E F G
“Com o passar do tempo, nos transformamos, mas continuamos os mesmos.”
A frase acima foi explicitada em aula da professora Dr.ª Suzana Medeiros quando da discussão do texto “Não somos Cronos somos Kairós”, do professor Dr. Joel Martins.
Hillman desenvolve o mesmo pensamento de Medeiros quando se indaga:
Mas o que significa “o mesmo”? Eu mudei tanto e estou tão diferente, no entanto, apesar de todas as mudanças, alguma coisa continua a me assegurar que sou eu mesmo. Poderia perder minha identidade social, minha configuração física e minha história pessoal, no entanto alguma coisa permanecerá a mesma, ultrapassando essas vicissitudes radicais; o caráter é esse cerne que não se altera. (Hillman, 2001: 35)
Para Medeiros, um bom exemplo que esclarece este pensamento sobre a passagem do tempo; é a metamorfose da larva, quando esta toma forma da crisálida, e se transforma em uma linda borboleta. Esta mesma professora reitera que durante as transformações que sofremos vamos construindo a vida, agregando na mais recente forma – no caso do exemplo a borboleta as anteriores larva, crisálida, portanto permanecemos os mesmos. Para ela, esta é a riqueza, esta é a grande sabedoria; a qualidade que nos apoia enquanto seres humanos nas tomadas de decisões para as nossas escolhas. O mesmo pensamento, observamos em Hillman, o qual chama a atenção para que não consolidemos nossa existência subjugada somente à fisiologia, e na velhice que drasticamente a governa. É preciso ir além; ir ao encontro da alma; e é a ideia do caráter que devemos ser subjugados. Assim de acordo com Hillman:
Envelhecer destextualiza a biologia exatamente quando estamos mais escravizados por ela. A velhice permite uma segunda leitura... no meu entender, essas coisas significam que a perspectiva psicológica vem em primeiro lugar, que o território básico do ser moveuEse para a alma.O modo como envelhecemos, os padrões que executamos regularmente e o estilo da nossa imagem mostram o caráter em funcionamento. Assim como o caráter dirige o envelhecimento, o envelhecimento revela o caráter. (Hillman, 2001: 15)
Ao trabalhar a questão: . 1 ( ( ( ("
!, ( BH% IJ8 1 6" " ?8 com meus entrevistados, pude perceber que apesar de não considerar a idade como um marcador cronológico pontual, isto é, totalmente definido, definitivo, tive que delimitar um período de tempo para agrupar melhor as respostas dos entrevistados quanto ao (" 8 na velhice (depois dos 60), pois é um marcador dado atualmente pelo Estatuto do Idoso, e aceito socialmente. Lembrando Joel Martins, em sua brilhante obra, Não somos Chronos, somos Kairós”, ele cita:
O tempo não é uma dimensão cronológica medida em dias, meses e anos, mas sim um horizonte de possibilidades do Ser. (Martins, 1991)
Medeiros reflete acerca desta máxima, concluindo que o envelhecimento não é um evento com data marcada, mas um processo com trajetória própria.
