Os editores de texto são usados para a edição de arquivos que contenham somente texto, sem qualquer tipo de formatação. Eles permitem a entrada, remoção ou substituição de texto, além de oferecer diversas funcionalidades: busca, correção de erros, cópia e colagem de texto, entre outros. Os editores de texto podem ser divididos em duas categorias: os edi- tores de tela que exibem o texto na tela inteira e os editores de linha que exibem o conteúdo do arquivo linha a linha. Esta sessão de aprendizagem será baseada no editor de textos Vi, que será visto no próximo tópico. Por isso, não entraremos em detalhes no modo de utili- zação dos outros editores apresentados a seguir.
In tr od uç ão ao L in ux
1 Emacs: um editor de texto de tela cheia que foi desenvolvido por Richard Stallman, guru e fundador da Free Software Foundation. O Emacs é um poderoso ambiente de edição de textos, que inclui funções adicionais chamadas de extensões. Entre essas funções estão o envio de e-mails de dentro do editor, a conversão de dados de arquivos em outros for- matos e até mesmo a compilação de programas editados pelo Emacs. Para abrirmos um arquivo utilizando o editor Emacs, devemos utilizar o comando emacs, seguido do nome do arquivo. Se o arquivo especificado na linha de comando não existir, ele será criado. Caso contrário, o arquivo existente ficará disponível para edição. Se o Emacs for aberto em um ambiente gráfico, como o GNOME ou o KDE, será aberta uma janela com uma interface baseada em menus. Para ativar uma das opções do menu, basta posicionar o cursor do mouse e clicar sobre a opção. Serão exibidas então as opções de cada menu; 1 Pico: o Pine Composer é um editor de texto de tela cheia desenvolvido pela Universidade
de Washington, que é parte integrante do programa cliente de e-mail Pine. Apesar disso, o Pico pode ser utilizado para editar arquivos texto independentemente do Pine. O Pico possui várias funcionalidades, como busca de texto e verificador de erros, entre outras. Para abrirmos um arquivo utilizando o editor Pico, devemos utilizar o comando pico, seguido do nome do arquivo. Se o arquivo especificado na linha de comando não existir, ele será criado. Caso contrário, o arquivo existente ficará disponível para edição; 1 JOE: o Joe’s Own Editor é um editor de texto de tela cheia criado por Joseph H. Allen em
1991 e distribuído pela GPL. O JOE possui uma série de funcionalidades: um sistema inte- grado de ajuda, busca de texto, emulação de funcionalidades de outros editores, entre outras. Para abrirmos um arquivo utilizando o editor JOE, devemos usar o comando joe, seguido do nome do arquivo. Se o arquivo especificado na linha de comando não existir, ele será criado. Caso contrário, o arquivo existente ficará disponível para edição; 1 Ed: um editor de texto de linha criado em 1971, pelo criador do Unix, Ken Thompson.
Para abrirmos um arquivo utilizando o editor Ed, devemos utilizar o comando ed, seguido do nome do arquivo. Se o arquivo especificado na linha de comando não existir, ele será criado. Caso contrário, o arquivo existente ficará disponível para edição. Quando um arquivo é aberto pelo Ed, por padrão, a última linha do arquivo é exibida, permitindo a inserção de texto após ela. Os comandos do Ed só afetam a linha que está sendo exibida na tela, a não ser que outra linha, ou mesmo um conjunto de linhas, seja especificado.
Editor Vi
q
O Vi copia o conteúdo de um arquivo de texto para o buffer de edição na memória prin- cipal e utiliza a tela do monitor de vídeo como uma janela para a visualização do buffer. A tela pode ser movimentada para cima ou para baixo mostrando as demais linhas do texto. Visual Editor (Vi) é um dos mais antigos editores de texto para sistemas Unix-like. Desen- volvido em Berkeley, passou a ser incorporado por padrão às diversas versões do Sistema Operacional Unix. O Vi possui uma interface bastante simples, sem os requintados recursos de edição oferecidos pelos processadores de textos para ambientes gráficos. Apesar de sua simplicidade, o Vi oferece vários recursos de edição de texto, dos simples aos mais sofisti- cados, e é largamente utilizado por administradores de sistema e programadores. Por esse motivo, será o editor que detalharemos nesta sessão de aprendizagem.
