CAP II- O VÔO ASCENCIONAL DO CORPO E ESPÍRITO (o simbólico e o imaginário como vias de compreensão nas Ciências Sociais)
Foto 49: Luz azul Quando as leituras e debates se encerram, a luz da sala é apagada e esta lâmpada de cor azulada é acesa, deixando a sala em meia-luz, considerada confortável para o trabalho
M: Dormi, dormi, dormi, dormi E: E não é bom dormir?
M: Não!
E: O que você gostaria de fazer? Aqui dentro. Vale frisar. M: Sei lá...
E: Do que você gosta? Você quer visitar a casa comigo? Quer olhar o que tem aqui? Quer olhar as flores? Heim? Quer olhar o lago?
M: Lago? Que lago?
E: A gente senta num banco e fica olhando o lago... Não quer? M: Eu vou com você...
E: Então tá, a gente vai fazer o seguinte: vou deixar você recebendo a energia positiva pra você se sentir melhor e daqui a pouco, eles vão ficar contigo, conversando, aplicando em você o que é necessário de medicação e depois a gente conversa... Tá bom? Continua respirando fundo...
M: Eu vou sempre ter que voltar?
E: Enquanto você tiver dodói vai... Quando você tiver bem... M: Eu não tô doente!
M: Não tô, não! E: Você sabe que está. M: Eu só estou esquecido...
E: Pois é, faz parte desse quadro. Só que você não é doente, há uma diferença muito grande... Você está doente, não é doente. Já te disse que você é nosso irmão, e nós queremos muito bem a você! É por isso que já te disse: pode esperar a gente vai se encontrar lá na beira do lago... Tá bom? Eles vão cuidar de você agora, fica com eles, que Deus te abençoe, vai em paz!‖195
Neste diálogo vemos outro tipo específico de comunicação mediúnica, que se refere a tratamento de doença espiritual, esta que deforma o corpo do espírito através de processo obsessivo. Os dois casos são considerados de ―doença‖, uma moral e outra corporal de base obsessiva. Este processo de obsessão é referido através do termo ―hipnose‖ que corresponde neste caso à influência aplicada sobre a vontade de alguém e a submete. Seu corpo está modificado, pelo menos assim afirma a médium esclarecedora, e a operação que se segue teria como função devolvê-la à sua saúde. Como a forma perispiritual acompanha o estado espiritual, seria possível apresentar formas diversas, neste caso contra a vontade do obsediado. O corpo ―padrão‖ é o corpo ―humano‖. A forma do espírito que se apresenta é classificada como ―aviltada‖. Este espírito (desencarnado) pode se conectar a outros espíritos (encarnados) a mando daquele ou daqueles que o teriam dominado e corrompido sua forma original.
Questionei outro médium que estava presente nesta sessão e lhe perguntei se o ato de manter contra sua vontade este espírito na casa, não seria contrário ao seu livre arbítrio, ao que me responde o médium que não, em seu entendimento, em suas próprias palavras a situação seria a mesma de manter-se ―um doente mental internado para não ferir nem a si nem a outros‖. Novamente o modelo é o da internação em instituição médica, no caso médica psiquiátrica, o próprio espírito se apresentaria como um doente mental, alguém cuja vontade não se expressa claramente.
O tratamento se dá em duas frentes, um corresponde ao chamado choque anímico e outro ao diálogo que se dá através, do que se pode chamar, de ―contra hipnose‖ apresentada pelo esclarecedor.
O choque anímico ocorre quando o espírito se aproxima do médium que o manifesta e através da relação que se apresenta, seu perispírito entraria em contato com a forma e as
195 Associação Espírita caminheiros do Bem (Belém-PA), transcrição da gravação da segunda comunicação da
energias fluídicas do médium encarnado, assim, por sintonia teria sua forma e condição modelada ao padrão ―saudável‖. Este processo justifica as restrições aplicadas ao médium, tanto corporais, quanto morais e comportamentais, como não comer carne vermelha ou outros alimentos em excesso imediatamente antes da sessão, não praticar sexo, não beber, entre as mais evidentes.