Também Groisman frisa a importância de não generalizar idade X juventude X velhice, como marcadores biológicos, conforme sinaliza:
...o critério mais comumente utilizado para a definição do envelhecimento E o cronológico (a idade) – é apontado como falho e arbitrário... porque o envelhecimento seria vivenciado de forma heterogênea pela população. Pessoas da mesma idade cronológica poderiam estar em estágios
completamente distintos de envelhecimento. Além disso, o organismo de um indivíduo “envelheceria” de maneira diferente entre os tecidos, ossos, órgãos, nervos e células. Desse modo, o que podemos salientar é que o envelhecimento não parece ser definido pela idade de uma pessoa, mas pelos efeitos que essa idade teria causado em seu organismo. (Groisman, 2002: 66)
Para Bookstein et al., apud Groisman, talvez fosse interessante considerar a idade gerontológica como um suposto marco ideal do envelhecimento, mas pouco fidedigno:
(...) a solução definitiva para se medir o envelhecimento seria a criação de uma idade gerontológica, que levaria em conta diversas escalas de variáveis com tratamento estatístico apropriado. As variáveis como peso, teriam um peso maior; enquanto as mais subjetivas, como o nível cognitivo, teriam um peso menor. A idade gerontológica levaria em consideração os fatores fisiológicos, juntamente com os psicológicos. (Groisman, 2002: 67)
Todos os profissionais entrevistados apontaram diferenças significativas quanto à ideia, à visão do (" , de quando se é mais jovem, e de quando se atinge a velhice (aos 60 anos ou mais). A ideia que sobressai é a de que quando se é mais jovem não há necessariamente um planejamento prévio de ações; o jovem age por impulso, pensa só no momento presente. Não há uma organização de vida, um cuidado com atividades programadas e necessárias para promoção de saúde a longo prazo. O jovem de um modo geral procura satisfazer seu desejo de imediato. Geralmente não mede as consequências de seus atos, e tampouco economiza as energias, diferentemente do velho que usa sua energia com mais discernimento e com mais cuidado, poupandoEa, com mais rigor, cautela, sabedoria e planejamento. As respostas apontaram para um certo cuidado na utilização e dispêndio destas forças enquanto se é mais jovem, como cita * :
Quando se é mais velha, eu acho que, no meu caso, eu aprendi a poupar algumas forças, e saber melhor para onde dirigi0las... então, a priorização de atividades, ou mesmo dos desgastes, ela está mais sobre meu controle e menos dependente do olhar alheio.
Para 7 , o indivíduo enquanto jovem está num processo de aprendizagem importante, de experimentação, de amadurecimento, e também de discernimento, de como interagir no mundo:
(...) o jovem assim no sentido mesmo grego, ele pode arriscar muita coisa, né? Ele pode, eu acho que até este risco mesmo de uma vida em risco que vai dando a ele as medidas que ele vai construindo ao longo de sua vida, as medidas que são próprias, singulares de cada um, eu penso neste encontro, na juventude, ser jovem é um pouco deste arriscar. De saber de sua própria potência, e aprender a sua própria potência. O jovem não tem esta apreensão da própria potência, ele tem que arriscar muito, vai testar muito, ele então... pode como se diz... neste testar muito, fazer maus encontros, aí que na velhice este aprendizado, desde que cultivado, ele pode evitar maus encontros. Então talvez esta seja a sabedoria da velhice.
compactua com o pensamento de 7 quando considera que o jovem às vezes age de forma impulsiva, inconsequente, imediatista e que se arrisca mais que os idosos:
Quando você é jovem, o cuidar de si é atender os seus desejos eu acho. Você tá preocupado em atender os seus desejos mais imediatos, então você quer satisfazê0los mais rapidamente. Então, o cuidar de si é fazer esta coisa mais imediata, você não pensa muito a longo prazo, você tem esta visão mais imediatistaH
" também compactua com esta visão do (" da juventude onde a necessidade do jovem é viver o momento; o aqui e agora, sem se preocupar muito com o futuro:
Talvez o jovem, o seja viver o momento, viver a balada da hora, viver a questão do dia. E o idoso, ou a pessoa que está amadurecida, ou já no processo de envelhecimento talvez encare isto, como uma forma de tentar viver melhor os anos que ainda tem pela frente. Acho que o cuidado é este. O jovem vive o momento e não se preocupa muito com este futuro, então este cuidar de si fica um pouquinho esquecido vamos dizer assim.
vê o jovem como portador de uma enorme energia e liberdade de ação. Para o jovem, tudo é possível, ele pode tudo, inclusive escolher. Ao velho, e principalmente ao velho fragilizado resta ser escolhido para ser cuidado se tiver sorte:
Totalmente diferente. Ah! Você no limiar de sua juventude, na fase adulta, você cuida de si, você já nasceu, foi cuidado. Mas você teve uma progressão e você nessa juventude você malha, você tem como ir atrás, correr atrás de um cuidar para você, e você também está com todo o gás para buscar melhores cuidados para você. Agora o idoso no envelhecimento, ele fica à mercê de outros cuidados. A família vai cuidar de uma pessoa que envelheceu e não sabe cuidar.
