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6 EXEMPLOS DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

6.5 Documentos de Acesso Exclusivo em Meio Eletrônico

Considere aqui bases de dados, listas de discussão, sites, arquivos em disco rígido, programas, mensagens eletrônicas entre outros. Exemplo:

BLACKWELL. Bases de dados. Disponível em:

<http://www.periodicos.capes.gov.br/>. Acesso em: 22 de mar. 2004.

Nota: Conforme o original da Norma as mensagens de correio eletrônico devem ser referenciadas somente quando não se dispuser de nenhuma outra fonte para abor-dar o assunto em discussão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa – apresentação.

Rio de Janeiro, 2003.

_____. NBR 6023: informação e documentação: referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

_____. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito – apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

_____. NBR 6027: informação e documentação: sumário – apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

_____. NBR 6028: informação e documentação: resumo – apresentação. Rio de Ja-neiro, 2003.

_____. NBR 6034: informação e documentação: índice – apresentação. Rio de Ja-neiro, 2004.

_____. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos – apre-sentação. Rio de Janeiro, 2002.

_____. NBR 12225: informação e documentação: lombada – apresentação. Rio de Janeiro, 2004.

_____. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos – apresen-tação. Rio de Janeiro, 2005.

_____. NBR 15287: informação e documentação: projeto de pesquisa – apresenta-ção. Rio de Janeiro, 2005.

FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas técnicas para o trabalho científico: elaboração e formatação. Explicitação das normas da ABNT. 14. ed. Porto Alegre: [s.n.], 2005.

LUCKESI, Cipriano; BARRETO, Elói; COSMA, José et al. Fazer universidade: uma proposta metodológica. 11. ed. São Paulo: Cortez, 2000.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: ATLAS, 2003.

MARQUES, Mario Osório. Escrever é preciso: o princípio da pesquisa. 4. ed. Ijuí:

Unijui, 2003.

MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2004.

RAUBER, Jaime José; SOARES, Márcio (coord). Apresentação de trabalhos científi-cos: normas e orientações práticas. 3. ed. Passo Fundo: UPF, 2003.

RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 4. ed.

São Paulo: Atlas, 2002.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. rev. e ampl.

São Paulo: Cortez, 1996, p. 90-128.

TREVISOL, Joviles Vitório. Como elaborar um artigo científico: orientações metodo-lógicas a partir das novas normas da ABNT. 2. ed. Joaçaba, SC: UNOESC, 2001.

APÊNDICE A – RESUMO CRÍTICO

1 DEFINIÇÃO

Resumo redigido por especialistas com análise crítica de um documento.

Também chamado de resenha. Quando analisa apenas uma determinada edição entre várias, denomina-se recensão. Usado em estudos e não possui limite de pala-vras.

2 NATUREZA

Não consideramos, aqui, o resumo de dissertações ou de textos com função de divulgação cientifica, mas o resumo crítico como recurso de aprendizagem e de fácil revisão. Diferente do esquema, o resumo é formado por parágrafos de sentido completo; sua leitura dispensa a do texto original. A primeira frase deve ser significa-tiva, explicando o tema principal do documento. O resumo deve ser precedido da referência do documento em questão. Ademais, os resumos comportam apreciação crítica a partir de uma posição assumida. (Ruiz, 1996, p.44).

3 FUNÇÃO

Segundo Ruiz, o “trabalho de resumir ajuda a captação, a análise, o relacionamento, a fixação e a integração daquilo que estamos estudando [...] aumentando o aprovei-tamento geral” (1996, p. 44).

4 REGRAS

Algumas regras importantes:

• não pretender resumir antes de ler, de esclarecer todo o texto, de sublinhar, de fazer breves anotações à margem do texto;

• ser breve e compreensível;

• percorrer especialmente as palavras sublinhadas e as anotações à margem do texto;

• no caso de transcrição textual, usar aspas e fazer referência completa da fonte;

juntar, especialmente ao final, idéias integradoras, referências bibliográficas e críticas de caráter pessoal.

