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E SPAÇOS N ATURAIS ___________________________________________________________________________________ 81

3.2 PATRIMÓNIO CULTURAL _________________________________________________________________________________ 44

5.4.6 E SPAÇOS N ATURAIS ___________________________________________________________________________________ 81

Os espaços naturais integram áreas de valor paisagístico e ambiental, nas quais se privilegia a salvaguarda das suas características essenciais, bem como a proteção das espécies autóctones, o equilíbrio e diversidade ecológicas, a prevenção de degradações ambientais e a minimização dos fatores de perturbação.

Os Espaços Naturais incluem as seguintes áreas:

Leitos dos cursos de água considerados na Reserva Ecológica Nacional;

“Área de Proteção Parcial do tipo I” do Plano de Ordenamento do PNSAC;

Os habitats da Rede Natura 20008 de matos termomediterrânicos ou matos pré-desérticos (representados nas seguintes manchas: 5330; 5330+6210+8210; 5330+6220+6210+8210+6110;

5330+8210; 5330+8210+6220; 5330+9240; 5330+9240+6210) e de charcos temporários mediterrânicos (3170+3150+6420). Estes habitats podem encontrar-se no território em manchas isoladas ou em manchas de consociação com outros habitats, sendo sempre as características dos habitats destacados as predominantes em cada mancha;

Áreas com risco de erosão representadas na REN, e que são o resultado da redelimitação deste instrumento de proteção de valores ecológicos, efetuado em Fevereiro de 2013.

Refere-se ainda que as áreas do Anexo III do POPNSAC, da versão de novembro de 2010, identificadas como Áreas Recuperadas, correspondem a antigas áreas de exploração de massas minerais e que se encontram atualmente recuperadas. De acordo com o POPNSAC, estas áreas do Anexo III foram integradas na categoria de proteção APCII, pois estas áreas já se encontram recuperadas ambientalmente e não se pretende que voltem a ser objeto de exploração de massas minerais. No entanto, e no âmbito do presente ordenamento, as áreas recuperadas encontram-se inseridas nesta categoria de espaço. Esta opção pretende salvaguardar estas áreas recuperadas, que são espaços que visam garantir a proteção aos processos de recuperação efetuados, e onde são também interditas todas as ações que impeçam a recuperação natural do coberto vegetal, com exceção do pastoreio extensivo e das atividades silvícolas limitadas a povoamentos de espécies indígenas, além de que esta é a categoria de espaço que também não permite a exploração ou ampliação de massas minerais.

5.4.7 Espaços de exploração de recursos geológicos

Estes espaços concentram-se essencialmente na área do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, e/ou do sítio da Rede Natura 2000, exceção feita às explorações de argila a noroeste do concelho. A proposta de ordenamento do Parque prevê para essas zonas a criação de Unidades Operativas de Planeamento e Gestão. O Plano Diretor Municipal opta por criar espaços com áreas e ocupações específicas no domínio da extração de massas minerais, no que se refere aos espaços de exploração de massas minerais existentes, bem como para áreas futuras de exploração de massas minerais.

8 5330 - Matos termomediterrânicos pré-desérticos 3170 - Charcos temporários mediterrânicos

3150 - Lagos eutróficos naturais com vegetação da Magnopotamion ou da Hydrocharition 6110 - Prados rupícolas calcários ou baófilos da Alysso-Sedion albi

6210 - Prados secos seminaturais e fáceis arbustivas em substrato calcário (Festuco-Brometalia) 6220 - Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea

6420 - Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion 8210 - Vertentes rochosas calcárias com vegetação casmófita

9240 - Carvalhais ibéricos de Quercus faginea e Quercus canariensis

Refere-se ainda a existência de uma mancha indicada pela DGEG (março de 2011) como “Área para recuperação”. Como esta área não está incluída no Anexo III do POPNSAC, da versão de novembro de 2010, ou seja, identificada como “Áreas Recuperadas” e onde não se pretende que volte a existir exploração de massas minerais, a “Área para recuperação” indicada pela DGEG foi inserida no ordenamento do solo rural sem nenhum requisito de proteção, ficando a recuperação desta área sujeita às categorias de solo rural onde se inserir.