O procedimento do diálogo se apresenta como de procedimento de ―fisioterapia‖, o reconhecimento da s sensações corporais, a reconstituição de sua consciência e da percepção padrão humana, a reaquisição da corporeidade espírita.
Márcia envia seus comentários, após requisição minha de que contextualize esta segunda comunicação. Ela escreve o seguinte em resposta:
―Esta comunicação é a terceira de uma série. Na primeira, o comunicante apenas rabiscou cruzes apertando o lápis no papel e trazendo medo e incômodo para a médium. Na segunda manifestação, pela psicofonia, outros médiuns vêem o manifestante.
Ele chega olhando para os lados, dizendo querer gritar, mas não podendo pela censura da médium. Músculos atrofiados, mãos em garras, pescoço encolhido e arqueado, cabeça proeminente olhando para trás dando a impressão à esclarecedora de estar com a aparência de uma ave (zoantropia). Então, é dado o comando para que suas ‗asas‘ murchem, o manifestante pergunta como a esclarecedora sabe que tem asas e fará sem elas porque não saberia viver sem elas.
O manifestante está perdido, desmemoriado, quando é repetido várias vezes que ele é filho de Deus, fazendo com que essa afirmação ajude a formatação do seu corpo psicossomático.
Na terceira comunicação ele precisa continuar o tratamento, diz não querer falar com a pessoa que o recebe, então a esclarecedora que o atendeu outrora inicia o diálogo seguindo por um caminho aparentemente simplório para dar tempo das energias e forma do médium atuarem no perispírito do manifestante‖.196
Internada na casa espírita, este ―hospital espiritual‖, sua liberdade só será devolvida quando se tornar aquele que os trabalhadores da casa orientados pela doutrina espírita lhe atribuam estado saudável e se este quiser será convidada a permanecer na casa como etapa de seu tratamento auxiliando com o trabalho as obras da casa. O trabalho é movimento de saúde tanto para o médium de incorporação ou esclarecedor, quanto para o obsessor ou obsediado.
Notem que a casa apresenta jardins e inclusive um lago que não costa da ―paisagem material‖ do centro. Este lago, me informam, serve como ―bateria‖ que extrai e equilibra as
energias desarmônicas do doente. Foi a primeira vez que ouço falar deste lago, ele pode já existir ou pode ter sido ―plasmado‖ pelos mentores espirituais que inspiram à esclarecedora. Plasmar é termo que denota a ação de através do uso da mente impor construções que se expressam no plano espiritual e influenciam os espíritos. Pode-se plasmar (do fluido cósmico universal, nos dizem) remédios, instrumentos e paisagens que participam da cura e tratamento dos espíritos obsessores e obsediados. No que se refere à casa espírita, como podemos ver a paisagem do centro está em constante movimento, em constante recriação.
Nas sessões registradas e etnografadas há uma participante que não se manifesta através da psicofonia, mas apenas através de psicografia e vidência. Esta participante não deixa de ser pressionada a manifestar-se através da incorporação psicofônica, chegando a gerar preocupações com sua saúde física pela não ―manifestação integral‖ de sua mediunidade, que corresponde à apresentação da psicofonia, mesmo diante de produção numerosa de relatos mediúnicos, tanto psicográficos, quanto em vidência apresentadas durante o momento ritual da avaliação. Ou seja, haveria um modelo exemplar de médium e este modelo parece passar pela possibilidade de apreensão do fenômeno da comunicação pela incorporação plena do outro. O outro é um ―fluxo‖ que precisa passar por você, médium, sob pena de sua restrição ocasionar inúmeras dificuldades.
A seguir, duas manifestações mediúnicas, expressas através de mensagens psicografadas durante as sessões da casa. Uma apresenta a fala de um espírito obsessor que apresenta acusações aos trabalhadores da casa e sua atividade. A outra apresenta a manifestação de espírito protetor da casa.
―Associação Espírita Caminheiros do Bem. mensagem recebida na reunião mediúnica do dia 11/08/2010’.
