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Código Tributário

Código Tributário

Lei Municipal 454

de 05 de dezembro de 2014

CONTRIBUIÇÕES

PREÇOS PÚBLICOS

IMPOSTOS

TAXAS

TAXAS

(2)

INDICE SISTEMÁTICO

Disposição Artigos Página

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 1° a 2° 1 LIVRO I – DO ESTATUTO DO CONTRIBUINTE 3° a 19 1 TÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 3° 1 TÍTULO II – DOS DIREITOS, GARANTIAS E OBRIGAÇÕES DO CONTRIBUINTE 4° a 7° 1 TÍTULO III – DOS DEVERES DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA 8° 4 CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS 8° a 9° 4 CAPÍTULO II – DAS AÇÕES FISCAIS 10 a 13 4 CAPÍTULO III – DAS CONSULTAS 14 5 CAPÍTULO IV - DAS CERTIDÕES 15 a 16 5 CAPÍTULO V - DAS DISPOSIÇÕES ESPECIAIS 17 a 19 6 LIVRO II - DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL 20 a 213 6 TÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 20 6 TÍTULO II - DA IMUNIDADE 21 a 23 6 TÍTULO III - DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 24 a 75 7 CAPÍTULO I - DA CONSTITUIÇÃO 24 7 CAPÍTULO II - DA SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE 25 a 27 8 SEÇÃO I - DISPOSIÇÕES GERAIS 25 8 SEÇÃO II - DA MORATÓRIA 26 8 SEÇÃO III - DO PARCELAMENTO 27 8 CAPÍTULO III - DA EXTINÇÃO 31 a 46 9 SEÇÃO I – DAS MODALIDADES DE EXTINÇÃO 31 9 SEÇÃO II - DO PAGAMENTO 32 a 36 10 SEÇÃO II - DA TRANSAÇÃO 37 11 SEÇÃO III - DA COMPENSAÇÃO 38 11 SEÇÃO IV - DA DAÇÃO EM PAGAMENTO 39 a 45 11 SEÇÃO V - DA REMISSÃO 46 12 CAPÍTULO IV - DA EXCLUSÃO 47 a 53 13 SEÇÃO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 47 13 SEÇÃO II - DA ISENÇÃO 49 13 SEÇÃO III - DA ANISTIA 53 14 CAPÍTULO V - DA RESTITUIÇÃO 54 a 55 14 CAPÍTULO VI - DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES 56 a 66 15 CAPÍTULO VII - DA DÍVIDA ATIVA 67 a 75 16 SEÇÃO I - DA CONSTITUIÇÃO E DA INSCRIÇÃO 67 a 68 16 SEÇÃO II - DA COBRANÇA 69 a 72 17 SEÇÃO III - DO PAGAMENTO 73 a 75 18 TÍTULO IV - DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS 76 a 210 18 CAPÍTULO I - DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL

URBANA - IPTU

76 a 105 18 SEÇÃO I - DO FATO GERADOR E DA INCIDÊNCIA 76 a 79 18 SEÇÃO II - DA BASE DE CÁLCULO 80 a 92 19 SUBSEÇÃO I - DA AVALIAÇÃO CADASTRAL 83 a 90 19 SUBSEÇÃO II - DA AVALIAÇÃO ESPECIAL 91 21 SUBSEÇÃO III - DO ARBITRAMENTO 92 22 SEÇÃO III - DOS FATORES DE PONDERAÇÃO 93 22 SEÇÃO IV - DO CÁLCULO DO IMPOSTO 94 a 95 22 SEÇÃO V - DO CONTRIBUINTE E DO RESPONSÁVEL

96 a 98

23 SEÇÃO VI - DO LANÇAMENTO E DA NOTIFICAÇÃO

99 a 101 24 SEÇÃO VII - DO PAGAMENTO 102 a 103 24 SEÇÃO VIII - DA ISENÇÃO 104 24 SEÇÃO IX - DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

105

(3)

IMÓVEIS - ITIV

SEÇÃO I - DO FATO GERADOR E DA INCIDÊNCIA 106 a 107 26 SEÇÃO II - DA NÃO INCIDÊNCIA 108 a 109 27 SEÇÃO III - DA BASE DE CÁLCULO E DAS ALÍQUOTAS 110 a 111 28 SEÇÃO IV - DO LANÇAMENTO 112 a 113 28 SEÇÃO V - DO SUJEITO PASSIVO 114 a 115 28 SEÇÃO VI - DO PAGAMENTO E DA RESTITUIÇÃO 116 a 117 29 SEÇÃO VII - DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES 118 29 SEÇÃO VIII - OUTRAS DISPOSIÇÕES 119 29 CAPÍTULO III - DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISS 120 a 148 30 SEÇÃO I - DO FATO GERADOR, DA INCIDÊNCIA E DA NÃO INCIDÊNCIA 120 a 124 30 SEÇÃO II - DA BASE DE CÁLCULO 125 a 134 32 SUBSEÇÃO I - DA ESTIMATIVA DA BASE DE CÁLCULO 128 34 SUBSEÇÃO II - DO ARBITRAMENTO DA BASE DE CÁLCULO 134 35 SEÇÃO III - DO CÁLCULO DO IMPOSTO E DAS ALÍQUOTAS 135 a 136 35

Disposição Artigos Página

SEÇÃO IV - DO CONTRIBUINTE E DO RESPONSÁVEL 137 a 140 36 SEÇÃO V - DO LANÇAMENTO E DO PAGAMENTO 141 a 142 36 SEÇÃO VI - DO DOCUMENTÁRIO FISCAL 143 a 146 37 SEÇÃO VII - DAS ISENÇÕES 147 38 SEÇÃO VIII - DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES 148 38 CAPÍTULO IV - DAS TAXAS MUNICIPAIS 149 a 192 39 SEÇÃO I - DAS TAXAS DE PODER DE POLÍCIA 150 39 SUBSEÇÃO I - DA TAXA DE LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO - TLL 150 a 154 39 SUBSEÇÃO II - DA TAXA DE FISCALIZAÇÃO DO FUNCIONAMENTO - TFF 155 a 159 41 SUBSEÇÃO III - DA TAXA DE LICENÇA DE URBANIZAÇÃO - TLU 160 a 167 42 SUBSEÇÃO IV - DA TAXA DE LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DE ATIVIDADE EM

LOGRADOURO PUBLICO - TLP

168 a 173 44 SUBSEÇÃO V - DA TAXA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA 174 a 178 45 SUBSEÇÃO V - DA TAXA DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL 179 a 183 45 SEÇÃO II - DA TAXA DE SERVIÇOS PÚBLICOS 184 47 SUBSEÇÃO ÚNICA- DA TAXA DE COLETA, REMOÇÃO E DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS

SÓLIDOS DOMICILIARES - TRSD 184 a 192 47 CAPÍTULO V - CONTRIBUIÇÕES 193 a 199 48 SEÇÃO I - DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA - CM 193 a 199 48 SEÇÃO II - DA CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO

PÚBLICA – COSIP 200 50 SUBSEÇÃO I - DO FATO GERADOR 200 50 SUBSEÇÃO II - DO SUJEITO PASSIVO 201 a 203 51 SUBSEÇÃO III - DA BASE DE CÁLCULO 204 51 SUBSEÇÃO IV - DA ALÍQUOTA 205 51 SUBSEÇÃO IV - DO LANÇAMENTO E PAGAMENTO 206 a 208 51 SUBSEÇÃO V - DA ISENÇÃO 209 52 SUBSEÇÃO VI - DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES 210 52 TÍTULO V - DO ACOMPANHAMENTO DAS TRANSFERÊNCIAS

