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DOS CRIMES

No documento Direito Processual Penal (páginas 73-81)

Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar,

produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à ven-da, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gra-tuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.

§ 1º Nas mesmas penas incorre quem: I – importa, exporta, remete, produz,

fabri-ca, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamen-te, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, maté-ria-prima, insumo ou produto químico des-tinado à preparação de drogas;

II – semeia, cultiva ou faz a colheita, sem

autorização ou em desacordo com determi-nação legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a pre-paração de drogas;

III – utiliza local ou bem de qualquer

nature-za de que tem a propriedade, posse, admi-nistração, guarda ou vigilância, ou consente

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que outrem dele se utilize, ainda que gratui-tamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas.

§ 2º Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao

uso indevido de droga: (Vide ADI nº 4.274) Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-mul-ta.

§ 3º Oferecer droga, eventualmente e sem

objetivo de lucro, a pessoa de seu relaciona-mento, para juntos a consumirem:

Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28.

§ 4º Nos delitos definidos no caput e no §

1º deste artigo, as penas poderão ser redu-zidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização crimi-nosa. (Vide Resolução nº 5, de 2012)

Art. 34. Fabricar, adquirir, utilizar, transportar,

oferecer, vender, distribuir, entregar a qualquer título, possuir, guardar ou fornecer, ainda que gratuitamente, maquinário, aparelho, instru-mento ou qualquer objeto destinado à fabrica-ção, preparafabrica-ção, produção ou transformação de drogas, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

Pena – reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 1.200 (mil e duzentos) a 2.000 (dois mil) dias-multa.

Art. 35. Associarem-se duas ou mais pessoas

para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, ca-put e § 1º, e 34 desta Lei:

Pena – reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.200 (mil e duzentos) dias-multa.

Parágrafo único. Nas mesmas penas do

caput deste artigo incorre quem se associa para a prática reiterada do crime definido no art. 36 desta Lei.

Art. 36. Financiar ou custear a prática de

qual-quer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º, e 34 desta Lei:

Pena – reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, e pagamento de 1.500 (mil e quinhentos) a 4.000 (quatro mil) dias-multa.

Art. 37. Colaborar, como informante, com

gru-po, organização ou associação destinados à prá-tica de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º, e 34 desta Lei:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e pa-gamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) dias-multa.

Art. 38. Prescrever ou ministrar, culposamente,

drogas, sem que delas necessite o paciente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a 200 (du-zentos) dias-multa.

Parágrafo único. O juiz comunicará a

con-denação ao Conselho Federal da categoria profissional a que pertença o agente.

Art. 39. Conduzir embarcação ou aeronave após

o consumo de drogas, expondo a dano poten-cial a incolumidade de outrem:

Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, além da apreensão do veículo, cassação da habilitação respectiva ou proibição de obtê--la, pelo mesmo prazo da pena privativa de li-berdade aplicada, e pagamento de 200 (duzen-tos) a 400 (quatrocen(duzen-tos) dias-multa.

Parágrafo único. As penas de prisão e

mul-ta, aplicadas cumulativamente com as de-mais, serão de 4 (quatro) a 6 (seis) anos e de 400 (quatrocentos) a 600 (seiscentos) dias--multa, se o veículo referido no caput deste

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artigo for de transporte coletivo de passa-geiros.

Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37

desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços, se:

I – a natureza, a procedência da substância

ou do produto apreendido e as circunstân-cias do fato evidenciarem a transnacionali-dade do delito;

II – o agente praticar o crime

prevalecendo--se de função pública ou no desempenho de missão de educação, poder familiar, guarda ou vigilância;

III – a infração tiver sido cometida nas

de-pendências ou imediações de estabeleci-mentos prisionais, de ensino ou hospita-lares, de sedes de entidades estudantis, sociais, culturais, recreativas, esportivas, ou beneficentes, de locais de trabalho coletivo, de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza, de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social, de unidades milita-res ou policiais ou em transportes públicos;

IV – o crime tiver sido praticado com

vio-lência, grave ameaça, emprego de arma de fogo, ou qualquer processo de intimidação difusa ou coletiva;

V – caracterizado o tráfico entre Estados da

Federação ou entre estes e o Distrito Fede-ral;

VI – sua prática envolver ou visar a atingir

criança ou adolescente ou a quem tenha, por qualquer motivo, diminuída ou suprimi-da a capacisuprimi-dade de entendimento e deter-minação;

VII – o agente financiar ou custear a prática

do crime.

