Texto Base: Mt 28:18-20 / I João 5:7
• INTRODUÇÃO
Dizem os entendidos, que as últimas palavras de uma pessoa, os últimos ensinamentos, são os mais importantes, ou no mínimo
tem um peso e um significado diferenciado, portanto precisamos estar atentos à essas palavras contidas no famoso: IDE.
Esta doutrina é um dos Pilares da Fé Cristã em Geral, em especial, para os cristãos, chamados Trinitarianos (que crêem na Trindade) – Católicos Romanos/Ortodoxos – Protestantes Reformados, e a maior parte dos Evangélicos Pentecostais e NeoPentecostais.
Embora esta doutrina (ensino), seja um Pilar, foi motivo de muita discussão entre os séculos III e IV d.C., principalmente, por envolver outros assuntos teológico diretamente ligados e necessários para a compreensão desta doutrina: Divindade de Cristo e do Espírito Santo.
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Nós, cristãos protestantes reformados, temos como princípio, os 05 Solas, um deles é Sola Scriptura – somente as escrituras como regra de fé e prática. Para um leitor assíduo da Bíblia Sagrada, não terá dificuldades em perceber que a palavra: Trindade, não está escrita explicitamente em nenhuma de suas páginas.
Ora, se a Bíblia é nossa única Regra de Fé e Prática, e se a palavra Trindade não está escrita nela, como então, como darmos razão à nossa Fé como Bíblica?
É possível argumentar biblicamente, de forma contundente a nossa Fé? Como falamos que acreditamos em apenas um Deus, e dissemos que é uma trindade?
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• Breve Histórico
Os judeus do tempo de Jesus davam muita ênfase à unidade de Deus, e esta ênfase foi trazida para dentro da igreja cristã, principalmente porque os primeiros cristãos eram foram de origem judaica, por isso que muitos, tinham dificuldade em identificar a doutrina da Trindade até o II Século, tendo em vista que eliminaram completamente as distinções pessoais da Divindade, e que outros não fizeram plena justiça à divindade essencial da segunda e da terceira pessoas da Trindade Santa ( Deus Filho e Deus Espírito Santo). Tertuliano (160-220), um dos pais da igreja e mais eruditos de seus contemporâneos afirmava, segundo W.Walker “ Os mais simples – não os chamaria de ignorantes ou incultos – os quais sempre constituem a maioria dos fiéis, mostram-se perplexos diante da dispensação dos TRÊS em UM, alegando que a sua própria regra de fé os afasta da pluraridade de deuses existente no mundo e os leva ao único Deus verdadeiro”.
Era difícil perceber a distinção entre a idéia (ensino) trinitário e as afirmações triteístas.
Tertuliano, foi o primeiro a falar a palavra TRINDADE, porém, a idéia de divindade de Cristo e do Espírito Santo, não eram desconhecidas da igreja primitiva, somente ainda tinham sistematizado seus ensinos.
Com a crise Gnóstica adentrando às igrejas, foi preciso a sistematização das Doutrinas elementares do cristianismo.
Com isso, já a partir do II Século, essa discussão que é atual, foi tema central de várias discussões e cismas na História da Igreja, até que os Pilares Fundamentais se instalassem e fossem aprovados pela maioria esmagadora dos fiéis.
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Ao longo da História, tivemos:
Defensores da Trindade (Cristologia do Logos) (conseqüência do montanismo – movimento que dava ênfase e crêdito ao Evangelho de João ) – Tertuliano, Hermes, Agostinho, etc…, estes aceitavam como canônico o quarto evangelho, o de João.
Monarquianos (termo inventado por Tertuliano) ( eram discípulos de Alógoi), adversários do montanismo , não acreditavam na canonicidade, veracidade ou alguns, tinham no mínimo ressalvas ao quarto evangelho, o de João.
Eram divididos em dois grupos:
Dinâmicos: afirmavam que Jesus era Filho de Deus por adoção, portanto era simplesmente um homem. Principal pensador:
Teódoto. (foi excumungado pelo bispo de Roma, Vítor, em 189-198, (não existia papa nesta época), somente porque Teódoto era de Roma.
Modalistas: Com um discurso aparentemente “piedoso”, alegando o perigo do Politeísmo Pagão, defendia a unidade de Deus como princípio da Fé cristã.
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Seu principal líder foi Noeto (180-200), e seu ensinamento era: O Pai era o próprio Cristo, e o próprio Pai, nasceu, sofreu e morreu”, mais tarde, um dos seus discípulos mais articulados, Sabélio, inclui em sua teologia que o Espírito Santo é também o Pai e o Filho Que apenas se manifestam de forma diferente de acordo com as Circunstâncias. Este movimento foi muito mais numeroso do que o seu “primo” monarquianismo dinâmico.
