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CAPÍTULO IV – BALANÇO E CONTAS

IV. 1.1 - Do lado do Activo

disponíveis em moeda estrangeira no exterior, cerca de 93 milhões de dólares, apresentaram um acréscimo de 20%, em relação ao saldo do período homólogo, explicado pelos aumentos verificados na posição cambial, não obstante o efeito da depreciação do dólar no período, em cerca de 8%. Esta rubrica integra os seguintes itens:

Notas e moedas estrangeiras 29.945.782$08

Depósitos à ordem no estrangeiro 179.384.059$00

• Representando acordos de pagamento bilaterais, os créditos a não residentes apresentaram uma variação negativa de 66%, que resulta do efeito conjugado da líquidação da dívida do Banco Nacional de Angola, assumida pelo Estado de Cabo Verde, através da sua transformação em Obrigações do Tesouro, e da actualização cambial no exercício;

• A rubrica de outros activos sobre o exterior representa depósitos à ordem no exterior, em nome do Banco de Cabo Verde, pertencentes ao International Support for Cabo Verde Stabilization Trust Fund, no valor de 322 milhares de escudos, equivalentes a 3.971,95 dólares americanos; • Os títulos estrangeiros reflectiram aplicações em obrigações no valor

de 3.754.176.221 milhões de escudos, geridas pelo Banco Central do Luxemburgo, no âmbito do contrato de gestão assinado com aquela instituição, expressas em euro, com maturidade de até 2 anos, bem como aplicações financeiras em acções, avaliadas ao custo histórico (4.005.458 escudos), totalmente cobertas pela provisão;

• As disponibilidades do Banco junto do Fundo Monetário Internacional registaram o saldo de 2.569. 295 escudos, equivalentes a 20.479 DTS. No período, geraram juros activos no valor de 122 DTS, correspondentes a 15 milhares de escudos, enquanto que da atribuição cumulativa, o Banco suportou um custo de 13.058 DTS, cerca de 1.81.800 escudos. Verificou-se o aprovisionamento da conta no valor de 32.000 DTS, cerca de 4.005.458 escudos;

• As participações em organismos internacionais, avaliadas ao custo de aquisição, referem-se a participações financeiras efectuadas pelo Banco, em representação do Estado, junto de organismos internacionais. O saldo desta rubrica, de 81.053.500 escudos, refere-se a uma participação financeira subscrita pelo Banco de Cabo Verde junto do Afreximbank, no valor nominal de USD 1.000.000. Verifica-se uma variação negativa de cerca de 60% nesta rubrica, que deriva do reenquadramento das contas do Banco de participações subscritas pelo Estado junto do Banco Africano de Desenvolvimento, do Banco Mundial e da Associação Internacional de Desenvolvimento;

• A rubrica de empréstimos às instituições financeiras atingiu os 44.028.215 escudos que se contrapõe aos 409.760.334 registados em período homólogo anterior, reflectindo as amortizações efectuadas pelo Banco Comercial do Atlântico, referente à dívida de repasse da linha de crédito à indústria, transferido por protocolo de separação do referido banco, e à líquidação pelo Banco Comercial do Atlântico e Caixa Económica de Cabo Verde, das facilidades permanentes de cedência de liquidez;

• O financiamento ao Estado acusa um saldo nulo, reflectindo a regularização, no final do exercício, dos saques efectuados ao abrigo do artigo 2º da Lei Orgânica do Banco de Cabo Verde;

• Os créditos a outros residentes, que integram, para além dos créditos a funcionários, créditos de natureza comercial que, por força do protocolo de separação do Banco - transformação de activos e passivos para o BCA -

ficaram no Banco de Cabo Verde, apresentaram um saldo de 659.180.561 escudos, reflectindo um decréscimo de cerca de 2%, resultante das recuperações verificadas nos exercícios anteriores. O saldo desta conta encontra-se aprovisionada a 100%;

• Os títulos nacionais contemplam as participações financeiras do Banco de Cabo Verde em entidades nacionais (SOCAPESCA e SISP), líquidas de provisões, subscrições de títulos da dívida pública (OT) e Títulos Consolidados de Mobilização Financeira (TCMF). Apresentaram um acréscimo de 11%, devido à transformação da dívida de Angola (acordo bilateral de financiamento), assumida pelo Estado, e do protocolo 1/2004, em obrigações do Tesouro;

• A rubrica medalhística e numismática agrega espécies de moedas correntes e comemorativas em metal nobre – ouro e prata – e notas devidamente tratadas, para comércio no mercado de coleccionadores. Acusa uma taxa de variação positiva de 2,1%;

• O imobilizado contempla bens e valores que, por estarem afectos à actividade do Banco, são de carácter permanente. Os resultados desta rubrica ascenderam a 11 milhões de escudos, decorrente de diversas regularizações efectuadas, na sequência de um processo de inventário iniciado em 2003. Igualmente, verificaram-se abates contabilísticos referentes à doação de equipamentos a entidades.

O imobilizado apresenta a seguinte desagregação:

Quadro IV.4 IMOBILIZADO

em escudos Activo Amortizações Activo Líquido Imobilizado Incorpóreo 21.206.101 20.827.381 378.720 Imobilizado Corpóreo 565.073.265 385.652.657 179.420.608

Imóveis:

Imóveis ao serviço próprio 233.678.644 139.992.632 93.686.012 Outros Imóveis 93.405.818 47.127.908 46.277.910 Equipamento: 0 Mobiliário e material 62.697.084 61.192.600 1.504.484 Máquinas e ferramentas 51.165.061 46.162.329 5.002.732 Equipamento informático 38.404.555 35.284.538 3.120.017 Instalações interiores 59.726.671 41.850.804 17.875.867 Material de transporte 20.327.000 13.875.748 6.451.252 Equipamento de Segurança 3.282.502 0 3.282.502 Outros equipamentos 312.430 166.098 146.332 Património artístico 2.073.500 0 2.073.500

Outros imobilizados corpóreos 0 0 0

Imobilizado em curso 127.474.319 0 127.474.319

A rubrica devedores e outros activos reflecte os empréstimos resultantes de operações não vinculadas à actividade normal do Banco. Compreende o protocolo de financiamento com o IFH, assinado antes da separação do Banco, e o suprimento concedido à SISP. Acusou um decréscimo de cerca de 15%, em resultado, sobretudo, de amortização das prestações pelas referidas entidades.

As contas de regularização integram diversas operações internas (especializações) e outras transitórias que, por motivos vários, não podem ser enquadradas de imediato. Esta rubrica decompõe-se nos seguintes itens:

Proveitos a receber 252.784.423$00

Despesas com custo diferido 288.925.967$00

Outras contas internas e de regularização 10.178.939.$00

Os proveitos a receber compreendem o reconhecimento nos proveitos do exercício de juros relativos a instrumentos de política monetária, aos títulos nacionais, ao crédito interno e às aplicações sobre o exterior (títulos estrangeiros e depósitos a prazo). Integram ainda os juros a receber de créditos de financiamentos concedidos às Instituições Financeiras não bancárias, bem como o valor respeitante a 5% do rendimento líquido anual do Trust Fund.

As despesas com custos diferidos englobam as despesas realizadas a serem imputadas a exercícios seguintes, enquanto que a rubrica outras contas internas e de regularização representa saldos a regularizar provenientes de operações diversas.

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