[1ª comunicação psicografada] Ah, meus amigos, como vocês são frágeis! Como é fácil abalar os seus corações! Como é simples, simples, coisa de criança, fazer com que vocês mesmos se prejudiquem!
É muito engraçado até de se ver, vocês tão desprotegidos, tadinhos! E o mais engraçado é que sabem como se defender e não se defendem, ficam aí, como patinhos, esperando o raio cair nas cabeças de vocês!
Bobos, é o que vocês são, muito bobos, até cansa, dá enjôo, nem sequer dá trabalho, desafia uma pessoa inteligente, que nada! É só dar um empurrãozinho e vocês mesmos fazem o resto e vão se prejudicando, despencam ladeira abaixo! É muito, muito fácil mesmo, até demais!
Me trouxeram para cá, achando que ia desistir por causa disso, ai, ai. Já estava desistindo era de tédio, tédio de vocês! É isso, chega, cansei de vocês! Vou ficar por aqui porque estou cansado, me ofereceram quarto, comida e roupa lavada. Fico enquanto me aprouver, depois vou embora! É isso, chegou para mim.
Tchau!
[2ª comunicação psicografada] Meus queridos filhos,
Com todo o amor que sinto por vocês, o carinho que exala ao vê-los, como infantes, ensaiando seus primeiros passos, é o que me autoriza a dizer-lhes, sigam, adiante, caminhando com mais segurança a cada passo. Não desistam diante das quedas! Quedas fazem parte do aprendizado, insistam e, como os pequenos serezinhos [sic] que fortalecem os músculos e aprumam a coluna, também assim caminharão com mais segurança um dia!
Com o carinho maternal que lhes dedico, vejo os pequenos lances, os fabulosos esboços que se desenham em seus vacilantes passos ainda. Observo-os e me emociono ao perceber esses pequenos gestos, pequenas iniciativas, que muitas vezes fenecem antes de desabrochar, mas que desenham o potencial contido em seus passos.
O meu propósito é de compartilhar essas percepções, na esperança de torná- los mais confiantes em si mesmos, mais seguros quanto ao seu potencial e, por isso, mais estimulados a prosseguir. Confiem mais em si mesmos, observem-se e certamente irão se admirar com os progressos efetuados. Que esse exame, essa constatação, possa auxiliá-los e não envaidecê-los, é o que lhes peço. Que mais confiantes em si, em seu potencial, possam compreender melhor a afirmativa do Cristo, quando disse que éramos deuses e que, mais conscientes de nós mesmos, possamos nos tornar os instrumentos úteis ao cumprimento dos desígnios do Pai, o Verbo criador e todo Amor, que nos criou!
Confiem, persistam, percebam seus talentos e compartilhem esse quinhão com seus irmãos. Onde estiverem, esforcem-se para tornarem-se veículos do Amor do Pai no mundo, através de gestos simples. Em cada dia novas oportunidades, pequenas oportunidades, pequenos recomeços, degraus para o futuro em que, mais conscientes e dispostos, façamos o que estiver ao nosso alcance, tornam donos esses valorosos co-criadores da obra do Pai! Ouçam e confiem! Esforcem-se por esse ideal, serão capazes de realizar muito, mais do que imaginam, não se subestimem!
Eu, que me coloquei aqui qual mãe, quero oferecer-lhes esse amor e meu amparo amigo. Especialmente nas horas de falência em que estiverem descrentes de si mesmos, lembrem, que aqui desse lado tem alguém que os ama e confia muito em cada um de vocês! E esse humilde carinho não chega nem aos pés do Amor maior que nos criou, então imaginem o quanto somos amados, o quanto o Pai confia em nós e o quanto somos aguardados, filhos pródigos, fazendo o caminho de volta ao lar!
Que a certeza desse Amor ilumine nossos dias e perfume nossas noites!‖197
As comunicações, ambas, possuem temas comuns, em essência, aproximadas e foram parte de um único esforço mediúnico envolvendo dois espíritos distintos, inclusive por seu considerado nível de evolução espiritual. Um se apresentará como um adversário, o outro como aliado do progresso dos trabalhadores da casa.