5.4.7.1 Áreas de Exploração Consolidadas

As áreas de Exploração Consolidadas são aquelas onde ocorre atividade produtiva significativa, com exploração intensiva, face ao reconhecido interesse em termos da existência do recurso geológico e da sua importância no contexto da economia regional.

As áreas apresentadas foram obtidas através de informação recebida do PNSAC, em dezembro de 2007, visto ter-se considerado ser esta a entidade que apresenta a informação mais rigorosa e é onde se encontram praticamente todas as pedreiras do concelho, exceto as áreas de exploração de argila. A informação do PNSAC foi complementada com a informação fornecida pela Direção Geral de Energia e Geologia, com data de março de 2011.

Quanto às explorações de argila, a informação relativa às Áreas de Exploração Consolidadas foi obtida a partir da mesma informação fornecida pela DGEG, com data de março de 2011.

As áreas representadas, referentes às Áreas de Exploração Consolidada, foram complementadas com informação recebida da Câmara Municipal de Porto de Mós, em março de 2015.

5.4.7.2 Áreas de Exploração Complementares

As Áreas de Exploração Complementares são aquelas onde os recursos geológicos estão identificados e que correspondem às áreas prioritárias para progressão dos espaços de exploração existentes, estando a sua utilização condicionada ao nível de esgotamento das reservas disponíveis e evolução da recuperação paisagística das áreas de exploração existentes. Estes espaços incluem pedreiras de blocos, de calçada e de laje e extração de argilas e areias.

As áreas de extração de argilas e areias ocorrem, essencialmente, nos barreiros ao longo da EN1, no interior dos pinhais aí existentes. A sua delimitação teve como base a informação fornecida pelo Laboratório Nacional de Energia e Geologia, de fevereiro de 2011, que por sua vez é coincidente com a informação Direção Geral de Energia e Geologia, de março de 2011. Estes espaços visam corresponder às expectativas económicas da região sem interferirem com os seus sistemas ecológicos. A expansão destes barreiros pretendem fornecer a indústria de cerâmica que existe no território, envolvendo as explorações que existem atualmente, delimitadas como áreas consolidadas.

As restantes áreas complementares delimitadas no território concelhio foram delimitadas a partir da informação fornecida pelo LNEG, de fevereiro de 2011, que por sua vez é coincidente com a informação DGEG, de março de 2011. No entanto, onde estas áreas complementares coincidem com as áreas do Parque de APP I ou habitats do SIC da Rede Natura, não foram vertidas na planta de ordenamento, pois nestas áreas o POPNSAC não permite a instalação nem a ampliação de explorações de massas minerais e nas áreas dos habitats do SIC não se pretende a instalação de explorações de massas minerais. Excetuaram-se também as áreas dos leitos dos cursos de água da REN.

Além das Áreas de Exploração Complementares propostas, o Plano de Ordenamento do Parque define UOPG para as zonas com potencial para Espaços Complementares. Pretende-se que as UOPG, através da elaboração de um Plano de Pormenor, estabeleçam medidas de compatibilização entre a gestão racional da extração de massas minerais, a recuperação das áreas degradadas e a conservação do património natural existente tendo em conta os valores e a sensibilidade paisagística e ambiental da área envolvente.

5.4.7.3 Áreas de Recursos Geológicos Potenciais

Correspondem aos espaços concelhios cujo conhecimento geológico subjacente revela potencial para a ocorrência de recursos geológicos com interesse económico e por conseguinte, com vocação para corresponderem a reservas suscetíveis de assegurar necessidades do concelho.

Estes espaços foram delimitados a partir da informação recebida do LNEG, de fevereiro de 2011, que por sua vez é coincidente com a informação DGEG, de março de 2011.

Estes espaços não constituem por si só uma categoria de solo rural, estando sujeitos a estudos específicos aprofundados para averiguar os locais próprios para a exploração extrativa que sejam economicamente rentáveis. No entanto, é apenas nas áreas assinaladas como área de recursos geológicos potenciais que poderão ocorrer futuras explorações de massas minerais, desde que a categoria de solo rural subjacente o permita e estudos posteriores levem a essa decisão.