ATENÇÃO: a formatação segue a orientação geral (ver seção 3 do manual).

APÊNDICE B – RESENHA

1 DEFINIÇÃO

Conforme a ABNT (NBR 6028: 2003, item 2.3) resenha é um resumo crítico redigido por especialistas com o objetivo de analisar documentos. Andrade (apud MEDEIROS 2004, p. 158) “define resenha como ‘tipo de resumo crítico, contudo mais abrangente: permite comentários e opiniões, inclui julgamentos de valor, com-parações com outras obras da mesma área e avaliação da relevância da obra’”. Se-gundo ela, “é um tipo de trabalho que exige conhecimento do assunto, para estabe-lecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízo de valor”.

2 OBJETIVO

Para Medeiros (2004, p. 159 – grifo nosso), “Além dos objetivos gerais da resenha (instrumento de pesquisa bibliográfica, atualização bibliográfica, decisão de consultar ou não o texto original), acrescentem-se os de desenvolvimento da capa-cidade de síntese, interpretação e crítica. Ela contribui para desenvolver a men-talidade científica e levar o iniciante à pesquisa e à elaboração de trabalhos monográficos.” A resenha conjuga resumo e julgamento de valor.

3 ESTRUTURA

Principais elementos de estrutura da resenha:

a) apresentação completa da referência: autor, título, imprenta (local, editora, data), número de páginas;

b) credenciais da autoria: nacionalidade, formação, título, publicações;

c) resumo da obra: resumo das idéias principais da obra – tema, tese, des-crição do conteúdo das partes da obra, conclusões;

d) metodologia e técnicas utilizadas: método dedutivo, indutivo, histórico, comparativo, estatístico; técnicas de entrevista, formulário, questionário.

(Não é recomendável se deter muito nesta questão);

e) referencial teórico do autor: em que teorias e autores se apóia o estudo;

f) crítica do resenhista: apreciação valorativa da obra (contribuição, originali-dade, estilo...);

g) indicação do resenhista: a quem (estudiosos, disciplina ou curso) a obra se dirige especificamente.

ATENÇÃO: a formatação segue a orientação geral (conferir seção 3 do manual).

APÊNDICE C – ARTIGO CIENTÍFICO

1 DEFINIÇÃO

Para Trevisol (2001, p. 11), artigo é “uma publicação como tantas outras, porém com características e finalidades bem específicas. O artigo científico é um dos ‘mensageiros’ da ciência; ele existe para comunicar conhecimentos, preferenci-almente um dado novo ou um olhar distinto sobre determinado tema ou objeto de estudo. O artigo comunica por meio da escrita. Não sem motivo, é importante lem-brar que a escrita é a forma de linguagem que a ciência mais ama e utiliza desde seu surgimento.” As principais formas de conhecimento (religião, filosofia, ciência e o conhecimento comum) surgem com a escrita.

2 FUNÇÕES

Entre várias, mencionamos algumas:

a) escrever permite lembrar, ajuda à memória;

b) escrever permite a entender melhor, ajuda a organizar e clarear as idéias;

c) visa, em primeiro lugar, satisfazer os interesses do próprio autor, que me-lhora seu currículo e aprofunda sua compreensão sobre determinado te-ma; em segundo lugar, oferecer conhecimentos, preferencialmente novos, sobre determinado tema; em terceiro lugar, contribuir para provocar mu-danças de opinião e de convicção dos leitores sobre determinado assunto (TREVISOL, 2001).

