• Nenhum resultado encontrado

DO ATENDIMENTO INICIAL DO ATENDIMENTO INICIAL

Seção I

Da Solicitação do Fornecimento Art. 27

Efetivada a solicitação de fornecimento, a distribuidora deve cientificar o interessado quanto à:

I – obrigatoriedade de:

a) observância, na unidade consumidora, das normas e padrões dis-ponibilizados pela distribuidora, assim como daquelas expedidas pelos órgãos oficiais competentes, naquilo que couber e não dispuser contra-riamente à regulamentação da ANEEL;

b) instalação, pelo interessado, quando exigido pela distribuidora, em locais apropriados de livre e fácil acesso, de caixas, quadros, painéis ou cubículos destinados à instalação de medidores, transformadores de medição e outros aparelhos da distribuidora necessários à medição de consumo de energia elétrica e demanda de potência, quando hou-ver, e à proteção destas instalações;

c) declaração descritiva da carga instalada na unidade consumidora; d) celebração prévia dos contratos pertinentes;

e) aceitação dos termos do contrato de adesão pelo interessado; f) fornecimento de informações referentes à natureza da atividade desenvolvida na unidade consumidora, à finalidade da utilização da energia elétrica, da necessidade de comunicar eventuais alterações supervenientes e o local de entrega da fatura;

g) apresentação dos documentos relativos à sua constituição, ao seu re-gistro e do(s) seu(s) representante(s) legal(is), quando pessoa jurídica; e “h) apresentação do Cadastro de Pessoa Física – CPF, desde que não esteja em situação cadastral cancelada ou anulada de acordo com Instrução Normativa da Receita Federal, e Carteira de Identidade ou, na inexistência desta, de outro documento de identificação oficial com foto, e apenas o Registro Administrativo de Nascimento Indígena – RANI no caso de indígenas.”

II - necessidade eventual de:

a) execução de obras, serviços nas redes, instalação de equipamentos da distribuidora ou do interessado, conforme a tensão de fornecimento e a carga instalada a ser atendida;

b) construção, pelo interessado, em local de livre e fácil acesso, em condições adequadas de iluminação, ventilação e segurança, de com-partimento destinado, exclusivamente, à instalação de equipamentos de transformação e proteção da distribuidora ou do interessado, ne-cessários ao atendimento das unidades consumidoras da edificação; c) obtenção de autorização federal para construção de rede destinada a uso exclusivo do interessado;

“d) apresentação de licença ou declaração emitida pelo órgão compe-tente quando a extensão de rede ou a unidade consumidora ocuparem áreas protegidas pela legislação, tais como unidades de conservação, reservas legais, áreas de preservação permanente, territórios indíge-nas e quilombolas, entre outros.”

(Redação dada pela Resolução Normativa ANEEL nº 479, de 03.04.2012)

e) participação financeira do interessado, nos termos desta Resolução; f) adoção, pelo interessado, de providências necessárias à obtenção de benefícios tarifários previstos em legislação;

“g) aprovação do projeto de extensão de rede, antes do início das obras;

h) apresentação de documento, com data, que comprove a proprieda-de ou posse do imóvel;

i) aprovação de projeto das instalações de entrada de energia, de acor-do com as normas e padrões da distribuiacor-dora, observaacor-dos os procedi-mentos e prazos estabelecidos nos incisos III e IV do § 3º do art. 37; e j) indicação de outro endereço atendido pelo serviço postal para entrega da fatura e demais correspondências, observado o disposto no art. 122. § 1º O prazo para atendimento, sem ônus de qualquer espécie para o interessado, deve obedecer, quando for o caso, ao plano de universaliza-ção aprovado pela ANEEL, ou aos prazos estabelecidos pelos programas de eletrificação rural implementados por órgão da Administração Pública Federal, do Distrito Federal, dos Estados ou dos Municípios.”

§ 2º A distribuidora deve entregar ao interessado, por escrito, a in-formação referida no § 1°, e manter cadastro específico para efeito de fiscalização.

§ 3º A análise e avaliação de documentos pela distribuidora não cons-tituem justificativa para ampliação dos prazos de atendimento definidos, desde que atendidas as disposições desta Resolução.

“§ 4º A apresentação dos documentos constantes da alínea “h” do inci-so I pode, a critério da distribuidora, ser efetuada quando da inspeção do padrão de entrada da unidade consumidora, da leitura para o último fatura-mento da relação contratual anterior, ou de quaisquer outros procedimen-tos similares que permitam a comprovação da identidade do solicitante.

§ 5° A distribuidora deve informar ao interessado, por escrito, se a me-dição será externa nos termos da alínea “a” do inciso XLIX do art. 2º. § 6° A distribuidora deve informar ao interessado que solicita o forneci-mento ou a alteração de titularidade, das classes residencial e rural, todos os critérios para o enquadramento nas subclasses residencial baixa renda definidos na Lei nº 12.212, de 2010.”

(Redação dada pela Resolução Normativa ANEEL nº 479, de 03.04.2012)

§ 7° A distribuidora deve cadastrar as unidades consumidoras onde pessoas utilizem equipamentos elétricos essenciais à sobrevivência hu-mana, após solicitação expressa do titular da unidade consumidora, me-diante comprovação médica.

§ 8° Havendo alocação de recursos a título de subvenção econômica, oriundos de programas de eletrificação instituídos por ato específico, com vistas à instalação de padrão de entrada e instalações internas da unidade consumidora, a distribuidora deve aplicá-los, em conformidade com o es-tabelecido no respectivo ato, exceto nos casos em que haja manifestação em contrário, apresentada formalmente pelo interessado.