CONSTITUCIONAIS

211 a 213 52 LIVRO III - DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA 214 a 309 53 TÍTULO I - DAS COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES 214 a 215 53 CAPÍTULO I - DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA 214 a 215 53 CAPÍTULO II - DO AGENTE FISCAL 216 53 TÍTULO II - DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO FISCAL 220 a 254 54 CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 220 54 CAPÍTULO II - DAS AÇÕES FISCAIS 223 55 SEÇÃO I - DAS FORMAS DE EXECUÇÃO 223 a 227 55 SEÇÃO II - DA EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS 228 a 230 55 SEÇÃO III - DO EMBARAÇO À AÇÃO FISCAL 231 56 SEÇÃO IV - DO ENCERRAMENTO DAS AÇÕES FISCAIS 232 56 CAPÍTULO III - DA INTIMAÇÃO 233 a 235 57 CAPÍTULO IV - DA RETENÇÃO OU APREENSÃO DE DOCUMENTOS E BENS 236 a 241 57

(4)

SEÇÃO I - DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO - NL 244 a 245 59 SEÇÃO II - DO AUTO DE INFRAÇÃO - AI 246 a 251 59 CAPÍTULO VI - DA REVELIA 252 60 CAPÍTULO VII - DA NULIDADE 253 a 254 61 TÍTULO III - DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL 255 a 278 61 CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 255 a 257 61 CAPÍTULO II - DO PROCESSO DE CONSULTA 258 62 CAPÍTULO III - DO PROCESSO DE REVISÃO CADASTRAL 261 a 263 62 CAPÍTULO IV - DO PROCESSO DE BAIXA CADASTRAL 264 a 268 63 CAPÍTULO V - DA IMPUGNAÇÃO DE LANÇAMENTO 269 a 270 63 CAPÍTULO VI - DO JULGAMENTO ADMINISTRATIVO 271 a 277 64 CAPÍTULO VII - DA RESTAURAÇÃO DE PROCESSOS 278 65 TÍTULO IV - DO CADASTRO FISCAL 279 65 CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 279 a 283 65 CAPÍTULO II - DO CADASTRO IMOBILIÁRIO 284 a 292 66 SEÇÃO I - DA INSCRIÇÃO E DAS ALTERAÇÕES 284 a 291 66 SEÇÃO II - DO CANCELAMENTO DA INSCRIÇÃO

292

68 CAPÍTULO III - DO CADASTRO DE ATIVIDADES 293 68 SEÇÃO I - DA INSCRIÇÃO E DAS ALTERAÇÕES 293 a 297 68 SEÇÃO II - DA BAIXA, SUSPENSÃO E INATIVIDADE DA INSCRIÇÃO 298 a 303 69 TÍTULO V - DAS CERTIDÕES NEGATIVAS 304 a 309 70 LIVRO IV - DAS RENDAS MUNICIPAIS 310 a 318 71 TÍTULO I - DAS RENDAS DIVERSAS 310 a 311 71 TÍTULO II - DOS PREÇOS PÚBLICOS 312 a 318 72 LIVRO V - DO PROGRAMA DESEVOLVER 319 73 LIVRO VI - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 320 a 328 75

Disposição Artigos Página

LISTA DE SERVIÇOS - 76 TABELA DE RECEITA N° I – IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E

TERRITORIAL URBANA - IPTU

- 88 TABELA DE RECEITA N° II – IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA

- ISS - 89

TABELA DE RECEITA N° III – TAXA DE LICENÇA E LOCALIZAÇÃO - TLL - 90 TABELA DE RECEITA N° IV-A – TAXA DE FISCALIZAÇÃO DO FUNCIONAMENTO - TFF - 190 TABELA DE RECEITA N° IV-B – TAXA DE FISCALIZAÇÃO DO FUNCIONAMENTO - TFF - 312 TABELA DE RECEITA N° V – TAXA DE LICENÇA DE URBANIZAÇAO - 313 TABELA DE RECEITA N° VI-A – TAXA DE LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DE

ATIVIDADES EM LOGRADOURO PÚBLICO - TLP - 316 TABELA DE RECEITA N° VI-B – TAXA DE LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DE

ATIVIDADES EM LOGRADOURO PÚBLICO - TLP

- 318 TABELA DE RECEITA N° VII – TAXA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - TVS - 320 TABELA DE RECEITA N° VIII – TAXA DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL - TFA - 329 TABELA DE RECEITA N° IX– TAXA DE COLETA, REMOÇÃO E DESTINAÇÃO DE

RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES - TRSD

- 331 TABELA DE RECEITA N° XI – CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DO SRVIÇO DE

ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP

(5)

LEI Nº 454/2014

05 DE DEZEMBRO DE 2014.

“Institui o novo Código Tributário e de Rendas do Município de Dias d´Ávila e dá outras providências.”

A PREFEITA MUNICIPAL DE DIAS D’ÁVILA/BA, JUSSARA MÁRCIA DO

MASCIMENTO, no uso de suas atribuições legais, faz saber que a Câmara Municipal

de Vereadores APROVOU e eu SANCIONO e PROMULGO a seguinte Lei:

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1° Esta Lei institui o novo Código Tributário e de Rendas do Município de Dias

d´Ávila, no Estado da Bahia, que regula e disciplina, com fundamento na Constituição Federal, Código Tributário Nacional, Leis Complementares, Lei Orgânica do Município e Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano – PDDU, o sistema tributário municipal e as normas aplicáveis no Município, incluindo os direitos, garantias e obrigações dos contribuintes.

Art. 2° Aplicam-se as disposições deste Código aos sujeitos passivos de obrigações

tributárias, e a quaisquer pessoas, físicas ou jurídicas, privadas ou públicas que, mesmo não sendo sujeitos passivos, relacionam-se com a Administração Pública em sua atividade de tributação, fiscalização e arrecadação de tributos e rendas.

LIVRO I

DO ESTATUTO DO CONTRIBUINTE TÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 3° Os direitos, garantias e obrigações dos contribuintes, estabelecidos neste

Código, têm o objetivo de:

I - promover o bom relacionamento entre o fisco e o contribuinte, baseado na

cooperação, no respeito mútuo e na parceria, visando capacitar o Município dos recursos necessários ao cumprimento de suas atribuições constitucionais e legais;

(6)

II – prevenir e proteger o contribuinte ou responsável contra o exercício abusivo do

poder de fiscalizar, de lançar e de cobrar tributo instituído em lei;

III - assegurar a ampla defesa dos direitos do sujeito passivo de obrigação tributária no

âmbito do processo administrativo-fiscal em que tiver legítimo interesse;

IV - assegurar a adequada e eficaz prestação de serviços gratuitos de orientação aos

contribuintes;

V - assegurar uma forma lícita de apuração, declaração e recolhimento de tributos

previstos em leis;

VI - assegurar o regular exercício da fiscalização tributária. TÍTULO II

DOS DIREITOS, GARANTIAS E OBRIGAÇÕES DOS CONTRIBUINTES Art. 4° São direitos do contribuinte:

I - o adequado e eficaz atendimento pelos órgãos e unidades da Prefeitura Municipal; II - a igualdade de tratamento, com respeito e civilidade, em qualquer repartição pública

do Município;

III - a identificação do servidor nas repartições públicas e nas ações fiscais;

IV - o acesso a dados e informações, pessoais e econômicas, que a seu respeito constem

em qualquer fichário ou registro, informatizado ou não, dos órgãos da Administração Tributária, na forma do Regulamento;

V - a eliminação completa dos registros de dados falsos ou obtidos por meios ilícitos; VI - a retificação, complementação, esclarecimento ou atualização de dados incorretos,

incompletos, dúbios ou desatualizados;

VII - a obtenção de certidão sobre atos, contratos, decisões ou pareceres constantes de

registros ou autos de procedimentos de seu interesse em poder da Administração Pública, salvo se a informação solicitada estiver protegida por sigilo, observada a legislação pertinente;