3 ORIENTAÇÕES

Algumas orientações importantes para a elaboração de artigos:

a) escrever sobre assunto de que se goste. Para Marques, o tema não pode

“ser imposição alheia. Deve-se ele tornar paixão, desejo trabalhado, cons-truído pelo próprio pesquisador” (2003, p. 92). Deve brotar do desejo de conhecer mais à respeito.

b) escrever sobre assuntos que se domina, de preferência ter vivência ou experiências na área em que se localiza o assunto;

c) a relevância do tema também deve ser considerada, pois contribui para despertar o interesse;

d) precisa de tempo, mas não é aconselhável esperar que o tempo chegue, é preciso criá-lo;

e) escrever em estilo claro e, se possível, elegante;

f) passe do conhecido ao desconhecido; do curto e simples ao mais longo e complexo; do não contestado ao mais contestado;

g) começa com uma afirmação: a tese que vai defender (deve ser a espinha dorsal do texto);

h) apresenta evidências: os argumentos que fundamentam a afirmação (elas devem ser precisas, suficientes, representativas, claras e autorizadas);

i) traga um fundamento: um princípio geral dos argumentos que estabelece a ponte entre a afirmação e as evidências que a sustentam. Exemplo, extra-ído e adaptado de Trevisol (2001, p. 25):

Afirmação: deve ter chovido ontem à noite.

Evidência: as ruas estão molhadas; as plantas estavam murchas e, agora, estão revitalizadas; o tempo fazia calor e, agora, está ameno.

Fundamento: as ruas só estão molhadas, as plantas revitalizadas e o calor amenizado porque, provavelmente, choveu durante a noite anterior.

j) faça ressalvas: elas limitam a certeza das conclusões e estipulam condi-ções para a veracidade das afirmacondi-ções. As ressalvas revelam consciência do que se está afirmando e dá ar de criterioso e ponderado.

4. ESTRUTURA

Como o trabalho acadêmico, o artigo também possui elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.

4.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

a) título, e subtítulo, se houver (devem figurar na primeira página, há 3cm da borda superior);

b) nome(s) do(s) autor(es) ( deve aparecer logo abaixo do título). No final do nome, recomenda-se introduzir uma nota de rodapé contendo a titulação acadêmica e endereço eletrônico;

c) resumo na língua do texto (elemento obrigatório, constituído de uma se-qüência de frases concisas e objetivas e não de uma simples enumeração de tópicos, não ultrapassando 250 palavras);

d) chave na língua do texto (elemento obrigatório, as palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo, antecedidas da expressão Palavras-chave:, separadas entre si por ponto e finalizadas também por ponto).

4.2 ELEMENTOS TEXTUAIS

a) Introdução (parte inicial do artigo, onde devem constar a delimitação do assunto tratado, os objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do artigo. Deve vir logo em seguida (um parágrafo) às palavras-chave.);

b) Desenvolvimento (parte principal do artigo, que contém a exposição or-denada e pormenorizada do assunto tratado. Divide-se em seções e sub-seções, conforme a NBR 6024, que variam em função da abordagem do tema e do método. Deve ser apresentado em continuidade à introdução, ou seja, continuando o texto sem, necessariamente, iniciar nova página);

c) Conclusão ou considerações finais (parte final do artigo, na qual se a-presentam as conclusões correspondentes aos objetivos e hipóteses. É

apresentado logo em seguida ao desenvolvimento, sem obrigatoriamente iniciar nova página).

ATENÇÃO: a introdução e as considerações finais podem ser intituladas en-quanto tais, mas não necessariamente precisam vir intituladas. O desenvolvi-mento não pode levar este título (DESENVOLVIMENTO), mas leva o título das seções (subdivisões do texto que variam conforme o assunto e a organização).

4.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

a) título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira;

b) resumo em língua estrangeira (opcional);

c) palavras-chave em língua estrangeira (opcional);

d) nota(s) explicativa(s);10

e) Referências (elemento obrigatório, Cf. Manual do IFIBE);

f) glossário (elemento opcional, elaborado em ordem alfabética);

g) apêndice/s (elemento opcional, identificado por letras maiúsculas conse-cutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Quando esgotadas as 23 le-tras, utilizam-se letras maiúsculas dobradas;

h) anexo/s (elemento opcional, identificado por letras maiúsculas consecuti-vas. Quando esgotadas as 23 letras, utilizam-se maiúsculas dobradas).

ATENÇÃO: a formatação segue a orientação geral (conferir seção 3 do ma-nual).

10 Recomenda-se colocar as notas no rodapé e não no final do texto.

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