1. Composições móveis ou paradas. 2. Panorama ou enquadrada (se en-quadrada, o formato do quadro). 3. Colorido ou preto e branco. 4. Brilho. 5.
Tamanho da imagem (tamanho natural, maior ou menor). 6. Tamanho do obje-to(s) central. 7. A pessoa fora ou dentro da imagem. 8. Distância da imagem pa-ra a pessoa. 9. Distância do objeto centpa-ral papa-ra a pessoa. 10. Qualidade de tri-dimensionalidade. 11. Intensidade do colorido (ou preto e branco). 12. Grau de contraste. 13. Movimento (se tiver rápido ou lento). 14. Foco (quais as partes - dentro ou fora). 15. Foco intermitente ou fixo. 16. De que ângulo é visto. 17.
Número de imagens (cenas). 18. Localização. 19. Outra?
Auditiva
1. Volume. 2. Cadência (interrupções agrupamentos). 3. Ritmo (regular ir-regular). 4. Inflexões (palavras realçadas, como). 5. Tempo. 6. Pausas. 7. Tonali-dades. 8. Timbre (qualidade de onde ressoa). 9. Singularidade do som (áspero, suave e outros). 10. Som move-se em volta – espacial. 11. Localização. 12. Ou-tro?
Cinestésico Para dor 1. Temperatura. 1. Tremor 2. Textura. 2. Quente - Frio 3. Vibração. 3. Tensão muscular 4. Pressão. 4. Aguda - Fraca 5. Movimento. 5. Pressão 6. Duração. 6. Duração
7. Constante – Intermitente. 7. Intermitente (assim como latejar) 8. Intensidade. 8. Localização
9. Peso. 9. Outra?
10. Densidade.
11. Localização.
12. Outro?
Quero que pense numa recordação muito agradável. Pode ser recente ou antiga. Só feche os olhos, relaxe e pense nela. Agora, pegue essa imagem e a torne mais e mais brilhante. Enquanto a imagem brilha, note como seu estado muda. A seguir, quero que traga seu quadro mental para mais perto de você.
Pare agora e o torne maior. O que acontece quando você manipula a imagem?
Muda a intensidade da experiência, não é? Para a grande maioria das pessoas, fazer com que uma lembrança já agradável se torne maior, mais brilhante e mais próxima, cria uma imagem mais poderosa e mais agradável. Isto aumenta o poder e o prazer da representação interna, e deixa você num estado mais po-deroso e alegre.
Todos temos acesso às três modalidades ou sistemas representacionais - visual, auditivo e cinestésico. Mas as pessoas contam com variados graus nos di-ferentes sistemas representacionais. Muitas têm acesso a seus cérebros princi-palmente por uma estrutura visual. Reagem às cenas que vêem em suas cabe-ças. Outras, principalmente pela auditiva, outras pelas cinestésicas. Tais pessoas reagem com mais intensidade ao que ouvem ou sentem. Assim, após você ter variado as cenas visuais, vamos tentar a mesma coisa com os outros sistemas representacionais.
Traga de volta a lembrança agradável com a qual já trabalhamos. Aumen-te o volume das vozes ou sons que ouve. Dê-lhes mais ritmo, um tom mais pro-fundo, uma mudança de timbre. Faça-os mais fortes e mais afirmativos. Agora, faça o mesmo com as submodalidades cinestésicas. Torne a lembrança mais quente, mais suave e mais macia do que era antes. O que acontece agora com seus sentimentos em relação à experiência?
Nem todas as pessoas respondem da mesma maneira. Em particular, as sugestões cinestésicas eliciam diferentes respostas em diferentes pessoas. É provável que a maioria de vocês ache que tornar a imagem maior e mais bri-lhante a realce, pois dá à representação interna mais intensidade, torna-a mais atrativa e, o mais importante, deixa você num estado mais positivo e mais cheio
de recursos. Quando faço esses exercícios em sessões de consulta, posso ver exatamente o que está acontecendo na mente de uma pessoa, observando sua fisiologia. Sua respiração torna-se mais profunda, outros se endireitam, o rosto relaxa e o corpo todo parece mais alerta.
Tentemos a mesma coisa com uma imagem negativa. Quero que pense em alguma coisa que o aborreceu e causou-lhe dor. Agora, pegue essa imagem e torne-a mais brilhante, traga-a mais perto de você. Torne-a maior. O que está acontecendo em seu cérebro? A maioria das pessoas acham que seus estados negativos se intensificam. Os sentimentos ruins que sentiam antes ficam mais fortes. Agora, ponha a imagem de volta onde estava. O que acontece se você a tornar menor, mais apagada e mais afastada? Tente e note a diferença em seus sentimentos. Descobrirá que os sentimentos negativos perderam sua força.
Tente a mesma coisa com as outras modalidades. Ouça sua própria voz in-terior ou qualquer outra que esteja continuando a experiência, num tom alto, staccato. Sinta a experiência como difícil e firme. É bem provável que a mesma coisa acontecerá – o sentimento negativo será intensificado. Mais uma vez, não quero que entenda isso de uma maneira acadêmica.