LEI 7492/86

Art. 1º Considera-se instituição financeira, para

efeito desta lei, a pessoa jurídica de direito pú-blico ou privado, que tenha como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não, a captação, intermediação ou aplicação de recursos financeiros (Vetado) de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, ou a custódia, emissão, distribuição, negociação, intermedia-ção ou administraintermedia-ção de valores mobiliários.

Parágrafo único. Equipara-se à instituição

financeira:

I – a pessoa jurídica que capte ou administre

seguros, câmbio, consórcio, capitalização ou qualquer tipo de poupança, ou recursos de terceiros;

II – a pessoa natural que exerça quaisquer

das atividades referidas neste artigo, ainda que de forma eventual.

DOS CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

Art. 2º Imprimir, reproduzir ou, de qualquer

modo, fabricar ou pôr em circulação, sem auto-rização escrita da sociedade emissora, certifica-do, cautela ou outro documento representativo de título ou valor mobiliário:

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa.

Parágrafo único. Incorre na mesma pena

quem imprime, fabrica, divulga, distribui ou faz distribuir prospecto ou material de pro-paganda relativo aos papéis referidos neste artigo.

Art. 3º Divulgar informação falsa ou

prejudicial-mente incompleta sobre instituição financeira: Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

Art. 4º Gerir fraudulentamente instituição

fi-nanceira:

Pena – Reclusão, de 3 (três) a 12 (doze) anos, e multa.

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Parágrafo único. Se a gestão é temerária:

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa.

Art. 5º Apropriar-se, quaisquer das pessoas

mencionadas no art. 25 desta lei, de dinheiro, tí-tulo, valor ou qualquer outro bem móvel de que tem a posse, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio:

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

Parágrafo único. Incorre na mesma pena

qualquer das pessoas mencionadas no art. 25 desta lei, que negociar direito, título ou qualquer outro bem móvel ou imóvel de que tem a posse, sem autorização de quem de direito.

Art. 6º Induzir ou manter em erro, sócio,

inves-tidor ou repartição pública competente, rela-tivamente a operação ou situação financeira, sonegando-lhe informação ou prestando-a fal-samente:

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

Art. 7º Emitir, oferecer ou negociar, de qualquer

modo, títulos ou valores mobiliários:

I – falsos ou falsificados;

II – sem registro prévio de emissão junto à

autoridade competente, em condições di-vergentes das constantes do registro ou ir-regularmente registrados;

III – sem lastro ou garantia suficientes, nos

termos da legislação;

IV – sem autorização prévia da autoridade

competente, quando legalmente exigida: Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa.

Art. 8º Exigir, em desacordo com a legislação

(Vetado), juro, comissão ou qualquer tipo de remuneração sobre operação de crédito ou de seguro, administração de fundo mútuo ou fiscal

ou de consórcio, serviço de corretagem ou dis-tribuição de títulos ou valores mobiliários: Pena – Reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

Art. 9º Fraudar a fiscalização ou o investidor,

in-serindo ou fazendo inserir, em documento com-probatório de investimento em títulos ou valo-res mobiliários, declaração falsa ou diversa da que dele deveria constar:

Pena – Reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

Art. 10. Fazer inserir elemento falso ou omitir

elemento exigido pela legislação, em demons-trativos contábeis de instituição financeira, se-guradora ou instituição integrante do sistema de distribuição de títulos de valores mobiliários: Pena – Reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

Art. 11. Manter ou movimentar recurso ou

va-lor paralelamente à contabilidade exigida pela legislação:

Pena – Reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

Art. 12. Deixar, o ex-administrador de

institui-ção financeira, de apresentar, ao interventor, li-quidante, ou síndico, nos prazos e condições es-tabelecidas em lei as informações, declarações ou documentos de sua responsabilidade:

Pena – Reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

Art. 13. Desviar (Vetado) bem alcançado pela

in-disponibilidade legal resultante de intervenção, liquidação extrajudicial ou falência de institui-ção financeira.

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

Parágrafo único. Na mesma pena incorra o

interventor, o liquidante ou o síndico que se apropriar de bem abrangido pelo caput des-te artigo, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio.

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Art. 14. Apresentar, em liquidação extrajudicial,

ou em falência de instituição financeira, decla-ração de crédito ou reclamação falsa, ou juntar a elas título falso ou simulado:

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa.

