I - Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor.
II - A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta (arts. 442 e 443, do CPC de 2015 - art.
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400, I, do CPC de 1973), não implicando cerceamento de defesa o inde-ferimento de provas posteriores.
III- A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa so-mente a ela se aplica, não afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.
CUIDADO! A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência, não importa o arquivamento do processo (Súmula 9 do TST), mas sim o re-conhecimento da confissão ficta por parte do reclamante, desde que tenha sido intimado com essa cominação (Súmula 74 do TST).
A ausência do reclamante à audiência inicial também possui outras consequências. Segun-do o novo artigo 844, §2º, da CLT (inseriSegun-do pela Lei nº 13.467, de 2017), na hipótese de au-sência do reclamante à audiência do artigo 844 da CLT, ele será condenado ao pagamento das custas processuais ainda que beneficiário da justiça gratuita.
O reclamante somente se eximirá do pagamento da despesa se comprovar, no prazo de quinze dias, que sua ausência decorreu por motivo legalmente justificável.
O pagamento das custas acima mencionadas é condição para a propositura de nova de-manda (CLT, art. 844, §3º, incluído pela Lei nº 13.467, de 2017).
A ausência do reclamante, além do arquivamento e da necessidade do pagamento de custas, acarreta sua condenação em honorários de sucumbência?
NÃO! É INDEVIDA a condenação ao pagamento de honorários advocatícios sucumben-ciais em caso de não comparecimento injustificado do reclamante à audiência inicial.
O artigo 844, §§2º e 3º, da CLT traz rol taxativo das consequências advindas do não--comparecimento injustificado do reclamante à audiência (condenação em custas, cujo pagamento é condição para propositura de nova reclamação). Por outro lado, havendo previsão expressa na CLT do ônus que recai sobre o reclamante que não comparece à audiência, NÃO deve haver aplicação subsidiária do artigo 85, § 6º, do CPC, consoante dispõe o artigo 769 da CLT. (TST. 8ª Turma. RR-10349-92.2018.5.03.0173, rel. Min. João Ba-tista Brito Pereira, julgado em 30.09.2019, Informativo TST nº 226).
Como foi veiculado no Informativo?
“RECURSO DE REVISTA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. LEI 13.467/2017.
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA AJUIZADA APÓS 11/11/2017. ARQUIVAMENTO DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA POR AUSÊNCIA DO RECLAMANTE À AUDIÊNCIA. O caput do art. 844 da CLT já previa o arquivamento da reclamação trabalhista nos casos de ausência injustificada do
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reclamante à audiência. Nas reclamações trabalhistas ajuizadas após a entrada em vigor da Lei 13.467 de 2017, 11/11/2017, além do arquivamento da reclamação, o não-compare-cimento injustificado do reclamante também importará sua condenação ao pagamento de custas, cujo pagamento é condição para propositura de nova reclamação trabalhista, nos termos dos §§ 2º e 3º do art. 844 da CLT, introduzidos pela aludida Lei. Todavia, a condena-ção ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais não está prevista no referido dispositivo, que traz rol taxativo das consequências advindas do não-comparecimento in-justificado do reclamante à audiência. Por outro lado, havendo previsão expressa na CLT do ônus que recai sobre o reclamante que não comparece à audiência, não deve haver apli-cação subsidiária do art. 85, § 6º, do CPC, consoante dispõe o art. 769 da CLT, que prevê a aplicação subsidiária do Código de Processo Civil ao Processo do Trabalho apenas quando houver omissão neste e desde que haja compatibilidade. Dessa forma, conclui-se ser in-devida a condenação ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais em hipó-teses como a presente. Recurso de Revista de que se conhece e a que se dá provimento.”
(TST-RR-10349-92.2018.5.03.0173, 8ª Turma, rel. Min. João Batista Brito Pereira, julgado em 30/9/2020.)
