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CRENÇA 7: Não há sucesso permanente sem confiança

VI. DOMINANDO SUA MENTE: COMO DIRIGIR SEU CÉREBRO

“Não encontre um defeito, encontre uma solução.” Henry Ford

Este capítulo é sobre como encontrar soluções. Até agora falamos sobre o que você deve mudar se desejar modificar sua vida. Que tipos de estados o for-talecem e quais os que o deixam hesitante. Nesta parte do livro, você irá apren-der como mudar seus estados, a fim de poapren-der conseguir o que quiser e quando quiser. Em geral, não faltam recursos nas pessoas: falta-lhes o controle sobre os recursos. Este capítulo ensinará como estar no controle, como conseguir mais sabor da vida, como mudar seus estados, suas ações e assim os resultados que consegue em seu corpo - tudo em questão de momentos.

O modelo de mudança que eu e a PNL ensinamos é muito diferente do usado em muitas escolas de terapia. O cânone terapêutico, uma mistura de vá-rias escolas, é tão familiar que se tornou algo como um totem cultural. Um grande número de terapeutas acredita que, a fim de mudar, você tem de voltar às experiências negativas profundamente assentadas, e vivê-las outra vez. A idéia é que as experiências negativas das pessoas ficam represadas dentro delas como um líquido, até que não haja mais espaço e elas ou rompam ou transbor-dem. A única maneira de entrar em contato com esse processo diz o terapeuta, é reexperimentar todos os eventos de dor, outra vez, e então tentar fazê-los sa-ir para sempre.

Tudo na minha experiência diz que esse é um dos menos efetivos meios de ajudar as pessoas com seus problemas. Em primeiro lugar, quando você pe-de a alguém que volte atrás e reviva algum trauma terrível, você o está pondo no estado mais doloroso e de menos recursos em que ele pode estar. Se você põe alguém num estado sem recursos, suas chances de conseguir novos resul-tados e comportamentos de recursos estão muito diminuídas. De fato, essa abordagem pode até reforçar o padrão doloroso e sem recursos. Devido ao acesso seguido a estados neurológicos de limitação e dor, tornase muito mais fácil acionar esses estados no futuro. Quanto mais você revive uma experiência, com mais facilidade a usa outra vez. Talvez seja por isso que tantas terapias tra-dicionais levem tanto tempo para conseguir resultados.

Tenho alguns bons amigos que são terapeutas. Eles se preocupam since-ramente com seus pacientes. Eles acreditam que o que estão fazendo está fa-zendo diferença. E está. A terapia tradicional consegue resultados. No entanto, a questão é: podem esses resultados ser conseguidos com menos dor pelo pa-ciente, e num período de tempo mais curto? A resposta é sim, se modelarmos as ações dos melhores e mais efetivos terapeutas do mundo, que é exatamente o que Bandler Grinder fizeram. De fato, dominando um simples entendimento de como seu cérebro funciona, você pode tornar-se seu próprio terapeuta, seu próprio consultor pessoal. Você ultrapassa a terapia para ser capaz de mudar qualquer sentimento, emoção ou comportamento seu, em questão de momen-tos.

Acredito que começamos a conseguir mais resultados efetivos com a cria-ção de um novo modelo para o processo de mudança. Se você acredita que seus problemas ficam guardados em seu interior até que extravasem, é isso exatamente o que experimentará. Vejo nossa cavidade neurológica mais como uma vitrola do que como se toda a dor agisse como algum fluido letal. O que na realidade acontece é que os seres humanos continuam tendo experiências que estão sendo agravadas. Nós as guardamos no cérebro como discos numa vitro-la. Assim como os discos, também nossas gravações podem ser tocadas outra vez, a qualquer momento, se o estímulo certo em nosso ambiente for desenca-deado, se o botão certo for acionado.

Então, para lembrar nossas experiências, podemos optar por acionar bo-tões que tocam "canções" de felicidade e alegria, ou podemos usar bobo-tões que criam dor. Se seu plano terapêutico inclui o botão que cria dor muitas vezes se-guidas, você poderá estar reforçando o estado muito negativo que deseja mu-dar.

