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DO IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO INTERVIVOS DE BENS IMÓVEIS IT

Subseção II Da Avaliação Especial

DO IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO INTERVIVOS DE BENS IMÓVEIS IT

Seção I

Do Fato Gerador e Da Incidência

Art. 106. O imposto sobre a transmissão “inter vivos”, a qualquer título, por ato

oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição, tem como fato gerador:

I - a transmissão “inter vivos”, a qualquer título, por ato oneroso, da propriedade ou do

domínio útil de bens imóveis, por natureza ou por acessão física, conforme definido no Código Civil;

II - a transmissão “inter vivos”, por ato oneroso, a qualquer título, de direitos reais sobre

imóveis, exceto os direitos de garantia;

III - a cessão de direitos relativos às transmissões referidas nos incisos anteriores. Art. 107. A incidência do ITIV alcança as seguintes mutações patrimoniais: I - compra e venda pura ou condicional e atos equivalentes;

II - dação em pagamento; III - permuta;

IV - arrematação ou adjudicação em leilão, hasta pública ou praça;

V - incorporação ao patrimônio de pessoa jurídica, ressalvados os casos de imunidade e

não incidência;

VI - transferência do patrimônio de pessoa jurídica para o de qualquer dos sócios,

acionistas ou respectivos sucessores;

a) nas partilhas efetuadas em virtude de dissolução da sociedade conjugal ou morte

quando o cônjuge ou herdeiro receber quota-parte dos imóveis situados no Município, cujo valor seja maior do que o da parcela que lhe caberia na totalidade desses imóveis;

b) nas divisões para extinção de condomínio de imóvel, quando for recebida por

qualquer condômino quota-parte material cujo valor seja maior que a quota-parte ideal;

VIII - mandato em causa própria e seus subestabelecimentos, quando o instrumento

contiver os requisitos essenciais à compra e venda;

IX - instituição de fideicomisso; X - enfiteuse e subenfiteuse;

XI - rendas expressamente constituídas sobre imóvel; XII - concessão real de uso;

XIII - cessão de direitos de usufrutos; XIV - cessão de direitos a usucapião;

XV - cessão de direitos do arrematante ou adjudicante, depois de assinado o auto de

arrematação ou adjudicação;

XVI - acessão física quando houver pagamento de indenização; XVII - cessão de direitos sobre permuta de bens imóveis;

XVIII - qualquer ato judicial ou extrajudicial inter vivos não especificado neste artigo

que importe ou se resolva em transmissão, a título oneroso, de bens imóveis por natureza ou acessão física, ou de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia;

XIX - cessão de direitos relativos aos atos mencionados no inciso anterior;

XX - cessão de promessa de venda ou transferência de promessa de cessão, relativa a

imóveis, quando se tenha atribuído ao promitente comprador ou ao promitente cessionário o direito de indicar terceiro para receber a escritura decorrente da promessa.

Parágrafo único. Equipara-se à compra e venda, para efeitos tributários: I - a permuta de bens imóveis por bens e direitos de outra natureza;

II - a permuta de bens imóveis situados no território do Município por outros quaisquer

bens situados fora do território do Município.

Da Não Incidência

Art. 108. Ressalvado o disposto no artigo seguinte, o imposto não incide sobre a

transmissão dos bens ou direitos referidos nos artigos anteriores:

I - quando efetuada para sua incorporação ao patrimônio de pessoa jurídica em

pagamento de capital nela subscrito;

II - quando decorrente da incorporação ou da fusão de uma pessoa jurídica por outra ou

com outra.

§ 1º O imposto não incide, ainda, sobre a transmissão aos mesmos alienantes, dos bens e

direitos adquiridos na forma do inciso I deste artigo, em decorrência da sua desincorporação do patrimônio da pessoa jurídica a que foram conferidos.

§ 2º A não incidência referida no inciso I deste artigo está limitada ao valor do capital

subscrito, devendo o excedente que constituir crédito do subscritor ou de terceiros, ser oferecido à tributação.

Art. 109. Não se aplica o disposto no artigo anterior quando a atividade do adquirente

ou sua atividade preponderante for a compra e venda, locação ou arrendamento mercantil de imóveis, ou a cessão de direitos relativos à sua aquisição.

§ 1º Considera-se caracterizada atividade preponderante quando mais de 50 %

(cinqüenta por cento) da receita operacional da pessoa jurídica adquirente, nos dois anos anteriores e nos dois anos subsequentes à aquisição, decorrer de transações mencionadas no caput deste artigo.

§ 2º Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição, ou menos

de 2 (dois) anos antes dela, apurar-se-á a preponderância referida no parágrafo anterior, levando em conta os 3 (três) primeiros anos seguintes à data da aquisição.

§ 3º Não havendo receita operacional prevalecerá como atividade preponderante

quaisquer das previstas no contrato social.

§ 4º Verificada a preponderância referida neste artigo, tornar-se-á devido o imposto, nos

termos da lei vigente à data da aquisição, sobre o valor do bem ou direito nessa data.

§ 5º O disposto neste artigo não se aplica quando a transmissão de bens ou direitos for

realizada em conjunto com a da totalidade do patrimônio da pessoa jurídica alienante.

Seção III

Da Base de Cálculo e das Alíquotas Art. 110. A base de cálculo do imposto é:

I - nas transmissões em geral, o valor dos bens ou direitos transmitidos, declarado pelo

contribuinte ou apurado pelo Fisco, o que for maior;

II – nas transferências de domínio, o valor declarado pelo contribuinte ou apurado pelo

Fisco, o que for maior;

III – nas dações em pagamento, o valor, apurado pelo Fisco, do imóvel dado,

independentemente do valor da dívida solvida;

IV – nas permutas, o valor de cada imóvel permutado declarado pelo contribuinte ou

apurado pelo Fisco, o que for maior;

V – nas instituições de fideicomisso ou usufruto, o valor declarado pelo contribuinte ou

apurado pelo Fisco, o que for maior;

VI – na arrematação judicial, o valor da avaliação judicial do imóvel; VII – na arrematação administrativa e no leilão, o valor do maior lance.

Parágrafo único. Na arrematação administrativa, bem como nas hipóteses de

adjudicação, remição ou leilão, a base de cálculo do ITIV não poderá ser inferior ao valor da avaliação administrativa.

Art. 111. Apurada a base de cálculo, o imposto será calculado mediante aplicação das

seguintes alíquotas:

I - 1,5% (um e meio por cento) para as transmissões de imóveis populares, conforme

disposto em regulamento;

II - 3,0% (três por cento) nas demais transmissões. Seção IV Do Lançamento

Art. 112. O lançamento do imposto será feito com base na declaração do contribuinte

ou de ofício pela autoridade administrativa.

Art. 113. Quando a Administração Tributária não concordar com o valor venal

declarado pelo contribuinte promoverá a avaliação de ofício buscando o valor efetivo de mercado do bem ou direito.

§ 1º A Secretaria Municipal da Fazenda poderá publicar tabela mínima de preços dos

terrenos e das edificações, que servirão de base para avaliação dos valores venais dos imóveis.

§ 2° A avaliação de ofício não poderá ser inferior ao valor venal utilizado para o IPTU. § 3° Fica ressalvado ao contribuinte o direito de contraditar a avaliação de ofício, desde

que acompanhada de laudo técnico de perito cadastrado em instituição pública.

Seção V

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