197 Em sessão de comunicação mediúnica em 11.08.2010, transmitida aos participantes por sua médium e
transcritora, através de e-mail posteriormente à data de realização da reunião. (E-mail. Enc: mensagens do dia 11/08/2010. De: Fábio Paes Rocha<fabiopae******@yahoo.com.br>. Para: Anselmo do Amaral Paes <Anselmopa******@yahoo.com.br>. Recebido em 18.08.2010) (grifos nossos).
O tema que se destaca é a aquisição da confiança para seguir o movimento do progresso e evolução moral. Os erros cometidos durante a jornada existencial do ser humano são alvo de reflexão por parte de ambos, mas sua linguagem e perspectiva se diferenciam e assim o fazem na casa espírita. Se há vezes em que os espíritos não são fáceis de distinguir-se, se amigos ou inimigos, na maior parte das vezes sua distinção é construída de forma muito mais clara. O mal e o bem não se relativizam e são opostos absolutos, então não deverão se confundir para os participantes e aos demais que tiverem acesso às suas declarações.
O primeiro comunicante se apresenta já com uma afirmação contundente e desestimulante ―[...] como vocês são frágeis!‖, exclama. Acha ―engraçado‖ a fragilidade dos homens. Se expressa coloquialmente, quando diz ―tadinhos!‖. Porém, não se apresenta como um desafio, pois o mal (na concepção espírita) ameaça, mas nunca tem o verdadeiro potencial de suplantar o bem, sua potência deve ser minimizada, gerar mesmo piedade nos mais esclarecidos. Quando acusa parece mais provocar o efeito contrário à reação de evitar o erro. Diz que ―sabem e podem se defender e não fazem‖, ou seja, afirma que o mal é superável, que a casa espírita e o Espiritismo proveem meios de defesa, se você seguir suas orientações sem ―rebeldia‖, demasiados questionamentos e voluntarismo. A produção contínua de maior individualidade é requisitada e estimulada, mas não se contraria a doutrina. No final é enfim, como esperado, derrotado.
Como a maior parte dos espíritos comunicantes seu destino é ingressar no próprio movimento (cósmico) espírita, quando afirma ficar na casa, pois estava ―cansado‖. Grande parte da ação do esclarecedor, de fato nas comunicações que pude assistir, teve como resultado do embate o convencimento a ficar ou o oferecimento de fluídos e medicamentos que acalmavam, ou ―dopavam‖ o espírito instigador, para que ficassem na casa. Com muita frequência o diálogo mais difícil era simplesmente interrompido com: ―beba esta água que está à sua frente, você vai se acalmar, assim os irmãos espirituais, que já estão ao seu lado, poderão cuidar melhor de você‖.
A segunda comunicação, já se inicia carinhosamente e maternalmente com ―[m]eus queridos filhos!‖ Já anunciando o caráter geral pedagógico do comunicado. Certos termos destacam a demonstração desejada de certa erudição e refinamento da comunicante em sua própria linguagem: o carinho que ―exala‖, diante dos ―infantes‖, em caminho de ―desabrocharem‖, marca a diferença do coloquial da conversa anterior e marca o clima solene de encontro santificado que se pretende.
Mantendo fiel à ética espírita da simplicidade e humildade, elogia, mas alerta contra a vaidade. Estimula expresso cuidado, afirma seu amor e apoio, mas em determinado momento recoloca-se em seu devido lugar, é portadora da palavra, mas não sua emissora, seu amor e cuidado ―[...] não chega nem aos pés do Amor Maior‖ e, assim, respeitando as hierarquias espirituais, retira de si todo o mérito ou engrandecimento, o que permite sua identificação como emissária de luz.
O embate entre ordem e caos, entre a luz (branca espírita) e as trevas também deve se apresentar na sessão espírita em comunicações diversas. Porém, o embate é dramático, mas está sob completo controle, enfim o bem deverá vencer e preencher o ―vazio‖ do mal. Sua presença e apresentação tem tom didático, ―olhem, as trevas não se impõem à luz, não há o que temer‖.
