na proposta da nossa sublime Uniăo?
E XEMPLOS DE M ANTRAS
Os mantras possuem melodia, mas não são música. Portanto, mesmo com uma pauta musical o praticante não conseguiria dominar certas idiossincrasias. O ideal é contar com um instrutor formado para demonstrar e, em seguida, corrigir o sádhaka. Na falta do instrutor formado, o mínimo que se pode fazer é escutar as gravações com redobrada atenção, treinar bastante e aplicar o bom-senso.
Kirtans:
1. ÔM jay guru. Srí guru. ÔM jay.
1. Bhavajánandaji, Bhavajánandaji, Bhavajánandaji jaya,
Bhavajánandaji, Bhavajánandaji, Bhavajánandaji ÔM namaha. 1. ÔM Shiva, ÔM Shaktí, namah Shiva, namah Shaktí.
1. Pátañjali ÔM namah Gurují, Pátañjali ÔM namah Gurují. 1. Hara, Hara, Shankaráchárya.
1. Jaya Krishnaya, jaya Rámakrishnaya, Rámakrishnaya, jaya Krishnaya jaya.
1. Jaya Gurují ÔM Dê. 1. ÔM Kumara.
1. ÔM namah prema dêví Gurují ( ou ÔM namah prema dêva Gurují, quando vocalizado por mulheres.)
1. ÔM namah Shivaya.
1. Namah Shivaya, namah Shivaya, namah Shivaya. Namah Shivaya, namah Shivaya, namah Shivaya.
1. Shiva, Shiva, Shiva, Shiva, Shivaya namah ÔM, Hara, Hara, Hara, Hara, namaha Shivaya.
1. ÔM namah Shiva, ÔM namah Shivalinga.
1. Shivaya namah ÔM, Shivaya namah ÔM, Shivaya namah ÔM, namaha Shivaya.
1. Shivaya namah Shiva, Shivaya namah Shiva, Shivaya namah Shiva, Shivaya namah Shiva
Shivaya namah ÔM namaha Shivaya. Shivaya namah ÔM namaha Shivaya.
1. Jaya Ganêsha, Jaya Ganêsha, Jaya Ganêsha, pahiman. Srí Ganêsha, Srí Ganêsha, Srí Ganêsha rakshaman. 1. Ganêsha charanam, charanam Ganêsha.
1. ÔM Shivánanda Guru sat, chit, ánanda.
1. Shivánanda, Shivánanda, Shivánanda pahiman. Shivánanda, Shivánanda, Shivánanda rakshaman. 1. Hari ÔM, Hari ÔM, Hari, Hari, Hari ÔM.
1. Harê Ráma, Harê Ráma, Ráma, Ráma, Harê, Harê.
Harê Krishna, Harê Krishna, Krishna, Krishna, Harê, Harê. 1. Sita Ram, Ram, Ram, rája Ram, Ram Ram (2x). Narayan,
Narayan, Narayan (2x).
1. Srí Ram, jaya Ram, jaya, jaya, jaya Ram.
1. Chidánand, Chidánand, Chidánanda ÔM (2x). Hara Halamê Alamastasá Chidánanda ÔM (2x).
1. Jaya Guru Shiva, Guru Harê, Guru Ram, Jagat Guru, param Guru, Sat Guru sham. ÔM Ádi Guru, Adwaita Guru, Ánanda Guru ÔM Chit Guru, Chitgana Guru, Chinmaya Guru ÔM.
1. Íshwara, Íshwara, Íshwara Harê.
1. Jaya Shiva, Guru Shiva, jaya Shiva, Guru jaya.
1. Jaya Guru Ômkára, jaya, jaya. Sat Guru Ômkára, ÔM.
Brahmá, Vishnú, Sada Shiva. Hara, Hara, Hara, Hara Mahadêva 1. Samba Sada Shiva (3x). Samba Shiva ÔM Hara. ÔM Mátá, ÔM
Mátá, ÔM Srí Mátá Jagadambá.
Uma Parameshwarí, Srí Bhuvanêshwarí, Ádi ParaShaktí Dêví Maheshwarí.
1. ÔM namô, namah Shivaya, namô, namah Shivaya. 1. ÔM Kumara.
1. Gáyatrí Mantra:
ÔM Bhur Bhuvah Swahah, ÔM tat Savitura varênyam. Bhargô Dêvasya Dhimahi, dhyôyô naha prachôdayatô.
1. ÔM jay Gangá.
Srí Gangá. ÔM jay.