Quero que faça esses exercícios de uma maneira concentrada, intensa, tendo o cuidado de notar quais as modalidades e submodalidades que têm maior poder sobre você. Você pode querer percorrer esses passos outra vez em sua mente, tendo consciência de como a manipulação da imagem muda seus sentimentos sobre o fato. Pegue a imagem negativa com a qual começou e, agora, torne-a menor. Esteja atento para o que acontece enquanto a imagem encolhe. Agora, desfoque-a, faça-a indistinta, apagada e difícil de ser vista. De-pois, afaste-a de você, empurre a para trás, de modo que mal possa vê-la. Fi-nalmente, empurre-a de volta para um sol imaginário. Repare o que ouve, vê e sente enquanto ela desaparece do mundo.
Faça a mesma coisa com a modalidade auditiva. Abaixe o volume das vo-zes que ouve. Torne-as mais letárgicas. Tire-lhes o ritmo e batidas. Faça a mes-ma coisa com suas percepções cinestésicas. Faça com que a imes-magem fique pai-rando fina e insubstancial, flácida. O que acontece com a imagem negativa quando passa por esse processo? Se você for como a maioria das pessoas, a imagem perde seu poder, torna-se menos potente, menos dolorosa, ou, até
inexistente. Você pode pegar alguma coisa que lhe causou grande dor no pas-sado e torna-la impotente, faze-la dissolver-se e desaparecer completamente.
Penso que, com esta curta experiência, você pode ver como essa tecnolo-gia pode ser poderosa. Nuns poucos minutos, você pegou um sentimento posi-tivo e fez com que se tornasse mais forte e mais fortalecedor. Também foi ca-paz de pegar uma imagem negativa poderosa e tirar-lhe o poder que tinha so-bre você. No passado, você estava à mercê dos resultados de suas representa-ções internas. Agora, já deve saber que as coisas não precisam ser desse jeito.
Basicamente, você pode viver sua vida de várias maneiras. Pode deixar seu cérebro dirigi-lo da forma que fazia no passado; pode deixá-lo lançar qual-quer quadro, som ou sensação; e pode responder automaticamente sob suges-tão, como um cachorro pavloviano responde a uma campainha. Ou pode optar por dirigir conscientemente seu próprio cérebro. Pode implantar as sugestões que quiser. Pode pegar as imagens e experiências ruins e enfraquecê-las em sua força e poder. Pode representá-las para si de forma a não mais dominá-lo, uma maneira de "corta-las", deixando-as de um tamanho no qual sabe que poderá controlá-las de fato.
Todos nós já não tivemos a experiência de uma tarefa ou trabalho tão grande que sentimos que nunca o faremos e sequer ao menos o começamos?
Se você imaginar essa tarefa como sendo uma imagem pequena, sentirá que pode lidar com ela e, assim, tomará as medidas apropriadas, em vez de ficar oprimido. Sei que isso pode soar como uma simplificação, mas, quando tentar, descobrirá que a mudança de suas representações pode mudar a maneira como se sente com relação a uma tarefa e, assim, modificar suas ações.
E é claro que agora você sabe também que pode pegar boas experiências e realçá-las. Pode pegar as pequenas alegrias da vida e torná-las maiores, fazer com que tornem mais clara sua visão do dia e com que sinta-se mais leve e mais feliz. O que temos aqui é uma maneira de criar mais interesse, mais alegria, mais ardor na vida.
"Não há nada bom ou mau, mas o pensamento o faz assim."
William Shakespeare
Lembra-se, no primeiro capítulo, quando falamos sobre o bem dos reis? O rei tinha a capacidade de dirigir o reino dele. Bem, seu reino é seu cérebro. As-sim como o rei dirige seu reino, você pode dirigir o seu, se começar a assumir o controle de como representa sua experiência da vida. Todas as submodalidades com as quais lidamos dizem ao cérebro como se sentir. Lembre-se, nós não sa-bemos como a vida é realmente. Nós só sasa-bemos como a representamos para nós mesmos. Assim, se temos uma imagem negativa que é apresentada de uma forma grande, brilhante, potente e ressoante o cérebro nos dá uma má experi-ência, imensa, grande, brilhante, potente e ressoante. Mas, se pegamos essa imagem negativa e a encolhemos, escurecemo-la, tornando-a uma imagem imóvel, então tiramos seu poder, e o cérebro responderá de acordo. Em vez de nos colocar em um estado negativo, podemos encolhê-lo ou lidar com ele sem maiores problemas. Nossa linguagem nos dá muitos exemplos do poder de nos-sas representações.
O que damos a entender quando dizemos que uma pessoa tem um futuro brilhante? Como se sente quando uma pessoa diz que o futuro parece escuro?
O que estará dizendo quando falamos que alguém deu uma dimensão exagera-da a alguma coisa, ou tem uma imagem distorciexagera-da de alguma coisa? O que as pessoas querem dizer quando falam que alguma coisa está pesando muito em suas mentes, ou sentem que têm um bloqueio mental? O que você quer dizer quando fala que está tudo bem ou que teve um estalo?
PALAVRAS PREDICADAS