• Nenhum resultado encontrado

Saiba mais

No documento Introdução ao Linux (páginas 30-35)

Para fins de exempli- ficação, demonstra- remos o passo a passo de como instalar a distribuição CentOS. Com base nele, o aluno terá condições de instalar qualquer outra distribuição, pois, de um modo geral, mesmo que algumas etapas apareçam em sequência diferente, as informações neces- sárias deverão ser as mesmas.

Ca pí tu lo 1 - H is tó ri co e i ns ta la çã o

1 Selecionando o tipo de dispositivo que será utilizado na instalação: essa etapa apresenta duas opções: “Basic Storage Devices”, que inclui discos IDE, SATA, SCSI etc. e “Specialized Storage Devices”, que inclui dispositivos de armazenamento mais complexos como Storage Area Networks (SANs). Selecione a opção “Basic Storage Devices”;

1 Inicializando o disco rígido: nesse momento o instalador analisa o disco rígido e caso não encontre nenhum sistema de arquivos, emitirá um aviso solicitando a inicialização do disco. Esse processo apagará todas as informações existentes no disco. Se a instalação estiver sendo feita em uma máquina virtual, não se preocupe, pois essa ação não apagará nenhuma informação no hospedeiro. Clique no botão “Sim, descarte qualquer dado”; 1 Configuração da rede: nessa etapa podem ser utilizados dois tipos de configuração:

2 Configuração automática via Dynamic Host Configuration Protocol (DHCP): essa é a opção padrão, onde deve ser informado somente o nome da máquina. As outras informações necessárias para integração à rede e acesso à internet, como endereço IP, máscara de rede, gateway, servidores de DNS etc. são fornecidas automaticamente pelo servidor DHCP da rede;

2 Configuração manual: para configurar a rede manualmente, é preciso clicar no botão “Configure Network”. Nesse caso, é necessário possuir um endereço IP, máscara de rede, endereço IP do gateway e dos servidores de DNS para integração à rede e acesso à internet.

1 Seleção do Fuso Horário: nessa etapa é definido o fuso horário de acordo com a locali- zação física do sistema. Selecione a opção “América/São Paulo” e deixe marcada a opção “O relógio do sistema utiliza o UTC”;

1 Senha de Administrador (usuário root): o administrador do sistema possui plenos pri- vilégios, podendo instalar, alterar ou remover qualquer programa, arquivo ou diretório. A escolha dessa senha deve ser criteriosa, pois caso alguém a descubra, poderá causar sérios danos ao sistema;

1 Tipo de particionamento: nessa etapa é definido o tipo de particionamento que será utilizado. Selecione a opção “Create Custom Layout”;

1 Particionando o disco rígido: após inicializar o disco, o programa de instalação abre o gerenciador de partições. Caso o disco tenha sido inicializado anteriormente, ele será exibido sem nenhuma partição, mostrando todo o espaço livre existente. Ao menos duas partições são necessárias para o funcionamento do Linux: uma para o sistema e outra para a área de memória virtual (swap). As principais vantagens de se particionar um disco são: segurança, devido ao isolamento de falhas, e independência entre as partições, evi- tando problemas no sistema caso a capacidade de alguma partição se esgote.

É importante ressaltar que o dimensionamento das partições deve ser feito com bastante critério, para que não ocorram situações onde o tamanho de uma partição se esgote, enquanto outras partições ainda possuam bastante espaço disponível. Nessa instalação serão criadas as seguintes partições:

2 /: essa partição é a base de todo o sistema, sendo conhecida como partição raiz e sim- bolizada pela barra (/). Nessa instalação será alocado 5 GB de espaço em disco para a partição raiz, que usará o tipo de sistema de arquivos ext4;

2 /boot: é nessa partição que fica localizado o kernel do Linux. Essa partição precisa ser primária, pois será acessada pelo BIOS para fazer a carga do Sistema Operacional. Nessa instalação será alocado 100 MB de espaço em disco para a partição /boot. Essa partição utilizará o tipo de sistema de arquivos ext4;