Os espíritos de luz não se apresentam com instruções específicas a membros da casa, mesmo os que estão em tratamento direto naquela sessão (poderão estar na enfermaria, ou mesmo nem estarem na casa, mas nunca na própria sessão), sua mensagem é genérica ao trabalho dos participantes e surge como incentivo e eventualmente correção (um tanto velada, sujeita à interpretação e reflexão para ser apreendida), seu caráter é avaliado prioritariamente a partir das palavras e termos que usa, aos temas que aborda e a pertinência do que transmite. O discurso não surge da autoridade, mas a autoridade do discurso se desenha em sim mesmo, se apresentará no próprio enunciado, não investindo, ao menos de forma única, em instituições e ritualizações.
Os critérios, porém, na casa espírita, ainda passam pela qualificação de quem enuncia, o contexto em que o fala, o que nos diz, mas também o que nos silencia, toda a gestualidade que deverá acompanhar o discurso, a ―tecnicidade‖ suposta das palavras, sua eficácia sobre quem ouve e quem fala. Como por exemplo: 1. Quem disse? (um médico branco do século XIX, um senador romano do século I ou um negro das senzalas brasileiras do século XVIII, uma mulher índia, etc.); 2. Como se identifica? (como cristã, como trabalhador da casa, amiga, inimiga, irmão, etc.); 3. Como o falou, que termos e palavras usa? (são expressões comuns em literatura espírita, são termos técnicos da física, da astronomia, da medicina e fisiologia, chega e diz ―boa noite‖, ―meus irmãos‖ ou grita, xinga, o tom é agressivo ou exaltado, usa termos próprios de outras religiões, noções populares, etc.); 4. Como o falou, como se portou? (que gestos realizaram ou não realizou, tentou-se levantar da cadeira, gesticulava ameaçadoramente, desenhou ou traços símbolos estranhos à casa, como se apresentou suas
feições, qual o tom de sua voz, qual a velocidade e ânimo de suas palavras e coerência na construção das frases); 5. Que médium o manifestou? (quanto tempo tem no movimento espírita, quanto tempo tem de casa, qual seu capital social, é graduado, exerce cargos de autoridade e confiança, já terminou ou está em treinamento no ESEM, no ESDE, está em tratamento espiritual, etc.); 6. Quando falou? (em sua própria casa, na sessão ou no salão publicamente, se na sessão, foi no tempo devido, respeitando a comunicação de outro, etc.); 7. Porque falou? (para instruir, para estimular no caso de espíritos de luz, para informar sobre as condições do trabalho e informar sobre atividades, no caso de trabalhadores, para instigar, perturbar, acusar, impor dúvidas, cobrar favores, no caso de espíritos inimigos e obsessores); 8. Qual a ―universalidade‖ do que expressa? (tenta divergir ou acrescentar algo ao corpo estabelecido doutrinário espírita kardecista).
Este terceiro tipo de comunicação, manifestação presente nos trabalhos da sessão mediúnica, refere-se às orientações à casa e suas atividades espirituais. O centro espírita é o palco cósmico que reflete as dores e conquistas do mundo. O movimento e fluxos cósmicos irão se apresentar sob diversos ângulos: o embate entre o obsessor e o obsediado, suas ―dívidas não pagas‖, a vingança como retribuição no circuito da dádiva; o centro espírita como irradiador da ordem e da luz ao caos do espaço primitivo, não organizado; a definição de funções e a imposição de qualificações e classificações como ação do trabalhador em seu aprimoramento racional, superando assim as dimensões do ser consideradas instintivas, ―atávicas‖, puramente ―animalizadas‖, assim a construção da pessoa espírita inserida em certa disciplina do corpo, enquanto veículo e arena do espírito, o eterno ―drama da (re)encarnação‖.
CAP.VI. REFLEXÕES SOBRE O CENTRO ESPÍRITA COMO ―IMAGO MUNDI‖