O estudo de Nuno Amaro et al., (2015) visa verificar o efeito de um programa de treino de força em seco, nomeadamente na performance do nado e na produção de força na água. Ao fim de quatro semanas os autores demonstraram que os nadadores apresentam melhorias no rendimento desportivo, derivado às semanas em que estes estiveram num processo de adaptação aos índices de força.
Carga de Treino
Batalha et al., (2013) realizou um estudo com objetivo de analisar os efeitos de uma temporada desportiva sobre a força, equilíbrio e resistência nos músculos do manguito rotador do ombro dos nadadores, em que foi medido três vezes ao longo da época. Foi avaliado o torque do rotador interno e externo do ombro, onde foi provado que a natação aumenta desequilíbrios musculares nos rotadores dos ombros (jovens nadadores), principalmente nos rotadores internos, visto que este proporcionalmente superior que os músculos antagonistas, e por isso é importante a existência de um treino de reforço para compensar esta situação.
O estudo de Willems et al., (2015) teve como objetivo analisar o efeito da flexibilidade do tornozelo e da força muscular no pontapé de golfinho. Os resultados mostraram que a velocidade do pontapé de golfinho pode ser aumentada através de exercícios de força muscular e mostrou que indivíduos com pouca flexibilidade no tornozelo podem beneficiar com um trabalho de flexibilidade.
O estudo revela a importância do reforço muscular e da flexibilidade, uma vez que, o nadador ao treinar as duas, permite aumentar a velocidade do movimento e com a flexibilidade o atleta consegue fazer movimentos com maior amplitude do que aqueles que fazia antes.
O primeiro estudo comprova que o trabalho de força realizada a seco com qualidade permite que os nadadores possam obter resultados positivos, por outro lado é um método importante na prevenção das lesões (estudo 2), e se existir um reforço muscular aliado ao trabalho de flexibilidade, o atleta irá aumentar a velocidade do movimento e também um aumento de amplitude dos movimentos (estudo 3).
b) Biomecânica
O estudo de Nasirzade et al., (2015) teve como objetivo analisar a biomecânica, a antropometria e os parâmetros musculares arquitetónicos. Os resultados mostraram que os parâmetros biomecânicos são aqueles que melhor caraterizam o rendimento na prova dos 200m, em segundo é os parâmetros antropométricos e em terceiro os parâmetros musculares. A conclusão do estudo indica que a técnica deve ser o núcleo no treino de jovens, por outro lado pode ser usado na identificação de talentos.
Segundo Figueiredo et al., (2016) o objetivo do estudo passava por avaliar o desempenho do sprint nos jovens nadadores. A análise dos nadadores incidiu sobretudo na parte biomecânica, energética, coordenação e também na parte antropométrica. O estudo mostrou que a técnica, a antropometria e a energética são fatores determinantes no desempenho dos jovens nesta ação motora.
Para Hochstein e Blickhan (2014) os nadadores utilizam o movimento ondulatório para que possam aumentar a velocidade de nado, para isso foi feito este com o objetivo de observar a ondulação subaquática de dez nadadores. Os resultados mostraram que os nadadores mais
experientes nadam com uma onda mais linear, no entanto a pernada realizada ventral e dorsal apresentam diferenças pequenas, porém a pernada em posição ventral é ligeiramente mais rápida que na posição dorsal.
O estudo de Conceição et al., (2013) foi realizado com intuito de verificar as ondas geradas pelos nadadores ao nadarem com e sem snorkels aquatrainer, onde foi possível identificar que o material leva a ligeiras alterações do padrão biomecânico, como também o aparecimento de AVC.
Os estudos mostram a importância que a ciência tem no desporto e neste caso na natação, porque a função do treinador não é só administrar treinos, mas ter conhecimentos em aéreas como por exemplo a antropometria ou biomecânica, porque um treinador deve saber um pouco de tudo, e é esse tudo que vai permitir que os atletas possam evoluir, tendo sempre o cuidado de zelar pelo bem dos atletas.
c) Treino e Equipamento Auxiliar
O objetivo do estudo de Ribeiro et al., (2016) foi verificar se o snorkel provoca um arrasto hidrodinâmico no nado. O estudo mostrou que o snorkel não provoca um aumento de arrasto ativo durante o rastreamento frontal e a energia metabólica para superar o arrasto total não é afetado, porém o atleta ao realizar a viragem necessita de um tempo adicional. No estudo de Telles et al., (2015) o objetivo foi verificar se as palas e o paraquedas tinham influência no estilo de mariposa, em que no primeiro caso o material não tinha influência na coordenação entre o membro superior e o membro inferior, já no segundo caso (paraquedas) e no terceiro caso (palas mais paraquedas) o material possibilita uma maior continuidade propulsiva.