O Vi copia o conteúdo do arquivo de texto que está sendo editado para um buffer de edição na memória principal, utilizando a tela do monitor de vídeo como uma janela para visualização desse buffer. A tela pode ser movimentada para cima ou para baixo mostrando outras linhas do texto armazenado no buffer, possibilitando ao usuário a navegar por todo o arquivo.
Saiba mais sobre os editores de texto Emacs (http://www.gnu. org/software/emacs), Pico (http://www. washington.edu/pine/ man/#pico), Joe (http:// joe-editor.sourceforge. net) e Ed (http://www. gnu.org/software/ed/ ed.html).
w
Ca pí tu lo 5 - E di çã o d e t ex to
Na figura 5.1 vemos como a tela do terminal mostra o conteúdo do buffer. Para editar o texto, o usuário simplesmente move o cursor pela tela, usando comandos de um só carac- tere ou utilizando as setas do teclado. Outros comandos de edição de texto são usados para inserir, modificar e remover texto. O comando especifica se a alteração a ser executada é em um caractere, em uma palavra ou em uma linha. Os resultados de cada comando são refletidos imediatamente no vídeo.
Buffer de edição
Monitor de vídeo
Janela
Os comandos do Vi permitem fazer mudanças em massa no documento inteiro ou em partes dele. As alterações realizadas são refletidas imediatamente no texto após a execução de um comando.
q
O comando vi inicia o editor Vi e sua sintaxe é: # vi [opções] [arquivo]
Para fechar o arquivo, existem algumas opções: 1 ZZ: salva as alterações e fecha o arquivo.
1 :wq: da mesma forma, salva as alterações e fecha o arquivo. 1 :q!: sair do arquivo descartando as alterações feitas.
Quando o Vi salva as alterações realizadas, ele copia o texto editado no buffer para o arquivo armazenado de forma permanente, substituindo o conteúdo anterior. O comando vi é utilizado para executar o editor Vi e sua sintaxe é:
# vi [opções] [arquivo]
Se o nome do arquivo for omitido, o Vi abrirá um novo arquivo sem nome no buffer de edição, que ficará vazio, aguardando o usuário digitar seu texto. Os caracteres “~” na coluna da esquerda da tela indicam que não há texto no arquivo, nem mesmo espaços em branco. Na última linha da tela é mostrado o nome do arquivo e informado se ele é novo ou se já existia. Caso o arquivo já exista, é mostrado o seu nome, o número de linhas e o número de caracteres que ele possui. Para sair do Vi sem salvar o arquivo editado, deve-se digitar a tecla Esc para sair do modo de inserção, digitar o comando :q! e em seguida teclar Enter. Dessa forma, a última versão do arquivo é preservada e as alterações feitas são descartadas.
Saiba mais
O buffer nada mais é do que um local na memória RAM para onde é copiado o con- teúdo de um arquivo quando este está sendo editado.
l
Figura 5.1
Exibição do conteúdo do buffer.
In tr od uç ão ao L in ux
O Vi, por padrão, não permite a saída do editor com o descarte das alterações feitas no buffer. O ponto de exclamação após o comando :q permite sair do Vi, mesmo que o buffer tenha sido modificado.
O nome do arquivo deve ser único dentro do seu diretório. Um nome de arquivo pode incluir qualquer caractere, exceto alguns caracteres especiais como “/”, “*” e “&”, entre outros. É possível incluir espaços em um nome de arquivo digitando uma barra invertida (“\”) antes do espaço.
Durante a edição de um texto, é possível sair do editor a qualquer momento, salvando as modificações realizadas e retornando ao prompt do Linux. O comando para sair do editor, salvando as modificações realizadas, é ZZ (em maiúsculas). Também é possível sair do editor, salvando as modificações feitas, utilizando os comandos w e q, simultaneamente (:wq). O comando :w é usado para salvar as modificações sem sair do Vi e o comando :q é utilizado para sair do editor desde que não tenha sido feita nenhuma modificação.