VIII - a efetiva educação tributária e a orientação sobre procedimentos administrativos; IX - o recebimento de comprovante descritivo dos bens, mercadorias, livros,

documentos, impressos, papéis, programas de computador ou arquivos eletrônicos entregues à fiscalização ou por ela apreendidos;

(7)

X - a recusa a prestar informações por requisição verbal, se preferir notificação por

escrito;

XI - a informação sobre os prazos de pagamento e reduções de multas, quando autuado; XII - a não-obrigatoriedade de pagamento imediato de qualquer autuação e o exercício

do direito de defesa, se assim o desejar;

XIII - a ciência formal da tramitação de processo administrativo-fiscal de que seja

parte, a vista do mesmo na repartição fiscal e a obtenção de cópias dos autos, mediante ressarcimento dos custos da reprodução a fazenda pública;

XIV - a preservação, pela administração tributária, do sigilo de seus negócios,

documentos e operações, exceto nas hipóteses previstas na lei;

XV - o encaminhamento, sem qualquer ônus, de petição contra ilegalidade ou abuso de

poder ou para defesa de seus direitos;

XVI – o direito à indenização, na forma do regulamento, se uma isenção concedida por

prazo certo de tempo for extinta ou revogada antes do decurso do prazo previsto na Lei que a concedeu;

XVII – a prioridade na tramitação de quaisquer processos administrativo-fiscais,

quando requerer e comprovar as seguintes condições:

a) possuir idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos; b) ser portador de deficiência física ou mental;

c) ser portador de tuberculose ativa, esclerose múltipla, neoplasia maligna, hanseníase,

paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, ou outra doença grave, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo.

Art. 5° São garantias do contribuinte:

I - a exclusão da responsabilidade pelo pagamento de tributo e de multa não previstos

em lei;

II - a faculdade de corrigir obrigação tributária, antes de iniciado o procedimento fiscal,

mediante prévia autorização do fisco e observada a legislação aplicável, em prazo compatível e razoável;

III - a presunção relativa da verdade nos lançamentos contidos em seus livros e

(8)

IV - a obediência aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do duplo grau de

recurso no contencioso administrativo-tributário, ressalvado os casos de instância única previstos em lei;

V - a inexigibilidade de visto em documento de arrecadação utilizado para o pagamento

de tributo fora do prazo.

VI – a não imputação de multas e juros, pelos Julgadores de Processos Administrativos

Fiscais, quando ficar comprovado, que o sujeito passivo não deu causa ao fato;

VII – a não imputação de penalidades aos que, enquanto prevalecer o entendimento,

tiverem recolhido o tributo nos prazos fixados na legislação ou adotarem procedimentos de acordo com interpretação fiscal constante de:

a) decisão irrecorrível de última instância administrativa, proferida em processo fiscal,

se parte interessada;

b) de atos normativos e pareceres emitidos pelas autoridades fazendárias competentes. Art. 6° São obrigações do contribuinte:

I - o tratamento, com respeito e civilidade, aos servidores municipais;

II - a sua identificação, do sócio, diretor, administrador ou representante nas repartições

administrativas e fazendárias e nas ações fiscais;

III - o fornecimento de condições de segurança e local adequado em seu

estabelecimento, para a execução dos procedimentos de fiscalização;

IV - a apuração, declaração e recolhimento do tributo devido, na forma e prazo

previstos na legislação;

V - a apresentação em ordem, quando solicitados, no prazo estabelecido na legislação,

de bens, mercadorias, informações, livros, documentos, impressos, papéis, programas de computador ou arquivos eletrônicos;

VI - a manutenção em ordem, pelo prazo previsto na legislação, de livros, documentos,

impressos e registros eletrônicos relativos aos tributos;

VII - a manutenção, junto à repartição fiscal, de suas informações cadastrais

atualizadas, tais como as relativas ao imóvel, ao estabelecimento, aos sócios, diretores, administradores e procuradores;

Art. 7° Os direitos, as garantias e as obrigações previstas neste Código, não excluem

outros decorrentes de tratados ou convenções, da legislação ordinária, de regulamentos ou outros atos normativos expedidos pelas autoridades competentes, bem como os que derivem da analogia e dos princípios gerais do direito.

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TÍTULO III

DOS DEVERES DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 8° A Administração Tributária atuará em obediência aos princípios da legalidade,

impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade, finalidade, eficiência e motivação dos atos administrativos.

Art. 9° Cabe ainda à Administração Tributária:

I - implantar um serviço gratuito e permanente de orientação e informação ao

contribuinte;

II - realizar campanha educativa com o objetivo de orientar o contribuinte sobre seus

direitos e deveres;

III - implantar programa permanente de educação tributária, bem como programa

permanente de treinamento para os servidores das áreas de tributação, arrecadação e fiscalização.

CAPÍTULO II DAS AÇÕES FISCAIS

Art. 10. A execução de trabalhos de fiscalização será precedida de ato administrativo

autorizando a execução do procedimento fiscal, exceto nos casos de extrema urgência, tais como flagrante infracional, continuidade de ação fiscal iniciada em outro contribuinte ou apuração de denúncia, nos quais se adotarão, de imediato, as providências garantidoras da ação fiscal, devendo ser legitimado o ato no prazo máximo de 3 (três) dias úteis.

Parágrafo único. O ato administrativo conterá a identificação dos Agentes Fiscais

encarregados de sua execução, a autoridade responsável por sua emissão, o sujeito passivo e os tributos a serem fiscalizados.

Art. 11. A Fazenda Municipal não adotará procedimento fiscal fundamentado

exclusivamente em denúncia anônima quando:

I - não for possível identificar com absoluta segurança o sujeito passivo supostamente

infrator;

(10)

III - não estiver acompanhada de indícios de autoria e de comprovação da prática da

infração;

IV - deixe transparecer objetivo diverso do enunciado, tal como vingança pessoal do

denunciante ou tentativa de prejudicar concorrente comercial.

Art. 12. A notificação do início da ação fiscal será feita mediante a entrega de uma das

vias do Termo de Início de Ação Fiscal - TAF.

§ 1º A recusa em assinar o comprovante do recebimento da notificação ou a ausência de

pessoa com poderes para fazê-lo será certificada pelo Agente Fiscal e não obstará o início dos procedimentos de fiscalização.

§ 2º Na impossibilidade ou no insucesso da intimação pessoal, a notificação será lavrada

e enviada por via postal, fac-símile ou e-mail, mediante aviso de recebimento para o endereço do contribuinte ou de quaisquer de seus sócios, dirigentes ou administradores, a critério da Fazenda Municipal.

§ 3° No insucesso da intimação através de aviso de recebimento, a intimação se fará por

edital.

Art. 13. Os livros, documentos, impressos, papéis, arquivos eletrônicos, programas de

computador ou bens e mercadorias, apreendidos ou entregues pelo sujeito passivo, excetuados aqueles que constituam prova de infração à legislação tributária, serão devolvidos no prazo máximo de 90 (noventa) dias contados do início dos procedimentos de fiscalização, podendo ser fornecidas cópias aos contribuintes, mediante requisição.

§ 1º O disposto no "caput" aplica-se somente aos casos em que a conclusão dos

trabalhos fiscais dependa exclusivamente das informações constantes nos elementos apreendidos ou entregues, tornando desnecessárias outras verificações.

§ 2º O prazo fixado no "caput" poderá ser prorrogado pela autoridade que determinou a

sua realização, mediante requisição fundamentada do Agente Fiscal responsável pelos trabalhos.

CAPÍTULO III DAS CONSULTAS

Art. 14. O contribuinte poderá consultar a Administração Tributária sobre matéria

tributária, formulando, por escrito, questões de forma clara, com informações verdadeiras e desde que não esteja sob ação fiscal.