O estudo mostra o impacto que o material de treino utilizado pelos nadadores tem nas sessões, porque é importante que o treinador conheça as vantagens e as desvantagens que este provoca no nado dos nadadores.
d) Nutrição
Segundo Das PK e Panja D (2013) a natação é uma modalidade dirigida para a saúde, em que a prática desta leva os indivíduos adquirirem esta funcionalidade. No entanto a natação é um desporto suscitável ao aparecimento de lesões, tanto no treino como em competição. Neste estudo o foco vai para a nutrição dos nadadores, uma vez que, uma má alimentação provoca um desempenho negativo nos atletas, como aconteceu neste estudo, em que estes sofriam de uma anemia nutricional, derivado ao baixo nível da hemoglobina.
No caso de Philippou (2016) o estudo sobre a nutrição tinha como objetivo avaliar o impacto da educação nutricional sobre o conhecimento nutricional e a adesão dos nadadores á dieta mediterrânea, como também explorar o efeito dos pais, em relação á aderência realizada pelos
filhos á dieta. Os dados mostraram que a intervenção realizada melhorou a adesão da dieta mediterrânea e possibilitou um aumento ao nível do conhecimento nutricional.
O sucesso desportivo e o rendimento desportivo dependem de vários fatores, nomeadamente: a qualidade dos treinos, o cumprimento das tarefas nas sessões, o número de horas de repouso e a alimentação, no entanto esta tem de ter uma atenção especial, porque acaba por ter influência nos restantes fatores, uma vez que, esta possibilita a reposição de nutrientes que foram gastos na atividade, logo se esta não tiver a devida atenção, o atleta acaba prejudicado a nível desportivo e em termos de saúde.
e) Fisiologia
O estudo de Jesus et al., (2015) passou por avaliar e comparar a cinética de captação de oxigénio em intensidades baixas, moderadas e severas durante um exercício incremental. Os dados mostraram que nas intensidades intensas e severas, existiu uma absorção lenta de oxigénio em todos os nadadores. No caso da cinética a captação de oxigénio ofereceu informações relevantes sobre o stress cardiorrespiratório e metabólico o que mostra a sua utilidade, nomeadamente no desempenho e na prescrição do treino.
Costa et al., (2013) realizou um estudo com o objetivo de determinar o efeito do treino de vários meses no desempenho e no perfil energético dos nadadores da elite. Os dados mostraram que os nadadores de elite tiveram uma ligeira melhoria no desempenho e no perfil energético devido aos vários meses de treino, embora cada nadador tenha uma maneira de se adaptar á carga de treino.
f) Análise de Competição
Segundo um estudo desenvolvido por Tor E, et al. (2015), a prova de Natação é dividida em três subfases: bloco, voo e percurso subaquático, tendo estas um papel importante nas provas natação. O estudo foi realizado com o intuito de identificar fatores técnicos associados ao início da partida do bloco, mas com maior incidência no percurso subaquático no estilo de crol e mariposa. Os resultados indicaram que os nadadores ao desenvolverem uma maior velocidade horizontal na saída e também a existência de um maior foco na fase subaquática, nomeadamente na procura da melhor trajetória, o nadador irá ter um melhor desempenho na partida.
Barbosa et al., (2015) realizou um estudo com o objetivo de comparar a hidrodinâmica na natação com procedimentos experimentais e analíticos como também conhecer as contribuições do arrasto de fricção e do arrasto de pressão no arrasto passivo total. Os dados revelaram a existência de uma forte relação entre o arrasto passivo e o coeficiente de arrasto passivo avaliado com procedimentos experimentais e analíticos. O método analítico é uma maneira nova de coletar informações sobre o arrasto passivo no treino e competição, por outro
lado o método analítico serve para analisar a corrida durante as competições como também na monitorização do status do nadador durante as sessões de treino.
Assim, neste sentido o sucesso numa prova de natação, começa desde logo no bloco de partida, porque o tempo de reação necessário para o nadador sair do bloco, passando pelo voo e pelo percurso subaquático até ao nado propriamente dito é crucial para o sucesso de um prova, porque o nadador pode ser melhor no nado, mas se não for bom nestes três subfases, tem uma maior probabilidade de não conseguir atingir os objetivos, e esta situação pode ser observada mais á frente neste documento.