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DOCUMENTO E TESTEMUNHO

No documento 1. INTRODUÇÃO 1 (páginas 140-147)

Quando intitulamos este primeiro capítulo “Documentos/Monumentos” tínhamos presente a noção de história de que nos fala Jacques Le Goff acerca da idéia que subjaz ao seu aparecimento na Grécia Antiga e que prevalece sobretudo nos primeiros títulos do trabalho. Além da questão política visando as estruturas sociais, a história nasce da motivação étnica de estabelecer uma fronteira entre bárbaros e civilizados: “À concepção de história está ligada a idéia de civilização. Heródoto considera os Líbios, os Egípcios e principalmente os Citas e o Persas. Lança sobre eles um olhar de etnólogo. Por exemplo, os Citas são nômades – e o nomadismo é difícil de pensar. No centro desta geo-história há a noção de fronteira: e deste lado, civilização; do outro, barbárie”.239

De início dominante, esta tendência vai encontrando resistência com a incorporação de outras perspectivas historiográficas nos romances seguintes. Por fim, em A República dos bugres, aquela concepção não passa de um objeto de paródia, na expressão dos personagens do velho Quincas e de seu mentor, o bacharel Viegas.

O que os livros deste capítulo evidenciam mais fortemente é o consórcio entre a literatura, a história e o jornalismo. Consórcio, às vezes, bastante rentável, e, por outras, nem tanto. Quanto aos primeiros termos, Roland Barthes já enunciava a modelação da literatura realista pelo discurso histórico:

239 LE GOFF, Jacques. História e memória. Trad. Bernardo Leitão... [et.al.]. 4.ed. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1996. p. 62.

A história (o discurso histórico: história rerum gestarum) é o modelo dessas narrativas que admitem preencher os interstícios de suas funções com notações estruturalmente supérfluas, e é lógico que o realismo literário tenha sido, com algumas décadas de aproximação, contemporâneo do reinado da história “objetiva”, ao que se deve acrescentar o desenvolvimento atual das técnicas, obras e instituições fundamentadas na necessidade de autenticar o “real”: a fotografia (“do que esteve presente”), a reportagem, as exposições de objetos antigos (o sucesso do show Tutankhamon mostra-o bem), o turismo aos monumentos e lugares históricos.240

Àquelas reúne-se o jornalismo que mantém uma relação já tradicional com a literatura, que se dispõe desde o veículo comum de difusão, a imprensa escrita. Esta relação apresenta-se ainda mais estreita quando a literatura se identifica com a marca do realismo, conforme já analisado por Flora Sussekind.241 Aníbal González, autor de Journalism and the development of Spanish American narrative, entende que:

[...] o desenvolvimento da literatura hispano-americana se deu em meio a um enriquecedor e estratégico processo de mímesis mútua, de imitação de um pelo outro, entre a narrativa ficcional e o jornalismo. Impulsionado pela censura e repressão político-ideológica em nosso continente, o processo de intercâmbio retórico entre os dois discursos levou a que ambas as formas de manejar a linguagem, que têm origens e fins distintos, se assemelhem cada vez mais. Freqüentemente, as circunstâncias históricas fazem com que a ficção cumpra funções jornalísticas quando o jornalismo não pode fazê-lo. Por outro lado, o jornalismo adota e adapta muitos dos procedimentos estruturais e retóricos da ficção para dar maior interesse às informações ou, em certos casos, para escudar-se na ambigüidade da linguagem literária.242

Abordamos o vínculo desta produção com as décadas da repressão, mas é importante ressaltar que seu interesse e penetração não páram por aí.243 Prova disto são os vários lançamentos afeiçoados à tendência, como a recente coleção da Companhia das Letras, Jornalismo literário, que mescla autores nacionais e internacionais. O resenhista da editora depõe:

240 BARTHES, op. cit., p. 163. A idéia de Barthes é a de que a ilusão referencial se funda, entre outras opções, no detalhismo descritivo, o que apresenta pontos de contato com o “realismo formal”, descrito por WATT, Ian. A ascensão do romance: estudos sobre Defoe, Richardson e Fielding. Trad. Hildegard Feist. São Paulo:

Companhia das Letras, 1990.

241 SUSSEKIND, Flora. Tal Brasil, qual romance? Uma ideologia estética e sua história: o naturalismo. Rio de Janeiro: Achiamé, 1984.

242 SOUZA, Valdenito. Ficção e jornalismo se imitam. Entrevista a Aníbal González. Consultada em http://www.intervox.nce.ufrj.br/~valdenit/ent.html, em 13/09/2005.

243 Vale notar que tampouco vemos nos desdobramentos do trabalho um critério de valoração como em escala crescente. As formas discutidas nos outros capítulos não se colocam nem aquém nem além desta pela simples escolha do tipo de representação.