§ 1º A consulta será respondida no prazo de 90 (noventa) dias contados da sua

instrução, prorrogável por igual período, mediante solicitação fundamentada ao Secretário Municipal da Fazenda.

(11)

§ 2º O decurso do prazo para resposta da consulta ficará suspenso até o atendimento de

diligências que dependam do consulente.

§ 3º Não será iniciado qualquer procedimento fiscal destinado à apuração de infração

relacionada com a matéria consultada enquanto o contribuinte estiver aguardando a resposta da consulta.

§ 4° A consulta considerada meramente protelatória não será respondida, assim como

não produzirá efeito a formulada quando o fato já houver sido objeto de decisão anterior, em consulta ou litígio, ainda não modificada, em que tenha sido parte o consulente.

§ 5º A consulta não afasta a atualização monetária e dos demais acréscimos legais

quando a resposta mantiver a exigência do tributo.

CAPÍTULO IV DAS CERTIDÕES

Art. 15. As certidões serão fornecidas no prazo de até 10 (dez) dias úteis após a

formalização do pedido devidamente instruído, vedada, em qualquer caso, a exigência de requisitos não previstos ou amparados em lei.

Art. 16. A certidão negativa de débito fiscal será emitida, preferencialmente, por meio

eletrônico, acessível pela rede mundial de computadores (internet).

Parágrafo único. A certidão verbo ad verbum, positiva com efeitos de negativa, será

fornecida pela Fazenda Municipal, mediante pedido do interessado ou seu representante legal, e dela constará a existência de créditos não vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa.

CAPÍTULO V

DAS DISPOSIÇÕES ESPECIAIS

Art. 17. A autoridade fiscal, tomando conhecimento de divergência de dados nos

registros do contribuinte, poderá efetuar de ofício a alteração da informação incorreta, incompleta, dúbia ou desatualizada.

Art. 18. A constatação de prática de ato ilegal por parte dos órgãos fazendários não

afastará a responsabilidade funcional do agente que o tenha dado causa, ainda que agindo por delegação de competência.

Art. 19. No julgamento do contencioso administrativo-tributário, a decisão será

fundamentada em seus aspectos de fato e de direito, sob pena de nulidade da decisão desfavorável ao contribuinte.

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DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL TÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 20. O Sistema Tributário Municipal compreende as normas e princípios

estabelecidos na Constituição Federal, nos Tratados Internacionais recepcionados pelo Estado Brasileiro, na Constituição Estadual e na Lei Orgânica do Município; as Leis Complementares Federais que versem sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes, especialmente o Código Tributário Nacional; as leis municipais, sobretudo este Código Tributário, os decretos regulamentares e demais atos complementares emanados das autoridades competentes.

Parágrafo único. São atos complementares:

I – os convênios que o Município celebre com a União, o Estado e outros Municípios; II - as portarias expedidas pelo Secretário Municipal da Fazenda;

III – as instruções normativas e as ordens de serviços expedidas pelos coordenadores de

órgãos administrativos vinculados à Administração Tributária;

IV – as decisões de autoridade administrativa julgadora, que a lei atribua eficácia

normativa.

TÍTULO II DA IMUNIDADE

Art. 21. O direito ao gozo da imunidade será verificado pela fiscalização municipal,

através de auditoria fiscal, quanto ao preenchimento dos requisitos previstos na Constituição Federal, no Código Tributário Nacional, na Lei Orgânica da Assistência Social e demais normas que regem as entidades constitucionalmente referenciadas.

§ 1° Cessa o direito ao gozo da imunidade quanto aos imóveis prometidos à venda,

desde o momento em que se constituir o registro do contrato ou outro ato inequívoco de sua celebração.

§ 2° Nos casos de transferência de domínio ou de posse de imóvel, pertencente a

entidades imunes, a obrigação acessória de comunicar ao fisco municipal recairá sobre o promitente comprador, enfiteuta, fiduciário, usuário, usufrutuário, comodatário, concessionário, permissionário, superficiario, possuidor ou sucessor a qualquer título.

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Art. 22. Poderá o interessado ter a iniciativa do pedido de reconhecimento do direito ao

gozo da imunidade, em processo administrativo próprio, onde declarará e comprovará o preenchimento dos requisitos legais.

§ 1° O reconhecimento da imunidade se dará por ato do Secretário Municipal da

Fazenda, com base em relatório circunstanciado do Agente Fiscal e parecer da Procuradoria Jurídica do Município.

§ 2° Não preenchidos os requisitos para a imunidade, o contribuinte terá o prazo de 30

(trinta) dias para recolher os impostos devidos, com a atualização monetária e demais encargos legais.

§ 3° Não havendo o recolhimento espontâneo, o Agente Fiscal procederá ao lançamento

do crédito tributário, observadas as normas de decadência tributária.

Art. 23. Quando em ação fiscal se verificar o descumprimento dos requisitos em relação

à entidade já reconhecida pelo Município, o Agente Fiscal procederá ao lançamento do crédito tributário a partir da data de ocorrência do descumprimento.

Parágrafo único. O Secretário Municipal da Fazenda procederá a cassação do

reconhecimento da imunidade antes da inscrição do crédito em Dívida Ativa, no caso de revelia ou decisão administrativa definitiva favorável ao Município.

TÍTULO III

DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO CAPÍTULO I

DA CONSTITUIÇÃO

Art. 24. Compete a Administração Tributária Municipal constituir o crédito tributário

pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e propor a aplicação da penalidade cabível, quando for o caso.

Parágrafo único. Compete privativamente ao Agente Fiscal a competência para o

lançamento de créditos decorrentes de ação fiscal.

CAPÍTULO II

DA SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE Seção I

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Art. 25. Suspende a exigibilidade do crédito tributário: I – a moratória;

II – o depósito do seu montante integral;

III – as impugnações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo

tributário administrativo;

IV – a concessão de medida liminar em mandado de segurança ou em outras ações

judiciais e tutela antecipada;

V – o parcelamento regular.

Seção II Da Moratória

Art. 26. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário pela moratória somente pode

ser concedida por lei, em caráter geral, podendo circunscrever a sua aplicabilidade à determinada região do Município ou a determinada classe ou categoria de sujeitos passivos.

Seção III Do Parcelamento

Art. 27. É permitido o parcelamento do crédito tributário relativo a exercícios

anteriores, em até 48 (quarenta e oito) prestações mensais e consecutivas, ficando a critério da Administração Tributária o parcelamento de crédito do exercício em curso.

§ 1° É vedada a concessão de parcelamento de crédito relativo a tributo retido na fonte. § 2° A concessão do parcelamento não implicará em reconhecimento pelo fisco da

exatidão do montante declarado, nem a renúncia ao direito de apurar e de exigir diferenças acaso existentes, com aplicação das sanções cabíveis.

Art. 28. Ato do Poder Executivo disciplinará o parcelamento, inclusive estabelecendo o

valor mínimo de cada prestação, que poderá ser diferenciada em função do tributo e da natureza do devedor.

§ 1° O parcelamento somente se efetiva com o pagamento da primeira parcela.

§ 2° O inadimplemento de 3 (três) parcelas, consecutivas ou alternadas, implicará na

interrupção do parcelamento concedido e na exigência do pagamento integral e imediato do débito remanescente, considerando-se vencidas todas as demais, devendo o crédito:

(15)

b) ser cobrado extrajudicial e/ou judicialmente;

§ 3° Quando o crédito tributário estiver inscrito na dívida ativa e objeto de cobrança

judicial, o parcelamento poderá ficar condicionado à apresentação de prova de garantia da execução fiscal respectiva, na forma do regulamento.

§ 4° A exigência prevista no parágrafo anterior poderá ser dispensada a critério da

autoridade competente, após parecer da Procuradoria Jurídica do Município, desde que o montante do crédito inscrito em dívida ativa for inferior a R$10.000,00 (dez mil reais).