Mais tarde, sobre a influência do Imperador Constantino, após embates entre os bispos Ário e Alexandre, hoje , em 323, o Concílio de Nicéia, onde a questão, defendida
pelo O Eclesiástico Eusébio de Cesaréia, apresentou o credo usado em sua igreja, onde foi aceito pelo Concílilo, onde foi em 381 fixado pelo I Concílio de Constantinopla. O Concílio produziu um famoso Credo cujo ponto culminante foi a declaração de que o Filho era homoousios ou “consubstancial” com o Pai. Credo Niceno.
• QUESTÕES CONFLITANTES
Todas essas questões conflitantes, geraram cismas na igreja e a criação de seitas, baseadas nas heresias que muitos tentaram implantar no ceio da Doutrina Cristã Genuína (pura), que, desde os Apóstolos, passando pelos patriarcas, nos primeiro séculos, até os Reformadores, combatem, e combatemos até os dias atuais.
Podemos resumir os problemas de séculos, em dois principais eixos teológicos que foram discutidos: a Deidade de Jesus Cristo e a Deidade do Espírito Santo. Todo e qualquer ensino que vão contrários à essas verdades são heréticas, e distorções das verdades bíblicas. Doutrina bíblica segundo a qual a divindade, embora em sua essência, subsiste nas Pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. As três pessoas são iguais na substância e nos atributos absolutos, metafísicos e morais.
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TRINDADE = é a doutrina que diz que existe UM SÓ DEUS, mas que Ele existe em Três pessoas Distintas.
Deus em Sua essência é apenas UM.
O que significa “essência”?
Refere-se à NATUREZA e ao SER de DEUS, são divinos.
TRINDADE significa que As TRÊS pessoas , são em sua essência, DEUS por si só.
O Pai = é Deus por completo / n – é Deus por Completo; O E.S. – É Deus por completo.
Dt 29:29 / Rm 11:33-36
Não tem como EXPLICAR RACIONALMENTE a Doutrina da TRINDADE, assim, como
Não conseguimos explicar racionalmente os MILAGRES e muito menos como acontece a RESSURREIÇÃO.
Porém, podemos identificar claramente a TRINDADE, nas Escrituras Sagradas. IDENTIFICANDO A TRINDADE NA BÍBLIA
• INÍCIO DA BÍBLIA Antigo Testamento
No Ato da Criação do Mundo – Gn 1:1-2 Na Criação do Homem – Gn 2.6; 3:22
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Elohim – deuses – DEUS / Façamos ; nossa – Plural.
O homem NÃO tem imagem de seres angelicais, então só pode ser imagem de Deus.
– No Episódio da Torre de Babel – Gn 11:5-8
O SENHOR disse : Vinde , desçamos e confundamos, mais de uma pessoa, só era somente um DEUS, e foi esse SENHOR que confundiu o povo.
• MEIO DA BÍBLIA Novo Testamento
Batismo de Jesus Cristo – Mt 3:16:17 / Mc 1:12,13 / Lc 4:1-13
Vimos claramente: Cristo, O Espírito Santo em forma de Pomba e a Voz do Pai vinda do Céu.
IDE – Mt 28:19 ( Batizar em Nome do Pai, em Nome do Filho e em Nome do E.S.) O sentido do Nome, requer o sentido de Autoridade, e nenhuma Força ou Criatura, teria autoridade para ser efetuada um sacramento tão importante que é o Batismo.
O Logos (Verbo de Deus) – Jo 1:1-3 e 14
Plano da Salvação – Efésios 1:3-5 – Refere-se ao Pai Efésios 1:7:12 – Refere-se ao Filho
Efésios 1:13,14 – Refere-se ao Espírito Santo
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Comparemos a Bênção Sacerdotal com a Bênção Apostólica : A.T. / N.T.
Números 6:23-26
“o SENHOR te abençoe e te guarde;
O SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti,
O SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.
2 Coríntios 13:13
“A graça do Senhor Jesus Cristo, E o amor de Deus,
E a comunhão do Espírito Santo Sejam com todos vós.”
FINAL DA BÍLIA
Apocalípse 4:1-11 e 5:1-14 – VISÃO DO TRONO E DA GLÓRIA DE DEUS
• CONCLUSÃO
A doutrina Cristã da TRINDADE SANTA, é a única que se alinha perfeitamente, em todos os aspectos das Escrituras Sagradas, no que tangue à Deidade do: PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO.
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Admitindo que são Iguais em Essência, Glória, Poder, Honra, embora sejam pessoas diferentes,
Pessoas, por que tem Personalidade diferentes, sendo assim, a Doutrina que não Blasfêmia Nem o Filho , nem o Espírito Santo, porque quem nega ao Filho, nega o Pai.