CAPÍTULO V DOS LIVROS FISCAIS
DO LIVRO REGISTRO DE CONTROLE DA PRODUÇÃO E DO ESTOQUE
Art. 248. O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque destina-se à escrituração dos
documentos fiscais e dos documentos de uso interno do estabelecimento, correspondentes às entradas e às saídas, à produção, bem como as quantidades referentes aos estoques de mercadorias (art. 72 do Convênio SINIEF s/n, de 15.12.70).
§ 1º Os lançamentos serão feitos operação a operação, devendo ser utilizada uma folha para cada espécie, marca, tipo e modelo de mercadoria.
§ 2º Os lançamentos serão feitos nos quadros e nas colunas próprias, da seguinte forma: a) quadro “Produto”: a identificação da mercadoria, como definida no parágrafo anterior;
b) quadro “Unidade”: a especificação da unidade, tal como quilograma, metro, litro ou dúzia, de acordo com a legislação do imposto sobre produtos industrializados;
c) quadro “Classificação Fiscal”: a indicação da posição, subposição e item e a alíquota previstos na legislação do imposto sobre produtos industrializados;
d) colunas sob o título “Documento”: a espécie e a série e subsérie do respectivo documento fiscal ou documento de uso interno do estabelecimento, correspondente a cada operação;
e) colunas sob o título “Lançamento”: o número e a folha do livro Registro de Entradas ou do livro Registro de Saídas em que o documento fiscal tenha sido lançado, bem como a respectiva codificação contábil e fiscal, quando for o caso;
f) colunas sob o título “Entradas”:
1. coluna “Produção - no próprio estabelecimento”: a quantidade do produto industrializado no próprio estabelecimento;
2. coluna “Produção - em outro estabelecimento”: a quantidade do produto industrializado em outro estabelecimento da mesma empresa ou de terceiro, com mercadoria anteriormente remetida para esse fim;
3. coluna “Diversas”: a quantidade de mercadoria não classificada nas alíneas anteriores, inclusive a recebida de outros estabelecimentos da mesma empresa ou de terceiro para industrialização e posterior retorno, consignando-se o fato, nesta última hipótese, na coluna “Observações”;
4. coluna “Valor”: a base de cálculo do imposto sobre produtos industrializados, quando a entrada da mercadoria originar crédito desse tributo ou, caso contrário, o valor total atribuído à mercadoria; 5. coluna “IPI”: valor do imposto creditado, quando de direito;
g) colunas sob o título “Saídas”:
1. coluna “Produção - no próprio estabelecimento”: em se tratando de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, a quantidade remetida do almoxarifado para o setor de fabricação, para industrialização no próprio estabelecimento ou, em se tratando de produto
acabado, a quantidade saída, a qualquer título, de produto industrializado no próprio estabelecimento;
2. coluna “Produção - em outro estabelecimento”: em se tratando de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, a quantidade saída para industrialização em outro estabelecimento da mesma empresa ou de terceiro, quando o produto industrializado deva retornar ao estabelecimento remetente ou, em se tratando de produto acabado, a quantidade saída, a qualquer título, de produto industrializado em estabelecimento de terceiro;
3. coluna “Diversas”: a quantidade de mercadoria saída, a qualquer título, não compreendida nas alíneas anteriores;
4. coluna “Valor”: a base de cálculo do imposto sobre produtos industrializados ou o valor total atribuído à mercadoria, em caso de saída com isenção, imunidade ou não-incidência;
5. coluna “IPI”: o valor do imposto, quando devido;
h) coluna “Estoque”: a quantidade em estoque, após cada lançamento de entrada ou de saída; i) coluna “Observações”: informações diversas.
§ 3º Quando se tratar de industrialização no próprio estabelecimento, será dispensada a indicação dos valores relativos às operações indicadas no item 1 da alínea “f” e na primeira parte do item 1 da alínea “g”.
§ 4º Não será escriturada neste livro a entrada de mercadoria a ser integrada no ativo fixo ou destinada a uso do estabelecimento.
§ 5º O disposto na alínea “c” do § 2º não se aplica a estabelecimento comercial não equiparado ao industrial.
§ 6º O livro referido neste artigo poderá, a critério do fisco, ser substituído por fichas, as quais deverão ser:
a) impressas com os mesmos elementos do livro substituído;
b) numeradas tipograficamente, em ordem crescente de 1 a 999.999; c) prévia e individualmente autenticadas pelo fisco.
§ 7º Na hipótese do parágrafo anterior, deverá ainda ser previamente visada pelo fisco ficha índice, na qual, observada a ordem numérica crescente, será registrada a utilização de cada ficha.
§ 8º A escrituração do livro ou das fichas não poderá atrasar-se por mais de quinze dias.
§ 9º No último dia de cada mês deverão ser somadas as quantidades e valores constantes das colunas “Entradas” e “Saídas”, apurando-se o saldo das quantidades em estoque, que será transportado para o mês seguinte.
Art. 249. O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque poderá ser escriturado com as
seguintes simplificações (Ajustes SINIEF 2/72 e 3/81):
I - lançamento de totais diários na coluna “Produção - no próprio estabelecimento”, sob o título “Entradas”;
II - lançamento de totais diários na coluna “Produção - no próprio estabelecimento”, sob o título “Saídas”, em se tratando de matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem, na remessa do almoxarifado ao setor de fabricação, para industrialização no próprio estabelecimento; III - nos casos previstos nos incisos I e II, com exceção da coluna “Data”, dispensa da escrituração das colunas sob os títulos “Documento” e “Lançamento”, bem como das colunas “Valor”, sob os títulos “Entradas” e “Saídas”;
IV - lançamento do saldo na coluna “Estoque” uma só vez, no final dos lançamentos do dia;
V - agrupamento numa só folha de mercadorias com pequena expressão na composição do produto final, tanto em termos físicos, quanto em valor, desde que se enquadrem no mesmo código da tabela do IPI.
§ 1º O estabelecimento atacadista não equiparado ao industrial fica dispensado da escrituração do quadro “Classificação Fiscal”, das colunas “Valor”, sob os títulos “Entradas” e “Saídas”, e da coluna “IPI”, sob o título “Saídas”.
§ 2º O estabelecimento industrial ou a ele equiparado pela legislação do IPI ou o atacadista, que possuir controles quantitativos de mercadoria que permitam perfeita apuração dos estoques permanentes, poderá optar pela utilização desses controles em substituição ao livro de que cuida este artigo, observando que:
a) a opção será comunicada, por escrito, ao órgão do Departamento da Receita Federal a que estiver vinculado o estabelecimento optante, anexando-se os modelos dos formulários adotados; b) no modelo, poderão ser acrescentadas as colunas “Valor” e “IPI”, tanto na entrada, quanto na saída de mercadoria, na medida em que tiverem por finalidade a obtenção de dados para a declaração de informações do IPI;
c) os controles substitutivos serão exibidos ao fisco sempre que solicitados;
d) é dispensada a prévia autenticação dos formulários adotados em substituição ao livro; e) será mantida, sempre atualizada, ficha-índice ou o equivalente.
SEÇÃO V