Acredito que você precise fazer alguma coisa bem diferente. Talvez possa simplesmente reprogramar seu toca-discos para tocar uma música bem diferen-te. Você liga o mesmo botão, mas, em vez de tocar uma canção triste, surge uma extasiante. Ou, talvez, você possa regravar o disco, pegar as velhas memó-rias e mudá-las.

O ponto é: os discos que não estão sendo tocados não vão crescer e ex-plodir. É absurdo. E assim como reprogramar um toca-discos é um procedimen-to simples, é fácil mudarmos os meios que nos fazem produzir sentimenprocedimen-tos e emoções desprovidos de recursos. Não temos que experimentar tudo que lem-bra dor para mudarmos nosso estado. O que temos de fazer é mudar a repre-sentação interna de negativa para uma positiva, que é automaticamente acio-nada e nos induz a produzir resultados mais efetivos. Temos de aumentar a ro-tação dos circuitos para êxtase e desligar a corrente dos circui- tos para a dor.

A PNL olha para a estrutura da experiência humana, não para o conteúdo.

Enquanto podemos ser e somos simpáticos de um ponto de vista pessoal, não nos importa nem um pouco o que acontece. O que nos importa mesmo é como você junta em sua mente o que aconteceu. Qual é a diferença entre como você

produz o estado de depressão e o estado de êxtase? A principal diferença é a maneira como estrutura suas representações internas.

“Nada tem qualquer poder sobre mim além daquilo que per-mito por meio de meus pensamentos conscientes." Anthony

Robbins

Estruturamos nossas representações internas através de nossos cinco sentidos - visão, audição, tato, gosto e olfato. Em outras palavras, nós experi-mentamos o mundo na forma de sensações visuais, auditivas, cinestésicas, gus-tativas ou olfativas. Assim, quaisquer experiências que temos guardadas na mente são representadas através desses sentidos, originalmente pelas três maiores modalidades: a visual, a auditiva e as mensagens cinestésicas.

Essas modalidades são amplos agrupamentos de maneiras como forma-mos representações internas. Você pode considerar seus cinco sentidos ou sis-temas representacionais, os ingredientes com os quais constrói qualquer expe-riência ou resultado. Lembre-se que se alguém é capaz de produzir um resulta-do particular, esse resultaresulta-do é criaresulta-do por ações específicas, mentais e físicas. Se você reproduzir as mesmas ações exatas, pode duplicar os resultados que uma certa pessoa produz. A fim de produzir um resultado, você deve saber quais são os ingredientes necessários.

Os "ingredientes" de todas as experiências humanas derivam de nossos cinco sentidos, ou modalidades. No entanto, não é suficiente só saber quais são os ingredientes necessários. Para produzir o resultado preciso, você deve saber exatamente quanto de cada ingrediente é necessário. Se você puser demais, ou muito pouco de qualquer ingrediente em particular, não obterá a espécie e a qualidade do resultado que quer.

Quando os seres humanos querem mudar, geralmente visam alterar uma ou ambas de duas coisas: como sentem, isto é, seus estados e/ou como se comportam. Por exemplo, um fumante com freqüência quer mudar como se sente física e emocionalmente (estado) e também seu padrão de comporta-mento, de procurar um cigarro após o outro. No capítulo sobre o poder do es-tado, deixamos claro que existem duas maneiras de mudar os estados das pes-soas e, assim, seus comportamentos: ou elas mudam sua fisiologia, que mudará

o modo como se sentem e a espécie de comportamento que produzem, ou mudam suas representações internas. Este capítulo é sobre aprender como mudar especificamente o modo como representamos coisas, a fim de que elas nos fortaleçam para sentir e produzir as espécies de comportamento que nos suportam na realização de nossas metas.

Há duas coisas que podemos mudar sobre nossas representações exter-nas. Podemos mudar o que representamos – assim, por exemplo, se imagina-mos o cenário pior possível, podeimagina-mos mudar, para representa-lo como o cená-rio melhor possível- ou podemos mudar como representamos alguma coisa.

