletiva funcionava das 8h30 às 21h00, parando por meia hora para o horário de almoço dos professores, que era das 11h30 às 12h00. Dentro desse período, os alunos tinham à sua disposição 32 professores distribuídos em diversos horários, um orientador pedagógico e um coordenador que estavam à disposição para dar aos alunos o atendimento necessário. As informações trazem ainda as características da equipe de professores. Segundo o texto, os professores eram todos efetivos e vinculados à rede pública de ensino e, para que pudessem trabalhar na escola, passavam por um processo de classificação a partir de entrevista e estágio para que atendessem os objetivos que o curso se propunha a atingir.
De acordo com as parcerias realizadas com empresas externas ao campus, a análise do jornal Esparadrapo permitiu identificar os esforços iniciais para a implementação do 2º grau na escola. Nessa página do jornal Esparadrapo as características abordadas sobre a educação supletiva da Unicamp são apresentadas a partir das informações sobre o funcionamento, a importância da continuidade dos estudos dos alunos concluintes do 1º grau, a formação e experiência dos professores e o currículo aplicado. Percebe-se que a realização dessa parceria com
o sindicato Sinsaúde foi mais uma estratégia do CEES/UNICAMP e da universidade no sentido de qualificar o trabalho realizado pela educação supletiva na Unicamp.
A apresentação da estrutura organizacional da educação supletiva na Unicamp coloca em evidência os dispositivos para a normatização de suas práticas; as informações selecionadas para a análise desses impressos deixam ler as marcas de usos e de destinatários visados. Assim, as informações fornecidas sobre as práticas da instituição indicam as políticas de atendimento escolar e o respectivo público visado (Carvalho, p. 36, 1998).
Sobre os elementos abordados na divulgação da educação supletiva da Unicamp, a partir da publicação dos informativos Jornal Semanal (1989 e 1990) e jornal Esparadrapo (1990), pode-se dizer que os mesmos trataram dos aspectos que envolveram a identidade do aluno que a educação supletiva do campus construía. Tanto o Jornal Semanal, quanto o jornal Esparadrapo trataram a educação supletiva enquanto uma formação necessária àqueles que ainda não tinham concluído seus estudos. Esses informativos apresentaram a educação supletiva do campus como aquela que deveria superar o preconceito contra os supletivos e tinham como objetivo inculcar a ideia de que não havia diferença entre o ensino supletivo e a escola regular. Nesse sentido, a divulgação tinha como objetivo apresentar à comunidade em geral qual seria o perfil de aluno da educação supletiva que se formalizava no campus.
Internamente, a Universidade Estadual de Campinas também divulgou as iniciativas da educação supletiva do CEES/UNICAMP. Por meio do informativo
Unicamp Notícias, a assessoria de imprensa da Unicamp produziu matéria sobre a
instalação do curso supletivo de 2º grau do CEES instalado no campus da universidade.
As informações do Unicamp Notícias tratavam da apresentação do funcionamento da escola e das práticas que constituíam identidade da educação supletiva no campus. De acordo com esse informativo, o CEES funcionava no prédio do Ciclo Básico e definia os prazos para inscrição e matrícula. A inscrição e entrega de documentação aconteceria nos dias 18, 19 e 20 de março; a orientação geral e a matrícula seriam nos dias 25, 26 e 27, mesmo mês, do ano de 1991. Para que o aluno realizasse a inscrição os requisitos necessários eram: idade mínima de 19
anos, ter concluído o 1º grau (via ensino regular, ensino supletivo e/ou exames de suplência do Estado) e apresentação de documentos como certificado de conclusão do 1º grau, carteira de identidade (RG), título de eleitor com comprovante de que havia votado na última eleição, carteira funcional da Unicamp e duas fotos 3x4.
Figura 7. Unicamp Notícias (1990). Fonte: Arquivo do CEEJA Paulo Decourt
O informativo Unicamp Notícias apresenta também a expectativa da responsável pela direção da escola, Eliane Aparecida Torres, em relação à ampliação dos espaços a serem oferecidos pela universidade quanto ao