Parágrafo único. Na mesma pena incorre o

ex-administrador ou falido que reconhecer, como verdadeiro, crédito que não o seja.

Art. 15. Manifestar-se falsamente o interventor,

o liquidante ou o síndico, (Vetado) à respeito de assunto relativo a intervenção, liquidação extra-judicial ou falência de instituição financeira: Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa.

Art. 16. Fazer operar, sem a devida autorização,

ou com autorização obtida mediante declara-ção (Vetado) falsa, instituideclara-ção financeira, inclu-sive de distribuição de valores mobiliários ou de câmbio:

Pena – Reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

Art. 17. Tomar ou receber, qualquer das

pesso-as mencionadpesso-as no art. 25 desta lei, direta ou indiretamente, empréstimo ou adiantamento, ou deferi-lo a controlador, a administrador, a membro de conselho estatutário, aos respecti-vos cônjuges, aos ascendentes ou descenden-tes, a parentes na linha colateral até o 2º grau, consanguíneos ou afins, ou a sociedade cujo controle seja por ela exercido, direta ou indire-tamente, ou por qualquer dessas pessoas: Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

Parágrafo único. Incorre na mesma pena

quem:

I – em nome próprio, como controlador ou

na condição de administrador da sociedade, conceder ou receber adiantamento de ho-norários, remuneração, salário ou qualquer outro pagamento, nas condições referidas neste artigo;

II – de forma disfarçada, promover a

distri-buição ou receber lucros de instituição fi-nanceira.

Art. 18. Violar sigilo de operação ou de serviço

prestado por instituição financeira ou integran-te do sisintegran-tema de distribuição de títulos mobili-ários de que tenha conhecimento, em razão de ofício:

Pena – Reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

Art. 19. Obter, mediante fraude, financiamento

em instituição financeira:

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

Parágrafo único. A pena é aumentada de

1/3 (um terço) se o crime é cometido em detrimento de instituição financeira oficial ou por ela credenciada para o repasse de fi-nanciamento.

Art. 20. Aplicar, em finalidade diversa da

previs-ta em lei ou contrato, recursos provenientes de financiamento concedido por instituição finan-ceira oficial ou por instituição credenciada para repassá-lo:

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

Art. 21. Atribuir-se, ou atribuir a terceiro,

fal-sa identidade, para realização de operação de câmbio:

Pena – Detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

Parágrafo único. Incorre na mesma pena

quem, para o mesmo fim, sonega informa-ção que devia prestar ou presta informainforma-ção falsa.

Art. 22. Efetuar operação de câmbio não

autori-zada, com o fim de promover evasão de divisas do País:

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

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Parágrafo único. Incorre na mesma pena

quem, a qualquer título, promove, sem au-torização legal, a saída de moeda ou divisa para o exterior, ou nele mantiver depósitos não declarados à repartição federal compe-tente.

Art. 23. Omitir, retardar ou praticar, o

funcio-nário público, contra disposição expressa de lei, ato de ofício necessário ao regular funcio-namento do sistema financeiro nacional, bem como a preservação dos interesses e valores da ordem econômico-financeira:

Pena – Reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

Art. 24. (VETADO).

DA APLICAÇÃO E DO PROCEDIMENTO CRIMI-NAL

Art. 25. São penalmente responsáveis, nos

ter-mos desta lei, o controlador e os administrado-res de instituição financeira, assim considerados os diretores, gerentes (Vetado).

§ 1º Equiparam-se aos administradores de

instituição financeira (Vetado) o interven-tor, o liqüidante ou o síndico.

§ 2º Nos crimes previstos nesta Lei,

cometi-dos em quadrilha ou co-autoria, o co-autor ou partícipe que através de confissão es-pontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços. (Incluído pela Lei nº 9.080, de 19.7.1995)

Art. 26. A ação penal, nos crimes previstos

nes-ta lei, será promovida pelo Ministério Público Federal, perante a Justiça Federal.

Parágrafo único. Sem prejuízo do disposto

no art. 268 do Código de Processo Penal, aprovado pelo Decreto-lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941, será admitida a assis-tência da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, quando o crime tiver sido praticado no âmbito de atividade sujeita à disciplina e à fiscalização dessa Autarquia, e do Banco Central do Brasil quando, fora daquela

hipó-tese, houver sido cometido na órbita de ati-vidade sujeita à sua disciplina e fiscalização.