§ 5° A falta de atendimento dos requisitos exigidos, no prazo de trinta dias, contados a

partir da data da solicitação do parcelamento, implicará no seu indeferimento.

§ 6° O pedido de parcelamento do crédito tributário sujeita o contribuinte ou

responsável à sua imediata inscrição em dívida ativa quando não integralmente quitado.

Art. 29. O pedido de parcelamento implica em confissão de dívida e será formalizado

através do formulário de "Confissão de Dívida, Requerimento de Parcelamento ou Assunção de Débito", podendo ser apresentado pelo contribuinte ou responsável.

Parágrafo único. O terceiro interessado responde solidariamente pelo débito assumido

em nome do contribuinte originário.

Art. 30. Fica o Secretário Municipal da Fazenda autorizado a promover parcelamento

especial em até 60 (sessenta) prestações mensais e consecutivas, na forma como dispuser o regulamento específico, com observância dos seguintes critérios:

I – o crédito a ser parcelado seja:

a) superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais), quando se tratar de pessoa física,

empreendedor individual, empresário e microempresa;

b) superior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais), quando se tratar de pessoa jurídica não

incluída na alínea anterior;

II - o valor mínimo de cada parcela seja de:

a) R$ 170,00 (cento e setenta reais), quando se tratar de pessoa enquadrada na alínea ‘a’

do inciso I;

b) R$ 500,00 (quinhentos reais), na hipótese da alínea ‘b’ do inciso I;

III – o prazo para solicitação do parcelamento especial será de até 180 (cento e oitenta)

(16)

Parágrafo único. Fica o chefe do Poder Executivo mediante decreto, autorizado fazer

atualização dos valores constantes nos incisos I e II deste artigo, quando ocorrer fato superveniente de adequação financeira.

CAPÍTULO III DA EXTINÇÃO

Seção I Art. 31. Extingue o crédito tributário:

I – o pagamento; II - a compensação; III – a transação; IV – a remissão;

V – a prescrição e a decadência;

VI – a conversão do depósito em renda;

VII – o pagamento antecipado e a homologação dos lançamentos na forma desta lei; VIII – a consignação em pagamento na forma artigo 164, §2º do CTN;

IX – a decisão administrativa definitiva; X – a decisão judicial transitada em julgado;

XI – a dação em pagamento de bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em

regulamento específico.

Seção II Do Pagamento

Art. 32. O pagamento dos tributos e rendas municipais terá sua forma e calendário

disciplinados em ato do Poder Executivo.

Parágrafo único. Quando não houver prazo fixado na legislação tributária municipal

para pagamento, o vencimento ocorrerá:

I – para os tributos, 30 (trinta) dias após a data que se considera notificado o sujeito

(17)

II – para as rendas, antecipadamente, à prestação do serviço, à utilização ou exploração

de serviço público e ao uso de bens públicos.

Art. 33. O sujeito passivo que deixar de adimplir tributo ou penalidade pecuniária, no

prazo estabelecido na legislação tributária municipal, ficará sujeito à incidência de:

I – juros e multa de mora, calculados segundo os critérios adotados pela Receita Federal

do Brasil nos tributos federais;

II – multa de infração, conforme o disposto neste Código.

Parágrafo único. A multa de infração será aplicada quando for apurada, em ação fiscal,

ação ou omissão do sujeito passivo.

Art. 34. Não está sujeito à multa de infração o recolhimento espontâneo de obrigação

principal.

Parágrafo único. Não se considera espontâneo o recolhimento efetuado após o início

de qualquer procedimento administrativo fiscal.

Art. 35. Aos sujeitos passivos autuados por descumprimento de obrigação principal

serão concedidos os seguintes descontos, na respectiva multa de infração:

I – 100% (cem por cento), se o pagamento for efetuado, ou solicitado parcelamento,

com pagamento da primeira parcela, até 30 (trinta) dias, a contar da intimação;

II - 70% (setenta por cento), se o pagamento for efetuado, ou solicitado parcelamento,

com pagamento da primeira parcela, entre 30 (trinta) e 60 (sessenta) dias, a contar da intimação;

III - 50% (cinquenta por cento), se o pagamento for efetuado, ou solicitado

parcelamento, com pagamento da primeira parcela, após 60 (sessenta) dias, a contar da intimação e antes do julgamento administrativo em 1ª Instância;

IV - 30% (trinta por cento), se o pagamento for efetuado, ou solicitado parcelamento,

com pagamento da primeira parcela, até 30 (trinta) dias após o julgamento administrativo em primeira instância, contados da ciência da decisão;

V - 20% (vinte por cento), se o pagamento for efetuado, ou solicitado parcelamento,

com pagamento da primeira parcela, até 30 (trinta) dias após o julgamento administrativo em segunda instância, contados da ciência da decisão.

§ 1° Os descontos serão concedidos sem prejuízo do pagamento dos demais acréscimos

legais.

§ 2° Não se aplicam os descontos a que se refere este artigo aos créditos tributários que

(18)

§ 3° Aplicam-se os descontos no pagamento de parte reconhecida de auto de infração. Art. 36. O descumprimento de obrigação acessória implicará no pagamento da

respectiva penalidade, independentemente da existência de ação fiscal.

Seção II Da Transação

Art. 37. Fica o Chefe do Poder Executivo autorizado a celebrar, com o sujeito passivo,

transação que importe em terminação de litígio, em processo fiscal administrativo ou judicial, quando:

I - o montante do tributo tenha sido fixado por arbitramento.

II - ocorrer erro ou ignorância escusável do sujeito passivo quanto à matéria de fato; III - ocorrer conflito de competência com outras pessoas de direito público interno; IV – a matéria tributável tenha sido objeto de reiteradas decisões contrárias à Fazenda

Pública Municipal, em virtude de jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça.

Parágrafo único. A transação a que se refere o caput será proposta ao Prefeito pelo

Secretário Municipal da Fazenda ou pelo Procurador Jurídico do Município, em parecer fundamentado.

Seção III Da Compensação

Art. 38. Fica o Chefe do Poder Executivo autorizado a compensar créditos tributários

do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza ISS, vencidos ou vincendos, e do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU, vencidos, com créditos líquidos e certos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública do Município, nas condições e garantias que estipular, em cada caso, com:

I – empresa pública e sociedade de economia mista federal, estadual ou municipal; II - estabelecimento de ensino, para prestação de serviços de ensino pré-escolar,

fundamental e médio, por meio de bolsas de estudo, a todos os cidadãos do Município, por meio de programa específico;

III - estabelecimento de saúde para prestação de serviços das suas especialidades aos

agentes públicos municipais, ativos e inativos, e seus dependentes, na forma de convênio celebrado para este fim.

(19)

§ 1° A compensação a que se refere o inciso I será proposta pelo Secretário Municipal

da Fazenda ou pelo Procurador Geral do Município, em parecer fundamentado.

§ 2° A compensação a que se refere o inciso II e III será na forma disposta em

Regulamento.

Art. 39. É vedada a compensação de crédito tributário contestado judicialmente antes

do transito em julgado da lide, salvo se o sujeito passivo formalizar a desistência do processo judicial.

Art. 40. Quando se tratar de recolhimento indevido ou a maior de tributo cuja

modalidade de lançamento se dê por homologação, o sujeito passivo poderá efetuar a compensação do valor no recolhimento do mesmo tributo em períodos subsequentes ou optar pelo pedido de restituição.

Seção IV

Da Dação em Pagamento

Art. 41. O crédito tributário poderá ser extinto por dação em pagamento de bem imóvel

situado neste Município, mediante requerimento do sujeito passivo e aprovação do Prefeito Municipal, conforme disposto em Regulamento.