Muitos de nós temos certas chaves dentro de nossas próprias mentes, que aci-onam nosso cérebro para responder de uma maneira particular. Por exemplo, algumas pessoas acham que retratar alguma coisa como sendo muito, muito grande, motiva-as grandemente. Outras acham que o tom de voz que usam quando falam para si mesmas sobre alguma coisa faz a maior diferença em sua motivação. Quase todos nós temos certas chaves de submodalidades que acio-nam respostas imediatas dentro de nós. Uma vez que descobrimos as diferen-tes maneiras como representamos as coisas e como elas nos afetam, podemos nos encarregar de nossa própria mente e começar a representar coisas de uma forma que nos fortaleça, mais do que de uma forma que nos limite.

Se alguém produz um resultado que gostaríamos de modelar, precisamos saber mais do que o fato de que ele retrata alguma coisa em sua mente e diz al-guma coisa para si. Precisamos de instrumentos mais afinados para realmente termos acesso ao que está acontecendo em nossa mente. É onde entram as submodalidades. Elas são como as quantidades certas de ingredientes requeri-dos para criar um resultado. São os menores e mais exatos tijolos que fazem a estrutura da experiência humana. Para sermos capazes de entender e, assim, controlar a experiência visual, precisamos saber mais sobre ela.

Precisamos saber se é escura ou brilhante, em branco e preto ou em co-res, móvel ou estacionária. Da mesma maneira, queremos saber se uma comu-nicação auditiva é alta ou baixa, próxima ou afastada, ressoante ou abafada.

Queremos saber se uma experiência cinesté- sica é macia ou dura, áspera ou li-sa, flexível ou rígida.

Outra distinção importante é se uma imagem é associada ou desassocia-da. Imagem associada é a que você experimenta como se realmente estivesse lá. Você a vê através de seus próprios olhos, ouve e sente como se estivesse com seu próprio corpo naquela hora, naquele lugar. Imagem desassociada é a que você experimenta como se a estivesse vendo de fora de si mesmo, como se assistisse a um filme sobre si mesmo. Consulte a lista de submodalidades.

Pare um minuto para lembrar uma experiência agradável recente que te-nha tido. Agora, entre dentro dessa experiência. Veja o que viu com seus pró-prios olhos: os eventos, imagens, cores, brilhos, e assim por diante. Ouça o que ouviu: as vozes, sons, e assim por diante. Sinta o que sentiu: emoções, tempera-tura, e assim por diante. Experimente como era. Agora, saia de seu corpo e sin-ta-se afastando da situação, mas de um lugar onde ainda possa ver-se lá na ex-periência. Imagine a experiência como se estivesse se vendo em um filme. Qual é a diferença de seus sentimentos? Em qual dos exemplos os sentimentos fo-ram mais intensos, no primeiro ou no segundo. Isso distingue uma experiência associada de uma desassociada.

Usando submodalidades distintas, como associação versus desassociação, você pode mudar radicalmente sua experiência de vida. Lembre-se, aprende-mos que todo o comportamento humano é o resultado do estado em que es-tamos, e que nossos estados são criados por nossas representações internas - as coisas que imaginamos, que nós dizemos, e assim por diante. Assim como um diretor de cinema pode mudar o efeito que seu filme tem sobre uma pla-téia, você pode mudar o efeito que qualquer experiência na vida tem sobre vo-cê. Um diretor pode mudar o ângulo da câmera, o volume e o tipo de música, a velocidade e a quantidade de movimento, a cor e qualidade da imagem e, as-sim, criar qualquer estado que queira em seu público. Da mesma maneira, você pode dirigir seu cérebro para gerar qualquer estado ou comportamento que o apóie em suas metas. Deixe-me mostrar-lhe como. É muito importante que faça estes exercícios, pois poderá se interessar e ler cada um até o fim. Então você pára e os faz, antes de prosseguir a leitura. Pode ser divertido fazer os exercí-cios com mais alguém. Faça turnos, dando sugestões e respondendo a elas.

RELAÇÃO DE SUBMODALIDADES POSSÍVEIS