A cidade de Dourados está localizada no sul do estado de Mato Grosso do Sul, na região Centro-Oeste. Fundada em 20 de dezembro de 1935, possui uma área territorial de 4.086,387 km², com altitude Média de 430 metros, latitude: 22°13’18″S e longitude: 54° 48′ 23″ O. Sua população é de 220.965 habitantes, segundo o IBGE (2018). Seu fuso horário é de menos 1 (uma) hora com relação a Brasília e de menos 4 (quatro) horas do Tempo Universal Coordenado com relação a Greenwich. Dourados possui clima tropical úmido no verão e seco no inverno, com incidência de geadas.
O Município de Dourados divisa as suas terras ao Norte com Rio Brilhante, Maracaju, Douradina e Itaporã; ao Sul, com Fátima do Sul, Caarapó, Laguna Carapã e Ponta Porã; ao Leste, com Deodápolis; e a Oeste, com o município de Ponta Porã. Pertence à bacia hidrográfica do Rio Paraná. Seus principais rios são o Dourado, Santa Maria, Brilhante e Peroba. Situa-se aproximadamente a 220 km de Campo Grande, e a 120 Km da fronteira com o Paraguai. Dourados destaca-se pela agricultura, com a produção de grãos de soja e milho; e pela pecuária, com a criação de bovinos. Também se destaca na produção de aves, ovos e mel de abelha.
Em 1967, Dourados estava localizada na zona do Planalto Matogrossense, na bacia do Paraná. Sua posição geográfica em relação a capital do Estado, no que concerne à sede municipal, é de 18° 07’ 03" de latidude é 54° 25, 07” W. Green. A sede do Município tem uma altitude de 464 metros acima do nível do mar, colocando-se em 13° lugar pela ordem, no Estado de Mato Grosso, o que faz com que desfrutemos a ano todo de um clima agradabilíssimo. Enquadra-se no clima tropical de altitude de verão brando. O período de chuvas tem início em setembro, indo até março representando maior intensidade entre janeiro e fevereiro.
Possuía 11 distritos inclusive o da sede, assim distribuídos: Sede, Bocajá, Angélica, Guaçu, Douradina, Itahum, Panambí, Picadinha, São Pedro, Serraria e Vila Vargas. O município de Dourados, apesar de haver perdido grande parte de seu território com o desmembramento de vários municípios, contamos hoje, com uma população estimada em aproximadamente 85.000 habitantes, sendo na cidade de Dourados uma estimativa de 28.000.
Para tratar da história de Dourados rememoramos a presença dos povos indígenas que aqui já habitavam antes dos primeiros colonizadores da região, com destaque para as etnias Terena, Kaiwa e Guarani, cuja presença é marcante até os dias atuais, constituindo uma das maiores populações indígenas do Brasil.
Sob o comando de Antônio João Ribeiro, em maio de 1861, a Colônia Militar dos Dourados foi fundada por causa da ameaça da ocupação dos paraguaios devido à guerra. No final do século XIX vieram para Mato Grosso algumas famílias originárias dos Estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo em busca de novas terras.
Diante do progresso verificado na região, pelas notícias sobre a fertilidade da terra e possibilidade de expansão agrícola da região, o que chamou a atenção de novos colonizadores, bem como a exploração dos extensos ervais nativos impulsionado pela ação da Companhia Mate Laranjeira S/A, que deteve o monopólio da exploração dos ervais em toda a região, entre os anos de 1882 e 1924, destacou-se também o desenvolvimento da cultura pastoril e da construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, entre 1904 a 1914. Somados, esses fatores estimularam grande desenvolvimento para a região sul do Estado.
Marcelino Pires, com sua coragem e trabalho na lavoura e na pecuária, se destacou entre os colonizadores, dando início ao povoamento. A primeira casa construída pertenceu a Januário Pereira Araújo, no ano de 1911, sendo a primeira edificação da atual Avenida Marcelino Pires. Pela Lei nº 658, de 1914, São João Batista de Dourados foi elevado a distrito do município de Ponta Porã. Sua abrangência incluía os dois distritos policiais existentes na época. Foi então que surgiu o Distrito de Paz. A primeira escola de ensino primário, criada e instalada em 2 de junho de 1915, teve como professor o senhor José Corrêa Ramos.
Na década de 1920, São João Batista de Dourados recebeu mais um impulso para seu crescimento: a criação da Agência dos Correios e Telégrafos, a organização da comissão para da igreja e a criação do primeiro time de futebol. Com os progressos rápidos do distrito em 1924, sob a direção de Dona Antonia da Silveira Capilé, foi instalada a Agência Postal e Telegráfica. Já em 1925, era festivamente inaugurada a Igreja Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Povoado. Ernandes (2009) afirma que Dourados era um grande sertão a ser desbravado, com um povo bem fechado e perigoso.
Em Dourados, as representações do espaço sertanejo, ou seja, do outro - geográfico ou simbólico, e do lugar - geográfico ou social, encontrou na situação fronteiriça igualmente geográfica e simbólica um espaço criativo que fertilizou outro significado, uma tentativa de diferenciação. A partir de então, passou-se a falar em fronteiras nacionais com mais freqüência e buscaram protegê-la, ocupá-la e integrá-la ao restante do corpo nacional (ERNANDES, 2009, p. 30).
Devido à proximidade de outros povoados que se formavam num raio de 10 quilômetros da sede principal do Distrito de Dourados, bem como à distância entre este e a sede municipal em Ponta Porã, o governo do Estado, pelo Decreto nº 122, ampliou o território do Distrito de Dourados, destinando a ele uma área de aproximadamente 20.000 hectares (200 km²). Essa área, já em 1935, contava com uma população de aproximadamente 14 mil habitantes. Em consonância com o fortalecimento dos representantes da política local, da administração econômica e do crescimento comercial, efetivou-se a elevação do Distrito a Município de Dourados pelo Decreto Estadual nº 30/1935, e foro de cidade no mesmo ano pelo Decreto Estadual nº 208, anexando-se à sua jurisdição administrativa, além do Distrito Sede, o Distrito de Juti. Assim, em 20 de dezembro de 1935, foi criado o município de Dourados.
Segundo Ernandes (2009), durante toda a década de 1930 a cidade procurou se organizar com o intuito de crescer e se vincular à nação. Aproveitou as vantagens atribuídas ao sul em detrimento do Norte do antigo Mato Grosso, apropriou-se de alguns aspectos da redefinição identitária dos mato-grossenses do sul e os deram novos sentidos, agora douradenses.
Foi na década de 1940, afirma Ernandes (2009), que a cidade se desenvolveu com mais rapidez. Até então era um sertão, mas passou a ter traçado urbano, com escolas, igrejas e postos de saúde. Era necessário consolidar os ideais de progresso e civilização tão sonhados. Com o aumento da demografia novas demandas surgiram. A preocupação em organizar o espaço urbano conferia à cidade características de um lugar em transformação. Em torno da praça central, novas casas comerciais foram abertas. Durante a noite, a energia elétrica fornecida pela
usina Filinto Muller, abastecia os postes de luz, todos ainda de madeira distribuídos ao longo da rua principal.