C, idealizadora dos projetos de longevidade versus qualidade de vida dos SESCs paulistas, acredita que, enquanto houver fôlego e o idoso estiver ativo, a diferença não é tão aparente, mas quando ocorre alguma doença a preocupação aparece e é preciso se cuidar mais:
(H) eu acho que tem diferença sim, porque quando você está jovem, quando você não tem nenhuma fragilidade, quando você está, como o povo diz, na ativa, correndo com o trabalho,
com casa, com filhos etc. talvez você não tenha tanto tempo de se olhar melhor, não digo cuidar da unha, do cabeloH mas no todo mesmo, neste aspecto mais amplo. Então é um conceito diferente, você estar bem, mas sem perceber mais concretamente o seu físico... Eu acho que, na velhice, a questão do biológico, da saúde, ela é mais contundente. Você tem sintomas, e aí o cuidar de si passa mais por esta vertente: cuidar dos sintomas, cuidar da saúde do ponto de vista de prevenir uma osteoporose porque começou a dar uma dorzinha ali. Você pinta o cabelo mais frequentemente para não aparecer tanto os brancos, você toma uma vitamina C com medo de ter uma gripe. Então eu acho que este cuidar na velhice já começa a ter este aspecto mais do físico, mais do biológicoH não que as outras esferas não sejam importantes, mas ela está o tempo todo batendo na porta, dia a diaH olhaH eu estou aquiH mais do biológico mesmo.
Alguns entrevistados deixam entender que, com o passar dos anos, apesar da cabeça estar em boas condições, o aspecto que requer mais cuidados é o aspecto físico:
... a atividade é diferente, quando a pessoa tem idade a pessoa, então realmente é isto que acontece até os quarenta anos você tem atividade física diferente, fisicamente maior, mas psicologicamente não, eu continuo sendo a mesma pessoa quando eu era estudante de medicina, eu tenho a mesma visão. Felizmente eu tenho praticado atividade, a atividade não, eu tenho, na verdade, praticado de certa forma atividade física por problemas agora necessidade do meu estado de saúde, que eu tenho uma insuficiência respiratória não muito intensa, mas tenho, certo? ( / !C )
A entrevistada = chama a atenção para a possibilidade de haver uma desaceleração das atividades do indivíduo quando se está velho. Acredita também que durante o envelhecimento, o indivíduo passa a se
ocupar mais dos aspectos da saúde física, mais do que com os outros aspectos de sua vida:
Quando eu me imagino cuidando de mim mesma com mais de 60 anos ou a partir dos meus sessenta anos eu me imagino até ainda podendo trabalhar, podendo estudar. Eu entendo que eu vou ter um ritmo de vida mais suave do que eu estou tendo hoje. Eu espero que isto me aconteça de fato, e o cuidar de mim mesma, assim hoje representa cuidar de minha aparência, produzir, cuidar da minha casa, cuidar da minha saúde. Eu percebo que entre cuidar da aparência, do bem0 estar, e do lazer, eu acho que eu vou despender mais horas cuidando de minha saúde e claro que de forma preventiva, né? Eu então espero ter um espaço de convívio social que não seja somente da família. Eu me imagino, eu me imagino talvez tendo que ir com mais frequência a médicos, fazer mais exames preventivos e até provavelmente cuidar de algumas doenças, eu acho que esta é uma das coisas que a gente não pode fugir. Um corpo com mais de 60 anos de idade não é o mesmo corpo de 20 anos de idade, começa a ter avarias, começa a ter necessidade de manutenção com muito mais freqüência né? Do que mais cedo. Acho que isto vai me acontecer invariavelmente, acho que eu vou ter que pegar mais leve, no ritmo... mas eu me imagino com uma vida ativa, saindo, passeando, namorando, eu acho que este sonho todos nós temos.
amplia o conceito de (" quando o sujeito atinge a maturidade:
Hoje em dia, eu tenho 52, eu comecei a me perceber, que cuidar de si levam outras coisas em conta. Eu comecei a cuidar de mim eH num sentido mais amplo, quer dizer equilibrar .
Um dos entrevistados não aponta diferenças significativas entre o cuidar de si na juventude, e o cuidar de si na velhice (após os 60 anos).