Art. 27. Quando a denúncia não for intentada

no prazo legal, o ofendido poderá representar ao Procurador-Geral da República, para que este a ofereça, designe outro órgão do Ministé-rio Público para oferecê-la ou determine o ar-quivamento das peças de informação recebidas.

Art. 28. Quando, no exercício de suas

atribui-ções legais, o Banco Central do Brasil ou a Co-missão de Valores Mobiliários – CVM, verificar a ocorrência de crime previsto nesta lei, disso deverá informar ao Ministério Público Fede-ral, enviando-lhe os documentos necessários à comprovação do fato.

Parágrafo único. A conduta de que trata

este artigo será observada pelo interventor, liquidante ou síndico que, no curso de inter-venção, liquidação extrajudicial ou falência, verificar a ocorrência de crime de que trata esta lei.

Art. 29. O órgão do Ministério Público Federal,

sempre que julgar necessário, poderá requisitar, a qualquer autoridade, informação, documento ou diligência, relativa à prova dos crimes previs-tos nesta lei.

Parágrafo único O sigilo dos serviços e

ope-rações financeiras não pode ser invocado como óbice ao atendimento da requisição prevista no caput deste artigo.

Art. 30. Sem prejuízo do disposto no art. 312

do Código de Processo Penal, aprovado pelo Decreto-lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941, a prisão preventiva do acusado da prática de cri-me previsto nesta lei poderá ser decretada em razão da magnitude da lesão causada (Vetado).

Art. 31. Nos crimes previstos nesta lei e punidos

com pena de reclusão, o réu não poderá prestar fiança, nem apelar antes de ser recolhido à pri-são, ainda que primário e de bons anteceden-tes, se estiver configurada situação que autoriza a prisão preventiva.

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Art. 32. (VETADO). § 1º (VETADO). § 2º (VETADO). § 3º (VETADO).

Art. 33. Na fixação da pena de multa relativa

aos crimes previstos nesta lei, o limite a que se refere o § 1º do art. 49 do Código Penal, aprova-do pelo Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940, pode ser estendido até o décuplo, se verificada a situação nele cogitada.

Art. 34. Esta lei entra em vigor na data de sua

publicação.

Art. 35. Revogam-se as disposições em

contrá-rio.

CÓDIGO DE PROCESSO PENAL

CAPÍTULO III

DA PRISÃO PREVENTIVA

(Redação dada pela Lei nº 5.349, de 3.11.1967)

Art. 311. Em qualquer fase da investigação

po-licial ou do processo penal, caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz, de ofício, se no curso da ação penal, ou a requerimento do Mi-nistério Público, do querelante ou do assisten-te, ou por representação da autoridade policial. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

Art. 312. A prisão preventiva poderá ser

de-cretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instru-ção criminal, ou para assegurar a aplicainstru-ção da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

Parágrafo único. A prisão preventiva

tam-bém poderá ser decretada em caso de des-cumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cau-telares (art. 282, § 4º). (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código,

será admitida a decretação da prisão preventi-va: (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

I – nos crimes dolosos punidos com pena

privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

II – se tiver sido condenado por outro crime

doloso, em sentença transitada em julgado, ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal; (Reda-ção dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

III – se o crime envolver violência doméstica

e familiar contra a mulher, criança, adoles-cente, idoso, enfermo ou pessoa com defici-ência, para garantir a execução das medidas protetivas de urgência; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

IV – (Revogado pela Lei nº 12.403, de 2011). Parágrafo único. Também será admitida

a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quan-do esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la, devendo o preso ser co-locado imediatamente em liberdade após a identificação, salvo se outra hipótese reco-mendar a manutenção da medida. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

Art. 314. A prisão preventiva em nenhum caso

será decretada se o juiz verificar pelas provas constantes dos autos ter o agente praticado o fato nas condições previstas nos incisos I, II e III do caput do art. 23 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. (Reda-ção dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

Art. 315. A decisão que decretar, substituir ou

denegar a prisão preventiva será sempre mo-tivada. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

Art. 316. O juiz poderá revogar a prisão

preven-tiva se, no correr do processo, verificar a fal-ta de motivo para que subsisfal-ta, bem como de

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novo decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem. (Redação dada pela Lei nº 5.349, de 3.11.1967)

Direito Processual Penal

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