Como o dry martini e a voz de Frank Sinatra, o jornalismo literário é uma das grandes instituições americanas que fizeram o século XX (...) Considerado terceiro gênero ou gênero híbrido, o jornalismo literário passou a combinar o exercício intensivo de práticas jornalísticas de entrevistas e apuração de fatos com técnicas e estruturas das narrativas de ficção. Um dos procedimentos mais importantes para os jornalistas literários é a “imersão no objeto ou personagem”, o processo de mergulhar profundamente no tema sobre o qual se vai escrever.244

Entre os títulos da coleção destacam-se dois que marcaram os rumos tanto teóricos como práticos desta tendência jornalística: Radical chique e o Novo jornalismo, livro de Tom Wolfe, composto por artigos e reportagens da década de 60 e 70, e A sangue frio, de Truman Capote, publicado inicialmente em 1966.

A melhor adaptação deste novo jornalismo para as nossas latitudes parece ter sido o que se convencionou chamar de romance-reportagem.245 Para Rildo Cosson, o romance-reportagem diferencia-se da romance-reportagem porque àquele não basta ser factualmente verdadeiro. Ele deve também parecer verdadeiro.246 O pesquisador aponta, entretanto, para o paradoxo narrativo do romance-reportagem: “Por um lado, não é jornalismo, uma vez que é romance; por outro, não é literatura, uma vez que é reportagem. O saldo de tal ambigüidade é o fato de as narrativas assim denominadas terminar por ser lidas não no que elas são (romance-reportagem), mas naquilo que não conseguiram ser (romance ou reportagem).”247

Também não deixa de ser marcante um filão crescente do mercado editorial que, não pretendendo sua filiação à prática do novo jornalismo nem à do romance-reportagem, apresenta características comuns a elas. Livros, por exemplo, como Estação Carandiru, de Dráuzio Varella, que abordam a violência urbana e a denúncia das arbitrariedades do nosso sistema social.

O terceiro binômio do tripé, história e jornalismo, está indelevelmente marcada pelo seu objeto: o acontecimento. No entanto, as polêmicas entre perspectivas e limites de cada um prosseguem também neste quadro.

O que nos é dado a observar, a partir do corpus analisado, é que a relação de aproximação entre estas três práticas está marcada pela presença de dois traços: o lastro do real e a escrita memorialística. O historiador Benito Schmidt entende assim este

244 Consultado no site da editora: www.companhiadasletras.com.br, em 16/06/2006.

245 Com isto não queremos dizer que o romance-reportagem nasceu sob a influência norte-americana. De acordo com Rildo Cosson, o romance-reportagem já vivia uma fase de sucesso e de consolidação, quando A sangue frio passa a ser comentado pela imprensa brasileira. COSSON, Rildo. Romance-reportagem: o gênero.

Brasília: Editora da UnB: São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2001. p. 20.

246 Ibid., p. 36.

247 Ibid., p. 9.

entrelaçamento: “...o gênero biográfico emerge na história e no jornalismo no bojo de um processo de aproximação destas áreas com a literatura, o que implica uma incorporação do elemento ficcional e a adoção de determinados estilos e técnicas narrativas.”248

Quanto ao lastro do real, sobre ele já se pronunciou Barthes.249 Por seu turno, o extrato memorialístico funda este texto com lastro no real, a ponto de Anamaria Filizola e Elizabeth Rondelli lerem na escrita biográfica um possível ponteiro para futuras tendências:

Como toda época rica de mudanças pode se apresentar aos seus contemporâneos como período de vivência crítica, neste fim de século em que o termo pós-moderno é uma forma de nomear esse sentimento de dispersão e de alusões múltiplas, o gênero biográfico pode estar despontando como uma antiga bússola a orientar projetos e destinos.

Nesse aspecto, a biografia, os testemunhos, os depoimentos, a história oral são formas de reconstrução do passado, pois, sobretudo, são meras formas de o passado emergir através de suas leituras; reconstrução agora sob a ótica de fatos por vezes mais modestos e comuns, cenário para os gestos mais diminutos de indivíduos cujas vidas só adquirem sentido anos ou séculos depois, quando se tornam objeto de narrração histórica, documental ou literária.250

Andreas Huyssen acredita que a quase obsessiva volta ao passado, representado na escolha pelo discurso memorialístico que vigora nos últimos anos,251 pode apontar uma reação à aceleração do tempo e do espaço nestes tempos pós-modernos: “Mi hipotésis es que el auge de la memoria es un modo de luchar contra esa aceleración del tiempo y el espacio. Y la tesis, un poco esperanzada tal vez, es que los discursos de la memoria pueden ayudar a frenar esa aceleración, ampliando las extensiones de tiempo y espacio.”252 Ainda assim, Huyssen não deixa de creditar os discursos da memória, predominante nos anos noventa, à luta pelos direitos humanos e pela Justiça. O que nos leva a uma das outras pontas deste iceberg, a significativa presença, dentre estes discursos, daquele representado pelo testemunho.