Art. 28

Para aplicação da TSEE, um dos integrantes de cada família, que aten-da a uma aten-das condições dispostas no art. 8º, deve informar à distribuidora:

I – nome;

“II – Número de Identificação Social – NIS ou Número do Benefício – NB;”

(Redação dada pela Resolução Normativa ANEEL nº 472, de 24.01.2012)

III – CPF e Carteira de Identidade ou, na inexistência desta, outro do-cumento de identificação oficial com foto; e

IV – se a família é indígena ou quilombola.

“§ 1º No caso de existência de portador de doença ou deficiência, o responsável pela unidade consumidora ou o próprio portador da doença ou da deficiência deve ainda comprovar a necessidade do uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funciona-mento, necessitem de energia elétrica, mediante apresentação de relató-rio e atestado subscrito por profissional médico.

§ 2º Para fins do disposto no § 1º, no caso em que o profissional mé-dico não atue no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS ou em es-tabelecimento particular conveniado, o relatório e o atestado devem ser homologados pela Secretaria Municipal de Saúde.

§ 3º O Relatório e o atestado médico de que trata o § 1º deve certificar a situação clínica e de saúde do morador portador da doença ou da defici-ência, bem como a previsão do período de uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, deman-dem consumo de energia elétrica e, ainda, as seguintes informações:

I - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Re-lacionados à Saúde – CID;

II - número de inscrição do profissional médico responsável no Conse-lho Regional de Medicina – CRM;

III - descrição dos aparelhos, dos equipamentos ou dos instrumentos utilizados na residência que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica;

IV - número de horas mensais de utilização de cada aparelho, equipa-mento ou instruequipa-mento;

V - endereço da unidade consumidora; e VI - Número de Identificação Social – NIS.

§ 4º Nos casos em que houver necessidade de prorrogação do perí-odo previsto no relatório médico ou no atestado, o responsável pela unidade consumidora ou o portador da doença ou da deficiência deve solicitar novos relatório e atestado médico para manter o benefício. § 5º A distribuidora deve retirar o benefício a partir do ciclo de fatura-mento que se iniciar após o término do período previsto no relatório e no atestado médico para uso do aparelho, do equipamento ou do instrumento

que, para seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica, caso o beneficiário não apresente novo relatório e atestado médico que comprovem a necessidade da prorrogação do período de uso.

§ 6º Nos casos em que o período de uso seja superior a 1 (um) ano, o responsável pela unidade consumidora ou o próprio portador da doença ou da deficiência deve, para manutenção do benefício, uma vez a cada 12 (doze) meses, apresentar novo relatório e atestado médico, devendo a distribuidora informar ao consumidor sobre essa necessidade com até 30 (trinta) dias de antecedência.

§ 7º Caso o beneficiário do BPC seja indígena ou quilombola e almeje receber o desconto descrito no § 1º do art. 110, também deve estar inclu-ído no Cadastro Único e informar o NIS.

§ 8º Caso as famílias indígenas não possuam os documentos definidos no inciso III do caput, deve ser admitido o documento RANI.

§ 9º No caso de habitações multifamiliares, para continuidade do benefí-cio, as famílias devem atualizar as informações dispostas neste artigo a cada 12 (doze) meses ou em prazo inferior quando solicitado pela distribuidora.”

(Redação dada pela Resolução Normativa ANEEL nº 472, de 24.01.2012)

Art. 29

Para o atendimento à unidade consumidora cuja contratação for efetu-ada por meio da celebração do Contrato de Compra de Energia Regulefetu-ada – CCER, deve-se observar que:

I – a formalização da solicitação de que trata o caput deve ser efetivada mediante celebração do CCER;

II – quando se tratar de unidades consumidoras conectadas à Rede Básica, a celebração do CCER deve ser efetivada com antecedência mínima de 15 (quinze) dias da data em que a distribuidora está obri-gada a declarar sua necessidade de compra de energia elétrica para o leilão “A-5”, efetivando-se a entrega no quinto ano subsequente; III – a distribuidora pode, a seu critério, efetuar o atendimento em prazo inferior, vedado o repasse de eventuais repercussões no cômputo de suas tarifas; e

IV – quando inexistirem dados históricos de consumo da distribuidora, compete ao consumidor informar a média de consumo projetada para o prazo de vigência contratual à distribuidora.

Seção II Da Vistoria Art. 30

“A vistoria da unidade consumidora deve ser efetuada em até 3 (três) dias úteis na área urbana e 5 (cinco) dias úteis na área rural, contados da data da solicitação de fornecimento ou do pedido de nova vistoria, obser-vado o disposto na alínea “i” do inciso II do art. 27.”

(Redação dada pela Resolução Normativa ANEEL nº 479, de 03.04.2012)

§ 1º Ocorrendo reprovação das instalações de entrada de energia elétrica, a distribuidora deve informar ao interessado, por escrito, em até 3 (três) dias úteis, o respectivo motivo e as providências corretivas necessárias.

§ 2º Na hipótese do § 1º, a distribuidora deve realizar nova vistoria e efetuar a ligação da unidade consumidora nos prazos estabelecidos no art. 31, caso sanados todos os motivos da reprovação em vistoria an-terior, observados os prazos do caput, após solicitação do interessado.

(Redação dada pela Resolução Normativa ANEEL nº 418, de 23.11.2010)

“§ 3º Durante o prazo de vistoria, a distribuidora deve averiguar a exis-tência de rede de distribuição que possibilite o pronto atendimento da uni-dade consumidora.

§ 4º Nos casos onde for necessária a execução de obras para o atendi-mento da unidade consumidora, nos termos do art. 32, o prazo de vistoria começa a ser contado a partir do primeiro dia útil subsequente ao da con-clusão da obra, conforme cronograma informado pela distribuidora, ou do recebimento da obra executada pelo interessado.”

(Redação dada pela Resolução Normativa ANEEL nº 479, de 03.04.2012)

Seção III