• Nenhum resultado encontrado

2.2 Aspectos legais da cobrança, distribuição e aplicação dos royalties

2.2.3 Os Royalties a partir da Lei do Petróleo

2.2.3.2 A distribuição dos royalties

A regulamentação essenciais para a identi arcabouço institucional apropriação dos termos existem diversos benefi computados com base no exemplo, quando a lavra Lei nº 7.990, de 1989, co • Estados Produtores petróleo ou de gás n • Municípios Produtor petróleo ou de gás n • Municípios afetado desembarque de pe ou terrestres de em como, as monobóia - 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 12.000 14.000 1999 2000 2001

da arrecadação de Royalties entre 1999 e 2

ção: Valores corrigidos pelo Deflator Implícito do P

dos royalties

ção do setor petroleiro é repleta de c ntificação dos grupos beneficiários. A le l é fundamental, na medida em que ga os e significados característicos do seto eficiários para os royalties e participaçã nos critérios de enquadramento das legisl

ra é em terra (onshore), a Lei nº 9.478, d coloca que:

res são aqueles em cujo território é realiz s natural;

tores são aqueles em cujo território é realiz s natural;

dos por operações nas instalações petróleo e gás natural são aqueles com ins

embarque e desembarque de óleo bruto ias, os quadros de bóias múltiplas, os píer

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

e 2011

PIB – Ano base 2011.

conceitos que são leitura conceitual do garante a adequada etor. Por esta razão, ção especial, e são islações vigentes. Por , de 1997 apoiada na lizado a produção de alizada a produção de s de embarque e instalações marítimas o ou gás natural, tais íeres de atracação, os 2008 2009 2010 2011 Em R$ Milhões

cais acostáveis e as estações terrestres coletoras de campos produtores e de transferência de óleo bruto ou gás natural.

Tratando-se da lavra do petróleo ocorrer na plataforma continental (offshore), a Lei nº 9.478, de 1997 apoiada na Lei nº 7.990, de 1989, coloca que os Estados confrontantes com poços são os Estados e Municípios contíguos à área marítima delimitada pelas linhas de projeção dos respectivos limites territoriais até a linha de limite da plataforma continental, onde estiverem situados os poços. O mesmo vale para os Municípios confrontantes e suas respectivas áreas geoeconômicas, pois possuem o mesmo conceito de estados confrontantes com poços.

Com o aumento da alíquota dos royalties para até 10%25, a lei do petróleo informa que a alíquota mínima de 5% será distribuída conforme está regulamentado na Lei nº 7.990 de 1989. Assim, os critérios de distribuição para a parcela mínima de 5% são diferentes26 do utilizado para o montante definido pela parcela acima de 5%, conforme o esquema abaixo. O rateio dos royalties também é diferente no caso em que a lavra do petróleo ocorra em terra, sendo a lavra ocorrida na plataforma continental com outra distribuição, ver esquema abaixo.

Os royalties são distribuídos pela Secretaria do Tesouro Nacional, depositando diretamente nas contas correntes específicas que os beneficiários mantém junto ao Banco do Brasil S.A., com exceção do Comando da Marinha e ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que é realizado diretamente pela Secretaria do Tesouro Nacional, sem transitar pelo Banco do Brasil.

25 Para explicar a elevação dos royalties está o argumento de que serviu como moeda de troca no

processo de aprovação da Lei do Petróleo. Pois, a elevação dos royalties seria uma forma de ressarcir o poder público pela perda do monopólio de exploração do petróleo, aprovada pela mesma lei (Serra e Patrão, 2003)

26 A Lei do Petróleo preferiu não alterar a alíquota mínima de 5%. O intuito foi evitar possíveis

resistências à sua aprovação, relacionados a uma eventual oposição daqueles entes que interpretariam suas perdas como uma violação em seus direitos adquiridos (Serra e Patrão, 2003).

Distribuição da parcela de 5%

70% Estados produtores Produção 20% Municípios produtores onshore

10% Municípios com instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural

Parcela de 5%

30% Estados confrontantes com poços

30% Municípios confrontantes com poços Produção

offshore 20% Comando Marinha

10% Fundo Especial (estados e municípios)

10% Municípios com instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural

Distribuição da parcela acima 5%

52,5% Estados produtores

25% Ministério da Ciência e Tecnologia Produção

onshore

15% aos Municípios onde ocorrer a produção

7,5% Municípios afetados por operação nas instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural

Parcela de 5%

25% Ministério da Ciência e Tecnologia

22,5% Estados confrontantes com campos petrolíferos

22,5% Municípios confrontantes com campos petrolíferos Produção

offshore 15% Comando Marinha

7,5% Fundo Especial (estados e municípios)

7,5% Municípios afetados por operação nas instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural

Em 1999 a ANP, por meio da Portaria nº 195, estabelece os critérios para distribuição do percentual de 7,5%, definidos pela lei do petróleo, sobre a parcela do valor dos royalties que exceder a 5% da produção de petróleo ou gás natural de cada campo, a ser efetuada aos Municípios afetados pelas operações de embarque e desembarque de petróleo ou gás natural:

Esquema de Distribuição dos 7,5% a partir de 1° de Janeiro de 2000

60% ao município onde se localizar a instalação de embarque e desembarque de petróleo ou gás natural.