Então a visão do cuidar de si no contexto do envelhecimento, agora eu tô vendoH vou acabar respondendo as duas juntas: eu não vi mudança em termos da noção do cuidado de si em relação a outras fases da vida. A não ser em alguns momentos muito específicos, por exemplo, na época da maternidade havia um cuidar de si específico. ( !! ' ( )
Se a antropóloga !! ' ( , nossa entrevistada, não vê grandes diferenças entre o cuidar de si na juventude e o ("
durante o envelhecimento, o médico geriatra (, ! aponta para um conjunto que leva em conta muitas diferenças:
Inclusive na juventude há toda uma questão do desenvolvimento neuropsicosocial do desenvolvimento dos papéis sociais etc., que na velhice vai ser outro tipo de envolvimento com isto, além do que nós temos na velhice uma prevalência aumentada das condições crônicas
Como já mencionado nesta dissertação, assim como existem diversas velhices, existem diversas possibilidades de se viver esta velhice. São inúmeros os arranjos possíveis. Os discursos hegemônicos colocam o velho atrelado a significados negativos. E dentre esta multiplicidade de conceitos e definições, encontramos a grande maioria destes relacionando envelhecimento com perdas de toda a ordem: no aspecto físico; perdas ósseas, sarcopenia, dependências, incapacidades, doenças, desequilíbrios, debilidades. Já no âmbito Social, as perdas sociais representadas pela exclusão, aposentadoria, diminuição do poder aquisitivo, pobreza, inabilidades sociais. No aspecto psíquico, há a possibilidade de reviver a situação de desamparo psíquico. Todo este quadro de vulnerabilidade e fragilidade pode acontecer durante o envelhecimento, mas é importante notar que as fragilidades podem ocorrer também na idade mais jovem. O
que mais notamos pelos relatos é que a maioria dos entrevistados considera as necessidades no envelhecimento e cuidados relacionados quase que estritamente ao aspecto físico, quando direcionado ao velho. E como somos seres frutos do discurso, a velhice acaba sendo sempre associada à fragilidade. É preciso desconstruir a ideia de que as fragilidades ocorrem somente no corpo físico, e somente no e com o idoso. Também é importante lembrar que a velhice só pode ser compreendida em sua totalidade, incluindo os fatores biológicos, emocionais, culturais e espirituais. E levando em conta todas as dimensões. A imagem do idoso hoje, já não corresponde àquela de vinte anos atrás. O que estamos observando atualmente é de um lado a existência do idoso como sinônimo de doente – visão estigmatizada – e de outro lado, o idoso ativo e com a saúde perfeita, como uma nova visão idealizada. Esse pensamento não leva em conta a complexidade do processo de envelhecimento e nem da velhice propriamente dita. Não leva em conta porque é um pensamento dicotômico, um se apresentando como contrário do outro que implica uma generalização e uma caricatura. É preciso desconstruir a visão dicotômica para vislumbrar outras inúmeras possibilidades que permeiam estes dois polos. TemEse diversos arranjos, diferentes velhices, que dão espaço para o nascer de uma multiplicidade, de variáveis diversas referentes à experiência do envelhecimento e da velhice.