Parágrafo único. O requerimento de dação em pagamento não suspende a exigibilidade

do crédito tributário.

Art. 42. O imóvel objeto da dação em pagamento poderá ser de propriedade do sujeito

passivo ou de terceiro, desde que este autorize expressamente e apresente a documentação definida em Regulamento.

Art. 43. O valor do imóvel objeto da dação em pagamento será submetido à avaliação

administrativa, tomando-se como referência o valor venal, facultado ao contribuinte apresentar avaliação contraditória subscrita por avaliador oficial.

Parágrafo único. É facultado ao Poder Público aceitar ou não a avaliação contraditória. Art. 44. Se o imóvel não for suficiente para a quitação integral do crédito tributário, o

sujeito passivo deverá liquidar o saldo remanescente, até a data da entrega da escritura, mediante pagamento em dinheiro, de uma só vez ou parceladamente, na forma do Regulamento, sob pena de:

I - prosseguimento da execução desse saldo remanescente, se ajuizada;

II - adoção dos procedimentos legais com vistas à sua execução, caso não se encontre a

(20)

Art. 45. Quando o valor do imóvel for superior ao do crédito tributário a ser extinto,

será emitido um Certificado de Crédito em favor do proprietário do imóvel dado em pagamento até o limite de 30% (trinta por cento) do valor da avaliação, que somente poderá ser utilizado para quitação de tributos do próprio contribuinte ou de terceiros.

Seção V Da Remissão

Art. 46. Fica o Chefe do Poder Executivo autorizado a conceder, por despacho

fundamentado, remissão total ou parcial de crédito tributário, em observância a uma das seguintes situações:

I - situação econômica desfavorável do sujeito passivo; II – diminuta importância do crédito tributário;

III – condições peculiares de determinada região;

IV – reconhecimento da inexistência da obrigação que lhe deu origem;

V - declaração de incompetência do sujeito ativo para exigir o cumprimento da

obrigação;

VI - aplicação de eqüidade em relação às características pessoais ou materiais do caso. § 1º O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, e será revogado de

ofício, sempre que se apure que o beneficiado não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições ou não cumprira ou deixou de cumprir os requisitos para a concessão do favor, cobrando-se o crédito atualizado monetariamente e os devidos acréscimos legais.

§ 2° A remissão será proposta pelo Secretário Municipal da Fazenda ou pelo Procurador

Jurídico do Município, em parecer fundamentado.

CAPÍTULO IV DA EXCLUSÃO

Seção I

Das Disposições Gerais

Art. 47. Compete ao Poder Executivo a iniciativa de lei para concessão de isenção,

(21)

Art. 48. A exclusão do crédito tributário pela isenção ou anistia não dispensa o

cumprimento de obrigações acessórias dependentes ou vinculadas à obrigação principal isentada ou anistiada, ressalvada determinação expressa em Ato do Poder Executivo.

Seção II Da Isenção

Art. 49. Além das isenções previstas neste Código, somente prevalecerão as concedidas

em lei específica sujeitas às normas desta Seção.

Art. 50. A isenção concedida em lei específica pode ser:

I - restrita a determinada região do Município ou grupos de sujeitos passivos, em função de condições e peculiaridades a eles inerentes;

II - condicionada a requerimento do interessado, conforme dispuser o Regulamento.

§ 1° A isenção que dependa de requerimento do interessado terá o benefício: I – reconhecido por ato do Secretário Municipal da Fazenda;

II – início de vigência a partir da data do requerimento, exceto no caso de isenção

relativa ao IPTU, que terá vigência a partir de 1° de janeiro do exercício seguinte ao do requerimento.

§ 2° A isenção concedida será cassada de ofício pelo Secretário Municipal da Fazenda

quando:

I – obtida mediante fraude ou simulação do beneficiário ou de terceiro;

II – houver descumprimento das exigências legais, estabelecidas para o gozo da

isenção.

Art. 51. Quando em ação fiscal se verificar o descumprimento dos requisitos da

isenção, o Agente Fiscal procederá ao lançamento do crédito tributário a partir da data de ocorrência do descumprimento, observadas as normas de decadência tributária.

Parágrafo único. O Secretário Municipal da Fazenda procederá a cassação do

reconhecimento da isenção antes da inscrição do crédito em Dívida Ativa, no caso de revelia ou decisão administrativa definitiva favorável ao Município.

Art. 52. Não será concedido isenção, incentivos ou outros benefícios fiscais, em

qualquer hipótese, fora dos casos previstos neste Código:

I – por prazo superior a 10 (dez) anos;4 II – em caráter pessoal.

(22)

Seção III Da Anistia

Art. 53. A anistia concedida pelo Município abrange exclusivamente as infrações

cometidas anteriormente à vigência da lei que a conceder, podendo ser:

I - em caráter geral; II - limitadamente: a) a determinado tributo;

b) às infrações decorrentes de descumprimento de obrigações acessórias; c) a determinada região do município, em função de condições a ela peculiares.

CAPÍTULO V DA RESTITUIÇÃO

Art. 54. O sujeito passivo tem direito à restituição total ou parcial do tributo pago, nos

seguintes casos:

I - pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da

legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;

II - erro na identificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no

cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento;

III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória;

IV - quando for reconhecida a imunidade ou concedida a isenção, e o beneficiado fizer

prova de que ao tempo do fato gerador ela já preenchia os pressupostos para gozar do benefício.

Art. 55. Quando for comprovado, em processo administrativo, que o pagamento foi, por

qualquer razão, imputado a contribuinte, inscrição ou a tributo diverso daquele pretendido, poderá o Secretário Municipal da Fazenda autorizar a transferência do crédito para o contribuinte, a inscrição ou tributo devido, observado o disposto em Regulamento.

CAPÍTULO VI

(23)

Art. 56. Constitui infração toda ação ou omissão, voluntária ou involuntária, que

importe em inobservância de preceitos de lei ou disciplinados em atos administrativos de caráter normativo que se destine a complementá-la.

Art. 57. Nenhuma ação ou omissão poderá ser punida como infração à legislação

tributária sem que haja definição de lei vigente à data do fato ou indicação de penalidade.

Art. 58. Será considerado infrator todo aquele que cometer, mandar, constranger ou

auxiliar alguém na prática da infração e, ainda, os servidores municipais encarregados da execução das leis que, tendo conhecimento da infração, deixarem de denunciar, ou no exercício da atividade fiscalizadora, deixarem de notificar o infrator, ressalvada a cobrança de crédito tributário considerado antieconômico, conforme definido em Ato do Poder Executivo.

Parágrafo único. Quando a infração decorrer de cumprimento de ordem recebida de

superior hierárquico, este responderá solidariamente com o infrator.

Art. 59. As normas tributárias que definem as infrações, ou lhes cominem penalidades,

aplicam-se a fatos anteriores à sua vigência quando:

I - exclua a definição de determinado fato como infração, cessando, à data da sua

entrada em vigor, a punibilidade dos fatos ainda não definitivamente julgados e os efeitos das penalidades impostas por decisão definitiva;

II - comine penalidade menos severa que a anteriormente prevista para fato ainda não

definitivamente julgado.

Art. 60. As normas tributárias que definem as infrações, ou lhe cominam penalidades,

interpretam-se de maneira mais favorável ao contribuinte, em caso de dúvida quanto:

I - à capitulação legal do fato;

II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza e extensão de seus

efeitos;

III - à autoria, imputabilidade ou punibilidade;

IV - à natureza da penalidade aplicável ou sua graduação.

Art. 61. As infrações serão punidas com as seguintes penas, aplicáveis separadas ou

cumulativamente:

I – multas pecuniárias;

II – perda de desconto, abatimento ou dedução;

(24)

IV – revogação dos benefícios de anistia ou moratória; V – sujeição a regime especial de fiscalização;

VI – cassação de regimes ou controles especiais estabelecidos em benefício de

contribuintes ou de outras pessoas;

VII - cassação de permissões ou concessões obtidas.