Produção onshore

40% aos Municípios pertencentes à zona de influência da instalação.

7,5% - Municípios afetados por operação nas instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural

60% ao município onde se localizar a instalação de embarque e desembarque de petróleo ou gás natural.

Produção offshore

40% aos Municípios pertencentes à zona de influência da instalação.

No entanto, em 2001, a ANP, por meio da Portaria n° 29, revogou a Portaria n°195, de 1999, estabelecendo novos critérios a serem adotados para o rateio do percentual de 7,5% sobre a parcela do valor dos royalties que exceder a 5% da produção de petróleo ou gás natural de cada campo, a ser efetuada aos Municípios que sejam afetados pelas operações de embarque e desembarque de petróleo ou gás natural:

Esquema de Distribuição dos 7,5% a partir de 1° de Janeiro de 2002

40% ao município onde se localizar a instalação de embarque e desembarque de petróleo ou gás natural.

Produção onshore

60% aos Municípios pertencentes à zona de influência da instalação.

7,5% - Municípios afetados por operação nas instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural

40% ao município onde se localizar a instalação de embarque e desembarque de petróleo ou gás natural.

Produção offshore

60% aos Municípios pertencentes à zona de influência da instalação.

Com relação à la que na distribuição da a com poços produtores, a com campos produtores. regulamentação feita em de distribuição de royalti Tabela abaixo. Tabela 1 - Distribuição de Grupo Parcela mínima de 5% Parcela excedente a 5%

Fonte: Elaboração própria

No que se refere especial, os municípios, visualizar no Gráfico 6. crescimento robusta. Alé pela expansão do setor em 2009, como resultado de algum modo, contam sendo o crescimento reto

Gráfico 6 – Distribuição d

Fonte: ANP, 2012. Observaçã

- 1.000,00 2.000,00 3.000,00 4.000,00 5.000,00 1999 2000 2001 Fundo Especial

lavra na plataforma continental (offshore alíquota até 5%, os estados e município , ao passo que na alíquota acima de 5%

s. Esta é uma diferenciação apenas conce m conjunto por duas leis diferentes. Em r

alties podem ser repartidos em duas cate

de Royalties segundo os dispositivos Instit

Dispositivo institucio

Lei nº 7.990 (1989) e Decreto n Lei nº 9.478 (1997) e Decreto nº

ere aos resultados da distribuição, con s, os estados e a União, no período de 19 . O volume de recursos distribuídos segu lém dos fatores institucionais, esse cresc or petroleiro e pela escalada dos preços d do da crise econômica que abateu os país aminou Brasil, o volume de recursos distr etomado a partir de 2010.

o dos royalties entre os entes federativos (2

ção: 1- Valores corrigidos pelo Deflator Implícito do 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 200

União Estados Mun

re), deve-se verificar ios são confrontados 5% são confrontados nceitual em virtude da resumo, os critérios ategorias, conforme a stitucionais ional to nº 1 (1991) nº 2.705 (1998) onsiderando o fundo 1999 a 2011, pode-se gue uma trajetória de scimento é explicado s do petróleo. Porém, íses desenvolvidos e, istribuídos reduziu-se,

(2001 a 2011)

do PIB – Ano base 2011. 2009 2010 2011

R$ em milhões¹

Com exceção de 1999 e 2000, ver-se-á que os municípios são os que mais arrecadaram no período de 2001 a 2011, seguido pelos Estados e a União, sendo que este ultimo reflete a arrecadação do Comando da Marinha e do Ministério da Ciência e Tecnologia. O fundo especial, que deve ser repartido entre todas as unidades subnacionais, é o que representa menor arrecadação. De acordo com a Tabela 2, entre 1999 e 2011, os municípios concentraram cerca de 34% de todos os

royalties distribuídos. Já os Estados e a União acumularam 31% e 28%,

respectivamente.

Tabela 2 – Participação relativa dos entes na distribuição de Royalties entre 1999 e 2011

Ente Valores (R$ em Bilhões)¹ Participação Relativa

Fundo Especial 8,1 7%

União 30,5 28%

Estados 34,0 31%

Municípios 37,4 34%

Total 110,0 100%

Fonte: ANP, 2012. Observação: Valores corrigidos pelo Deflator Implícito do PIB – Ano base 2011.