Segundo o pensamento do geriatra (, !, nosso entrevistado8 ele acredita que as nomenclaturas referidas ao ”velho“ estão mudando, o imaginário social, e por isso já comporta outras possibilidades de se viver a velhice, e também dentro desta perspectiva fazEse necessário responsabilizarEse, produzir novos significados, novas atitudes, que gerem efetivamente um novo sujeito idoso, ciente da importância da qualidade de suas ações. A afirmação abaixo de (, ! explica a interpretação:
No âmbito Cuidar de Si, a velhice tem um papel fundamental. Ele tem que ser ativo, indo contra uma situação da sociedade que é de certa forma um mito de que todo idoso à medida que vai envelhecendo, você vai entregando, passando o bastão, que foi até uma teoria errônea no meu entender do envelhecimento de que a
medida àmedida que você vai passando os anos, você tem que passar para as gerações seguintes. É lógico que isto tem que acontecer, mas não tem que ser de uma forma em que você não cuide de seu papel na sociedade, por exemplo. Então é fundamental na velhice este cuidar de si de uma forma intensa. É lembrar que é nesta época que pode acontecer a diminuição das atividades nas três dimensões: por problemas físicos; diminui as atividades físicas, por problemas psicológicos, diminui as relações por problemas sociais, deixar de ter algum papel na sociedade, e muitas vezes a própria sociedade acha isto natural: Ah! Todo idoso é meio tristinho, todo idoso é meio parado, todo idoso fica mais em casa lendo, fazendo tricô, vendo televisão, e isto não é cuidar de si. Se eu fizer isto, eu vou ser uma pessoa menor, com menos valia. Por isto é fundamental que a gente continue de uma forma intensa a cuidar de nós mesmos, em qualquer idade, e intensamente na velhice, e cada ano, a terceira idade, a quarta idade, por exemplo, precisa de um cuidar de si muito maior, porque aí se não advêm problemas maiores, mais graves como a sarcopenia, fragilidades, que vão inclusive impedir mobilidade, relação social, dependência; então este cuidar de si na quarta idade é fundamental e importante. À medida que nós vamos envelhecendo nós temos que aumentar a intensidade do cuidar de si e ao mesmo tempo vamos ter que mudar a qualidade do cuidar de si.
Capítulo V
K ---
A questão do roteiro de entrevista, que aborda o tema “Além do corpo físico”, explicita para os entrevistados o seguinte: “O que você considera
importante para (" ?”.
O texto abaixo aponta elementos subjetivos que a arte evidencia e que expressa de forma poética, aproximando, e possibilitando uma primeira interpretação sobre a fala dos sujeitos entrevistados. A poesia também revela a perspectiva interdisciplinar presente nesta dissertação:
Espiritualidade é um estado de consciência; Não é doutrina, não!
É o que se leva dentro do coração. É o discernimento em ação!
É o amor em profusão.
É a luz nas ideias e equilíbrio na senda. É o valor consciencial da alegria na jornada.
É a valorização da vida e de todos os aprendizados.
É mais do que só viver; é sentir a vida que pulsa em todas as coisas. É respeitar a si mesmo, para respeitar o próximo e a natureza.
É ter a plena noção de que nada acaba na morte do corpo, pois a consciência segue além, algures, na eternidade...
É saber disso – com certeza E, e não apenas crer nisso. É viver isso – com clareza E, sem fraquejar na senda.
É ser um presente, para si mesmo, para os outros e para a própria vida. Espiritualidade é brilho nos olhos e luz nas mãos.
E isso não depende dessa ou daquela doutrina; depende apenas do próprio despertar espiritual; depende do discernimento consciencial em se unir aos sentimentos legais, no equilíbrio das próprias energias, nos atos da vida. Ah, espiritualidade é qualidade perene; não se perde nem se ganha; apenas é!
É valor interno, que descerra o olhar para o infinito... para além dos sentidos convencionais.
É janela espiritual que se abre, dentro de si mesmo, para ver a luz que está em tudo!
Espiritualidade é ser feliz, mesmo que ninguém entenda por quê. É quando você se alegra, só pelo fato de estar vivo!
É quando o seu chacra do coração se abre igual a uma rosa, e você se sente possuído por um amor que não é condicionado a coisa alguma, mas que ama tudo.
É quando você nem sabe explicar porque ama; só sabe que ama. Espiritualidade não depende de estar na Terra ou no Espaço; de estar solteiro ou casado; de pertencer a esse ou aquele lugar; ou de crer nisso ou naquilo.
É valor de consciência, alcançado por esforço próprio e faz o viver se tornar sadio.
Espiritualidade é apenas isso: Ser feliz!
Ou, como ensinavam os sábios celtas de outrora: Ser um presente!
Que teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente,
para que você perceba a ternura invisível tocando o centro do teu ser eterno.
Que teus pensamentos, teus amores, teu viver, e tua passagem pela vida sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Que esse amor seja o teu rumo secreto, viajando eternamente dentro do teu ser.
Que esse amor transforme os teus dramas em luz, tua tristeza em celebração,e teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que teu viver seja pleno de paz e luz!