Art. 62. A pena de multa básica estabelecida para a infração será majorada em 20%

(vinte por cento) na circunstância agravante da reincidência.

Parágrafo único. A majoração da pena não prejudica a aplicação de sanções

administrativas cabíveis.

Art. 63. Caracteriza-se reincidência a prática repetida de uma mesma infração ou

infração idêntica por um mesmo sujeito passivo, no período de 02 (dois) anos, contado da data de reconhecimento da infração anterior, pelo pagamento ou de decisão administrativa definitiva.

Art. 64. Caracteriza-se indício de sonegação ou crime contra a ordem tributária a

supressão ou redução de tributo através:

I – de prestação de declaração falsa ou a omissão, total ou parcial, de informação; II – da inserção de informação ou dados inexatos ou a omissão de receitas, faturamentos

ou rendimentos e de operações de qualquer natureza em documentos ou livros fiscais;

III – da alteração de faturas e quaisquer documentos relativos a operações mercantis; IV – do fornecimento ou emissão de documentos graciosos.

Art. 65. Caracterizado o indício de sonegação ou crime contra a ordem tributária, a

Secretaria da Fazenda, após o julgamento administrativo, remeterá os documentos à Procuradoria Jurídica do Município para a promoção da representação criminal contra o sujeito passivo, conforme procedimento definido em Regulamento.

Art. 66. A aplicação da pena e o seu cumprimento não dispensam, em nenhuma

hipótese, o pagamento do tributo devido, nem prejudica a aplicação das penas cominadas para o mesmo fato, pela legislação criminal.

CAPÍTULO VII DA DÍVIDA ATIVA

(25)

Da Constituição e da Inscrição

Art. 67. Constitui Dívida Ativa da Fazenda Pública Municipal a quantia fixa e

determinada, não paga nos respectivos prazos ou após decisão em processo administrativo, definida como de natureza tributária ou não tributária, nos termos das normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.

§ 1° Integram a dívida ativa do Município os encargos legais incidentes sobre os valores

inscritos em crédito a receber e não recebidos dentro do prazo determinado pela lei.

§ 2°A dívida, regularmente inscrita, goza da presunção de certeza e liquidez e tem efeito

de prova pré-constituída.

Art. 68. A inscrição da dívida ativa será feita de ofício na repartição competente.

§ 1° O termo de inscrição da dívida ativa e a respectiva certidão devem indicar,

obrigatoriamente:

I - a origem e a natureza do crédito;

II - a quantia devida e demais acréscimos legais; III - o nome do:

a) devedor e/ou responsável e o seu domicílio ou residência, nos casos de pessoa física; b) devedor, seus sócios e/ou responsáveis e os seus domicílios e/ou residências, nos

casos de pessoa jurídica.

IV - o livro, folha e data em que foi inscrita;

V - o número do processo administrativo ou fiscal em que se originar o crédito.

§ 2° Após a inscrição em dívida e extraída a respectiva certidão, a Procuradoria Jurídica

do Município deverá realizar o controle de legalidade.

§ 3° O controle de legalidade a ser realizado pela Procuradoria Jurídica do Município

consiste na possibilidade de cancelamento ou não efetivação da inscrição de crédito tributário em dívida ativa, mediante despacho fundamentado, nos seguintes casos:

I - comprovação do pagamento antes da lavratura do auto de infração ou da notificação fiscal;

II - existência de vício insanável ou de ilegalidade flagrante;

III - superposição de valores já pagos ou reclamados mediante lavratura de auto de infração ou de notificação fiscal.

(26)

§ 4° Identificado qualquer vício na inscrição, a certidão será devolvida para o setor

responsável para as providências cabíveis.

Seção II Da Cobrança Art. 69. A cobrança de dívida ativa será feita:

I - por via amigável, pela Coordenadoria da Dívida Ativa da Secretaria da Fazenda. II - extrajudicialmente ou judicialmente pela Procuradoria Geral do Município.

Art. 70. A cobrança amigável será feita no prazo de 90 (trinta dias) a contar da

respectiva inscrição.

§ 1° O contribuinte terá o prazo 30 (trinta) dias para quitar o débito, a contar da data do

recebimento da intimação da cobrança amigável.

§ 2° Decorrido o prazo de cobrança amigável, sem a quitação do débito, poderá o

Município levar a protesto a Certidão da Dívida Ativa, na forma e para os fins previstos em lei, sem prejuízo do ajuizamento da execução fiscal respectiva.

Art. 71. Poderá o Chefe do Poder Executivo estabelecer valor mínimo de crédito

tributário a ser cobrado judicialmente ou extrajudicialmente.

Art. 72. As certidões de inscrição da dívida ativa, referentes a débitos cujo valor seja

inferior a esse limite, serão cobradas conjuntamente com outros débitos do mesmo contribuinte, numa mesma execução.

Seção III Do Pagamento

Art. 73. O pagamento da dívida ativa será feito em estabelecimento bancário indicado

pela Secretaria Municipal da Fazenda.

Art. 74. Os documentos de arrecadação da dívida ativa deverão conter: I - nome do devedor e/ou responsável;

II - número de inscrição, exercício e/ou período a que se refere; III - natureza e montante do débito;

(27)

V – número do processo judicial, quando tratar-se de crédito tributário executado. Art. 75. Transitada em julgado sentença considerando improcedente o débito que está

sendo executado, o Procurador responsável pela execução providenciará a respectiva baixa no cadastro.

TÍTULO IV

DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS CAPÍTULO I

DO IMPOSTO SOBRE

A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA - IPTU Seção I

Do Fato Gerador e da Incidência

Art. 76. O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU tem como

fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel, por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana e de expansão urbana do Município.

Parágrafo único. Considera-se zona urbana aquela definida no Plano Diretor de

Desenvolvimento Urbano do Município ou em lei específica.

Art. 77. O fato gerador do IPTU considera-se ocorrido em 1º de janeiro de cada

exercício civil, ressalvado os casos previstos nesta Lei.

§ 1° Para a unidade imobiliária constituída ou alterada no curso do exercício, o

lançamento ou a revisão do valor do imposto será proporcional ao número de meses que faltar para completá-lo.

§ 2° Tratando-se de unidade imobiliária construída ou alterada sem a devida

comunicação à Administração Tributária, o lançamento ou a revisão do valor do imposto retroagirá ao mês e ano da:

I - conclusão da obra;

II – da alteração de área construída, padrão construtivo ou categoria de uso do imóvel; III – da efetiva ocupação, mesmo que parcial, da unidade imobiliária.

Art. 78. A incidência do imposto alcança quaisquer imóveis localizados na zona urbana

do Município, independentemente de sua forma, estrutura, superfície, destinação ou utilização.

(28)

Art. 79. A incidência do imposto independe:

I - do cumprimento de quaisquer exigências legais regulamentares ou administrativas

relativas ao imóvel, sem prejuízo das cominações legais cabíveis;

II - da legitimidade do título de aquisição ou de posse do imóvel. Seção II

Da Base de Cálculo

Art. 80. A base de cálculo é o valor venal do imóvel, assim entendido o valor, efetivo

ou potencial, que este alcançaria no mercado imobiliário, para compra e venda à vista.

Parágrafo único. Na determinação do valor venal não se considera o valor dos bens

móveis mantidos no imóvel, em caráter permanente ou temporário, para efeito de sua utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade.

Art. 81. O valor venal poderá ser apurado através de: I – avaliação cadastral;

II – avaliação especial; III – arbitramento.