A expansão da fórmula é ilustrada pela multiplicação de títulos no mercado e pela sua inclusão em prêmios literários como nova categoria, ao lado da poesia, do romance, do

248 SCHMIDT, Benito Bisso. Construindo biografias... Historiadores e jornalistas: aproximações e afastamentos.

Estudos históricos. Rio de Janeiro, FGV, n.19, 1997. Consultado na versão eletrônica:

www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/207.pdf, em 14/07/2005.

249 BARTHES, Roland. O discurso da história. In: ___. O rumor da língua. Trad. Mario Laranjeira. São Paulo:

Brasiliense, 1988. p. 156.

250 FILIZOLA, Anamaria & RONDELLI, Elizabeth. Equilíbrio distante: fascínio pelo biográfico, descuido da crítica. Lugar Comum: estudos de mídia, cultura e democracia. Rio de Janeiro: Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ, v. 1, n.2. p. 221.

251 Neste sentido, não deixa de ser expressivo que a quase totalidade dos livros que compõem o nosso corpus, ainda que do ponto de vista da elaboração ficcional, revele esta opção, seja na forma de biografia,

autobiografia, memória ou testemunho. Ela talvez só não possa ser imputada a um dos títulos, Xadrez, truco e outras guerras, de José Roberto Torero.

252 COSTA, Flavia. Obsesionados por recordar. Entrevista con Andreas Huyssen. Consultado no site:

http:www.clarin.com/suplementos/cultura/2002/04/27/u-00211, em 14/06/2002.

conto, do teatro e do ensaio. Guardando um vínculo com as narrativas da Guerra do Paraguai do século XIX, os primeiros títulos do capítulo evocam esta função testemunhal.253 O resgate do passado vem pelo contato dos autores com os seus vestígios, considerados por eles mesmos como expressões vivas da história.

É neste sentido que funciona a viagem de Julio José Chiavenato pela América do Sul, o aprendizado de Carlos de Oliveira Gomes sobre a cultura e a língua guarani e, sob a moldura ficcional, o empreendimento do narrador de Santo Reis da Luz Divina no seu resgate genealógico. A experiência nestes casos opõe-se ao contato mediatizado pela letra escrita, na qual não interage necessariamente o vínculo afetivo. Ou seja, à relação interposta pelo “eu vivi” sobrepõe-se mais adiante a relação enunciada pelo “eu li”.

Se a redação de Ana Néri e Jovita denuncia a intensa pesquisa bibliográfica de seus autores, também é verdade que alguns traços desta escrita testemunhal acabam se evidenciando. No caso de Ana Néri isto se dá sobretudo pela linguagem e pela forma narrativa que insiste numa aproximação entre a narração e a matéria narrada. Em Jovita, pela pesquisa obstinada do autor pelas pistas de sua protagonista pelo Rio de Janeiro e pela iniciativa de contemplar como heroína uma quase conterrânea, pouco divulgada pela narrativa da guerra.

Os dois últimos romances valem-se, através da via ficcional, da posição do sujeito diante da história. Em Fragmentos da Grande Guerra assistimos à problematização de um discurso testemunhal. Aí o testemunho leva à violência. Até mesmo A República dos bugres que, num plano geral ironiza qualquer comprometimento com a matéria narrrada, ilustra, na figura do Padre Venâncio diante da guerra, esta função de testemunha da história.

Não obstante a presença do elemento testemunhal, somos obrigados a aceitar uma desmaterialização crescente deste vínculo, anunciado também na opção pelos personagens elencados. Enquanto os primeiros títulos privilegiam personagens migrantes, tais como Ana Néri, Jovita, o marquês de Caxias e o general Osório, os outros elegem personagens nativas. A preferência dos últimos aponta tanto para um maior grau de liberdade ficcional, como também possibilita um melhor aproveitamento de cunho alegórico, o que se opõe, a partida, ao esforço evidenciado no relato testemunhal, ao oferecer um retrato, através do subjetivo, de uma experiência histórica.

Aqui vale ressaltar as diferenças consagradas ao uso de literatura de testemunho.