Lei municipal e requisição de pequeno valor
Com a decisão do STF nas ADIs 4357 e 4425, foi declarada a inconstitucionalidade de uma ampla gama de dispositivos correlatos à sistemática de pagamento de precatórios introduzidos na Constituição Federal e no Ato das Disposições Constitucionais Transi-tórias pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009, incluindo o artigo 97, §12, do ADCT17, que estabelecia o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para edição de lei definindo as obrigações de pequeno valor.
Assim, é válida, e deve ser aplicada, lei municipal editada com o objetivo de disciplinar o pagamento de obrigações de pequeno valor constituídas após a sua vigência, mesmo que editada após o prazo estabelecido no artigo 97, §12, do ADCT.
(TST. 8ª Turma. RR-11868-06.2015.5.15.0034, rel. Min. Dora Maria da Costa, julgado em 07.10.2020, Informativo TST nº 226).
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Execução contra a Fazenda Pública
O regime de execução por quantia certa contra a Fazenda Pública é diferente da execução realizada em face das pessoas físicas e jurídicas de direito privado. Isso porque os bens públicos são inalienáveis e, consequentemente, impenhoráveis.
17 ADCT, art. 97, §12 (declarado inconstitucional): Se a lei a que se refere o § 4º do art. 100 não estiver publicada em até 180 (cento e oitenta) dias, contados da data de publicação desta Emenda Constitucional, será considerado, para os fins referidos, em relação a Estados, Distrito Federal e Municípios devedores, omissos na regulamentação, o valor de:
(...)
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Em regra, o regime de execução diferenciado não se aplica às empresas públicas e socieda-des de economia mista. Existem, no entanto, algumas exceções. A mais notória é a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (OJ 247 da SDI-II do TST), mas se tem admitido a sub-missão ao precatório de empresa pública ou sociedade de economia mista que seja presta-dora de serviço público em ambiente não concorrencial (STF. 2ª Turma. RE 852.302-AgR, Rel.
Min. Dias Toffoli, julgado em 15.12.2015).
A Fazenda Pública possui prazo 30 (trinta) dias para oposição dos embargos à execução, em que poderão ser arguidas as matérias elencadas no artigo 535 do CPC.
Solucionados os embargos, o pagamento poderá ocorrer de duas formas: precatório ou re-quisição de pequeno valor.
Já revisamos os precatórios neste informativo, que tal estudarmos brevemente a requisi-ção de pequeno valor?
Requisição de pequeno valor
A requisição de pequeno valor tem seu limite máximo variável conforme cada entidade federativa
Limites máximos para requisições de pequeno valor União Até 60 (sessenta) salários mínimos Estados e Distrito Federal Até 40 (quarenta) salários mínimos Municípios Até 30 (trinta) salários mínimos
Tratando-se de reclamações trabalhistas plúrimas, a aferição do que vem a ser obrigação de pequeno valor, para efeito de dispensa de formação de precatório e aplicação do dispos-to no § 3º do artigo 100 da Constituição, deve ser realizada considerando-se os crédidispos-tos de cada reclamante (OJ 9 do Tribunal Pleno).
No caso de requisição de pequeno valor, a Fazenda Pública é intimada diretamente pelo juiz, na pessoa de quem o ente público foi citado para o processo, para o pagamento do valor no prazo de 2 (dois) meses, contados da entrega da requisição, mediante depósito na agência do banco oficial mais próxima da residência do exequente (CPC, art. 535, §3º, II).
Decorrido o prazo de dois meses, sem o efetivo depósito, o juiz determinará, independen-temente de requerimento, a ordem de sequestro de numerário suficiente para a satisfação da dívida.
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O artigo 100 da Constituição e o artigo 97 do ADCT, modificado pela EC nº 62, de 2009, es-tabelecia grande parte do regramento de pagamento de precatórios, mas o STF declarou algumas dessas disposições inconstitucionais, correto?
SIM! E é sua obrigação saber com profundidade o resultado desses julgamentos!