Art. 82. A atualização monetária da base de cálculo do imposto poderá ser promovida

por Decreto do Poder Executivo, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo-Especial – IPCA-E apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Subseção I

Da Avaliação Cadastral

Art. 83. A avaliação cadastral é feita com base em dados cadastrais, declarados pelo

sujeito passivo ou apurados de ofício pela autoridade administrativa, e na Planta Genérica de Valores – PGV, que se constitui na fixação de valores monetários unitários padrão do metro quadrado de terreno e de construção, sendo que:

I - para os terrenos, o valor unitário poderá ser uniforme para uma região, uma quadra,

uma face de quadra, um logradouro ou um segmento de logradouro, considerando os seguintes elementos, em conjunto ou separadamente:

a) a área onde estiver situado;

b) os serviços ou equipamentos existentes; c) a valorização segundo o mercado imobiliário;

(29)

d) diretrizes definidas no plano diretor de desenvolvimento urbano e legislação

pertinente;

e) outros dados tecnicamente reconhecidos.

II - para as construções, o valor unitário poderá ser uniforme por tipo da construção e

destinação de uso do imóvel, considerando:

a) o padrão da construção;

b) os materiais construtivos do imóvel; c) outros dados tecnicamente reconhecidos.

Art. 84. O valor venal do imóvel, apurado pela avaliação cadastral, será o somatório do

valor do terreno com o valor da construção.

§ 1° O valor do terreno será calculado pelo produto da área do terreno com o valor

monetário do metro quadrado do terreno, conforme fixado na PGV, e com o fator de ponderação do terreno.

§ 2° O valor da construção será calculado pelo produto da área da construção com o

valor monetário do metro quadrado da construção, conforme fixado na PGV, e com o fator de ponderação da construção.

Art. 85. Quando se tratar de imóveis que se constituem como edifícios divididos em

mais de uma unidade imobiliária autônoma e como condomínios, verticais ou horizontais, considerar-se-á:

I - como área de terreno, o somatório da área de terreno da unidade com a fração da área

de terreno comum;

II – como área da construção, o somatório da área construída da unidade com a fração

da área construída comum.

§ 1° Para os condomínios verticais, considerar-se-á:

a) área de terreno da unidade, a fração ideal do terreno, assim entendida a fração

decorrente da divisão proporcional da área de terreno total pela área construída da unidade;

b) área construída da unidade, a área de uso privativo, assim entendida a área construída

privativa da unidade acrescida da área de garagem e/ou vaga privativa sem inscrição cadastral autônoma;

c) área construída comum, a fração decorrente da divisão proporcional da área

(30)

§ 2° Para os condomínios horizontais, considerar-se-á: a) área de terreno da unidade, a área de terreno do lote;

b) área construída da unidade, a área construída privativa da unidade;

c) área de terreno comum, a fração decorrente da divisão proporcional da área de

terreno de uso coletivo pela área de terreno do lote;

d) área construída comum, a fração decorrente da divisão proporcional da área

construída de uso coletivo pela área construída da unidade.

§ 3° Incluem-se neste artigo os condomínios verticais ou horizontais divididos em

apartamentos, casas, salas, conjuntos de salas, lojas, pavimentos vazados e congêneres.

Art. 86. Considera-se terreno sem edificação, para efeito da tributação: I – o imóvel onde não haja edificação;

II – o imóvel com edificação em andamento ou cuja obra esteja paralisada;

III – o imóvel cuja edificação seja de natureza temporária ou provisória, ou que possa

ser removida sem destruição, alteração ou modificação;

IV – o imóvel em ruína.

Art. 87. A unidade imobiliária territorial que se limita com mais de um logradouro será

lançada, para efeito do pagamento do imposto, pelo logradouro mais valorizado.

Art. 88. A unidade imobiliária edificada que se limita com mais de um logradouro será

lançada, para efeito do pagamento do imposto, pelo logradouro de acesso, salvo se existir mais de um acesso, quando será lançada pelo logradouro mais valorizado.

Art. 89. O enquadramento da edificação no respectivo padrão construtivo far-se-á pelo

conjunto de características que mais se assemelhe ao padrão, mediante atribuição de pontos, conforme disposto em regulamento.

Parágrafo único. Quando na unidade imobiliária houver edificações se enquadrem em

mais de um padrão de construção, deverá ser adotado a proporcionalidade entre as suas áreas.

Art. 90. A área construída é encontrada pela soma dos contornos externos das paredes

ou pilares, computando-se também a superfície:

I – das sacadas, varandas e terraços, cobertos ou descobertos, de cada pavimento; II – dos heliportos;

(31)

III – dos jiraus e mezaninos;

IV – pavimentada das garagens, vagas ou estacionamentos descobertos;

V – das áreas edificadas descobertas destinadas ao lazer, inclusive as quadras de esporte

e piscinas;

VI – pavimentada de pátios de armazenagem de matérias primas e ou de produtos

acabados;

VII - das áreas edificadas descobertas destinadas à duto vias, canais de transporte de

efluentes líquidos e similares.

§ 1º No cálculo do valor venal da construção será observado, ainda, que:

I - a área construída descoberta seja enquadrada no mesmo tipo de uso e padrão da

construção principal, com redução de 50% (cinqüenta por cento);

II - na sobreloja e mezanino, a área construída seja enquadrada no mesmo tipo da

construção principal, com redução de 40% (quarenta por cento).

§ 2° Os terrenos declarados não edificáveis, nos termos da Lei Municipal, e que não

sejam economicamente explorados, terão redução de 80% (oitenta por cento) no valor venal, aplicáveis sobre a parte não edificável, conforme dispuser regulamento.

§ 3° Quando se tratar de Área de Proteção Ambiental – APA, a redução prevista no § 2°

deste artigo será suspensa no caso de inobservância das normas legais pertinentes à preservação ambiental.

Subseção II Da Avaliação Especial

Art. 91. A avaliação especial será feita em função de características especiais do

imóvel, tais como:

I - ser uma planta industrial; II – duto vias;

III - o terreno ter conformação topográfica e/ou condições desfavorável, conforme

definido em regulamento.

§ 1° A avaliação especial poderá ser requerida pelo sujeito passivo ou determinada pela

autoridade administrativa.

§ 2° A avaliação especial poderá ser contraditada desde que acompanhada de laudo

(32)

§ 3° A avaliação especial poderá utilizar-se de dados e elementos de cálculo da

avaliação cadastral.

Subseção III Do Arbitramento Art. 92. A base de cálculo poderá ser arbitrada quando:

I - o sujeito passivo impedir o levantamento dos elementos necessários à sua apuração; II - o imóvel encontrar-se fechado e o sujeito passivo não for localizado.

§ 1° Para apuração da base de cálculo por arbitramento far-se-á, previamente, a

notificação do sujeito passivo por aviso de recebimento ou edital.

§ 2° O arbitramento será feito com base em estimativa das áreas de terreno e de

construção, dos elementos e padrões construtivos e do uso, levando-se em conta elementos circunvizinhos e edificações semelhantes, com a utilização de dados e elementos de cálculo da avaliação cadastral.

Seção III

Dos Fatores de Ponderação Art. 93. Ficam estabelecidos os seguintes fatores de ponderação: I - de terrenos:

a) pela situação privilegiada do imóvel no logradouro ou trecho de logradouro;

b) pela arborização de área loteada ou de espaços livres onde haja edificações ou

construções;

c) pelas condições topográficas desfavoráveis. II – de construção:

a) pela existência de equipamentos especiais de locomoção; b) pela depreciação do imóvel em função da idade.

III – de valor venal de mercado, aplicado aos imóveis cujo valor venal calculado sem a

aplicação deste fator seja inferior a 50 % (cinqüenta por cento) do valor de mercado do imóvel;

§ 1° A aplicação dos fatores não poderá ensejar valorização ou desvalorização superior

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