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Divisão do Macrociclo em período, adaptado Costill et al., (1992)

Segundo Sweetenham & Atkinson (2003), Olbrecht (2000) e Santos (2009) as sessões de treino ao longo da época desportiva são divididas em três partes diferentes, em que a primeira parte é denominada de Preparatória, onde o foco vai para ativação sistema cardio e muscular, tendo como finalidade aplicação de tarefas que possibilitam aos nadadores nadar as quatro técnicas de nado, podendo estes utilizar material de correção como por exemplo as barbatanas, o pulboy ou palas. A segunda parte do treino é conhecida como a parte Principal, onde os exercícios feitos neste período têm o intuito de fazer com que os nadadores possam ter adaptações fisiológicas. A terceira parte chama-se Retorno á Calma onde os nadadores recuperam dos esforços que fizeram na tarefa principal do treino, tendo para isso, a diminuição da frequência cardíaca e também do lactato, para que o organismo possa dar início á regeneração, tal como a recuperação que dai advém, fazendo com que haja depois o síndrome da super compensação.

O planeamento das sessões de treino para os jovens é importante ter o cuidado de verificar o estado maturacional, de maneira a escolher os melhores meios e métodos de forma a determinar da melhor forma a zona de intensidade e o tempo da tarefa (Zakharov & Gomes, 2003; Barbanti, 2005). Por outro lado a opinião de autores como Matveev (2001) ou Gomes (2002) indicam que neste grupo é importante que o trabalho que é feito pelos responsáveis seja focado para um desenvolvimento geral, tendo este uma variação de estímulos abrangentes, de maneira que estes possam ter uma existência motora, o mais diversificado possível, e que possam dar uma base consistente para a prática desportiva no futuro. No entanto e segundo Raposo (2006) também é necessário que o treinador deva dirigir o treino como sendo um meio para poder desenvolver os jovens, mas para isso, há que implementar no treino uma carga que seja a mais apropriada para a idade dos nadadores.

Para Troup (1991) o treino para jovens crianças deve passar um processo que tenha uma sequência lógica, em que a capacidade aeróbia é o primeiro passo a ser desenvolvido, em que a idade para a consolidação desta capacidade situa-se á volta dos doze anos, no qual a resistência geral e específica deve entrar no quotidiano do nadador, passando também pelo velocidade; depois numa idade mais avançada, mais precisamente por volta dos treze anos o individuo deve incorporar para além daquilo que já adquiriu a resistência até aos dezoito anos.

Macrociclo

Período Resistência Geral

Período Resistencia

Segundo Costill et al., (1992) a (i) resistência geral é um ciclo onde os atletas são preparados para sessões mais intensas numa fase seguinte, e por isso é necessário desenvolver o trabalho de base, nomeadamente a força, a resistência, a flexibilidade, a velocidade e a técnica de nado; (ii) a resistência específica sucede a geral, sendo esta caraterizada por um aumento na intensidade do treino da resistência e também pelo fato das sessões na sua grande maioria, terem um foco especial nas técnicas de nado dos atletas; (iii) período competitivo é caraterizado pelo momento em que os atletas começam a ter provas, e por isso, ocorre uma alteração no treino, onde as sessões passam, ser focadas na velocidade ao invés da resistência, onde o ritmo de prova, o treino de potência e a velocidade devem ser desenvolvidos; (iv) o período de Taper é a fase onde ocorre uma diminuição de volume e intensidade, de maneira que os nadadores possam atingir o seu potencial ao máximo (Richards,2000).

O planeamento desportivo a longo prazo segundo Navarro et al. (1990) tem o intuito de planear da melhor maneira possível a carreira do atleta, desde o momento que este inicia a prática desportiva até ao ponto em que está preparado o suficientemente para poder atingir os resultados máximos de carreira enquanto nadador. E para isso acontecer é necessário existir um controlo do treino, através de uma planificação que irá ser fundamental no processo da natação pura desportiva (Fernandes et al., 1998), visto que possibilita aos treinadores estimar os efeitos do treino, verificar adaptação correta do treino ou perspetivar o desempenho desportivo do nadador no futuro (Fernandes et al., 2003).

Tabela 18. Modelo de Preparação Desportiva a Longo Prazo, adaptado Marcelo Cardoso (2007).

Na tabela 19 está estruturado a forma como vários autores organizam o planeamento de uma época á sua maneira através da divisão desta em várias estruturas que possibilitam um maior controlo nos treinos.

Autores/Estrutura I II III IV V VI

Ozolin (1983) Sessão Microciclo Mesociclo Fase Período Macrociclo Bompa (1983) Sessão Microciclo Mesociclo Subfase Fase Mesociclo

Harre (1987) Sessão Microciclo Mesociclo Fase Período Ciclo Manno (1990) Sessão Microciclo Mesociclo Fase Período Macrociclo

Veroshansky (1990) Sessão Microciclo Bloco Ciclo

Platanov (1991) Sessão Microciclo Mesociclo Etapa Período Macrociclo Meteveev (1997) Sessão Microciclo Mesociclo Fase Período Macrociclo

Tabela 19. Estruturas da Planificação do Treino – livro de “Planificación y Contol del Entrenamiento en Natación de Fernando Navarro e Antonio Rivas.

Periodização do Treino para Nadadores

O desenvolvimento de jovens nadadores passa por construir e delinear de forma clara as fases para as quais os nadadores têm que passar sem nunca descorar a decadência que essas mesmas fases têm, para que no fim seja possível atingir os objetivos que tinham sido traçados,

e por isso existem vários autores que apresentam diferentes perspetivas relativamente à periodização do treino a longo prazo. Bompa (1999) divide a periodização em dois períodos, que de seguida são convergidos em quatro etapas, como demonstra o organigrama 10.