Valeria de Marco adverte quanto à existência de duas grandes concepções que se opõem quanto às interpretações da produção literária: “Uma delas desenvolve-se no âmbito dos estudos sobre a literatura latino-americana; outra é dominante no campo da reflexão sobre

253 Ainda que a expressão “literatura de testemunho” tenha se desvinculado nos últimos anos da associação com a expressão de uma vivência para aliar-se à idéia de violência, como justifica Valeria de Marco, pretendemos nos valer também deste núcleo original como estratégia de desenvolvimento. DE MARCO, Valeria. A literatura de testemunho e a violência de estado. Lua Nova, São Paulo, CEDEC, n.62, 2004. Texto consultado no site: http://www.scielo.br/pdf/In/n62/a04n62.pdf, em 22-11-2005. p.1.

a shoah, termo amplamente utilizado para substituir a palavra holocausto.”254 Assim como a última, também a primeira ainda se subdivide em duas correntes. Uma volta-se para o registro e interpretação da “violência da América Latina durante o século XX; é ela, em parte, tributária da pauta sobre testemunho formulada pelos intelectuais reunidos no Júri do Prêmio Casa das Américas de 1969”.255 A outra parte do filão aberto pelo testemunho de Rigoberta Menchú, na década de 1980. Com enfoque exclusivo na literatura hispano-americana, esta tendência aproxima-se dos estudos culturais. Neste sentido:

O perfil do texto literário seria a constituição do objeto livro como resultado do encontro entre um narrador “de ofício” e um narrador que não integra os espaços de produção de conhecimento considerados legítimos, mas cuja experiência, ao ser contada e registrada, constitui um novo saber que modifica o conhecimento sobre a sociedade até então produzido.

Desenha-se o testemunho com traços fortes de compromisso político: o letrado teria a função de recolher a voz do subalterno, do marginalizado, para viabilizar uma crítica e um contraponto à “história oficial”, isto é, à versão hegemônica da História.256

É o que encontramos no bojo da proposta tanto de Julio José Chiavenato e de Carlos de Oliveira Gomes. Mas, como aponta Valeria de Marco, um dos desdobramentos desta produção acaba tocando no gênero já discutido do New journalism, através do romance-testemunho ou pseudo-testemunho. Neste caso, “o autor mobiliza elementos de composição da ficção para recriar eventos violentos a partir de relatos de testemunhas e de vários tipos de documentos.”257 Aproximam-se desta tendência, por suas propostas, tanto Ana Néri quanto Jovita. É importante, contudo, vincar que em ambas as concepções de literatura de testemunho vigoram correntes que exigem a fidedignidade às fontes ou à documentação, como no caso da premiação por testemunho da Casa das Américas, e outras que esconjuram qualquer índice de ficcionalização do relato, como em uma das vertentes da produção da shoah.258

É justamente a propósito da intervenção ideológica que a literatura de testemunho consegue retomar que Valeria de Marco arrisca seu cotejamento com o romance histórico, lido por Lukács. Segundo ela, pelo olhar que lança ao mundo, a literatura de testemunho poderia equiparar-se, nos nossos dias, à função desempenhada no século XIX pelo romance histórico. Tomando como ponto de comparação o livro de Fernando Gabeira, ela conclui pela semelhança com a leitura do romance histórico efetuado por Lukács:

254 Id.

255 Ibid., p. 2.

256 Id.

257 Ibid., p. 3.

258 Ibid., p. 2 e 15-16, respectivamente.

[...] em O que é isso companheiro? O que importa não é exatamente a vida ou o sofrimento ou as façanhas e tristezas de Gabeira. Importa a dinâmica daquele momento que ele recupera: a direita mobilizando o terror da classe média para que ela defendesse seu quinhão, o isolamento da esquerda naquele contexto, seus recursos de guerrilheiro improvisado, a improvisação bem mais eficiente das forças repressivas, as perigosas ligações internacionais.259

As considerações de Valeria de Marco tornam-se, assim, válidas para o estudo da ficção histórica ainda que o seu critério de comparação não leve em conta alguns pressupostos entre o registro ficcional, nos romances analisados por Lukács, e o não-ficcional, denunciado no livro de Gabeira, como o próprio pacto entre o autor, texto e leitor, distinto nos dois casos.

Como já apontamos anteriormente, este enfoque sobre a literatura de testemunho pretende sobretudo marcar as diferenças de tom ilustradas por este anseio presente nos dois primeiros livros, Genocídio americano e A solidão segundo Solano López, e as que predominam nos outros capítulos, entrevistas desde já no apelo do passado genealógico do narrador de Santo Reis da Luz Divina ou na enorme massa textual posta em movimento por A República dos bugres. Ambos os livros, como os conseguintes, problematizam a relação do testemunho através do “eu ouvi” ou então do “eu li”, que excluem, de certa forma, o sujeito do imediatismo da sua vivência.

259 DE MARCO, Valeria. Na poeira do romance histórico. In: BOECHAT, Maria Cecília & OLIVEIRA, Paulo Motta & Silvana Maria Pessôa de. (Orgs.). Romance histórico: recorrências e transformações. Belo

Horizonte: FALE/UFMG, 2000. p. 327.

No documento 1. INTRODUÇÃO 1 (páginas 140-147)