1. Ayôdhya vasi Rám, Rám, Rám, Dasharata ánandanaram. Pathita pavana janaki Jivana Sita mohana Rám.
1. Jaya guru ômkára, jaya, jaya, Satguru ômkára, ÔM.
Brahma, Vishnu, Sadashiva,
Hara, Hara, Hara, Hara, Mahadêva.
É importante que o instrutor saiba o que está ensinando para não transmitir uma noção equivocada, a qual terminará por arranhar a boa imagem do nosso Yôga. Tomemos como exemplo este último mantra. Já testemunhamos bons instrutores o executarem vocalizando ÔM jay,
Gangá Srí, Gangá ÔM, jay! Ora, dito assim, está errado. Senão,
ÔM jay Gangá, significa Salve Ganges (o Rio Ganges); Srí Gangá, Sagrado Ganges, ou Santo Ganges;
ÔM jay, salve.
Se os pontos fossem substituídos por vírgulas nos lugares errados daria a seguinte tradução:
ÔM jay, salve;
Gangá Srí, não significa coisa alguma; Gangá ÔM, também não está correto; jay, salve.
O nome do Rio Ganges pode ser substituído pelo vocábulo Guru, que significa instrutor, professor ou Mestre de qualquer disciplina, profissão que é muito reverenciada na Índia, mesmo que se trate de um professor primário, de línguas ou de música. Por isso, admite-se que um professor seja chamado Srí. Aliás, essa é uma forma corriqueira de se dirigir a alguém que tenha uma posição social importante ou que se dedique a uma obra considerada sagrada, tal como literatura, poesia, pintura, escultura, música, filosofia, etc. Aplica-se mais ou menos como o Sir do inglês.
Substituindo Gangá por Guru o mantra fica assim:
ÔM jay Guru. Srí Guru. ÔM jay.
O instrutor que não vocalizar corretamente este e os demais mantras, estará confessando que não os aprendeu diretamente de um Mestre, e sim por livro. Ou então, não prestou atenção. Isso pode ser nefasto em circunstâncias nas quais a grafia transliterada for igual mas os fonemas em sânscrito forem diferentes.
É o caso do kirtan Srí Rám, Jaya Rám, jaya, jaya, jaya Rám. Não se deve confundir esta palavra Rám com o bíja mantra RAM. Em alfabeto
latino escreve-se da mesma forma, porém, em alfabeto dêvanágarí observa-se que constituem dois sons bem distintos. Rám é o nome do herói Ráma, articulado com sotaque hindi, Rám(a). Escreve-se com duas letras: rá + ma. Contraindo-se a pronúncia do último a, obtém-se Rám (rá-m).
Por outro lado o bíja mantra do manipura chakra, RAM, é grafado com
uma só letra, ra, mais um acento denominado anuswára (na gramática) ou bindu (na filosofia), que consiste em um ponto sobre a letra e nasaliza o fonema, tendo um efeito semelhante ao do til em português (rã). Confundindo uma com a outra na vocalização de mantras, além de você estar dizendo outra coisa, às vezes sem sentido, arrisca-se a contabilizar uma conseqüência imprevisível.
Isto não é complicado, mas requer a assistência de um instrutor, de corpo presente. Aí o estudante percebe que é tudo muito simples.
AS PALMAS
Quase todos os mantras podem ser acompanhados por palmas (no Gáyatrí, por exemplo, não se usam palmas). Elas devem ser feitas a partir do prônam mudrá. Portanto, as mãos não ficam cruzadas como nas palmas comuns. O objetivo disso é atritar todos os chakras secundários que temos nas mãos e dedos, 35 em cada mão, num total de 70 chakras só nessa região.
Assim, quando termina o mantra, as mãos estarão emanando uma grande intensidade de prána. Prána é o nome genérico de qualquer forma de energia manifestada biologicamente: neste caso, energia térmica e eletricidade estática. O prána assim exalado não estará sendo extraído do organismo. Ele terá sido gerado pelo atrito das palmas. O praticante pode utilizar esse prána simplesmente permanecendo alguns instantes no prônam mudrá, fechando um circuito eletromagnético com as duas mãos unidas, fazendo circular essa cota adicional de energia dentro do seu próprio corpo para fortalecimento geral. Ou pode aplicar as mãos, ainda aquecidas, sobre um chakra principal para estimulá-lo; sobre um órgão para revitalizá-lo; sobre um músculo ou articulação para maximizar seu desempenho no Yôga ou no esporte.