In tr od uç ão ao L in ux

2 /var: é nessa partição que ficam arquivos de sistema, como arquivos de log, e-mail etc. Nessa instalação será alocado 3 GB de espaço em disco para a partição /var. Essa partição utilizará o tipo de sistema de arquivos ext4;

2 /usr: é nessa partição que os programas, manuais etc. são instalados. Nessa insta- lação será alocado 5 GB de espaço em disco para a partição /usr. Essa partição utilizará o tipo de sistema de arquivos ext4;

2 swap: essa partição é utilizada como memória virtual e não possui ponto de mon- tagem. Seu tipo de sistema de arquivos é swap e seu tamanho deve ser o dobro da quantidade de memória RAM instalada no sistema. Nessa instalação serão alocados 2 GB de espaço em disco para a partição swap.

A figura 1.5 mostra a tela onde é selecionado o tipo de partição que será criado. Nessa insta- lação serão utilizadas somente partições padrão.

Outras partições podem ser criadas dependendo do tipo de aplicação a que o servidor se destina, assim como pode ser desnecessária a criação de algumas das partições utilizadas no esquema citado anteriormente em determinados casos.

É importante ressaltar que o BIOS suporta apenas quatro partições primárias. Sendo assim, se mais partições forem requeridas, três partições deverão ser criadas como primárias e a quarta deverá ser do tipo estendida, que pode ser subdividida em até 255 partições lógicas. Uma partição estendida não pode conter dados, mas somente partições lógicas. Uma partição lógica, por sua vez, não pode ser utilizada para iniciar a carga de um Sistema Operacional. A figura 1.6 mostra a tela de criação de partições, com suas opções. O campo “Ponto de montagem” define o local da árvore de diretórios onde a partição será montada. O campo “Tipo de sistema de arquivos” define o tipo de sistema de arquivos que será utilizado para formatar a partição. O campo “Tamanho (MB)” define o tamanho da partição em megabytes. Além desses campos básicos, temos a opção de definir a partição como primária e optar pela criptografia dos dados que serão armazenados.

Figura 1.5

Escolha do tipo de partição no disco rígido.

Ca pí tu lo 1 - H is tó ri co e i ns ta la çã o

1 Gerenciador de boot: nessa etapa é definido o local do disco onde será instalado o gerenciador de boot (boot loader) ou módulo inicializador do sistema. Os principais gerenciadores de boot do Linux são o Grub e o Lilo. O CentOS utiliza por padrão o Grub, que pode ser instalado no MBR ou no setor de boot da partição ativa. Utilizaremos a configuração sugerida pelo programa de instalação, que instala o Grub no MBR. Para isso, basta deixar a opção “Install boot loader on /dev/sda” e clicar no botão “Avançar”. Nessa tela também é possível adicionarmos outros Sistemas Operacionais que estejam instalados no disco para serem carregados pelo Grub;

1 Pacotes de aplicações: nessa etapa é definida uma categoria de instalação. O instalador pré-agrupa conjuntos de aplicações classificando-as nas seguintes categorias: Desktop, Minimal Desktop, Minimal, Basic Server, Database Server, Web Server, Virtual Host e Software Development Workstation. Selecione a opção “Desktop”. Além disso, também são definidos os repositórios que serão utilizados para fazer o download dos pacotes. Nesse caso não será necessário incluir nenhum repositório extra;

1 Instalação dos pacotes: após a formatação das partições, o instalador inicia o processo de instalação dos pacotes, processo que pode demorar cerca de 15 a 30 minutos, depen- dendo da performance do computador utilizado e das aplicações que serão instaladas. 1 Fim da instalação: terminada a instalação, o programa de instalação ejetará o DVD e

dará ao aluno os parabéns por ter finalizado a instalação. É preciso retirar o DVD e clicar no botão “Reinicializar”.

Figura 1.6

Opções para a criação de partições.

In tr od uç ão ao L in ux

Ca pí tu lo 2 - U til iz aç ão d o s is te m a

obj

et

ivo

s

co

nc

ei

to

s

2

Utilização do sistema

Conhecer as funcionalidades da interface gráfica X-Window e dos ambientes de desktop GNOME, KDE e Unity.

No documento Introdução ao Linux (páginas 30-35)

Documentos relacionados